domingo, 24 de janeiro de 2010

Algumas Reflexões Sobre a Revelação Divina da Grande Harmonia...

Bom, na falta de um tema específico (não quero me alongar na questão de comparar o Espiritismo com a SNI, o Livro dos Espíritos como um todo nos apresenta interessantes pontos de comparação com a doutrina SNI, enfrentem suas 615 páginas e verão!) tecerei algumas impressões que vieram à tona na minha mente desde quando resolvi fazer a leitura da Revelação Divina da Grande Harmonia, instruído pela Orientadora Pessoal Mor (pelo menos para mim é assim), Prel. Ednalva...
Revelação Divina da Grande Harmonia. Em suas 28 frases ela nos aponta qual o verdadeiro caminho para a comunhão divina. Este caminho não é exclusivo da SNI, basta que alguém, com um mínimo de boa vontade, possa praticar (e, como diria Immanuel Kant na abertura de seus "Fundamentos da Metafísica dos Costumes", não há nada neste mundo essencialmente bom senão uma boa vontade, nunca vou me esquecer...).
Este é o caminho da RECONCILIAÇÃO. E, quando se fala em REconciliação, não podemos nos olvidar do prefixo RE, que nos transmite uma ideia de retorno. Ou seja, esta Revelação Divina nos ensina a retornar para a nossa verdadeira natureza divina, primeiro ponto.
"Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra". Retorna à tua condição de unidade com o Todo.
Em seguida, o Mestre nos apresenta algumas das vantagens práticas de tal reconciliação, como ter o universo como seu amigo (lembra-me muito Paulo Coelho com seu "universo conspira a nosso favor"), ter saúde ("atingido por micróbrios") e sorte ("ferido por algo"), até mesmo espiritual ("espíritos baixos"), ele nos apresenta quem são nossos primeiros irmãos, por assim dizer: nossos pais.
A seguir, vem o cerne da revelação, e o motivo pela qual ela existe: o caminho para tal REconciliação: o agradecer. Agradecer a todas as coisas do céu e da terra. Na realidade, tal revelação deveria ser chamada "Revelação Divina da Gratidão", mas vai lá, "Grande Harmonia" parece ser mais pomposo.
Bom, assim, resumo da ópera: para voltarmos a nossa verdadeira natureza divina, em comunhão com o Todo, deveremos agradecer. Até aí entendido. Mas o Mestre continua nos falando que deveremos evitar os dois equívocos de tal gratidão, cair na tolerância e na condescendência.
"Tolerância", me informa o Aurélio, é o "respeito ao direito que os indivíduos têm de agir, pensar e sentir de modo diverso do nosso".
"Condescendência" vem de condescender, segundo o mesmo léxico, que é o ato de transigir espontaneamente, ter atitude complacente.
Ora bolas, o que significa isso então?
Acredito (opinião minha mesmo, que me veio agora à lume) que quando você tolera ou condescende (é assim que se flexiona?) você inconscientemente cria um diferencial entre você e o outro, aceita o diferente apesar de ser diferente. E a gratidão que a revelação nos ensina mostra exatamente o contrário, tem de ser GRATIDÃO RADICAL, em caixa alta mesmo! Agradecer por agradecer somente, nos dizeres do nosso fofinho Fugiwara, incondicionalmente, independentemente do que seja, do que ocorra, do que exista, do que se manifeste. Isto é "estar em harmonia do fundo do coração".
Buenas, resumamos, então: para retornarmos à nossa origem verdadeira, teremos de ter gratidão radical (acalmem-se os apressados em tirar conclusões igualmente expeditas, falarei delas no próximo post) e incondicional. Entendi. A seguir o Mestre nos destrincha todos os graus de gratidão existente, do maior (Pátria) ao menor (teus criados), para culminar com todas as coisas do céu e da terra.
Até porque, somente dentro deste sentimento de gratidão poderemos ver Deus, não literalmente, mas senti-Lo. Deus não é presença que possa ser vista aqui ou acolá, mas sim, através da reconciliação (gratidão) é que Ele se revelará...

Interessante, não? Como diria a propaganda da Oi, "simples assim"...

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