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domingo, 1 de agosto de 2010

E O Preceito do Dia 31???

Bem amigos, vocês devem estar estranhando: "Cadê o preceito do dia 31 de julho?" Pois é, na Mundo Ideal trataram julho como se ele fosse um junho qualquer, dando apenas 30 preceitos. Este blogueiro iria até colocar um trecho qualquer do Mestre para compensar mas - valei-me, minha Kankan - o sono era tanto que acabei quase que desabando e babando sobre o teclado, mal conseguindo finalizar meu pobre comentário a respeito do livrinho do professor Seicho. Mas, não dá nada, hoje é agosto, primeiro do que espero serem muitos blogs, e aí teremos mais preceitos, e se não me engano o Mundo Ideal deste mês garante que é tirado da obra "Viver Com Plena Liberdade". Então peço aos caros leitores destas linhas que aguardem mais alguns momentos pois blogarei-os adequadamente!

sábado, 31 de julho de 2010

Preceito do Dia 30 - Ser Belo É Ser Harmonioso

"Quando alguém diz que algo é sujo ou limpo, está dizendo, em outras palavras, que está adequado ou não. Deus é Verdade, Bem e Belo. Portanto, quando se manifesta a Vida de Deus, aí se manifesta o Belo. Entretanto, para ocorrer essa manifestação, é preciso adequação ao local. Excrementos nas bordas do vaso sanitário tornam-no sujo; mas lançados em terra cultivável, onde desabrocham flores de colza, tornam-nas belas. Em suma, a Seicho-No-Ie prega ensinamentos de harmonia, dizendo que tudo se torna belo quando há grande harmonia.
Mesmo no caso de um pintor, ao pintar um quadro, ele utiliza diversas belas cores, mas há ocasiões em que essa pintura se destaca justamente por ter duas a três pinceladas de uma cor intermediária, que parece de sujeira, assemelhando-se à cor de fezes. Então, algo com essa cor intermediária, ou de fezes, nem sempre significa que seja sujo. Em suma, quando isso estiver num lugar adequado, é belo; mas, se estiver num lugar inadequado, não é belo. Embora se diga que o vermelho ou o verde são belos, se pintar com vermelho de uma forma desordenada ou pintar todos os quadros totalmente de verde, isso não pode ser belo, por não estar adequado.

(Mundo Ideal, Ano XVI, nº 190, pg. 22)
E então? O que dizer deste trecho?
Bom, dele depreende-se um certo caráter utilitarista, no sentido de que tudo o que é adequado pode ser considerado belo ou bom, e vice-versa. Assim, a grande harmonia mencionada no texto significa, antes de mais nada, grande adequação, ou grande utilitarismo, ou seja, uma coisa só é útil (boa, bela e verdadeira) se ela for adequada. Seria esse raciocínio resquício de um pensamento do New Thought, em cujo solo natal norte-americano nasceu também o utilitarismo, ou teria ele nascido de Platão e seu belo (portanto útil) mundo das formas?
Não sei, mas, pelas raízes conhece-se a profundidade do pensamento da Seicho-No-Ie...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Preceito do Dia 29 - É O Centro Que Unifica As Diferenças

"Para que coisas diferentes sejam colocadas em locais distintos e consigam a harmonia, é necessário um centro que coordena os traçados. Diz-se centro, mas nem sempre se trata de um centro geométrico. Mas é necessário que sempre haja um centro, e que a energia do todo esteja integrada nesse centro. O mesmo se diz tanto para efetuar uma ikebana (arranjo floral), quanto para efetuar a cerimônia do chá, e também para apreeender boas maneiras. É possível criar um belo vivido com a junção de coisas diferentes, porque todas as energias estão unificadas na energia central. O corpo humano, que é um agregado de diversos nutrientes, demonstra estar vivo porque a força central está atuando de forma uniforme. Um país democrático também escolhe um personagem central denominado presidente, e todos atuam coordenados por ele. Se não houver um centro, nem mesmo o corpo humano conseguirá sobreviver."



(Mundo Ideal, Ano XVI, nº 189, pg. 30)


Convergência para o Centro. Aquilo que todos nós rezamos na Oração pela Paz Mundial. Realmente, o Mestre está certo, se até mesmo um simples átomo tem seu centro, seu núcleo, uma simples célula também tem o seu núcleo, ou seja, o estabelecimento de um centro é, de certa forma, algo natural. Está em todos nós este Centro, portanto, antes de significar autoritarismo, o Centro, e a sua Reverência, significam reverência a algo que já se encontra dentro de nós desde o início, ou seja, o Centro dos Centro, Deus.

Preceito do Dia 28 - O Método Da Criação De Deus

"Assim, Deus é o Criador de tudo. Mas, quando se diz 'Deus criou todas as coisas, muitas pessoas se apegam à palavra 'criar' e tendem a pensar que Deus Se encontra num local elevado, estende a mão até este mundo terreno e, utilizando-Se de sua onipotência, cria diversas coisas, como o globo terrestre e o sistema solar, com materiais e instrumentos alheios a Ele. Entretanto, Deus não criou estendendo Sua mão de um mundo distante, diferente deste. Assim como já citei, de acordo com a oração xintoísta que diz 'Deus Se encontra no Takaamahara', as vibrações do princípio positivo e do princípio negativo preenchem este local e, através dos diversos cruzamentos, são criadas todas as coisas. Então, quando se diz que Deus criou as coisas, não significa que ele estendeu as mãos de outro local e as criou. Significa que Deus Se encontra dentro do Universo, que Sua Vida está presente em tudo"

(Mundo Ideal, Ano XVI, nº 187, pg. 28)
Tendemos a acreditar sempre que Deus é o Todo-Poderoso e que todas as coisas são criadas e feitas e acontecidas de acordo com o seu bel-prazer, à sua vontade, ao seu talante. Bem, este trecho nos diz que, muito ao contrário, Deus, Aquele que Jesus Cristo falou que nunca parou de trabalhar, Aquele que Krishna no Bhagavad Gita afirma que se parar de trabalhar um instante o universo pereceria, bem, esse Deus está mais dentro de nós e da natureza do que nossa vã e fenomênica imaginação poderia supor. A essência divina está presente em tudo, permeia todas as coisas existentes, porque elas nada mais são que sombra, que consequências do mundo da existência verdadeira. Ter isso em mente é altamente fundamental se quisermos entender bem a distinção entre fenômeno e imagem verdadeira: o que é visível também contém a presença divina, mas é toldado pela ilusão, posto que é fenômeno, é miragem, mas descende de um mundo mais alto, que é o mundo da criação divina. Deus está neste humilde blogueiro como está no mui digno leitor deste blog; ele está presente em tudo e em todos, e a sua essência, a sua verdadeira "mania" está em criar, em manifestar novas e belas coisas. Mais detalhes sobre isso no excelente livro "Comande Sua Vida Com O Poder Da Mente", o qual recomendo fortemente a leitura...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Preceito do Dia 27 - Deus É Luz Infinita

"Realmente, Deus é luz infinita. Quando se diz que 'Deus é luz', talvez alguém pense que Ele é uma luz material, mas nem sempre se diz luz a uma luz material. Sendo Deus um Ser do mundo absoluto, ocorre confusão quando tentamos explicá-lO com as mesmas palavras usadas para explicar coisas manifestadas no mundo fenomênico. Sendo Deus a Verdade que ilumina a escuridão, não há outra opção senão chamá-lO de luz. No primeiro capítulo do Evangelho Segundo S. João (1, 4-5), consta: 'No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (...) Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas...'. No budismo também se diz: 'Buda de luz imensurável', 'Tathagata que tudo ilumina' e que 'Buda é a luz que ilumina infinitamente'. Este trabalho de iluminação das trevas, ou seja, das ilusões, que se explica metaforicamente com uma 'luz', está se referindo ao trabalho da Sabedoria."

(Mundo Ideal, Ano XV, nº 179, pg. 28)
Acho que a primeira referência que li sobre terminologia do mundo fenomênico ser aplicada para o Mundo da Imagem Verdadeira li, surpreendentemente, no Livro dos Espíritos, claro que não com o linguajar da SNI, mas com a mesma mensagem: não adianta tentarmos utilizar a linguagem dos cinco sentidos, fenomênica, para tentar descrever como é o Mundo da Imagem Verdadeira. Assim, por mais que se queira definir Deus como Luz Infinita, mesmo assim tal definição ainda padece de precisão, por mais boa vontade que tenha o Mestre em nos passar tal ensinamento.
Assim, Deus pode ser Luz, pode ser Verdade, pode ser o Caminho, todas estas definições corretas e todas elas completamente díspares entre si. Afinal de contas, que correlação tem a Luz com a Verdade, senão meramente metafórica? E se tentarmos combinar apenas estes três elementos? Chegaríamos a conclusões tão práticas e óbvias e, mesmo assim, ainda descreveríamos Deus em suas multiformes variações. Vejam só:
1. Deus é a Luz da Verdade;
2. Deus é a Verdade do Caminho;
3. Deus é o Caminho da Luz.
Viram só? Isso se presta para várias e várias manifestações, e todas elas ainda são imperfeitas para se precisar Deus e, curiosamente, nenhuma delas está, essencialmente, errada...
Querem mais uma prova dessa imprecisão semântica? Leiam o comecinho do capítulo Realidade da Sutra e vocês vão saber do que estou falando:
"(...)A Realidade, porque é universal, é chamada Caminho.
O Caminho está com Deus;
Deus é o Caminho, é a Realidade"
Viram só? Tudo vai se escoar a um denominador comum, chamado... Deus! E, por mais que nos esforcemos em defini-lO, ainda teremos definições imprecisas e parciais...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Preceito do Dia 26 - O Lar Como Manifestação do Amor

"Por serem almas que eram originalmente uma, atua nessas pessoas a força de atração, e esse é o sentimento de amor. Esse não é, em absoluto, um sentimento repugnante nem pecaminoso. É, ao contrário, um sentimento nobre. Por ser algo nobre, devemos tratá-lo como tal, e não digo isso, em absoluto, por ser um sentimento meu. Até agora, no Japão, o sentimento de amor entre um homem e uma mulher foi considerado impuro e, por isso, escondiam-no dos pais, perdendo assim a oportunidade de receber conselhos adequados destes, muitas vezes, uniam-se em segredo com um(a) parceiro(a). Ou, então, os pais que ignoram o sentimento da filha empurram-lhe um pretendente que não condiz com a vontade dela, assim gerando muitas tragédias. Isso ocorre quando não sabem que, sendo o namoro algo nobre, deve ser tratado como tal. Se o namoro, a paixão não fossem sentimentos nobres, mas algo irresponsável e frívolo, tal como achar que basta ser agradável, não teria nenhum problema tratá-los de qualquer forma, mas isso não é verdade. Originalmente, nossas vidas eram uma só, eternamente, mas ela se dividiu pela metade, formando o homem e a mulher, para encontrarem cada qual o(a) parceiro(a)."

(Mundo Ideal, Ano XV, nº 175, pg. 20)
Este capítulo deve ter se baseado em muita história de amor pretensamente frustrado que o Mestre, ao longo de sua vida, acompanhou. Teve um volume recente que li da Verdade Da Vida, se não me engano o 15 ou o 16 que ele fala da história de amor de um casal em que o rapazola teve que ser fortemente admoestado para, como diríamos hoje, "dar um tempo" no relacionamento, se não me engano o nome dele ou de sua amada era Kusuno (estou com preguiça, confesso, para pegar tal obra e confirmar, quem quiser pesquisar esteja a gosto, mandando-me um comentário onde encontrar melhor tal história, sei que fica entre o vol. 15 e o 16...)
Cabe aqui uma importante reflexão: o Mestre nos fala que tal sentimento não pode ser qualificado de impuro ou pecaminoso. Concordo. O amor em sua maioria esmagadora cega, não nos permite ter um real discernimento das coisas, mas o que é isso senão, literalmente, uma das manifestações da visualização de nossa Imagem Verdadeira? Outra visualização fenomênica forte é o amor dos pais, em especial o da mãe, que não permite ver o filho como alguém ruim: "Meu filho? Ele jamais praticaria atos desta natureza!", mesmo sendo o tal filho assassino confesso de um crime brutal.
Em ambos os casos, não é interessante constatar que estas "visualizações da Imagem Verdadeira" estejam diretamente ligadas ao sentimento do amor? Pensem nisso!

domingo, 25 de julho de 2010

Preceito Do Dia 25 - O Mundo Como Manifestação Da Sinceridade

"O Tathagata está presente em todos os lugares. Nós contemplamos este mundo como sendo manifestação da sinceridade de Deus. Seja qual for a forma como se manifesta a intensa sinceridade do amor que Deus dedica às pessoas, ela é inegavelmente verdadeira. Isso se compara ao fato de o hijitsuki (apoio de cotovelo) que há sobre a escrivaninha parecer vermelho ou enegrecido para um daltônico e, para um cego, algo áspero, mas não haver nenhuma diferença na sinceridade da pessoa que desejou evitar que o 'cotovelo do mestre se esfriasse'. O espaço entre o céu e a Terra está repleto do desejo de Deus de nos vivificar. Se até o apoio do cotovelo está repleto desta sinceridade, que dizer do espaço entre o céu e a Terra? Esse é um fato inegável, seja para um daltônico, seja para um míope, ou para quem sofre de hipermetropia, ou para quem sofre de cegueira noturna, ou para um cego. Assim como não se pode negar que o apoio de cotovelo, seja de que cor ou forma, foi criado pelo sentimento sincero de uma pessoa, sua verdadeira natureza é a sinceridade"

(Mundo Ideal, Ano XIV, nº 164, pg. 23)
Engraçado, eu iria morrer e reencarnar e não saberia que o simples ato de postar um apoio para o cotovelo expressaria sinceridade para alguém... só mesmo o Mestre para notar isso... isso que, aliás, nos dá algumas importantes lições: o fato de que até mesmo as pequeninas e insignificantes coisas, atos ou atitudes são levadas em conta por Deus. Assim, questiono: existe alguma pequena atitude nossa que, muito embora conscientemente estejamos longe de perceber, revela algum tipo de sinceridade? Pensem bem, eu estou pensando também.
Com o perdão do trocadilho, sejamos sinceros nesta reflexão. Tenho um pequeno relato a fazer sobre isso, a interpretação vem de cada um depois disso.
Sexta-feira, voltando do trabalho, peguei o 31 no Centro de Niterói e sentei-me entre o meio e a saída do ônibus. Logo depois o ônibus encheu e uma pessoa me chamou a atenção: uma senhora se posta ao meu lado com mais bolsa do que empacotador de mercado, e todas uma mais difícil que carregar do que a outra: tinha refrigerante e cerveja gelada, pra se ter uma ideia...
Polidamente, quis ajudar a senhora, pegando bolsa após bolsa. Ficou apenas uma com ela, o resto me soterrou durante alguns pontos até ela conseguir, um ponto antes de eu saltar, um lugar, ou melhor, dois para ela descarregar todos os apetrechos para o provável rega-bofe que iria iniciar o fim de semana. Ela me agradeceu muito, desejando-me saúde.
Um evento comezinho, não? Agora, o quanto de sinceridade tive por aquele ato? O desejo de ajudá-la com seus fardos, na qualidade de mais confortável que estava? (até receber as bolsas, claro!) O desejo de ajudar o tráfego naquele ônibus, ou seja, ajudar os demais passageiros a não receber um engradado de cerveja nos pés cansados de mais um dia de trabalho?
Viram vocês quanta coisa deriva de pequenos atos do cotidiano, coisas básicas que sequer nos atentamos? E tudo derivando da sinceridade... pensem nisso...

sábado, 24 de julho de 2010

Preceito Do Dia 24 - Torne-se Um Com O Universo

"Foi na época em que eu ainda morava na província de Hyogo, Mukogun, na vila Sumiyoshi, e escrevia artigos para a revista Seicho-No-Ie, ao mesmo tempo que trabalhava numa empresa houve um cavalheiro que, não se importando com a longa distância, veio até a vila Sumiyoshi, receber os ensinamentos diretamente de mim, por ter-se impressionado muito ao ler a revista Seicho-No-Ie. Ele se chamava Seijin Sawada, e era presidente da Câmara da vila Oohama, na província de Kumamoto.
Como eu trabalhava numa empresa durante o dia, só recebia visitantes à noite. O sr. Sawada fez-me diversas perguntas, uma após a outra, e, dentre essas perguntas, havia uam que se referia ao seguinte ensinamento.
Na coleção A Verdade da Vida, há um volume no qual constam poesias que escrevi sob inspiração divina. Numa dessas poesias, há um trecho que diz 'Ouvi uma voz vinda do céu dizer 'Vós sois a própria Imagem Verdadeira'". No homem existem duas imagens. Quando se observa o homem exterior, ele é um corpo carnal que adoece e se fere quando sofre um acidente de carro, mas isso é uma espécie de 'vestimenta' da alma, não sendo o homem em si, que adoece ou se fere. O corpo carnal visível não é a 'verdadeira imagem' do homem, mas uma imagem provisória . E chamamos de 'verdadeira imagem' ao Jisso, ou Imagem Verdadeira."

(Mundo Ideal, Ano XI, nº 127, pg. 21)
Preceito bem basiquinho este, bem de introdução ao pensamento da Seicho-No-Ie, mas que devemos sempre nos lembrar, não importa quanto tempo temos de SNI: a distinção do que vem a ser realidade e falsidade em relação ao homem. Leiam o capítulo Realidade da Sutra Sagrada, ou como disse a preletora Magali numa de suas palestras, estudem, ou transcrevam este capítulo várias vezes que vocês terão uma visão mais nítida e cristalina do que vem a ser a famosa e propalada Imagem Verdadeira, ou Jisso, como preferirem, do homem... o resto, bem, o resto, vocês sabem o que disse aquele rabino...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Preceito Do Dia 23 - Deus É Amor

"Deus é amor. Deus nos ama. Amar é sentir-se um com o outro. É o pensamento, a conscientização de que 'eu e o outro somos um'. A isso denominamos amor.
Dentro da nossa boca, há muita saliva. Mas ninguém considera isso algo sujo. Isso porque, quando está dentro da boca, sentimos que a saliva está integrada a nós - ou seja, sentimos amor por ela. Não sentimos que é suja, porque existe amor. Entretanto, uma vez cuspida, sentimos que é suja e não temos vontade de colocá-la novamente na boca. Acontece isso porque, uma vez cuspida, perdemos a sensação de que está integrada a nós. Sentimos que é suja porque já não existe amor.
Mesmo que seu pai ou sua mãe esteja doente e com o corpo sujo, ao cuidar dele ou dela, não sentirá que é sujo. Isso porque, mesmo que os corpos estejam separados, possui a sensação de que o pai, a mãe e o filho são um só corpo desde o nascimento"

(Mundo Ideal, ano XI, nº 121, pg. 21)
Num dos livros do Mestre (acho que "Imagem Verdadeira e Fenômeno") ele nos conta que o amor entre os antigos japoneses era chamado de musubi, ou seja, "eu e o outro somos um". Sempre tive esse conceito bem fixado na minha mente até bem pouco tempo atrás, quando fui formalmente apresentado ao conceito de shimuryoshin, que se divide em quatro partes: caridade infinita, piedade infinita, alegria com os outros infinita e desapego infinito.
A parte da saliva é cuspida, ou melhor, extraída, eu acho, da Verdade da Vida vol. 11.
Amor é isso, é sentir-se uno com o objeto amado. E é por isso que Deus nos ama, porque Ele está intrinsecamente dentro de nós.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Preceito do Dia 22 - Quem É O Fundador da "Seicho-No-Ie"?


"Quem fundou os ensinamentos da Seicho-No-Ie foi Kanzeon Bosatsu. A inscrição Jissô (Imagem Verdadeira), que reverenciamos nos salões da Seicho-No-Ie, significa a Imagem Verdadeira de cada um dos adeptos, e quem nos ensina sobre essa Imagem Verdadeira não é um ser humano, mas Kanzeon Bosatsu, que se encontra no mundo espiritual.

E consta claramente na Sutra do Lótus que Kanzeon Bosatsu possui uma força sobrenatural infinita, que salva as pessoas na vida cotidiana.

A Sutra do Lótus foi criada por Sakyamuni nos últimos dias de sua vida. É considerada a melhor e mais preciosa sutra entre todas as sutras do budismo. E foi Kanzeon Bosatsu que fundou a Seicho-No-Ie. Está escrito na Sutra do Lótus que qualquer que seja o desejo da pessoa, se pronunciar o nome de Kanzeon Bosatsu e orar com fé, esse desejo será realizado naturalmente."


(Mundo Ideal, Ano XII, nº 141, pg. 21)


Se teve duas Entidades que sempre gostei dentro da SNI, e que chegaram a ser batizada como meus hipotéticos filhos junto a minha augusta noiva, eram Kanzeon Bosatsu (a quem chamava carinhosamente de "Kankan"" e Deus Sumiyoshi (a quem abusadamente alcunhei de "Sussu"). É bom ter essa intimidade carinhosa com tais entidades, tome-se por exemplo o "Amiguinho" da preletora Ednalva e "O Cara Lá de Cima" da Xuxa, por exemplo.

Mas, voltando ao texto, Kankan, ou melhor, Kanzeon Bosatsu é o fundador ou a fundadora da Seicho-No-Ie...

Resta muito claro a razão pela qual Kankan é o(a) fundador(a) da SNI: Kanzeon Bosatsu é aquele que escuta as vozes do mundo e livra a humanidade dos sofrimentos, certo? Certo. Agora, peguem a edição especial do primeiro número da revista Seicho-No-Ie e leiam o "Significado Espiritual do Surgimento da Seicho-No-Ie e Sua Obra". Até eu vou pegar, um instante...

Achei. A minha edição, eu a tenho ainda a nota fiscal, comprada em 18 de agosto de 1999, custou a bagatela de 2 míseros reais, o preço de uma revista sagrada de hoje. Vou destacar apenas e tão somente o segundo parágrafo, escrito pelo Mestre (será que foi ele mesmo???):


"A humanidade encontra-se agora diante do perigo. Variadas formas de miséria avançam sobre a humanidade, que é arrastada como um pequeno barco prestes a ser tragado por ondas bravias. Hesitei em me levantar e tornar-me um líder, pois temia ser acusado de presunçoso. Queria permanecer sempre humilde como um simples perseguidor da Verdade. Porém, o desejo de permanecer na humildade parece-me tentação para levar uma vida sossegada. Preciso vencer essa tentação e salvar a humanidade. Preciso salvar a humanidade com toda a chama que possuo. Por menor que seja a minha chama, não deixarei de iluminar o caminho que a humanidade deve seguir"


Será que qualquer semelhança é mera coincidência? Creio eu que não. E vocês? Salve Kankan!


PS: Levei até susto ao procurar uma imagem de Kankan para ilustrar este post. Vocês viram o símbolo que lhe adorna o pescoço? É de arrepiar, não???

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Preceito do Dia 21 - O Mundo Como Concretização da Luz

"Se compreendermos que todos os seres vivos se originaram de uma única e grandiosa Vida, ou seja, de 'Deus', embora aos olhos carnais pareçam viver em luta uns com os outros, perceberemos que, na verdade, não estão lutando nem se devorando entre si. Para isso, devemos saber distinguir o 'mundo que existe verdadeiramente' do mundo que vemos através dos nossos cinco sentidos. É crucial sabermos distinguir entre o mundo das aparências e o mundo que existe verdadeiramente, ou seja, o mundo criado por Deus, que não é o mundo dos cinco sentidos, visível aos olhos carnais. O mundo dos cinco sentidos é aquele manifestado pela mente das pessoas e, portanto, que não existe verdadeiramente. O mundo que existe verdadeiramente é apenas o mundo criado por Deus. Neste mundo que existe verdadeiramente, todos os seres vivos vivem em harmonia, assim como consta no livro de Isaías (11. 6-8): 'E morará o lobo com o cordeiro, (...) o leão comerá palha com o boi (...), e a criança de peito brincará sobre a toca da áspide'. E, ao compreendermos que o mundo captado pelos cinco sentidos é o mundo da manifestação exclusiva da mente, de acordo com o nosso estado mental, conseguiremos manifestar, neste mundo dos cinco sentidos, esse mundo perfeitamente harmonioso da Imagem Verdadeira"

(Mundo Ideal, Ano XV, nº 176, pg. 20)
Parece até complemento do post anterior! Se lá eu falei da inconstância da chamada "mente" na manutenção e alteração do estado de saúde, este texto vai mais além, informando que a mesma 'mente' fenomênica é governada pelos cinco sentidos, que nos servem apenas para nos guiar no mundo do fenômeno, como nos disse o Mestre certa vez, creio que num dos volumes da Verdade da Vida. Mais nada. Assim, resta fácil entendermos que nossa mente fenomênica inexiste. Resta fácil, mas vai aplicar isso na prática... o segredo é, efetivamente, praticar. Se a visão de Isaías nos parece ainda surreal e visionária ao extremo, é porque ainda não nos conscientizamos de que este é efetivamente o único mundo existente e, como tal, o único com o qual nos devemos importar, verdadeiramente. Assim, o Mundo Verdadeiro é, efetivamente, concretização da Luz.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Preceito do Dia 20 - Deus Fala Comigo

"Poema 'A Luz Extingue a Treva'

Criança pequena tem medo do escuro.
Mas, na verdade, não existe nada temível.
Acendendo a luz, a treva se apaga.
Não adianta dizer 'Não tenha medo do escuro'.
E não acender a luz.
Será difícil para a criança superar esse medo.
A Humanidade é criança ainda,
ela precisa de luz,
necessita da luz da Verdade.
E você não é um dos que possuem a luz da Verdade?"

(Mundo Ideal, Ano XIV, nº 160, pg. 24)
Bom, se a humanidade é criança ainda e se temos a luz da Verdade, isso significa que pelo menos os sinceros adeptos da SNI estão chegando próximo da pré-adolescência...?
Possuímos a luz da Verdade? Sem sombra de dúvidas que sim, aliás, estou passando a exortar em minhas palestras para este fato: a responsabilidade que nós temos de propagar este ensinamento ao maior número possível (quiçá impossível) de pessoas. E já estou me convencendo, inclusive, de que isso não se trata de mero proselitismo.
Afinal de contas, trata-se de um ensinamento que nos leva à Felicidade. Isso é o mais importante. Se não nos leva à Felicidade, pelo menos nos dá vários caminhos para alcançá-la, nos dá o mapa, enfim. Seguir ou não vai depender unica e exclusivamente de nós. Aí é que está... se não nos livrarmos do apEGO, danou-se. Mesmo que conscientemente queiramos, vamos ficar na saudade subconscientemente.
Temos toda a possiblidade de alcançarmos a felicidade aqui e agora, basta nos conscientizar disso. Como obter essa consciência? Ah, aí já são outras 500...leituras de sutras!

Preceito do Dia 19 - O Mundo É Uma Manifestação da Lei

"A força da Vida cria o cérebro do nada. A mente, altamente desenvolvida, que criou o cérebro complexo e delicado, com um método que nenhum doutor em medicina imaginaria, é a nossa 'Vida'. Portanto, é um erro afirmar que a 'mente' seja produto de uma ação química. Antes de o cérebro existir já existia a 'mente', e foi essa 'mente' que criou o cérebro e a utiliza. Essa 'mente' cria os cristais da neve e também a estrutura das folhas das árvores. Quando observamos uma folha de alguma árvore, nos surpreendemos com quão sutil e esmerada é a sua estrutura. Por mais grandioso que seja um inventor, ele não consegue criar, com sua capacidade mental, nem mesmo uma folha de uma planta. Essa 'Vida' tão sábia e maravilhosa está sempre atuando, em todas as partes do Universo. A energia dessa delicada e grandiosa sabedoria se alojou em nosso interior e construiu a estrutura deste corpo humano. E a Mente do Universo que é a energia desta sutil e grandiosa sabedoria, é a essência da nossa Vida.
Dessa forma, a sábia energia alojada em nós, ou seja, a mente, a vida, possui uma sabedoria extraordinária, a Sabedoria de Deus. Como temos em nosso interior essa Sabedoria divina que criou o nosso cérebro, quando confiamos tudo a essa Sabedoria, sem depender da inteligência cerebral, com certeza tudo transcorre de forma conveniente. A inteligência cerebral é inteligência do ego."

(Mundo Ideal, Ano XV, nº 173, pg. 21)
Belo trecho. São trechos como este que me convencem, cada vez mais, que a SNI transcende não apenas o sectarismo religioso, mas até mesmo o ateísmo. No momento em que se despersonifica Deus, dando-lhe o aspecto impessoal de Vida, ou Grande Vida, Sabedoria Natural ou coisa que o valha, qual o ateu que se dignaria a não acreditar em Sua existência? Dawkins? Hitchens? Onfray?
Sim, senhores, se Deus não existe, tal como o concebemos, acreditar que sequer esta inteligência universal existe, com todo o meu respeito, é sinal de desinteligência. E, no momento em que passamos a acreditar nisso, bingo, não importa qual seja o seu (anti)credo religioso, você se tornará infalivelmente um teísta. Mesmo que não acredite em Deus nenhum. Não é à toa que muitos cientistas naturais, Dawkins, por exemplo, são ateus de carteirinhas. Eles não creem em Deus. Mas creem em Seu apelido, Natureza. O que, no fundo no fundo, é a mesmíssima coisa!

domingo, 18 de julho de 2010

Preceito do Dia 18 - A Sabedoria De Cada Um

"Sua 'mente' cria seu destino. A pessoa cria o seu próprio destino conforme sua postura mental. E é ela quem escolhe a seu bel-prazer que postura mental adotar. Portanto, não adianta ela se levantar após ver que teve um destino ruim. É bom que, desde pequenina, saiba qual é a melhor postura mental. Para isso, deve ler livros que contêm a Verdade.
A mente das pessoas é grandemente influenciada pelos livros que leem. Isso porque as palavras possuem poder de criar. Se a pessoa lê histórias em quadrinhos de baixo nível, que induzem o leitor a se divertir com fracassos alheios, assim cultivando uma mentalidade que acha graça da infelicidade alheia, está gravando na sua própria mente o fracasso, e, de acordo com a lei que diz 'manifesta-se aquilo que se desenha na mente', a própria pessoa passará a sofrer diversos fracassos"

(Mundo Ideal, Ano XIII, nº 144, pg. 24)
Este trecho é mais ou menos continuação do post passado. Se lá falamos da necessidade de controlar a mente, aqui consta o que a mente faz para nós, ou seja, cria nosso destino. Mas não cria aleatoriamente, e sim seguindo um plano. Os autores deste plano sempre somos nós. Nós criamos e a mente executa. Esta é a verdade.
Para isso, por mais autoritária e fascista que possa parecer a ideia, é ideal e imprescindível escolhermos, filtrarmos, joeirarmos as informações que vêm à nossa mente, que, por sua própria natureza, é altamente sugestionável, maleável, e recebe todas as informações com uma predisposição à verdade. Lembram-se daquele trecho da sutra: "Se comunicarem por engano a morte de tua mãe, tua mente se enfraquecerá, mas esclarecendo que era falsa a notícia anterior a cor voltará a sua face", em trascrição de memória da Contínua Chuva de Néctar da Verdade.
E não se trata apenas de mortes de parentes. Doenças, a mente se torna suscetível. Violência, idem. Isso necessariamente não é um mau sinal, desperta em nós um certo sentimento de autoproteção. Mas quando este sentimento é exarcebado, surgem situações extremas como hipocondria ou fobias, por exemplo. Para isso, como já falei no outro post, Shinsokan neles!!! Shinsokando como se deve, domaremos nossa mente, e, domando nossa mente, podemos guiá-la para um destino feliz. O resto, como diria aquele rabino novamente, é comentário jurídico...

Preceito do Dia 17 - Seja Uma Pessoa Maravilhosa

"Se você deseja concretizar seu sonho, deve, em primeiro lugar, definir mentalmente qual é esse sonho, de forma bem clara.
Mesmo para comprar um bilhete de trem ou de ônibus, se você não tiver bem claro na sua mente para onde pretende ir e pedir no guichê: 'Quero um bilhete', certamente irão lhe perguntar: 'Vai para onde?'. Se nessa hora você responder: 'Bem, não sei para onde irei', ninguém poderá vender-lhe um bilhete. Sem conseguir comprar um bilhete, acabará não conseguindo embarcar.
Para que as pessoas possam viver neste mundo, é preciso, primeiramente, deixar bem definido o que pretendem ser ao crescer. Esta é a primeira condição para que uma pessoa tenha sucesso nesta vida, ou seja, ao nascer neste mundo dos homens"

(Mundo Ideal, Ano XII, nº 147, pg. 24)
Se no texto anterior que estudamos o último parágrafo salva o título do capítulo, aqui nem isso. Caberia muito melhor algo como "Compromisso do sonho" ou "Definição do sonho", mas, tudo bem, já que está assim, assim permanecerá.
E o que comentar? Bom, ao ler este trecho lembro-me mais uma vez da preletora Magali, quando ela falou, creio que em duas oportunidades na AL, que nosso sonho deve ser nítido, intenso e constante. Achei bastante interessante este tríduo de adjetivos, tanto que guardei de memória, em parte pela excelente capacidade pedagógica da referida preletora, que, repetindo estes termos com ênfase, sinto estar ouvindo ainda agora a recitação dos mesmos...
Nítido: o sonho deve ser claro, preciso.
Intenso: deve ser forte o bastante para preencher sua alma de entusiasmo (=Deus dentro de você)
Constante: a perseverança é a chave. Roma não foi feita num dia, e o universo levou seis dias para ser feito. Porque teríamos que nos apressar em colher os resultados? Enquanto isso, vigiai e orai, orai sem cessar.
Acho que maiores detalhes podemos nos auxiliar com a leitura de duas obras básicas da SNI: Explicações sobre o Shinsokan e a Ciência da Oração. Lá consta os requisitos de uma boa oração a ser ouvida.
Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas que não tem a ver o título do preceito com o seu conteúdo, ah, não tem mesmo!

sábado, 17 de julho de 2010

Preceito do Dia 16 - A Bondade Que Emerge Das Profundezas Da Vida

"A página 70 do livro Yuimakyo Kaishaku (Livro ainda não editado em português; tit. prov.: Interpretações da Sutra Budista Yuimakyo) fala sobre a bondade. A verdadeira bondade é um sentimento sincero e profundo que emerge das profundezas da nossa Vida, sendo como uma ordem suprema que jorra de modo impetuoso do nosso interior, em forma de um profundo, sincero e incontido desejo.
E, quando seguimos a requisição sincera e profunda, tal qual uma ordem suprema que brota do nosso interior, superamos os nossos desejos carnais, superficiais, mundanos, e temos nossa mente ordenada.
A respeito disso está escrito na Sutra Vimalakirti Nirdesa que, quando se manifesta o profundo e sincero desejo do íntimo da pessoa, a mente é controlada, harmonizada, e o mau sentimento é rendido.
Assim, quando a mente falsa é rendida e ocorre a harmonização, desaparecem as perturbações mentais."

(Mundo Ideal, Ano XI, nº 130, p. 21)
Ou seja, a mente verdadeira é a mente boa. Seria isso? Acho que sim, resta óbvio até. Agora, o que não resta óbvio é como controlar essa mente má.
Bom, para controlar algo ruim, você, previamente, raciocínio a priori seria o reconhecimento de que alguma coisa é ruim. A adjetivação é a chave. Quando você adjetiva algo, você limita a atuação dela e, limitando essa atuação, você passa a conhecer o objeto. Conhecendo o objeto, você tem um certo domínio sobre ele.
E como teríamos domínio sobre um objeto ruim ? Admitindo, de uma certa forma, a inabilidade em tratá-lo como algo bom. Mas, como estamos carecas de saber, se toda coisa é intrinsecamente boa, porque acreditamos que algo ainda seja ruim? É a nossa mente que assim o concebe, e, assim o concebendo, conhecemos e damos poder a essa coisa.
Metafísica a conversa de hoje, né? Estou dando voltas e rodeios para dizer uma simples coisa, que já repeti, aliás: SNI é mudança de paradigma, antes de tudo. É mudança de adjetivação, partindo de um pressuposto básico: a de que tudo o que Deus criou é bem e somente o bem. Assim, todo o resto virá como emanação deste Supremo Bem. O resto, como diria aquele rabino da história, é comentário jurídico...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Preceito do Dia 15 - A Humanidade É Uma Só

"Nossa vida está alojada em corpos diferentes, e parece que cada corpo é uma existência independente, mas isso não é verdade. Somos todos um só corpo. É por isso que achamos que alguém é encantador, apesar de termos corpos distintos. Tudo se originou de uma única Vida e é comandado por essa Vida. Falando em outras palavras, a Vida alojada em mim e em cada um dos leitores é a mesma Vida única, ou seja, a Vida de Deus. O 'arquiteto' que criou todos os homens é um só, a Vida única, e, como fomos criados com base numa mesma ideia, todos nós temos corpos independentes, mas o projeto é igual. Por isso, temos dois olhos, duas orelhas, uma de cada lado, nariz na vertical com duas narinas, abaixo dele a boca, possuindo assim a mesma estrutura. Se o nosso corpo fosse criado por diversos 'arquitetos', teríamos alguma diferença na estrutura dos nossos corpos. Se eu fosse o arquiteto do homem - penso algumas vezes nisso -, não só colocaria dois olhos na frente do rosto, como também um olho na parte de trás. Desse modo, conseguiríamos ver a retaguarda sem virar o rosto, e, portanto, um professor daria aula lendo o que estivesse escrito na losua sem virar-se para trás. Se um assaltante nos atacasse por trás, logo perceberíamos. E, se tivéssemos um olho na extremidade do dedo, seria também muito útil. Só de colocarmos o dedo no bolso, já veríamos o que existe dentro dele. Gostaria de criar um ser humano assim.
Em todo caso, seria muito conveniente projetar um corpo desse tipo. Mas, observando que, sem pensar nessas conveniências, os corpos humanos foram todos estruturados com base num determinado projeto, conclui-se que há a atuação da ideia de um único Criador, não havendo diversos criadores."

(Mundo Ideal, Ano XI, nº 123, pg. 21)
Agora tivemos a exata noção de como seria um homem segundo Masaharu Taniguchi: com vários olhos, pelo menos. O que nos ensina mais este trecho?
Primeiro, revela, desejos de Taniguchi à parte, a natureza sábia de Deus, criando um corpo perfeito. Segundo, a construção deste corpo seguindo apenas uma única receita. E mesmo assim existem pessoas que não acreditam em Deus, ou nesta espécie de Criador perfeito. Mas isso é assunto que já cansou de ser debatido neste blog, e que não vale a pena discutir novamente. Pelo menos não neste trecho ora comentado.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Preceito do Dia 14 - O Mundo Se Transforma Segundo o Modo Como o Vemos

"Portanto, caso os leitores vejam este mundo como um local onde impera a lei da selva, um mundo em que não se sobrevive sem luta, manifestar-se-á ujm mundo no qual não se sobrevive sem luta, e poderá iniciar-se uma guerra. Mas, quando ocorre uma mudança total nessa mente e passa-se a ver o mundo como um mundo sem lutas, em que não há matanças nem impera a lei da selva, porque todos os homens se manifestaram da única Vida de Deus, desaparecem as lutas e as discórdias. Esse é o princípio fundamental da paz. Tanto o desaparecimento de uma doença quanto o de uma verruga obedecem ao mesmo princípio. Por desconhecer esse princípio fundamental, tenta-se corrigir de alguma forma apenas o aspecto fenomênico, que não passa de uma manifestação. Assim, dedica-se com todo ardor a questões secundárias como 'De que forma acabar com as discórdias e as guerras?', mas não compreendendo que a causa está na mente, não desaparecem as guerras nem as discórdias."

(Mundo Ideal, Ano X, nº 114, pg. 24)
Se estamos na SNI, é porque, no mínimo, aceitamos os seus postulados. Aceitando seus postulados, por mais difícil que se possa compreendê-los, temos que pô-los em prática. Estou sendo muito repetitivo? Pois a repetição, em si, não deixa de ser prática. Mas, voltando, quando se participa de um movimento como a SNI, temos que mudar muita coisa em nossa visão de mundo, ou, como diriam os alemães, em nossa Weltanschauung. E isso, nem sempre, é fácil. É por isso que eu digo que SNI é a religião mais fácil e mais difícil de se seguir. Mais fácil porque seus postulados são ridiculamente simples. E mais difícil porque esta ridícula simplicidade faz-nos abrir mão de muitas coisas que nós, fenomenicamente, não abrimos mão nem por um decreto. É o tal do ego que falei posts atrás. Você pode se permitir mexer em tudo na sua vida, agora, vá você mexer com o ego, o falso eu, que acredita ter direito adquirido sobre nossa vida... é difícil, confesso para vocês...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Preceito do Dia 13 - Anular Radicalmente o Ego

"No budismo, arrependimento é confissão, é autorrenúncia. Quando você anular radicalmente seu eu carnal, ressuscitará seu Eu espiritual. Enquanto pensar que é corpo carnal, o homem será expulso do jardim do Éden. A inteligência que considera ser o eu o corpo carnal, é a inteligência da serpente que se apega ao solo (matéria). A serpente é um animal que se apega ao solo (matéria). A serpente é um animal que se arrasta sobre o solo. O solo representa a matéria. A serpente representa os cinco sentidos, que se apegam à matéria, considerando que ela seja existência real. A árvore da ciência do bem e do mal simboliza a inteligência da matéria"

(Mundo Ideal, Ano X, nº 111, pg. 22)
A árvore da ciência do bem e do mal simboliza a inteligência da matéria. Isso significa que a matéria, em si, é dualista, ou melhor, o mundo fenomênico é dualista e não monista (maiores e melhores informações sobre este assunto recomendo a leitura dos primeiros capítulos de Mistérios da Vida, livro que considero tarja preta, só para iniciados, da SNI).
O mundo fenomênico admite a existência do bem e do mal, naquilo que Hyakuzo Kurata classifica como jakko, ou penumbra iluminada (leiam Humanidade é Isenta de Pecado para maiores informações). O Mundo da Imagem Verdadeira, por sua vez, admite radicalmente o bem e somente o bem. É o mundo absoluto. Absoluto no sentido de não encontrar resistência.
Como comecei este comentário pelo fim, termino pelo seu título. Na minha modesta opinião, a qual eu tenho muito respeito, é a norma fundamental que, disparadamente, é a mais difícil de se observar. Anular totalmente o ego.
P.S.: Antes de terminar, deixe-me pesquisar no velho e bom livro da Sra. Eddy o significado que ela dá para a serpente na alegoria do Gênesis (também disparadamente, a minha favorita; volta e meia reflito sobre ela e, a cada nova reflexão, chego a conclusões tão diferentes quanto novas...)
Vamos lá então? Pg. 594, Glossário de Science and Health, Ciência e Saúde para os lusófonos:
"SERPENTE (ophis, em grego; nachache em hebraico). Astúcia; uma mentira; o oposto da Verdade, chamado erro; a primeira menção de mitologia e de idolatria; a crença em mais de um Deus; o magnetismo animal; a primeira mentira da limitação; o finito; a primeira pretensão de que haja um oposto do Espírito, ou o bem, chamado matéria, ou o mal; o primeiro engano de que o erro exista como um fato; a primeira pretensão de que o pecado, a doença e a morte sejam as realidades da vida. A primeira pretensão audível de que Deus não era onipotente e que havia outro poder, chamado o mal, que era tão real e eterno como Deus, o bem."
Reflitam e depois me comentem. Tem semelhança com o que o Mestre escreveu?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Preceito do Dia 12 - Objetivo da Criação do Homem Por Deus

"Com que objetivo Deus criou o homem? Ele criou o homem para Se autoexpressar. Não criou de fora pra dentro, mas a partir do interior do homem, como Vida imanente. Quando o arco de um violino em execução toca uma placa de vidro com grãos, sobre a placa formam belos desenhos de flores ou ondulações, de acordo com o ritmo da música. De modo semelhante, é a energia do ritmo da Vida que dispõe numa determinada estrutura humana as inúmeras células que se dividem e multiplicam no útero da mãe"

(Mundo Ideal, Ano IX, nº 105, pg. 21)
Então tá, nós somos autoexpressões de Deus. Então tá, a verdade está com o salmista em Salmo 82,6, "Vós sois Deuses, sois filhos do Altíssimo". Então tá, se somos tudo isso, porque não reinvidicamos a Deus nossa verdadeira filiação? Porque nos insistimos em nos considerar vermes indignos do Seu amor? Estou exagerando? Nem um pouco. Essa velha história de autopunição é algo que precisa ser extirpado, de uma vez por todas do nosso inconsciente. Do nosso inconsciente coletivo. Humildade não pode ser confundida com humilhação, da mesma forma que a certeza de sermos filhos de Deus não pode ser confundida com soberba. A soberba nos faz sentirmos grandes e pararmos por aí, achando que não precisamos de mais nada para sermos felizes. Ser filho de Deus não. É ter certeza de ser Seu filho e, por isso mesmo, procurar ser sempre mais digno de Sua filiação; em outras palavras, é evoluir, evoluir sempre. A evolução é a lei. Afinal de contas, não estamos no Lar do Progredir Infinito?