Dica de leitura do seu amigo LeoJisso: "Questões Para Refletir", de Eduardo Nunes da Silva. Quem me conhece sabe que, quando eu crescer, quero ser igual a esse preletor, um dos mais inteligentes (senão - com todo o respeito a todos os demais - o mais inteligente - da Sede Central). E, desde quando soube que ele estava lançando um livro ("Finalmente", pensei eu...) fiquei ansioso para saber do que se tratava. Pois bem, peguei-o hoje. Ainda não olhei, só dei uma olhada d´olhos para ver do que se tratava...
E para minha gratíssima surpresa deparei-me com um fato interessantíssimo e que tem a ver com a primeira fase deste blog: trata-se da transcrição de algumas colunas que ele assinava no "Círculo de Harmonia" e que transcrevi algumas aqui neste blog (podem pesquisar pelo marcador "Questões Doutrinárias", está tudo ali!), em que ele lançava algumas perguntas e as respondia, como, por exemplo:
- Os pais devem permitir que seus filhos joguem games eletrônicos de violência?
- Um ser humano pode reencarnar como animal?
- A afirmação da sutra sagrada, de que o homem pode ver sem olhos, tem fundamento científico?
E por aí vai...
Só por esta palhinha já coloquei água na boca de vocês? Então comprem o livro! Vocês não se arrependerão. Palavra de LeoJisso!
Espaço destinado a apresentar ideias da Seicho-No-Ie e discutir temas filosóficos, do cotidiano e religiosos em geral (o que dá quase a mesma coisa!) OBS.: TUDO O QUE EU ESCREVER, POSTAR OU CONJECTURAR AQUI É DE MINHA ÚNICA E EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE, SENDO QUE ESTE BLOG NÃO POSSUI NENHUMA RELAÇÃO COM A ENTIDADE RELIGIOSA SEICHO-NO-IE SALVO A PROFUNDA IDENTIFICAÇÃO QUE TEM PARA COM SUA FILOSOFIA E SEUS ENSINAMENTOS.
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sábado, 9 de março de 2019
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
E Por Falar Em (Muitas) Palestras, Uma Dica Para Quem Está Começando...
![]() |
| Eu iria só postar a capa do livro... mas achei a frase tão interessante! |
Quase todo livro que leio sobre maestria e excelência em alguma
coisa faz remissão ao excelente livro de Malcolm Gladwell
chamado Outliers - Fora de Série por causa da tal
regra das 10.000 horas. Tá bom, Daniel Goleman critica tal regra em
seu Foco, mas isso não vem ao caso. E o que vem a
ser tal lei?
Em
suma (a história em si não vou contar, meu spoiler será
ao contrário, conto a conclusão, mas como se chegou lá deixo à
curiosidade dos leitores) a história é o seguinte: foram elaboradas
pesquisas que apontaram que as pessoas chegam à maestria da sua
profissão (considerando-se geralmente) com 10.000 horas de prática.
Ou seja, o gênio é mais questão de inspiração do que de
talento...
Assim,
levando-se em conta que cada palestra que fiz tem uma média de 45
minutos, vejamos...
1 -
45 X 500 = 22.500 minutos
2 -
22.500 / 60 = 375 horas
3 -
10000 - 375 horas = restam 9625 horas para eu ainda ser bom, ou
seja, vou ter que ler muuuuuuiiiito ainda se eu quiser realmente ser
bom...
E por que eu disse tudo isso? Porque se algum aspirante a preletor me pedisse algum conselho de como dar palestra, eu só poderia dizer um: pegue todas as chances possíveis e imagináveis de fazer palestra. Ainda que você não tenha tempo. Ainda que você não tenha o livro texto (combine com o presidente da sua AL antes trocar o tema, isso é mais fácil do que se pensa), mas faça. Quanto mais você fizer, menos medo você terá e mais confiante você fica. Sem contar que você acaba desenvolvendo um estilo todo seu para dar palestras.
Então, pratiquem!
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Críticas E Resenhas Literárias,
Palestras
domingo, 19 de setembro de 2010
Continuando a Instintiva Investigação...
Me alonguei muito no post anterior, mas o assunto merecia. Interrompi-o para continuar aqui.
Façamos agora um paralelo entre a biologia ateia e a religião.
A biologia ateia visa a melhoria dos instintos genéticos do homem, despertando-o para sentimentos nobres, tais como o altruísmo, por exemplo.
Neste sentido, entende-se que nossos genes são, como Dawkins mesmo disse, egoístas, alright?
Partindo deste pressuposto, quais eram mesmo os principais carmas do passado, que falei no post anterior, transcrito na página 193 do vol. 15 da Verdade da Vida? Não precisam retornar até lá, eu repito para vocês!
"(1) a ideia de que o eu carnal é existência real e (2) a ideia de que a matéria existe realmente, as quais constituem a base do egoísmo e da ganância" (o grifo é nosso, em obséquio da ênfase)
Nossos instintos mais profundos (e quando falo isso é impossível não me lembrar de Roberto Jefferson na CPI do mensalão falando para José Dirceu que este lhe "despertava os seus instintos mais primitivos") foram forjados em priscas eras onde o ser humano ainda não despertara para a espiritualidade, e trazemos marcas disto até hoje.
Assim, questiono mais uma vez: mudar este ranço de animalidade que existe entre nós não é o objetivo básico tanto da biologia ateia quanto da religião, em busca de uma ética, no primeiro caso, ou de uma espiritualidade, no segundo, que possam pelo menos equiparar moralmente o homem ao grande avanço tecnológico que ele, merecidamente, conseguiu ao longo dos séculos?
Se a resposta for sim, então, meu caro leitor, conseguimos a unidade não apenas de toda o pensamento religioso, mas acabamos de incluir, aqui, o pensamento bioateu em nosso Movimento de Iluminação da Humanidade! Que sejam bem-vindos e que tragam boas novas para toda a humanidade!
Façamos agora um paralelo entre a biologia ateia e a religião.
A biologia ateia visa a melhoria dos instintos genéticos do homem, despertando-o para sentimentos nobres, tais como o altruísmo, por exemplo.
Neste sentido, entende-se que nossos genes são, como Dawkins mesmo disse, egoístas, alright?
Partindo deste pressuposto, quais eram mesmo os principais carmas do passado, que falei no post anterior, transcrito na página 193 do vol. 15 da Verdade da Vida? Não precisam retornar até lá, eu repito para vocês!
"(1) a ideia de que o eu carnal é existência real e (2) a ideia de que a matéria existe realmente, as quais constituem a base do egoísmo e da ganância" (o grifo é nosso, em obséquio da ênfase)
Nossos instintos mais profundos (e quando falo isso é impossível não me lembrar de Roberto Jefferson na CPI do mensalão falando para José Dirceu que este lhe "despertava os seus instintos mais primitivos") foram forjados em priscas eras onde o ser humano ainda não despertara para a espiritualidade, e trazemos marcas disto até hoje.
Assim, questiono mais uma vez: mudar este ranço de animalidade que existe entre nós não é o objetivo básico tanto da biologia ateia quanto da religião, em busca de uma ética, no primeiro caso, ou de uma espiritualidade, no segundo, que possam pelo menos equiparar moralmente o homem ao grande avanço tecnológico que ele, merecidamente, conseguiu ao longo dos séculos?
Se a resposta for sim, então, meu caro leitor, conseguimos a unidade não apenas de toda o pensamento religioso, mas acabamos de incluir, aqui, o pensamento bioateu em nosso Movimento de Iluminação da Humanidade! Que sejam bem-vindos e que tragam boas novas para toda a humanidade!
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sábado, 18 de setembro de 2010
Do Instinto...
Fechado o parêntese da palestra, vamos retomar o tema de onde paramos ontem, à guisa de introdução para o que vem por aí, ou seja, Freud e seu "Futuro de Uma Ilusão"... desta vez, vamos trocar algumas ideias sobre um ponto que me chamou deveras a ateñção ontem, a saber, a nossa luta (da ciência e da religião) para combater os instintos...
Instinto, segundo o que Silveira Bueno me informa, é "Disposição natural; tendência ingênita; impulso; atração; inspiração". Ou seja, algo inato. Que nasce com a gente.
Vou me socorrer do capítulo que estou estudando para a palestra do sábado que vem: nela, o Mestre Masaharu Taniguchi, em uma incrível coincidência, nos explica que "dentro da mente de cada indivíduo, num lugar bem mais profundo do que o da camada do subconsciente que retém os fatos registrados em sua memória desde que ele nasceu, existe o que podemos chamar de 'mente da tendência' (mente que age segundo suas tendências ou hábitos), a qual já vinha trabalhando antes mesmo de seu nascimento neste mundo (...) Toda pessoa nasce sabendo essas coisas porque antes mesmo de vir a este mundo já possuía a 'mente que trabalha segundo determinada tendência ou determinado hábito'" (Verdade da Vida, vol. 29, pg. 97).
Legal, não? Agora, melhor é saber que o Mestre falou, em mais oportunidades, desta mente do hábito ou da tendência, leiam, por obséquio o que ele escreveu no volume 8 da mesma coleção, logo no início...
"Se pensarmos que a mente só trabalha quando estamos despertos, estamos bastante enganados. A mente desperta mal equivale a 5% da atividade da mente global. Assim, como acontece com o carro, se deixarmos a mente global em movimento, ela continuará indefinidamente em atividade criadora, avançando com determinação na mesma direção, razão pela qual denomino-a 'mente da tendência' ou 'mente do hábito'. Mudar a direção da 'mente da tendência' de acordo com a necessidade é que é a função desses 5% que constituem a 'mente desperta'. A 'mente desperta' corresponde ao motorista que tem nas mãos o volante de um veículo cujo peso é dezenas de vezes superior ao do próprio corpo" (A Verdade da Vida, vol. 8, pg. 18-19)
Interessantíssimo, não acham? A que conclusões chegaríamos?
1.Instinto é uma tendência, fortemente arraigada numa mente mais profunda do que o profundo subconsciente. Traduzindo para algo bem comum em nossos dias, é como se o instinto fosse a camada pré-sal de nossa mente, muito abaixo de toda especulação mental individual. Aliás, para delimitar melhor nosso campo de atuação, podemos acertadamente dizer que o instinto seria a porção individualizada de nosso inconsciente coletivo.
2. Este instinto, ou seja, esta fatia individualizada do inconsciente coletivo, mais arraigado que o nosso subconsciente, com ele se comunica, transmitindo-lhe impressões amiúide equivocadas sobre nós mesmos e o ambiente que nos cerca...
3. Traduzindo em seichonoiês, trasmite-lhe impressões equivocadas sobre a verdade vertical e a verdade horizontal... ou seja, distorce a Realidade ("A Realidade é eterna, a Realidade não envelhece, a Realidade não morre etc etc etc...")
4. Estas impressões equivocadas são frutos de percepções transmitidas há várias gerações, mente após mente, baseadas, adivinhe no quê? Nos nossos cinco sentidos!
5. Aí os mais espertos podem focalizar bem o erro, não? As impressões são equivocadas porque partem de um pressuposto errado, o pressuposto sensorial.
6. Pausa para ler o Mestre novamente? Vamos lá...
"No volume 8 de A Verdade da Vida, no capítulo intitulado 'Fundamental Método de Afinação da Mente', falei sobre a 'mente que segue o hábito' ou 'mente que segue a tendência', e expliquei que podemos compará-las a um carro: se o motorista direcioná-lo para um rumo e depois adormecer no volante, o veículo continuará avançando naquela direção até se chocar contra um obstáculo, como, por exemplo, árvore à beira da estrada. Acho que, se compreendermos bem o o que é 'mente que segue o hábito' ou 'mente que segue a tendência', poderemos entender melhor o processo de manifestação dos carmas,. O significado da expressão 'mente que segue o hábito' é o seguinte: A mente, uma vez direcionada num sentido, habitua-se a agir nessa direção e não muda enquanto não receber um estímulo para seguir outro rumo. O pensamento é, por assim dizer, uma voz silenciosa - ou seja, uma vibração mental" (A Verdade da Vida, vol. 15, pg. 188)
7. Coloquei o trecho acima apenas para reforçar o que escrevi acima. Mas, voltando ao que escrevi no ponto 5, sobre o fato do instinto se basear nas impressões captadas pelo nossos cinco sentidos, ou seja, pelo nosso eu carnal, o mesmo volume 15 nos dá, poucas páginas após este trecho, mais precisamente entre pgs. 192 e 193 a estarrecedora conclusão:
"Portanto, todos carregamos alguns carmas desde o momento em que nascemos. A natureza dos carmas são vibrações mentais do passado acumuladas no ser humano (...) Dentre os carmas do passado que trazemos conosco, os principais são (1) a ideia de que o eu carnal é existência reals e (2) aideia de que a matéria existe realmente, as quais constituem a base do egoísmo e da ganância".
8. Sim senhores, se chegaram a mesma conclusão que eu, podemos afirmar convictamente de que nossos instintos são nossos carmas. Se ainda têm dúvidas, comparem estes trechos: "dentro da mente de cada indivíduo, num lugar bem mais profundo do que o da camada do subconsciente que retém os fatos registrados em sua memória desde que ele nasceu, existe o que podemos chamar de 'mente da tendência' (mente que age segundo suas tendências ou hábitos), a qual já vinha trabalhando antes mesmo de seu nascimento neste mundo" com
"A natureza dos carmas são vibrações mentais do passado acumuladas no ser humano". Ou seja, podemos efetivamente encerrar este post com a seguinte equação: INSTINTO = CARMA.
9. Resumindo: Acumulamos vibrações mentais no passado, que neste mundo veio sobre a forma cientifica e asséptica de instinto. Este instinto é gerado por nossa mente do hábito ou mente da tendência, que segue um determinado padrão de pensamento até que alguma coisa seja alterada neste padrão. É nosso arquivo individual, pré-nascimento de conhecimento do mundo, filtrado em nosso aparelho sensorial, logo, de duvidosa, para não dizer falsa, origem.
10. Mas tem mais...
Instinto, segundo o que Silveira Bueno me informa, é "Disposição natural; tendência ingênita; impulso; atração; inspiração". Ou seja, algo inato. Que nasce com a gente.
Vou me socorrer do capítulo que estou estudando para a palestra do sábado que vem: nela, o Mestre Masaharu Taniguchi, em uma incrível coincidência, nos explica que "dentro da mente de cada indivíduo, num lugar bem mais profundo do que o da camada do subconsciente que retém os fatos registrados em sua memória desde que ele nasceu, existe o que podemos chamar de 'mente da tendência' (mente que age segundo suas tendências ou hábitos), a qual já vinha trabalhando antes mesmo de seu nascimento neste mundo (...) Toda pessoa nasce sabendo essas coisas porque antes mesmo de vir a este mundo já possuía a 'mente que trabalha segundo determinada tendência ou determinado hábito'" (Verdade da Vida, vol. 29, pg. 97).
Legal, não? Agora, melhor é saber que o Mestre falou, em mais oportunidades, desta mente do hábito ou da tendência, leiam, por obséquio o que ele escreveu no volume 8 da mesma coleção, logo no início...
"Se pensarmos que a mente só trabalha quando estamos despertos, estamos bastante enganados. A mente desperta mal equivale a 5% da atividade da mente global. Assim, como acontece com o carro, se deixarmos a mente global em movimento, ela continuará indefinidamente em atividade criadora, avançando com determinação na mesma direção, razão pela qual denomino-a 'mente da tendência' ou 'mente do hábito'. Mudar a direção da 'mente da tendência' de acordo com a necessidade é que é a função desses 5% que constituem a 'mente desperta'. A 'mente desperta' corresponde ao motorista que tem nas mãos o volante de um veículo cujo peso é dezenas de vezes superior ao do próprio corpo" (A Verdade da Vida, vol. 8, pg. 18-19)
Interessantíssimo, não acham? A que conclusões chegaríamos?
1.Instinto é uma tendência, fortemente arraigada numa mente mais profunda do que o profundo subconsciente. Traduzindo para algo bem comum em nossos dias, é como se o instinto fosse a camada pré-sal de nossa mente, muito abaixo de toda especulação mental individual. Aliás, para delimitar melhor nosso campo de atuação, podemos acertadamente dizer que o instinto seria a porção individualizada de nosso inconsciente coletivo.
2. Este instinto, ou seja, esta fatia individualizada do inconsciente coletivo, mais arraigado que o nosso subconsciente, com ele se comunica, transmitindo-lhe impressões amiúide equivocadas sobre nós mesmos e o ambiente que nos cerca...
3. Traduzindo em seichonoiês, trasmite-lhe impressões equivocadas sobre a verdade vertical e a verdade horizontal... ou seja, distorce a Realidade ("A Realidade é eterna, a Realidade não envelhece, a Realidade não morre etc etc etc...")
4. Estas impressões equivocadas são frutos de percepções transmitidas há várias gerações, mente após mente, baseadas, adivinhe no quê? Nos nossos cinco sentidos!
5. Aí os mais espertos podem focalizar bem o erro, não? As impressões são equivocadas porque partem de um pressuposto errado, o pressuposto sensorial.
6. Pausa para ler o Mestre novamente? Vamos lá...
"No volume 8 de A Verdade da Vida, no capítulo intitulado 'Fundamental Método de Afinação da Mente', falei sobre a 'mente que segue o hábito' ou 'mente que segue a tendência', e expliquei que podemos compará-las a um carro: se o motorista direcioná-lo para um rumo e depois adormecer no volante, o veículo continuará avançando naquela direção até se chocar contra um obstáculo, como, por exemplo, árvore à beira da estrada. Acho que, se compreendermos bem o o que é 'mente que segue o hábito' ou 'mente que segue a tendência', poderemos entender melhor o processo de manifestação dos carmas,. O significado da expressão 'mente que segue o hábito' é o seguinte: A mente, uma vez direcionada num sentido, habitua-se a agir nessa direção e não muda enquanto não receber um estímulo para seguir outro rumo. O pensamento é, por assim dizer, uma voz silenciosa - ou seja, uma vibração mental" (A Verdade da Vida, vol. 15, pg. 188)
7. Coloquei o trecho acima apenas para reforçar o que escrevi acima. Mas, voltando ao que escrevi no ponto 5, sobre o fato do instinto se basear nas impressões captadas pelo nossos cinco sentidos, ou seja, pelo nosso eu carnal, o mesmo volume 15 nos dá, poucas páginas após este trecho, mais precisamente entre pgs. 192 e 193 a estarrecedora conclusão:
"Portanto, todos carregamos alguns carmas desde o momento em que nascemos. A natureza dos carmas são vibrações mentais do passado acumuladas no ser humano (...) Dentre os carmas do passado que trazemos conosco, os principais são (1) a ideia de que o eu carnal é existência reals e (2) aideia de que a matéria existe realmente, as quais constituem a base do egoísmo e da ganância".
8. Sim senhores, se chegaram a mesma conclusão que eu, podemos afirmar convictamente de que nossos instintos são nossos carmas. Se ainda têm dúvidas, comparem estes trechos: "dentro da mente de cada indivíduo, num lugar bem mais profundo do que o da camada do subconsciente que retém os fatos registrados em sua memória desde que ele nasceu, existe o que podemos chamar de 'mente da tendência' (mente que age segundo suas tendências ou hábitos), a qual já vinha trabalhando antes mesmo de seu nascimento neste mundo" com
"A natureza dos carmas são vibrações mentais do passado acumuladas no ser humano". Ou seja, podemos efetivamente encerrar este post com a seguinte equação: INSTINTO = CARMA.
9. Resumindo: Acumulamos vibrações mentais no passado, que neste mundo veio sobre a forma cientifica e asséptica de instinto. Este instinto é gerado por nossa mente do hábito ou mente da tendência, que segue um determinado padrão de pensamento até que alguma coisa seja alterada neste padrão. É nosso arquivo individual, pré-nascimento de conhecimento do mundo, filtrado em nosso aparelho sensorial, logo, de duvidosa, para não dizer falsa, origem.
10. Mas tem mais...
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A Parte Divina do Cérebro - As Impressões Terminam...
Boa noite para todos neste início de fim de semana... queria ter escrito mais durante a semana, mas no único dia que estive disponível para escrever tinha visita em casa... umso besser, hier bin ich zurück, tanto faz, estou aqui de volta, e desta vez para encerrar minhas impressões finais sobre nosso livro...
Desta vez não tive tamanho escrúpulo em anotar as partes interessantes, como no post passado, mas, mesmo assim, vou tentar destacar alguns pontos que me chamaram a atenção, e, claro, recomendando fortemente a leitura desta obra, não para virar ateu ou à-toa, mas, sim, para obter algumas informações válidas sobre como nós processamos a nossa fé... no mais, reitero minha posição religiosa, no sentido de que existe um algo superior a toda esta criação, mesmo por inferência lógica, de que não há efeito sem causa... e Deus seria esta Causa. Agora, como esta Causa se mostra perante o mundo, bem, aí já é outra história... vamos lá então?
1. O autor aponta, de forma bastante convincente, o processo fisiológico da fé para, depois, apresentar capítulos pontuais em que defende sua tese diante dos mais variados temas, como a prece, a conversão religiosa, experiências de quase morte, a "anomalia" geopolítica dos Estados Unidos serem uma grande nação e - horror dos horrores! - profundamente religiosa etc etc etc;
2. Sobre a prece o autor descreve a sua ação benéfica perante o corpo. Nada de novidade para quem estuda o funcionamento da prece perante o corpo e a liberação de certas substâncias orgânicas... isso me lembra, e quem quiser consultar, esteja à vontade, o volume 3 da Verdade, em um de seus capítulos iniciais, quando o Mestre fala da incoerência de querer atribuir inteligência aos elementos materiais do corpo, sem que "algo" por trás fosse o responsável por isso... como disse anteriormente, não há efeito sem causa...
3. Lembram-se de um dos meus questionamentos anteriores, do fato da anomalia genética o fato de existirem ateus? Pois é, não é que ele explica este fato também?
4. Uma das coisas que me fazem recomendar fortemente a leitura do mesmo é sua honestidade intelectual para com o amável leitor. Dou um exemplo que me chamou bastante a atenção, no finalzinho da parte em que ele trata da existência dos ateus, nota de rodapé da pg. 201:
"Como a maioria das ideologias ateístas são fundamentadas na mera negação da existência de Deus, eu gostaria de salientar que nenhuma filosofia se mantém sem que haja uma lógica que apoie seus princípios básicos. Sem tal lógica, o que chamamos de uma filosofia na realidade não passa de mais um sistema de crenças baseado na emoção, em vez de na razão. Vejo isso como o principal problema enfrentado pelo movimento ateísta de hoje, que, sem ter uma ciência própria, apóia-se, para se sustentar, nas falhas que vê na lógica das crenças que busca contestar. E, embora seja um fato que nenhuma religião jamais foi capaz de defender seus princípios pela razão, nenhuma filosofia legítima pode se manter com base apenas na negação. As contradições de um sistema de crenças não dão validade aos princípios de um outro. Declarar que algo não é branco, por exemplo, não faz com que seja negro. De modo análogo, encontrar falhasa nas convicções de todas as religiões do mundo não constitui prova de que Deus não existe. Assim, para ser viável, o ateísmo precisa ter seus próprios princípios, sua própra base lógica, algo que, acredito, essa nova ciência da bioteologia está finalmente provendo"
Aprenderam, Dawkins et caterva?
5. Outro ponto digno de nota é a diferenciação que ele faz do sentimento espiritual do sentimento religioso, duas coisas totalmente distintas e estanques entre si, muito embora amiúde secantes e comunicantes. O primeiro é o sentimento de comungar com a divindade sem estar preso a um determinado ritualismo religioso, e o segundo, como podem imaginar, é o sentimento ritualísitico religioso. Ele afirma, com razão, que o perigo de existirem fanáticos religiosos está mais centrada neste segundo grupo. Isso me fez lembrar as considerações expendidas pelo Prof. Masanobu em seu Caminho de Paz pela Fé em relação aos fundamentalistas...
6. Falando em Dawkins, bom, este post está bem grandinho, não? Vamos abrir um novo, aguardem, o trecho seguinte suscita várias interpretações e, até uma conclusão assaz interessante...
Desta vez não tive tamanho escrúpulo em anotar as partes interessantes, como no post passado, mas, mesmo assim, vou tentar destacar alguns pontos que me chamaram a atenção, e, claro, recomendando fortemente a leitura desta obra, não para virar ateu ou à-toa, mas, sim, para obter algumas informações válidas sobre como nós processamos a nossa fé... no mais, reitero minha posição religiosa, no sentido de que existe um algo superior a toda esta criação, mesmo por inferência lógica, de que não há efeito sem causa... e Deus seria esta Causa. Agora, como esta Causa se mostra perante o mundo, bem, aí já é outra história... vamos lá então?
1. O autor aponta, de forma bastante convincente, o processo fisiológico da fé para, depois, apresentar capítulos pontuais em que defende sua tese diante dos mais variados temas, como a prece, a conversão religiosa, experiências de quase morte, a "anomalia" geopolítica dos Estados Unidos serem uma grande nação e - horror dos horrores! - profundamente religiosa etc etc etc;
2. Sobre a prece o autor descreve a sua ação benéfica perante o corpo. Nada de novidade para quem estuda o funcionamento da prece perante o corpo e a liberação de certas substâncias orgânicas... isso me lembra, e quem quiser consultar, esteja à vontade, o volume 3 da Verdade, em um de seus capítulos iniciais, quando o Mestre fala da incoerência de querer atribuir inteligência aos elementos materiais do corpo, sem que "algo" por trás fosse o responsável por isso... como disse anteriormente, não há efeito sem causa...
3. Lembram-se de um dos meus questionamentos anteriores, do fato da anomalia genética o fato de existirem ateus? Pois é, não é que ele explica este fato também?
4. Uma das coisas que me fazem recomendar fortemente a leitura do mesmo é sua honestidade intelectual para com o amável leitor. Dou um exemplo que me chamou bastante a atenção, no finalzinho da parte em que ele trata da existência dos ateus, nota de rodapé da pg. 201:
"Como a maioria das ideologias ateístas são fundamentadas na mera negação da existência de Deus, eu gostaria de salientar que nenhuma filosofia se mantém sem que haja uma lógica que apoie seus princípios básicos. Sem tal lógica, o que chamamos de uma filosofia na realidade não passa de mais um sistema de crenças baseado na emoção, em vez de na razão. Vejo isso como o principal problema enfrentado pelo movimento ateísta de hoje, que, sem ter uma ciência própria, apóia-se, para se sustentar, nas falhas que vê na lógica das crenças que busca contestar. E, embora seja um fato que nenhuma religião jamais foi capaz de defender seus princípios pela razão, nenhuma filosofia legítima pode se manter com base apenas na negação. As contradições de um sistema de crenças não dão validade aos princípios de um outro. Declarar que algo não é branco, por exemplo, não faz com que seja negro. De modo análogo, encontrar falhasa nas convicções de todas as religiões do mundo não constitui prova de que Deus não existe. Assim, para ser viável, o ateísmo precisa ter seus próprios princípios, sua própra base lógica, algo que, acredito, essa nova ciência da bioteologia está finalmente provendo"
Aprenderam, Dawkins et caterva?
5. Outro ponto digno de nota é a diferenciação que ele faz do sentimento espiritual do sentimento religioso, duas coisas totalmente distintas e estanques entre si, muito embora amiúde secantes e comunicantes. O primeiro é o sentimento de comungar com a divindade sem estar preso a um determinado ritualismo religioso, e o segundo, como podem imaginar, é o sentimento ritualísitico religioso. Ele afirma, com razão, que o perigo de existirem fanáticos religiosos está mais centrada neste segundo grupo. Isso me fez lembrar as considerações expendidas pelo Prof. Masanobu em seu Caminho de Paz pela Fé em relação aos fundamentalistas...
6. Falando em Dawkins, bom, este post está bem grandinho, não? Vamos abrir um novo, aguardem, o trecho seguinte suscita várias interpretações e, até uma conclusão assaz interessante...
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domingo, 12 de setembro de 2010
A Parte Divina do Cérebro - As Impressões Continuam...
Oi, amigos, tudo em paz? Continuemos aqui com nossa pequena análise da obra de Matthew Alper já informada no post anterior, "A Parte Divina do Cérebro". Li hoje de manhã da pg. 79 até a 115, com as seguintes impressões (cheguei até a anotar alguma coisa, coisa rara de fazer, o que eu não faço pelos meus leitores...):
1. O Autor insinua que a crença em Deus seria um padrão de comportamento, adquirido via genética. Pois bem. Pensando assim, poderíamos intuir que os ateus são uma "aberração genética" assim como os que sofrem de uma doença orgânica digamos, de fundo genético? Em outra parte do livro, o Autor é sincero o bastante (e isso é uma característica louvável dele!) em afirmar que mesmo o mais aferrado dos ateus pelo menos uma vez na vida imaginou uma vida espiritual...
2. Continuando a aberração genética e com o que ele falou antes, um ateu, que assim se admite mediante provas, digamos, inequívocas da existência de Deus, pode ser considerado uma mutação genética, digna de, por exemplo, transmitir instintivamente tal comportamento aos seus descendentes? Ou tal comportamente seria recessivo?
3. Continuando ainda no tema "padrões de comportamento", o Autor enumera vários exemplos destes, como, por exemplo, o sorriso, dizendo que em todas as raças do mundo e em todas as situações, o sorriso é sempre igual, é um comportamento padrão humano. Instintivo, pois. Sendo assim, poderia se modificar, mesmo que a base de muito esforço pessoal e humano, a maneira de se sorrir? Outro exemplo que ele dá é o do miado do gato. Poderia o gato (aí sei q seria mais difícil) ser ensinado a produzir outro tipo de som que não fosse o nosso já conhecido e famoso "miaaaauuuu"?
4. Ou seja, o que nosso bravo Alper quer nos provar é que a crença em Deus é tão instintivo em nõs como o sorriso ou o miado do gato, ou seja, acho que o tiro dele saiu pela culatra...
5. Continuando ainda com mais uma indagação comportamental, ou melhor, de padrão comportamental: seria este padrão comportamental a natureza inerente a cada ser, ou o que englobaria cada espécie e a classificaria como pertencente a um determinado grupo de seres?
6. Esta aqui foi triste de engolir, e não tem muito a ver com nosso tema, mas merece comentário: na pg. 86, o Autor nos dá como outro exemplo a música, sendo esta característica única dos seres vivos. Repetirei até as palavras dele: "Nenhuma planta, nenhum inseto, peixe, gato, cachorro ou mesmo chimpanzé usa alguma parte do corpo ou vários materiais para criar uma combinação rítmica de sons". Certo, não? Pois é, eu quase caí nessa, sendo que fui salvo por um passarinho que alegremente cantava lá perto da varanda de casa... que é isso... e as aves, Mr. Alper, and the birds? Nem mesmo uma pequena exceção ou explicação a este fenômeno o Autor fez... isso é o que dá não conhecer as aves canoras de Niterói, porque só aqui, como Gonçalves Dias já recitava e eu coloquei posts atrás, as aves gorjeiam como não gorjeiam por lá...
7. Ainda no exemplo da música, então se somente os seres humanos (meu inexistente Deus, perdoai!) tem a capacidade de "cantar, e cantar e cantar", significa que a música, ontologicamente, tal como Deus, é inexistente?
8. Por último mais uma bela prova da honestidade intelectual de Mr. Alper, razão pela qual mais uma vez renovo a recomendação de ler tal obra. A nota de rodapé constante na pg. 113 derruba todo e qualquer esforço de convercer-nos com sua tese que ele vem tentando bravamente nos convencer ao longo de 300 páginas. Leiam: "Embora ninguém nunca tenha provado que não existe uma realidade espiritual, tal hipótese sem dúvida apoia a possibilidade de que alguma deve de fato existir. [Ora bolas, o que estou fazendo aqui então? Tentando me convencer que Deus não existe através de um mal formulado princípio da incerteza de Heiselberg???] Na verdade, é impossível provar que qualquer força ou ser imaginários não existam [!!!??? E o tal padrão comportamental, e nosso Deus Ganesha chamado Evolução???]. Como, por exemplo, pode alguém provar que invisíveis elefantes cor-de-rosa não existem? Só porque nunca vimos um, isso não prova que eles não existam. Dessa forma, a mera tentativa de refutar a existência de um ser fantástico é um esforço vão. Devemos aceitar o princípio de que o ônus da prova reside na confirmação da existência de alguma coisa, não na de sua não-existência".
9. Resumindo, a velha lógica popperiana do cisne negro. Em outras palavras, Alper nos diz: "queridos leitores, estou escrevendo isso para provar que Deus não existe, ele não passa de um bem elaborado mecanismo para nossa sobrevivência neste mundo cão em que é necessário sobrevivermos pela seleção natural. No entanto, nada do que eu disser aqui pode ser considerado verdade se por acaso alguma coisa ex nihilo, do nada, surgir. Como isso se torna impossível, fica a critério de vocês acreditarem no que eu falo, procurando a vida toda pela existência de Algo, ou não"...
10. Ou seja, bem razão tinha o salmista em afirmar: "Diz o insensato em seu coração: 'não há Deus'"...
11. Amigos, para encerrar o cotejo: meu propósito aqui não é falar mal do livro, que, repito, é muito bom. Graças a ele, por exemplo, descobri que Jung foi quem cunhou um termo tão caro a nós, que se chama inconsciente coletivo. Mas quero apenas criticar seus pressupostos, e isso acredito que estou conseguindo razoavelmente fazer, ainda que minha ignorância leiga no tema me impeça de me exprimir melhor.
1. O Autor insinua que a crença em Deus seria um padrão de comportamento, adquirido via genética. Pois bem. Pensando assim, poderíamos intuir que os ateus são uma "aberração genética" assim como os que sofrem de uma doença orgânica digamos, de fundo genético? Em outra parte do livro, o Autor é sincero o bastante (e isso é uma característica louvável dele!) em afirmar que mesmo o mais aferrado dos ateus pelo menos uma vez na vida imaginou uma vida espiritual...
2. Continuando a aberração genética e com o que ele falou antes, um ateu, que assim se admite mediante provas, digamos, inequívocas da existência de Deus, pode ser considerado uma mutação genética, digna de, por exemplo, transmitir instintivamente tal comportamento aos seus descendentes? Ou tal comportamente seria recessivo?
3. Continuando ainda no tema "padrões de comportamento", o Autor enumera vários exemplos destes, como, por exemplo, o sorriso, dizendo que em todas as raças do mundo e em todas as situações, o sorriso é sempre igual, é um comportamento padrão humano. Instintivo, pois. Sendo assim, poderia se modificar, mesmo que a base de muito esforço pessoal e humano, a maneira de se sorrir? Outro exemplo que ele dá é o do miado do gato. Poderia o gato (aí sei q seria mais difícil) ser ensinado a produzir outro tipo de som que não fosse o nosso já conhecido e famoso "miaaaauuuu"?
4. Ou seja, o que nosso bravo Alper quer nos provar é que a crença em Deus é tão instintivo em nõs como o sorriso ou o miado do gato, ou seja, acho que o tiro dele saiu pela culatra...
5. Continuando ainda com mais uma indagação comportamental, ou melhor, de padrão comportamental: seria este padrão comportamental a natureza inerente a cada ser, ou o que englobaria cada espécie e a classificaria como pertencente a um determinado grupo de seres?
6. Esta aqui foi triste de engolir, e não tem muito a ver com nosso tema, mas merece comentário: na pg. 86, o Autor nos dá como outro exemplo a música, sendo esta característica única dos seres vivos. Repetirei até as palavras dele: "Nenhuma planta, nenhum inseto, peixe, gato, cachorro ou mesmo chimpanzé usa alguma parte do corpo ou vários materiais para criar uma combinação rítmica de sons". Certo, não? Pois é, eu quase caí nessa, sendo que fui salvo por um passarinho que alegremente cantava lá perto da varanda de casa... que é isso... e as aves, Mr. Alper, and the birds? Nem mesmo uma pequena exceção ou explicação a este fenômeno o Autor fez... isso é o que dá não conhecer as aves canoras de Niterói, porque só aqui, como Gonçalves Dias já recitava e eu coloquei posts atrás, as aves gorjeiam como não gorjeiam por lá...
7. Ainda no exemplo da música, então se somente os seres humanos (meu inexistente Deus, perdoai!) tem a capacidade de "cantar, e cantar e cantar", significa que a música, ontologicamente, tal como Deus, é inexistente?
8. Por último mais uma bela prova da honestidade intelectual de Mr. Alper, razão pela qual mais uma vez renovo a recomendação de ler tal obra. A nota de rodapé constante na pg. 113 derruba todo e qualquer esforço de convercer-nos com sua tese que ele vem tentando bravamente nos convencer ao longo de 300 páginas. Leiam: "Embora ninguém nunca tenha provado que não existe uma realidade espiritual, tal hipótese sem dúvida apoia a possibilidade de que alguma deve de fato existir. [Ora bolas, o que estou fazendo aqui então? Tentando me convencer que Deus não existe através de um mal formulado princípio da incerteza de Heiselberg???] Na verdade, é impossível provar que qualquer força ou ser imaginários não existam [!!!??? E o tal padrão comportamental, e nosso Deus Ganesha chamado Evolução???]. Como, por exemplo, pode alguém provar que invisíveis elefantes cor-de-rosa não existem? Só porque nunca vimos um, isso não prova que eles não existam. Dessa forma, a mera tentativa de refutar a existência de um ser fantástico é um esforço vão. Devemos aceitar o princípio de que o ônus da prova reside na confirmação da existência de alguma coisa, não na de sua não-existência".
9. Resumindo, a velha lógica popperiana do cisne negro. Em outras palavras, Alper nos diz: "queridos leitores, estou escrevendo isso para provar que Deus não existe, ele não passa de um bem elaborado mecanismo para nossa sobrevivência neste mundo cão em que é necessário sobrevivermos pela seleção natural. No entanto, nada do que eu disser aqui pode ser considerado verdade se por acaso alguma coisa ex nihilo, do nada, surgir. Como isso se torna impossível, fica a critério de vocês acreditarem no que eu falo, procurando a vida toda pela existência de Algo, ou não"...
10. Ou seja, bem razão tinha o salmista em afirmar: "Diz o insensato em seu coração: 'não há Deus'"...
11. Amigos, para encerrar o cotejo: meu propósito aqui não é falar mal do livro, que, repito, é muito bom. Graças a ele, por exemplo, descobri que Jung foi quem cunhou um termo tão caro a nós, que se chama inconsciente coletivo. Mas quero apenas criticar seus pressupostos, e isso acredito que estou conseguindo razoavelmente fazer, ainda que minha ignorância leiga no tema me impeça de me exprimir melhor.
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Críticas E Resenhas Literárias
A Parte Divina do Cérebro - Primeiras Impressões
Bem amigos, esta semana comecei a retomar o meu ciclo normal de leituras, iniciando pelo livro título deste post, "A Parte Divina do Cérebro", de Matthew Alper, que pretende, em suas três centenas de páginas, nos convencer de que a crença num poder superior nada mais é do que uma artimanha do sistema evolutivo para nos convencer a vivermos a nossa vida sem temor da morte, já que somos a única espécie dentre os viventes e semoventes que têm a noção pré-determinada da morte. Pelo menos foi isso que entendi da apresentação do mesmo.
Bom, eu ainda estou lá pela página 79 ou 80, mas, pelo que li até o momento posso fazer meus pequenos, mas incisivos, comentários...
1. Primeiramente, muito embora o autor não confirme, ele parece ser ateu. Mas seu livro é bem escrito, e de uma honestidade comovente. Honestidade porque o livro parece ser o ápice da busca dele pelo algo divino que está entre nós, e se ele achou este algo divino dentro da matéria, e com a explicação que resumi acima, deverei ao menos respeitar e conhecer este algo, muito embora tenha algumas objeções que seguirei abaixo...
2. Eu ainda não cheguei nesta parte, mais específica, mas, se ele fala na ideia de Deus como uma artimanha do nosso sistema evolutivo, o que isso nos parece? Que, se não existe Deus, existe um Sistema Evolutivo por trás disso, e se há um Sistema Evolutivo por trás disso, existe Deus, nem que Ele se chame Sistema Evolutivo...
3. Além do que, este Sistema Evolutivo (sim, elevemos esta misteriosa entidade schopenhaueriana ao nível "divino") em nada se parece com a imagem do Deus de Bondade, ou, em seichonoiês, no Deus da Verdade, do Bem e do Belo... e, mais, num Deus digno do Velho Testamento, que pouco se importa com a vontade individual de cada ser, e sim, de sua evolução. Evolução e mais nada...
4. Uma Evolução aética, schopenhaueriana, a Vontade da Vida que o filósofo alemão tanto falava e que o Mestre Masaharu Taniguchi insuflou com um conteúdo ético, adjetivando-a de A Grande Vida...
5. Mas voltemos ao texto... Se este Sistema Evolutivo, utilizando do método da Seleção Natural, resolveu "inventar" a figura de um Deus para a única espécie que sabe de antemão da morte (o que, por si só, já é um erro, pois os elefantes também tem tal ciência, tanto que eles sofrem com a perda de um de sua grei, realizando até funerais para os falecidos paquidermes), nos livrando assim da perplexidade de uma vida sem sentido e garantindo uma vida menos sofrida, existencialmente falando, até nossa morte, ou o retorno ao nada, então...
6. Então este Sistema Evolutivo nada mais vem a ser do que um grande manipulador de nossas consciências, voltado somente para os seus interesses e nada mais. E nós aqui, vivemos, choramos, rimos, experimentamos as mais distintas e variadas experiências para um belo dia a morte nos colher e puf!
7. Bingo, descobrimos o nada! E o nada arquitetado pelo Sistema Evolutivo... com conteúdo auto-enganador, e vou explicar o porquê...
8. A tal da seleção natural escolhe os mais fortes e capazes em detrimento dos mais fracos e incapazes. Explico. Girafas com pescoço maior e que tendem a se alimentar melhor das copas de árvores mais frondosas têm mais chances de sobreviver do que suas companheiras mais atarracadas. Assim, o pescoço maior é uma vantagem, até certo ponto consciente, de que o animal que a possui pode, efetivamente, se "vangloriar" para continuar sobrevivendo.
9. E quanto à crença em Deus? É algo que também o homem pode se vangloriar para continuar sobrevivendo, mas com uma diferença: ao contrário do pescoço da girafa, ele não existiria objetivamente. Assim, o tal do Sistema Evolutivo promove o auto-engano, ou seja, a ilusão. Promovendo a ilusão, resta-nos, literalmente, cair na real e nos indagar: o que diabos estamos fazendo aqui, pelo amor de um inexistente Deus?
9. Sim, senhores, fomos durante milênios enganados por um tal de Sistema Evolutivo que queria apenas nossas vidas e esforços para se perpetuar sobre a terra, pouco se importando com nossas dores. Que Deus mais canalha que nos foram arrumar? Sim, porque Deus, ao contrário do que Alper fala, transcendeu a mera palavra escrita, Ele existe e se chama Sistema Evolutivo. E, a julgar pelos até agora conhecidos únicos animais que tem conhecimento da morte, ele bem deve ser os cornos (ou melhor, os marfins) de Ganesha!!!
10. Apenas para terminar: sabiam os senhores que o próximo passo que o Sistema Evolutivo, o Deus com cara de Ganesha, pretende dar é sumir com o nosso dedo mindinho do pé por ser algo da mais pura inutilidade? Ele nos consultou sobre isso? Nada! Apenas vai sumir com ele, e no futuro teremos apenas 18 dedos... pensando bem, ainda bem que inventaram o computador e sua forma de aproveitar todos os dedos das mãos para o teclado, pois, já pensaram? O Grande Deus Sistema Evolutivo Ganesha achar que o nosso dedo mindinho da mão também não tenha a menor função no ser humano? Onde, meu Deus, onde eu conseguiria digitar o A e o Ç...?
11. Resumindo, por mais bela que seja a busca de Alper, se a história do livro convergir para o que até agora narrei, ele não é ateu, apenas considera como seu Deus um Sistema Evolutivo tão canalha e utilitarista que usa a figura de algo inexistente para nos convencer que é existente e transformar nossas vidas em vidas menos ordinárias...
12. Mesmo assim, pelas poucas páginas que li, achei-o mais sincero e humilde que Dawkins, Onfray e Hitchens...
13. Ou seja, queridos, mais um livro que até tenta, mas não me convence a dizer que Deus não existe. Esse até tenta, mas cai numa armadilha engendrada por ele mesmo, e nos apresenta um Deus mais canalha do que nossa vã e benevolente imaginação possa acreditar...
15. E isso que não falei do paradoxo que ele utiliza entre a certeza da ciência e a incerteza de acreditarmos em nossos cinco sentidos...
16. Mas não dá nada, amigos ateus! Vocês ainda têm algumas boas chances. Na minha estante esperam impacientemente "O Futuro de Uma Ilusão" e "O Mal-Estar na Cultura", dois livros de Freud de cabeceira para qualquer ateu! Será que finalmente, Freud explica de maneira convincente a inexistência de Deus? Não, acho que nesse caso nem Freud explica...
Bom, eu ainda estou lá pela página 79 ou 80, mas, pelo que li até o momento posso fazer meus pequenos, mas incisivos, comentários...
1. Primeiramente, muito embora o autor não confirme, ele parece ser ateu. Mas seu livro é bem escrito, e de uma honestidade comovente. Honestidade porque o livro parece ser o ápice da busca dele pelo algo divino que está entre nós, e se ele achou este algo divino dentro da matéria, e com a explicação que resumi acima, deverei ao menos respeitar e conhecer este algo, muito embora tenha algumas objeções que seguirei abaixo...
2. Eu ainda não cheguei nesta parte, mais específica, mas, se ele fala na ideia de Deus como uma artimanha do nosso sistema evolutivo, o que isso nos parece? Que, se não existe Deus, existe um Sistema Evolutivo por trás disso, e se há um Sistema Evolutivo por trás disso, existe Deus, nem que Ele se chame Sistema Evolutivo...
3. Além do que, este Sistema Evolutivo (sim, elevemos esta misteriosa entidade schopenhaueriana ao nível "divino") em nada se parece com a imagem do Deus de Bondade, ou, em seichonoiês, no Deus da Verdade, do Bem e do Belo... e, mais, num Deus digno do Velho Testamento, que pouco se importa com a vontade individual de cada ser, e sim, de sua evolução. Evolução e mais nada...
4. Uma Evolução aética, schopenhaueriana, a Vontade da Vida que o filósofo alemão tanto falava e que o Mestre Masaharu Taniguchi insuflou com um conteúdo ético, adjetivando-a de A Grande Vida...
5. Mas voltemos ao texto... Se este Sistema Evolutivo, utilizando do método da Seleção Natural, resolveu "inventar" a figura de um Deus para a única espécie que sabe de antemão da morte (o que, por si só, já é um erro, pois os elefantes também tem tal ciência, tanto que eles sofrem com a perda de um de sua grei, realizando até funerais para os falecidos paquidermes), nos livrando assim da perplexidade de uma vida sem sentido e garantindo uma vida menos sofrida, existencialmente falando, até nossa morte, ou o retorno ao nada, então...
6. Então este Sistema Evolutivo nada mais vem a ser do que um grande manipulador de nossas consciências, voltado somente para os seus interesses e nada mais. E nós aqui, vivemos, choramos, rimos, experimentamos as mais distintas e variadas experiências para um belo dia a morte nos colher e puf!
7. Bingo, descobrimos o nada! E o nada arquitetado pelo Sistema Evolutivo... com conteúdo auto-enganador, e vou explicar o porquê...
8. A tal da seleção natural escolhe os mais fortes e capazes em detrimento dos mais fracos e incapazes. Explico. Girafas com pescoço maior e que tendem a se alimentar melhor das copas de árvores mais frondosas têm mais chances de sobreviver do que suas companheiras mais atarracadas. Assim, o pescoço maior é uma vantagem, até certo ponto consciente, de que o animal que a possui pode, efetivamente, se "vangloriar" para continuar sobrevivendo.
9. E quanto à crença em Deus? É algo que também o homem pode se vangloriar para continuar sobrevivendo, mas com uma diferença: ao contrário do pescoço da girafa, ele não existiria objetivamente. Assim, o tal do Sistema Evolutivo promove o auto-engano, ou seja, a ilusão. Promovendo a ilusão, resta-nos, literalmente, cair na real e nos indagar: o que diabos estamos fazendo aqui, pelo amor de um inexistente Deus?
9. Sim, senhores, fomos durante milênios enganados por um tal de Sistema Evolutivo que queria apenas nossas vidas e esforços para se perpetuar sobre a terra, pouco se importando com nossas dores. Que Deus mais canalha que nos foram arrumar? Sim, porque Deus, ao contrário do que Alper fala, transcendeu a mera palavra escrita, Ele existe e se chama Sistema Evolutivo. E, a julgar pelos até agora conhecidos únicos animais que tem conhecimento da morte, ele bem deve ser os cornos (ou melhor, os marfins) de Ganesha!!!
10. Apenas para terminar: sabiam os senhores que o próximo passo que o Sistema Evolutivo, o Deus com cara de Ganesha, pretende dar é sumir com o nosso dedo mindinho do pé por ser algo da mais pura inutilidade? Ele nos consultou sobre isso? Nada! Apenas vai sumir com ele, e no futuro teremos apenas 18 dedos... pensando bem, ainda bem que inventaram o computador e sua forma de aproveitar todos os dedos das mãos para o teclado, pois, já pensaram? O Grande Deus Sistema Evolutivo Ganesha achar que o nosso dedo mindinho da mão também não tenha a menor função no ser humano? Onde, meu Deus, onde eu conseguiria digitar o A e o Ç...?
11. Resumindo, por mais bela que seja a busca de Alper, se a história do livro convergir para o que até agora narrei, ele não é ateu, apenas considera como seu Deus um Sistema Evolutivo tão canalha e utilitarista que usa a figura de algo inexistente para nos convencer que é existente e transformar nossas vidas em vidas menos ordinárias...
12. Mesmo assim, pelas poucas páginas que li, achei-o mais sincero e humilde que Dawkins, Onfray e Hitchens...
13. Ou seja, queridos, mais um livro que até tenta, mas não me convence a dizer que Deus não existe. Esse até tenta, mas cai numa armadilha engendrada por ele mesmo, e nos apresenta um Deus mais canalha do que nossa vã e benevolente imaginação possa acreditar...
15. E isso que não falei do paradoxo que ele utiliza entre a certeza da ciência e a incerteza de acreditarmos em nossos cinco sentidos...
16. Mas não dá nada, amigos ateus! Vocês ainda têm algumas boas chances. Na minha estante esperam impacientemente "O Futuro de Uma Ilusão" e "O Mal-Estar na Cultura", dois livros de Freud de cabeceira para qualquer ateu! Será que finalmente, Freud explica de maneira convincente a inexistência de Deus? Não, acho que nesse caso nem Freud explica...
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domingo, 11 de abril de 2010
Novas Aquisições
Ah, sim, não poderia deixar de registrar aqui: ontem comprei dois livros interessantes: um Dhammapada bilíngue, português-páli, e Life´s Reader, ou, em bom vernáculo, "Cartilha da Vida" em inglês, que será interessante para meu vocabulário de seichonoiês na língua de Shakespeare...
Quanto ao Dhammapada, meus parcos conhecimentos sobre a doutrina de Sidarta Gautama me autorizam a dizer que é a obra mais seichonoiesca (noooosssa, como estou neológico hoje!) do budismo. Duvidam? Permitam-me então colocar só uns poucos versos dele no próximo post, aguarde e confie...
Quanto ao Dhammapada, meus parcos conhecimentos sobre a doutrina de Sidarta Gautama me autorizam a dizer que é a obra mais seichonoiesca (noooosssa, como estou neológico hoje!) do budismo. Duvidam? Permitam-me então colocar só uns poucos versos dele no próximo post, aguarde e confie...
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sábado, 10 de abril de 2010
E O Que Masanobu Diria?
Bom, fiz minhas reflexões sobre o tema vencendo a tentação de pegar as Orações Diárias do seu Masanobu. Agora, com ele aqui diante de mim, percebo que nosso soosai dedicou duas de suas orações sobre o tema que acabei de falar. Deixem-me olhar para ver se o que escrevi antes era abobrinha ou não sub oculi Taniguchi...
Vejam, não estou tão mal, ele fala, na página 56, que a Verdade gera o Bem. Ponto para mim. E também gera o Belo. Isto porque a Verdade vem antes de tudo. Sendo Deus Verdade, a Sua expressão deve-se dar a partir do Bem e do Belo. Os últimos são filhos da primeira. E uma das formas de expressão da Verdade, segundo Taniguchi, é a Lei. (...Lei que permeia o Universo...)
Cara, sabe que estou começando a ficar bom nesse tal de seicho-no-iê?
Vejam, não estou tão mal, ele fala, na página 56, que a Verdade gera o Bem. Ponto para mim. E também gera o Belo. Isto porque a Verdade vem antes de tudo. Sendo Deus Verdade, a Sua expressão deve-se dar a partir do Bem e do Belo. Os últimos são filhos da primeira. E uma das formas de expressão da Verdade, segundo Taniguchi, é a Lei. (...Lei que permeia o Universo...)
Cara, sabe que estou começando a ficar bom nesse tal de seicho-no-iê?
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