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sábado, 9 de março de 2019

Questões Para Refletir - Eduardo Nunes da Silva

Dica de leitura do seu amigo LeoJisso: "Questões Para Refletir", de Eduardo Nunes da Silva. Quem me conhece sabe que, quando eu crescer, quero ser igual a esse preletor, um dos mais inteligentes (senão - com todo o respeito a todos os demais - o mais inteligente - da Sede Central). E, desde quando soube que ele estava lançando um livro ("Finalmente", pensei eu...) fiquei ansioso para saber do que se tratava. Pois bem, peguei-o hoje. Ainda não olhei, só dei uma olhada d´olhos para ver do que se tratava...
E para minha gratíssima surpresa deparei-me com um fato interessantíssimo e que tem a ver com a primeira fase deste blog: trata-se da transcrição de algumas colunas que ele assinava no "Círculo de Harmonia" e que transcrevi algumas aqui neste blog (podem pesquisar pelo marcador "Questões Doutrinárias", está tudo ali!), em que ele lançava algumas perguntas e as respondia, como, por exemplo:
- Os pais devem permitir que seus filhos joguem games eletrônicos de violência?
- Um ser humano pode reencarnar como animal?
- A afirmação da sutra sagrada, de que o homem pode ver sem olhos, tem fundamento científico?
E por aí vai...
Só por esta palhinha já coloquei água na boca de vocês? Então comprem o livro! Vocês não se arrependerão. Palavra de LeoJisso! 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Questões Doutrinárias: O Princípio de Convergência ao Centro é Compatível com o Espírito de Rebeldia?

Questão interessantíssima esta, do Círculo de Harmonia do mês de setembro, pg. 7. Reflitemos muito sobre este assunto!

"A organização da Seicho-No-Ie é composta por idealistas que trabalham em harmonia com um objetivo comum. Mas, embora sejam minoria, há aqueles que se tornam dirigentes, e depois de algum tempo demonstram resistência em acatar as orientações e determinações das instâncias hierárquicas superiores. Há alguns que passam a ser opositores perante sua regional, Sede Central e até quanto às coordenadas da Sede Internacional. Essas pessoas dizem que não estão violando princípio de ´Convergência ao Centro´, que constitui importante orientação direta do fundador da Seicho-No-Ie, professor Masaharu Taniguchi.

Eles costumam dizer: 'Minha postura é perfeitamente convergente ao centro, porque o Centro é Deus e eu sigo a vontade de Deus'. E é frequente citarem o artigo 8, das Diretrizes do Movimento de Iluminação da Humanidade, do livro O que Deve Fazer o Dedicado a Iluminação, em que consta: 'O Movimento de Iluminação da Humanidade não tem como centro a vontade humana. O centro é a vontade de Deus'. E ao questionarem as decisões da Sede Central, costumam citar outro trecho do artigo 8, onde se lê: 'O edifício da Sede Central da Seicho-No-Ie instalada na Terra nada mais é que um escritório', tentando assim desqualificar a autoridade da Sede Central, como se a função da Sede Central fosse apenas a de organizar papéis e carimbar documentos.
Gostaria de convidar a todos para atentarem com sinceridade e humildade ao texto completo do artigo oito, das Diretrizes do Movimento de Iluminação da Humanidade, citado acima, em que o mestre Masaharu Taniguchi reconhece claramente a organização instituída como canal por onde fluem as orientações, não só burocráticas, mas também doutrinárias: 'Na qualidade de órgão que executa aqui na Terra os serviços doutrinários e burocráticos desse movimento, foram instituídos o Supremo Presidente e o Vice-Supremo Presidente, como também o Diretor-Presidente, os diretores, os presidentes da Associação dos Preletores Regionais, os preletores regionais, os presidentes-executivos da Associação dos Jovens, os presidentes da Federação das Associações Pomba Branca e Fraternidade etc.'.
Essas pessoas questionadoras e opositoras, certamente são maravilhosos filhos de Deus, que, à sua maneira, também amam a Seicho-No-Ie, mas precisam despertar para sua real grandiosidade. O sagrado Mestre Masaharu Taniguchi diz nas palavras do dia 10 de março, do livro A Verdade da Vida, volume 37: 'O espírito de rebeldia é prova de inferioridade. O oposto do espírito de rebeldia é o ‘espírito acolhedor’ – espírito de compreensão e magnanimidade. Esse espírito provém da consciência de nossa própria grandeza'.
No primeiro volume do livro Sabedoria da Vida Cotidiana em 365 Preceitos, página 121, o mestre Masaharu Taniguchi ensina: 'Se os elementos internos da organização ficarem apontando os defeitos uns dos outros e lançando críticas mútuas, acabarão provocando a cisão interna, e isso servirá para enfraquecer cada vez mais a força da organização no seu movimento de expansão externa, dificultando a concretização do objetivo de iluminar a humanidade'. Participar do Movimento organizado da Seicho-No-Ie é colaborar para o estabelecimento do Reino de Deus na face da Terra e é um excelente exercício para anulação do ego. No mundo religioso as posições mudam a todo instante e aquele que é está em posição hierarquicamente inferior a nós, amanhã poderá estar em posição superior e vice-versa. Onde a vida nos situe, devemos dar o nosso melhor com gratidão e contribuir para o desenvolvimento do todo."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Questões Doutrinárias: Deve A Humanidade Continuar Insistindo No Uso da Energia Nuclear?

Essa resposta é mole, né? Mas, para responder com maior proficiência, convidamos o prel. Eduardo Nunes da Silva, diretamente do recém-saído Círculo de Harmonia de agosto de 2011, na pg. 11, para nos responder:

"Os trágicos acontecimentos ocasionados pelo tsunami que devastou a costa nordeste do Japão, ocasionando o acidente na usina nuclear de Fukushima, reacendeu a discussão internacional em torno da energia atômica. O acidente de Fukushima é o mais grave desde a catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, ocorrido em 1986.
Após o acidente no Japão, vários países estão revendo seus programas de geração nuclear de energia. A Itália votou contra os planos de retomar a energia nuclear no país e a Alemanha já decidiu desligar todos os seus reatores até 2022.
Durante algum tempo utilizou-se como argumento a favor das usinas atômicas o fato de que, entre as formas de geração de energia, a nuclear é uma das que produzem menor volume de rejeitos e a que conta com mais medidas de acondicionamento e guarda desses rejeitos. Mas não podemos esquecer que esses rejeitos duram milhões de anos, por isso devem ser mantidos isolados e protegidos. Milhões de dólares têm sido gastos para inocular os resíduos radioativos, mas ainda estamos longe de uma solução. No livro Primeiro Passo para a Paz, de autoria do prof. Masanobu Taniguchi, consta: 'Ainda não existe um meio fundamental de solucionar a questão do lixo radioativo gerado pelas usinas nucleares. Colocando-o em recipientes à prova de vazamento de radioatividade, enterram-nos nas profundezas da terra. No momento não encontram outro meio. E não se sabe o que acontecerá no futuro. Portanto, não significa que as usinas nucleares solucionam todas as questões energéticas e ambientais'.
A utilização de energia nuclear em grande escala no Japão surgiu como solução para diminuir a grande dependência do país em relação ao petróleo para a geração de eletricidade, o mesmo ocorrendo com outros países. O fator positivo quanto ao acidente de Fukushima é que a humanidade poderá vir a buscar com mais determinação fontes de energia limpas e renováveis.
Vivemos em um mundo maravilhoso, cheio de novas possibilidades, e devemos conscientizar-nos disso. Quando houver esta conscientização, naturalmente surgirão novas ideias e a vida melhorará,
abrindo novas perspectivas, inclusive para o chamado desenvolvimento sustentável das atividades humanas.
O Universo está cheio de possibilidades, basta abrirmos os olhos da mente. Diz o prof. Seicho Taniguchi no livro Aos que Buscam a Prosperidade: 'O vento e a luz produzem energia em abundância, que, no entanto, é desperdiçada enquanto os homens não pensam em utilizá-la. Quanta energia é perdida com o vento que sopra a noite inteira! Na verdade, chegou a época de pensarmos seriamente em utilizar as energias gratuitas da Natureza'.
Não quero dizer que devemos, necessariamente, abandonar as pesquisas no campo nuclear, mas a partir do momento que inclusive os cientistas passarem a buscar a orientação da Sabedoria superior, oriunda do Mundo da Imagem Verdadeira, também no campo nuclear haverá progressos notáveis. Enquanto isso, devemos atentar para o fato de que há infinitas novas possibilidades à nossa volta."

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Questões Doutrinárias: Há Orientação Específica Para Orar 49 Dias Por Seus Antepassados?

Ainda no rastro da Cerimônia em Memória aos Antepassados realizada ontem, segue o nosso tira-dúvidas preletor Eduardo Nunes da Silva, desta vez no Círculo de Harmonia de julho de 2011, pg. 12:

"Houve quem questionasse o fato de alguns preletores orientarem os adeptos para que dediquem oração à alma de um antepassado durante 49 dias. O questionamento vem a partir da alegação de que não existe nenhuma orientação específica do mestre Masaharu Taniguchi para que dediquemos 49 dias de oração à alma de algum antepassado.
De fato, não há orientação que fixa em 49 dias o período para orar para os antepassados. A oração aos antepassados deve ser feita durante toda a vida, com sentimento de reverência e gratidão. Porém, o mestre Masaharu Taniguchi explica na revista Acendedor, número 103, que, no caso de dedicar oração especial à determinada alma em separado, é importante especificar o período de oração, para que a alma saiba a data de sua 'formatura'. No artigo em questão, a orientação é para que seja feita a oração durante 21 dias, mas podemos crer que não haverá problemas, ao orientarmos alguém, recomendar que a oração seja feita durante 21 dias, um mês ou 49 dias.
Segundo o ensinamento, o espírito, quando retorna ao mundo espiritual, após a morte física, permanece em uma espécie de 'sala de espera' do mundo espiritual, durante um período de sete semanas, refletindo sobre a vida que levou no mundo material e se purificando das ilusões trazidas do mundo físico. Por isso, é costume entre os budistas oferecer uma cerimônia em memória da alma 49 dias após o falecimento. Os xintoístas oferecem a cerimônia após 50 dias do falecimento.
Fixar um período para que a pessoa possa expressar seu amor e gratidão à determinada alma é um expediente de salvação perfeitamente válido, ensejando que os descendentes passem a dedicar seu amor e gratidão. Devemos ter o cuidado de orientar corretamente, para que as pessoas entendam que não é a quantidade de dias que salva e ilumina os espíritos, mas sim a Verdade.
Quando entendo que um adepto precisa dedicar mais gratidão a determinado antepassado, costumo orientar para que dedique oração específica a essa alma durante um mês ou 49 dias. Naturalmente este é apenas um expediente de salvação para que esse adepto possa alcançar o estado de verdadeira gratidão que o levará a reverenciar seus antepassados por toda a vida."

sábado, 30 de julho de 2011

Questões Doutrinárias: O Adepto Que Contrata Apólice De Seguro Deve Ser Considerado Uma Pessoa Sem Fé Na Proteção De Deus?

Essa é muito boa, está no Círculo de Harmonia de junho de 2011, pg. 10. O Preletor? Ora, o seu amigo Eduardo Nunes da Silva:
"Há alguns dias, assisti à palestra de uma colega preletora em que ela dizia não contratar seguro para o carro porque confia integralmente na proteção divina. Achei admirável sua postura de fé integral e fui levado a uma reflexão, pois o meu carro está protegido por um seguro geral, que inclui sinistros e furto. Será que, depois de quase quarenta anos como adepto da Seicho-No-Ie, eu já deveria ter deixado de recorrer a artifícios como seguro veicular?
Qual seria a atitude correta? Na Revelação Divina de 5 de dezembro de 1931, consta que 'Se a mente estiver controlada, sentir-se-á como manifestação dessa mente, no momento adequado, o desejo de preparar o que se deve. Não pense que todo aquele que se prepara seja pessoa de pouca fé'. É mais sábio providenciar uma fechadura e trancar a porta da casa do que perder a paz, temendo que a casa seja invadida por alguém mal-intencionado.
Creio que a colega preletora já se aproximou bastante do estado mental que reconhece apenas o bem. Mas, de maneira geral, isso deve ser uma conscientização profunda, e não uma norma de conduta imposta. Se nos impusermos uma conduta sem ter a devida conscientização, perderemos a liberdade e ficaremos com a mente tolhida. Nas palavras do dia 29 de janeiro do livro A Verdade da Vida, volume 37, temos: 'Dizer que tudo está bem e deixar de tomar as providências necessárias também não é atitude livre e natural. É uma atitude que perdeu a liberdade, prendendo-se ao ‘bem’. O natural é bom; tomar naturalmente providências em relação ao natural também é bom'.
Se em algum ponto de nossa mente ainda há o receio de perder ou ver lesado um bem, como um veículo, por exemplo, é melhor contratar o seguro, agradecendo às companhias e aos profissionais que nos oferecem essa comodidade. Assim podemos seguir com nossas atividades, sem nos afligirmos. Nas mesmas palavras do dia 29 de janeiro o mestre Taniguchi conclui: 'Este é o modo de viver da Seicho-No-Ie. É a vida sem embaraço, sem aflições e sem padecimentos'. Independentemente da opção de cada um, com a mente totalmente livre, trabalhemos para a concretização de um mundo em que não haja sinistros, furtos ou prejuízos de qualquer espécie e no qual todas as pessoas possam viver felizes e livres de infortúnio."

É como dizia aquele velho ditado árabe: "Confia em Deus, mas amarra o teu camelo"...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Questões Doutrinárias: Tem A Ousada Afirmação da Sutra Sagrada, De Que O Homem Pode Ver Sem Olhos, Fundamento Científico?

Leiamos no Círculo de Harmonia, abril de 2011, pg. 11, do preletor Eduardo Nunes da Silva:

"Na Sutra Sagrada Palavras do Anjo consta: 'O homem, desde que sua vida transcenda o corpo carnal, pode ver sem olhos'. À primeira vista, esta pode parecer uma afirmação descabida e sem fundamentação científica, mas na edição brasileira da revista Scientific American de junho de 2010, foi publicado o artigo A Estranha Visão dos Cegos, de autoria de Beatrice de Gelder, mestra em neurociência cognitiva e diretora do Laboratório de Neurociências Cognitivas e Afetivas da Universidade Tilburg, na Holanda. No referido artigo consta que 'pessoas que não veem por causa dos danos cerebrais têm a capacidade extraordinária de reagir a emoções em rostos e até de se desviar de obstáculos sem enxergá-los'.
Na sutra sagrada consta que 'Mesmo no mundo da projeção, os cientistas mais eminentes não veem o homem como corpo carnal e esclarecem que os sentidos são atributos da mente'. e é citado o caso de um paciente do médico italiano Cesare Lombroso (1835-1909). Segundo consta, o referido paciente sofreu deslocamento do sentido da visão e, embora não pudesse ver com os olhos, conseguia ver com a ponta dos dedos. Talvez somente este exemplo isolado possa parecer insuficiente para que possamos afirmar que os sentidos não estão nos órgãos físicos. Mas Beatrice Gelder diz em seu artigo que 'desde 1917 médicos relatam casos de visão cega - então tratados como visão residual - em soldados feridos na Primeira Guerra Mundial'.
Embora parte da comunidade científica receba os estudos e relatos sobre a visão cega com certo ceticismo, não podemos ignorar os conceitos chaves sobre o tema, pontuados pelos editores da Scientific American, que são: 1) Algumas pessoas que deixam de ver por causa de danos no cérebro apresentam visão cega - resposta a objetos e imagens que não podem enxergar conscientemente; 2) A visão cega pode detectar muitas características visuais, incluindo cores, movimentos, formas simples e a emoção expressa pelo rosto ou postura de uma pessoa. Pesquisadores estão mapeando as áreas mais antigas do cérebro responsáveis pela visão cega e explorando os limites dessa incrível habilidade.
Embora esses estudos não sejam conclusivos, sinalizam que a ciência começa a caminhar para a mesma conclusão que consta em A Verdade da Vida, volume 23: 'Na verdade, vemos com a mente, e não com os olhos'. Os cientistas especulam que, no caso da visão cega, a estrutura neural responsável por essa capacidade seria o colículo superior, que fica na parte do subcórtex chamada mesencéfalo. No volume 23 de A Verdade da Vida, o professor Masaharu Taniguchi afirma que 'Pensamos que vemos com nossos olhos físicos, mas vemos com a mente que age através dos globos oculares'. Da mesma forma, em se tratando da 'visão cega', embora esta supostamente se processe através do colículo superior, ela é uma faculdade da mente que é capaz de buscar variados modos para atingir seus objetivos."

Questões Doutrinárias: Os Pais Devem Supervisionar Os Acessos Dos Filhos À Internet Ou Devem Confiar Na Proteção Divina E Na Boa Índole Destes?

Questão capciosa esta. Para responder, temos no Círculo de Harmonia de março de 2011, pg. 9, a sempre respeitável opinião do preletor Eduardo Nunes da Silva:

"Na história da humanidade nada há que tenha, em tão curto espaço de tempo, influenciado tanto a vida dos indivíduos e da sociedade humana como o advento da Internet.
A Internet oferece inúmeras comodidades à vida moderna, mas o mundo virtual também oferece perigos e é um campo aberto para fraudes, circulação de conteúdos degradantes, além da superexposição a que ficam sujeitos os usuários da rede.
Como proteger os jovens, e principalmente as crianças, de sites impróprios e de pessoas que fazem mau uso da rede? Os pais devem fiscalizar a “navegação” dos filhos pela Internet?
Em A Verdade da Vida volume 13, o mestre Masaharu Taniguchi diz: 'No tocante à educação da criança, é preciso que a liberdade dela seja respeitada'. Respeitar a liberdade da criança e do jovem, no entanto, não quer dizer que os pais não devam estabelecer limites e oferecer a devida proteção. Lembremos que a Internet é um meio de comunicação extremamente invasivo e que é grande a vulnerabilidade do usuário diante dela. Quantas vezes, ao acessarmos a rede, não vemos abrir-se em nossa tela uma página não solicitada, por exemplo, páginas de cassinos virtuais? Todos nós sabemos que antes de nos aventurarmos pelas páginas da Internet é altamente aconselhável contarmos com um poderoso e atualizado programa antivírus.
No tocante às crianças e aos jovens, não se trata de fiscalizá-los, mas é importante poder contar com um provedor que ofereça aos pais controle de conteúdos ou instalar um programa específico para este fim, de maneira que os jovens usuários não tenham sua navegação invadida por conteúdos indesejáveis ou para que não entrem por engano em sites impróprios.
De qualquer modo, os pais devem procurar saber que tipo de acesso os filhos fazem com frequência e conversar abertamente sobre os perigos existentes na rede. Evite fixar o mal na mente infantil, falando sobre pessoas más e inescrupulosas, mas esclareça que há muitas pessoas mal orientadas que fazem mau uso da rede. Converse sempre com seus filhos e peça para que qualquer amizade feita no mundo virtual seja relatada a você. Também os oriente para que não se exponham demais, por exemplo, em sites de relacionamento.
No caso que constatar que seu filho, às vezes, visita sites impróprios, não dê tanta importância a isto. Até certo ponto, a curiosidade é natural. No caso de isto começar a torna-se um hábito, não reprove o filho, mas converse abertamente com ele em tom amigável, perguntando o que ele quer saber sobre o assunto. Não repreenda o filho, mas observe os pontos negativos no tipo de site em questão. E, principalmente, os pais devem analisar sua própria atitude mental. Sobretudo no ambiente doméstico, os pais devem ler com frequência bons livros, como A Verdade da Vida e procurar manter pensamentos elevados e usar boas palavras. Em um lar assim, é certo que os filhos serão naturalmente bem encaminhados."

Um adendo final antes de terminar o post: se por acaso, pai e mãe, seu pimpolho ou pimpolha estiver lendo este blog, pode ficar tranquilo. Aqui as únicas coisas impróprias que poderão aparecer é um ou outro comentário perdido sobre um raro insucesso do Flamengo ou do Inter, e, mesmo assim, este blogueiro promete se controlar...

Questões Doutrinárias: O Divórcio Desrespeita O Mandamento De Deus?

Com vocês, o preletor Eduardo Nunes da Silva, Círculo de Harmonia de janeiro/11, pg. 15:

"O casamento é um dos eventos mais importantes da vida de um ser humano e, uma vez casadas, as pessoas não devem pensar em se separar. O lar constitui academia para aprimoramento espiritual dos cônjuges. Nas 'Palavras de Sabedoria', em A Verdade da Vida, volume 22, o professor Masaharu Taniguchi ensina: 'Uma vez casado(a), pensa que teu cônjuge, por pior que pareça, é a pessoa mais adequada para ti. Assim pensando, poderás conduzir tua vida atual para uma vida harmoniosa. Aceitando o agora com sentimento de gratidão, poderás transformar o momento presente num futuro melhor'. Este ensinamento sublime é inquestionável, mas, neste mundo das formas em que vivemos, sabemos que há casais que chegam a situações insustentáveis em que não há mais respeito e que um acaba retardando o progresso espiritual do outro. Que fazer em situações como essas?
Na Bíblia consta que o casal jamais se deve separar, a não ser por adultério. No livro Namoro, Casamento e Maternidade, o mestre Taniguchi explica que esse mandamento, dado por Jesus, é um mandamento de Deus e, portanto, em casos normais, respeitar isso é ser fiel a Deus. Mas explica também que 'Quando alguém se casar equivocadamente com um(a) parceiro(a) por quem não sente amor, em vez de ter medo de corrigir isso, é melhor, para a felicidade de ambos, desfazer logo essa união e iniciar nova vida, buscando uma união verdadeira'. E o mestre conclui: 'Em linhas gerais, um casamento equivocado é aquele que não teve como base o amor que se sente nas profundezas da alma. Por exemplo, um casamento efetuado por conveniência familiar, por conveniência econômica, para satisfazer a vaidade, por compaixão, por sacrifício, por ter sido enganado, por ter sido coagido etc. Essas uniões não foram realizadas com base no amor que se sente nas profundezas da alma e, portanto, são falsas. Se, por engano, foi efetuada uma união falsa, desfazê-la é o caminho de Deus'.
Para concluir este texto, quero enfatizar novamente que, uma vez consumado o matrimônio, os casados devem considerar o cônjuge como metade da própria alma que deve acompanhá-los por toda a vida e esforçar-se ao máximo para aprender com alegria as lições que a vida a dois e a vida familiar oferecem. Em suma, as pessoas não se devem divorciar levianamente.
Não ache que sua metade da alma deva ser alguém com a personalidade igual à sua. A vida a dois se torna interessante exatamente porque o casal é constituído por pessoas com personalidades diferentes, mas que se complementam mutuamente."

Questões Doutrinárias: Haveria a Década Da Paz E Não Violência, Promovida Pela ONU, Fracassado?

De novo ele, preletor Eduardo Nunes da Silva, em nossas Questões Doutrinárias! Do Círculo de Harmonia de Dezembro de 2010, pg. 10:

"Em 1998 a Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou a década de 2001 a 2010 como Década Internacional de Cultura de Paz e Não Violência para as Crianças e Adolescentes do Mundo. A campanha recebeu seu primeiro impulso com o lançamento, no ano 2000, do Manifesto de Cultura de Paz e Não Violência.
A SEICHO-NO-IE DO BRASIL apoiou o movimento criando um link em sua página na Internet, para que os adeptos e demais visitantes pudessem assinar, e também divulgando através do Círculo de Harmonia o endereço de acesso ao manifesto. Mais de 75 milhões de cidadãos assinaram o manifesto, assumindo o compromisso em torno dos seis princípios que envolvem convivência pacífica, sustentabilidade e justiça social. Os seis princípios são respeitar a vida e a dignidade de cada ser humano, sem discriminação, nem preconceito; rejeitar a violência, isto é, praticar a não violência ativa rejeitando a violência em todas as suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular contra os mais desprovidos e os mais vulneráveis, como crianças e adolescentes; ser generoso, que significa compartilhar tempo e recursos materiais no cultivo da generosidade e pôr um fim à exclusão, à injustiça e à opressão política e econômica; ouvir para compreender, que significa defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre o diálogo sem ceder ao fanatismo, à difamação e à rejeição. Preservar o Planeta, promover o consumo responsável e um modo de desenvolvimento que respeitem a todas as formas de
vida e preservem o equilíbrio dos recursos naturais da comunidade com plena participação das mulheres e o respeito aos princípios democráticos, de modo a criarmos juntos novas formas de solidariedade.
O fato de a mídia em geral não haver dado maior cobertura e destaque à Década de Cultura de Paz e Não Violência pode dar a falsa impressão de que a iniciativa resultou em fracasso, mas o fato é que esta constitui uma das campanhas mais bem sucedidas já realizadas pela ONU; mobilizou centenas de instituições governamentais e da sociedade civil e desencadeou projetos e ações no mundo inteiro, visando à implantação da cultura de paz e não violência.
Diz a constituição da UNESCO, órgão das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura: 'Se a guerra nasce na mente dos homens, é na mente que devem ser construídas as defesas da paz'. Embora ainda não tenhamos implantada a cultura de paz, esta década marca o início de trabalhos
contínuos para a construção da verdadeira cultura de paz.
A paz não é apenas a ausência da guerra e de conflitos, mas é um processo positivo, com a participação de muitos na promoção do diálogo, dentro de um espírito de cooperação mútua e entendimento. A esse processo podemos denominar 'Paz Ativa'. Disse o professor Masanobu Taniguchi no Curso Internacional da Seicho-No-Ie pela Paz Mundial – Brasil, 2004: 'O meio para concretizar a ‘Paz Ativa’ não está presente na democracia como sistema. Essa é uma questão que está unicamente dentro da mente de cada pessoa. [...] Para concretizar a paz significativamente, é necessário um movimento em que ‘todas as pessoas se unam sob a vontade de Deus’”.

domingo, 24 de julho de 2011

Questões Doutrinárias: A Eutanásia É, Do Ponto De Vista Ético E Religioso, Um Procedimento Aceitável?

Continuemos com nossa série de questões doutrinárias, todas elas respondidas pelo preletor Eduardo Nunes da Silva. Esta aqui, constante no Círculo de Harmonia de novembro de 2010, pg. 11:

"Há algum tempo a questão da eutanásia ocupou grande espaço na mídia, devido ao caso da americana Terri Schiavo, que teve o tubo de alimentação desligado por ordem do Tribunal Federal da Flórida. A questão permanece aberta. Os defensores da eutanásia tentam justificar sua posição afirmando ser essa prática uma forma de evitar o sofrimento acarretado por um longo período de doença.
Se virmos o homem apenas como um ser carnal, não deixa de ser lógica a argumentação dos defensores da eutanásia. Quem não tem um conhecimento mínimo das leis mentais e espirituais tenderá a achar que os sofrimentos experimentados por um doente surgem por obra do acaso e não têm qualquer finalidade. Desta maneira, também é natural que acredite que a morte seja o fim do sofrimento.
A questão é: 'É ético tirar a vida de uma pessoa ou permitir que ela acabe com a própria vida, no caso de suicídio assistido, quando não há a possibilidade de ela se curar e o seu sofrimento é atroz?'
A bioética trata dos prolongamentos e das abreviações da vida. E há os que defendam a ortotanásia, que é a morte, no entender de alguns, no tempo certo, reta, digna, sensível aos processos de humanização. Em artigo publicado no Jornal Folha de São Paulo de 26 de março de 2005, a Dra. Nise Yamaguchi abordou da seguinte forma as questões envolvendo eutanásia, distanásia e ortotanásia:
'Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia – ou boa morte. Uma é a eutanásia ativa, na qual o médico ou alguém causa ativamente a morte do indivíduo e que é proibida por lei no Brasil. Anda de mãos dadas com o chamado suicídio assistido, mas é prática regulamentada em alguns outros países, como Holanda e Dinamarca.
'Em um outro extremo há a distanásia ou obstinação terapêutica, que, segundo o especialista em bioética padre Leo Pessini, ‘é uma ação, intervenção ou um procedimento médico que não atinge o objetivo de beneficiar a pessoa em fase terminal e que prolonga inútil e sofridamente o processo de morrer, procurando distanciar a morte’. Sou contra a distanásia – aqui vale um debate ético, afinal, a distanásia é diferente daquela situação em que um paciente com câncer ou Aids controlados, por exemplo, tem uma infecção e vai para a UTI ou para uma intervenção cirúrgica, e tais procedimentos podem até melhorar sua qualidade de vida e aumentar o tempo de existência'.
Em seu livro 51 Consultas Femininas a professora Teruko Taniguchi diz: 'Existe a palavra eutanásia que se refere ao ato de abreviar a vida de um doente incurável, para pôr fim a seus sofrimentos. Ao ver um ente querido – pai, mãe, filho, etc. – acometido por uma doença incurável e contorcendo-se de dores atrozes, algumas pessoas desejam libertá-lo logo desse sofrimento injetando-lhe ou fazendo-o tomar uma substância letal. Desejam isso justamente porque amam a pessoa que está sofrendo e querem proporcionar-lhe alívio. Mesmo assim, desejar a morte de um ser humano é condenável, tanto moral como juridicamente'.
No livro Entrada para o Mundo de Deus, do professor Seicho Taniguchi, consta: 'É imprescindível que as pessoas reconheçam a existência da Vida verdadeira e se empenhem em manifestá- la, o que é muito mais importante do que procurar preservar a todo custo a vida do corpo carnal'.
Baseados nas palavras dos professores Teruko e Seicho Taniguchi, podemos crer que a eutanásia não pode ser considerada um correto posicionamento ético e religioso. A Revelação Divina de 15 de setembro de 1933 esclarece que os sofrimentos são um expediente da Vida para purificar os carmas negativos do passado e que por isso as comunicações do mundo espiritual enaltecem o valor dos sofrimentos. Não queremos dizer que não se deve fazer nada para aliviar os sofrimentos. Nesse sentido todos os esforços científicos devem ser utilizados, além das orações, especialmente dos familiares.
Mas se não concordamos com a eutanásia, também não podemos concordar com a obstinação da distanásia, que tenta preservar a vida física a todo custo através de métodos artificiais. Há momentos em que o profissional da saúde deve se empenhar em dar conforto e minimizar os sofrimentos do paciente, mas deixar a vida seguir o seu curso até que, em chegando a hora, possa 'romper livremente o casulo de carne e ascender ao mundo espiritual'.
Hoje, quando estou escrevendo este texto, completa 36 dias do falecimento de minha querida mãe. Os médicos adotaram um procedimento, em meu entender, exemplar. Ela foi nutrida e recebeu medicamentos para que não sofresse, mas sem a obstinação de manter seu corpo de anciã em situação vegetativa. Quando chegou a hora determinada pela Vida, ela pode expirar tranquilamente."

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Questões Doutrinárias: Porque Não Ocorre, Em Grande Escala, A Revolução Na Educação?

E nossas questões doutrinárias prosseguem. Com a palavra, o preletor Eduardo Nunes da Silva, no Círculo de Harmonia de setembro de 2010, pg. 16:

"O mestre Masaharu Taniguchi nos ensina que educação não consiste em acumular conhecimentos de fora para dentro, mas sim em ajudar alguém a desenvolver seus dotes próprios, naturais, e que ensinar consiste em 'tirar de dentro' e desenvolver a potencialidade infinita que se aloja no indivíduo. Isso é muito mais do que uma questão metodológica, mas requer uma mudança profunda na forma de ver e conceituar o próprio ser humano.
De certa forma, grandes teóricos da educação têm avançado no sentido de criar mecanismos para que os educadores possam extrair os dotes interiores dos educandos, mas, em contrapartida, não vemos nenhuma grande revolução na educação. Por que será que isso ocorre? A educadora Gisele S. Lira Resende, no ensaio Uma Reflexão Crítica sobre a Educação Brasileira, diz: 'É possível observar que os cursos de formação continuada, bem como os estudos reflexivos realizados nas escolas, pregam a necessidade de mudanças em relação ao modelo atual. Entretanto, a prática pedagógica permanece estagnada'. Parece que, apesar de sua vontade, os professores e educadores em geral se veem curvados pelo peso da gigantesca tarefa de substituir os velhos modelos e práticas educacionais por novos.
Prossegue a educadora Rezende: 'Há muito estudiosos, como Vygotsky, Wallon, Piaget, Freire entre
tantos outros, já insistiam na singular importância de que ao aprendiz cabe construir seu conhecimento por meio de suas vivências, da interatividade, de suas descobertas, do enfrentamento das incertezas, de sua criatividade e criticidade'. Com alegria vemos que ela, assim como os estudiosos citados, reconhecem grandes potenciais no interior dos educandos. Por outro lado, ela afirma que o modelo educacional que temos 'privilegia a memorização, que incentiva a leitura linear do mundo, não dando direito ao aprendente de formular seus próprios conceitos'.
Apesar de o referencial teórico nos oferecer perspectivas bastante interessantes, os educadores, de maneira geral, não vêm sendo capazes de liberar os incríveis potenciais dos educandos, pois permanecem tolhidos pelos velhos métodos e conceitos. Se a própria pedagogia contemporânea nos abre perspectivas muito interessantes e promissoras, por que, afinal, não vemos mudanças significativas no campo da educação?
Mais à frente, Rezende pergunta: 'Será que não está na hora de lançar um olhar sobre a educação de quem educa?'. Nesse particular, a revolucionária Educação da Vida, proposta pela Seicho‑No-Ie, deve dar sua contribuição, para que os educadores possam revelar seu talento natural e, a partir daí, obterem resultados expressivos em sala de aula.
A verdadeira revolução na educação só ocorre quando o educador descobre o seu próprio potencial a partir da conscientização de que ele próprio é filho de Deus. Aí, então, flui naturalmente a verdadeira Sabedoria. Os educadores são, de maneira geral, pessoas inteligentes e cultas, mas o professor Masaharu Taniguchi diz em O Livro dos Jovens que “Por mais talentoso que seja um homem, se o seu talento está dentro dos limites da sua ‘pequena inteligência humana’, cedo ou tarde ele acabará fracassando. [...] A verdadeira sabedoria é uma sabedoria infinita que normalmente se parece com a água calma, porém, nas horas certas e nos momentos oportunos começa a fluir abundantemente'.
O estudo da Seicho‑No‑Ie oferece ao educador e a todas as pessoas o acesso à Sabedoria transcendente, que está dentro de todos nós. Chegamos a ela por meio de algo que, em linguagem religiosa, chamamos renascimento. O verdadeiro renascimento é a renovação da consciência; é conscientizarmo- nos de que somos filhos de Deus, possuidores de capacidade infinita. Somente por meio do despertar espiritual será possível a revolução na educação."

domingo, 17 de julho de 2011

Questões Doutrinárias: Como Se Dedicar À Missão Recebida De Deus, Quando Não Se Sabe Qual É Essa Missão? (Ou O Filtro Solar)

E vamos para o Círculo de Harmonia do mês de agosto/2010, pg. 5. Com vocês, o Preletor Eduardo Nunes da Silva:

"O Mestre Masaharu Taniguchi exorta todos, principalmente os jovens, a ponderarem sobre a missão recebida de Deus. Mas, muitas vezes, mesmo ponderando com sinceridade, não conseguimos sentir com clareza qual é a missão que devemos desempenhar na vida.
Há um texto que se tornou conhecido no mundo inteiro, a partir de um vídeo produzido pela agência de publicidade DM9DDB, intitulado Sunscreen. Também foi produzida uma versão em português (Use Filtro Solar) com a narração de Pedro Bial. A idéia do filme veio de um texto lido por um orador em uma cerimônia de formatura nos Estados Unidos no ano de 1997. O que quero dizer é que em determinado ponto do texto o orador diz aos jovens formandos: “As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma ideia do que fariam na vida. Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que conheço ainda não sabem”.
Há pessoas que muito jovens intuíram com absoluta certeza qual a sua missão, como o senhor Akira Eto, músico e compositor, que nos é apresentado no livro A Verdade, volume 5, de autoria do mestre Masaharu Taniguchi. O próprio mestre também ainda muito jovem teve a certeza de que deveria ser escritor. Mas há aqueles que, por exemplo, estão na idade de ingressar na Universidade e não têm uma ideia exata do que fazer e ainda aqueles que já têm mais idade e continuam sem saber qual a sua missão. Gostaria de fazer com que essas pessoas lembrem as palavras acima, isto é, que há pessoas das mais interessantes que, aos 22 anos, não tinham nenhuma ideia do que fariam na vida e outras que aos 40 ainda não sabem.
Mas o que torna esse tipo de pessoa interessante? Acho que o segredo de pessoas assim está na dedicação ao agora. Em A Verdade da Vida, volume 7, consta: 'Com grande determinação, realize, agora mesmo, tudo que lhe cabe fazer neste momento! Esse é o ‘modo de viver da Seicho-No-Ie’. Esse é o modo de viver que está em conformidade com as Leis do ‘Desenvolvimento Infinito da Vida’'.
Em suma, dedicar-se à missão recebida de Deus é dedicar-se ao agora. Faça aquilo que está à sua frente e que pode ser útil às pessoas à sua volta, à sociedade, à Pátria e à humanidade, por mais simples que seja essa tarefa. Se deve optar por uma carreira universitária, escolha uma de acordo com as características de sua personalidade, ainda que futuramente não venha a desempenhar essa profissão, porque as experiências de vida, os contatos humanos, além das disciplinas acadêmicas, futuramente se revelarão muito valiosas.
Dedicando-se ao agora, a vida sempre trará agradáveis surpresas. Mesmo pessoas que, jovens, souberam exatamente qual a sua missão, foram brindadas pela vida com agradáveis surpresas. Por exemplo, o mestre
Taniguchi sempre quis ser escritor, mas, segundo ele mesmo relata, não tinha a intenção de ser um religioso e escrever a literatura extremamente original e profunda da Seicho-No-Ie.
Ore a Deus para que o oriente e dedique toda sua força àquilo que deve realizar agora e estará cumprindo com fidelidade a missão a você atribuída por Deus."

E, como bônus, segue o mencionado vídeo Filtro Solar, com Pedro Bial!

Questões Doutrinárias: O Esforço Para Visualizar A Imagem Verdadeira É Um Obstáculo Para Administrar Bem Os Assuntos Do Mundo Fenomênico?

De novo nosso tira-dúvidas Preletor Eduardo Nunes da Silva nos responde, no Círculo de Harmonia de maio/2010, pg. 12:

"Se alguém que se propõe a estudar a Seicho-No-Ie e viver de acordo com seus ensinamentos teme que, ao se esforçar para visualizar profundamente a Imagem Verdadeira, possa se tornar uma pessoa ineficiente ou alheia aos assuntos do mundo fenomênico, às suas obrigações como cidadão e à sua vida cotidiana é porque ainda não compreendeu que a Imagem Verdadeira não é algo que se encontre em um mundo distante; não é uma existência abstrata e intangível.

Na página 33 do livro Descoberta e Conscientização da Verdadeira Natureza Humana o mestre Masaharu Taniguchi explica que 'A Imagem Verdadeira é, portanto, a Vida universal única, que é originalmente o nada, o vazio, mas que está presente em toda parte. Dizendo assim, parece se tratar de algo totalmente vazio, sem nenhuma substância, mas não é isso. Dentro do nada existem todas as formas'. Portanto, visualizar a Imagem Verdadeira não é vivermos de forma abstrata e alheios ao mundo, mas reconhecer a Imagem Verdadeira como Vida universal que está presente em todas as coisas.
No livro Viver Junto com Deus – A Verdade em 365 Preceitos, o professor Masaharu Taniguchi observa que 'Os acontecimentos do mundo fenomênico são bastante complexos e, muitas vezes, não sabemos como lidar com uma situação complicada e tumultuada e conduzi-la a uma solução que satisfaça a todos'. Então como devemos proceder para solucionar essas questões de grande complexidade do mundo fenomênico? Prossegue o professor Taniguchi: 'Entretanto, mesmo quando no mundo tridimensional todos os caminhos parecem bloqueados e não sabemos como sair da dificuldade, no mundo de quarta dimensão, de quinta dimensão, ou seja, no espaço que transcende
as dimensões (talvez seja mais conveniente usar o termo ‘extensão’ em vez de ‘espaço’), os caminhos
estão livres. Se voltarmos a nossa mente para a Sabedoria de Deus, o Ser Supremo que transcende as dimensões, com certeza encontraremos meios de solucionar os problemas'.
Em outras palavras, alcançar a Imagem Verdadeira da Vida significa viver a vida de maneira normal e movimentar-se em consonância com a Lei da Vida, como explica o sagrado mestre Masaharu Taniguchi na página 100 do livro A Verdade da Vida, volume 3: 'Quando começar a se movimentar,
estar-se-á vivendo a Vida de Deus (Amor). Quando assim se procede, concretiza-se o viver no qual se emparelham a Sabedoria e o Amor'. Assim é o 'viver religioso' proposto pela Seicho-No-Ie, o viver em que há preparo em tudo, sem nos descuidarmos de nenhum aspecto da vida, seja ela a Vida essência ou Imagem Verdadeira, seja ela a manifestação da vida no plano fenomênico."

sábado, 16 de julho de 2011

Questões Doutrinárias: Anular Totalmente O Ego Significa Anulação De Si Mesmo?

Essa saiu no Círculo de Harmonia de abril/2010, pg. 11, também da lavra do Preletor Eduardo Nunes da Silva:

"A sexta Norma Fundamental dos Praticantes da Seicho-No-Ie é “Anular totalmente o ego”. Esta norma pode sugerir a ideia equivocada de que seguir a Seicho-No-Ie é anularmos a nós mesmos, tornando-nos pessoas de personalidade indefinida e sem vontade ou opinião própria, mesmo porque a palavra ego é uma palavra de origem grega e que em grego tem o significado de “eu”. Também em algumas teorias da Psicologia é dito que para que o indivíduo possa ser um ser autônomo e equilibrado, deve fortalecer o ego.
Mas na Seicho-No-Ie não utilizamos o termo ego com o sentido de indivíduo ou individualidade e tampouco com o sentido de centro da personalidade, como em algumas escolas psicológicas. O termo ego é empregado na Seicho-No-Ie com o sentido de “pequeno eu”, que dá origem ao egoísmo, egotismo, egocentrismo e à egolatria.
No livro Ensinamento da Verdade para Jovens, o mestre Masaharu Taniguchi diz que 'a verdade central da religião é expressa com a palavra mushin (mu = sem; shin = mente). Mushin não significa ausência da mente nas sim ‘mente despojada’, desapegada de ego'. No momento em que passamos
a ter essa mente desapegada e despojada, abrindo mão de nossos arbítrios e de nossas preferências egocêntricas, aí sim, podemos encontrar a verdadeira liberdade e a verdadeira expressão do eu.
Prossegue o professor Taniguchi: 'Quando o ego se ausenta, desaparece a mente
apegada ao ego e surge a mente verdadeira'".

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Questões Doutrinárias: Por Que Os Espíritos Precisam De Convites Para Participar Da Festividade Do Santuário Hoozo?

Pessoal, resolvi abrir mais um espaço neste blog para questões doutrinárias do mais alto interesse, todas elas pinçadas do Círculo de Harmonia, e assinados pelo Preletor Eduardo Nunes da Silva. Esta primeira questão está no Círculo de Harmonia de jan/fev de 2010, vejam:

"Muitas pessoas têm relatado que sempre que são realizadas a Festividade do Santuário Hoozo, na Academia de Ibiúna, e as Cerimônias em Memória dos Antepassados (do Dia de Finados), nas Academias de Santa Fé e Santa Tecla, cujos registros são posteriormente enviados ao Santuário Hoozo, há uma infinidade de entidades espirituais que se aglomeram nos limites externos dessas academias e lamentam por não terem “convite”, não podendo, dessa maneira, participar das atividades. E essas pessoas entendem que o “convite” ao qual as entidades se referem são os registros do Santuário.
O professor Masaharu Taniguchi nos exorta a sermos criteriosos, em se tratando de fenômenos paranormais; não devemos acreditar indiscriminadamente em pessoas que afirmam ter visões ou receber mensagens espirituais. Porém, devido à quantidade de pessoas que descrevem essa mesma situação, sempre que são realizadas essas cerimônias, creio que possamos dar crédito a elas.
Diante do exposto alguém poderia indagar: “Seriam as divindades padroeiras do Santuário e das academias seres discriminatórios, que não permitem a entrada de entidades que procuram a salvação, apenas por não
possuírem um ‘convite’?”. Mas não se trata de discriminação por parte das divindades ou de Deus. O fato é que os espíritos se comunicam por meio de vibrações mentais e nossa mente traduz essa comunicação para a nossa linguagem cotidiana. A palavra convite é um termo usual para quem deseja participar de uma festividade aqui na terra.
Podemos compreender que o impedimento à participação dos espíritos não portadores de “convite” significa
que a frequência mental dessas entidades não está afinada com a frequência dos espíritos mais elevados e do
Santuário. Mas, quando é providenciado um registro espiritual para uma entidade, independentemente de sua condição no mundo espiritual, o fato de o nome dela estar escrito no registro e ser evocado por um preletor faz com que haja uma afinação da frequência mental da entidade à frequência do Santuário. E o registro, que ao mesmo tempo é um elemento material e está carregado com a vibração vital de quem o preparou, serve como lastro para que a entidade possa, com facilidade, adentrar as academias e o Santuário, passando a receber as orações.
Os espíritos mais elevados e esclarecidos podem circular livremente pelos mundos visível e invisível,
mas ficam felizes quando nos lembramos deles inscrevendo seus nomes nos registros espirituais a serem consagrados no Santuário.
É muito importante nosso empenho em divulgar os registros espirituais do Santuário Hoozo do Brasil, para
que um número cada vez maior de entidades possa ser acolhido nos braços misericordiosos
de Deus, recebendo as orações diárias naquele local. Lembremos que a única forma de manifestar
a gratidão a Deus é não monopolizar as graças recebidas. Por isso, devemos nos
empenhar para que a graça de termos entes espirituais consagrados no Santuário Hoozo do Brasil cada vez
mais seja estendida a muitas famílias e à sociedade em geral, independentemente de serem ou não adeptos da Seicho-No-Ie."

Sem querer meter o meu bedelho, mas já metendo, para maiores (e melhores) informações recomendo fortemente a leitura do volume 9 da Verdade da Vida.