Mostrando postagens com marcador Passaporte Para A Felicidade - Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Passaporte Para A Felicidade - Resenhas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - As Paredes Têm Ouvidos - Pg. 63

"Certa vez, uma adolescente acordou no meio da noite e ouviu o pai e a mãe falando a seu respeito. A mãe, queixando-se da filha, desabafou: 'Essa menina dá muito trabalho, já não a suporto. Às vezes, prefiro a sua ausência...'.
Ouvindo isso, a garota ficou chocada e revoltada; e, a partir desse dia, passou a ter sérios atritos com a mãe. Acabou brigando também com o pai e, por causa do tumultuado ambiente familiar, o seu desempenho escolar sofreu uma queda brusca.
Citei esse caso para alertar sobre o mau uso da palavra. É um exemplo de como as tolas lamúrias de uma mãe podem exercer influência perniciosa na filha e estragar a sua vida.
Tudo seria diferente se, naquela ocasião, essa garota tivesse ouvido comentários elogiosos dos pais a seu respeito, tais como 'Ela é um tanto quanto espevitada, mas é uma boa menina. Que bom termos uma filha como ela. Creio que será uma boa moça e terá um futuro feliz...'. Ela teria ficado feliz com esses elogios e passado e se comportar de modo a merecê-los. Mesmo que tivesse alguns defeitos, o esforço para melhorar acabaria fazendo com que as qualidades se sobressaíssem. Aumentando as qualidades, é natural que os defeitos acabem desparecendo. Assim, é certo que ocorra a melhora.
Que acontecerá se uma dona de casa tiver o hábito de falar mal do marido juntamente com os filhos? Com certeza, o ambiente desse lar será propício a formar um mal marido e pai.
Talvez a mulher pense que falar mal do marido, na ausência dele, não trará problemas. Mas está equivocada. Conforme o velho ditado, 'as paredes têm ouvidos', as paredes da casa 'ouvem e gravam' as maledicências da esposa e dos filhos e, quando o marido voltam, transmitem-lhe as maledicências como se fossem um gravador. Você acha que ninguém, nunca, ouviu tal 'transmissão'? Pois eu explico: as paredes não transmitem as palavras que 'ouviram', mas as maledicências formam uma atmosfera desagradável na casa e o marido, ao entrar, capta-as com os 'ouvidos da mente'.
As mentes se comunicam. por maior que seja a distância. Por isso, tanto as malediências como as palavras elogiosas se propagam. As palavras têm o poder de 'moldar' a vida conforme o seu teor. É preciso que as pessoas tenham real consciência disso e profiram palavras que criem a 'vida que elas gostariam de ter'.
Isso parece fácil demais, e talvez haja pessoas que duvidem do resultado. Mas, se elas procederem conforme essa recomendação durante um ano, constatarão que tudo se concretiza pelo poder da palavra. Os roteiors das notícias de televisão são feitos com palavras, as decisões nas reuniões das empresas são expressas em palavras, e assim por diante.
Um funcionário pode ser transferido para Nova York ou para Londres, pela ordem superior expressa na notificação do seguinte teor: 'Em tal data, V. Sa. será transferido para tal lugar'. Assim é o poder da palavra.
Se uma mulher menosprezar o marido pensando: 'Você é uma pessoa inútil, um traste', com certeza essas palavras mentalizadas emitirão vibrações negativas que acabarão empurrando o marido para onde se juntam os fracassados considerados 'refugos desta vida'. Jamais procedamos de modo a transformar alguém num 'refugo'. Devemos ter a firme convicção de que todo ser humano é filho de Deus, respeitar todas as pessoas e expressar isso em palavras e atitudes. Com o poder da palavra, façamos com que nosso cônjuge, nossos filhos e nós próprios manifestemos a perfeição original , contribuindo, desse modo, para a prosperidade do mundo, harmonia no lar e preservação da Terra e do Universo."

Com estas exortações encerra-se o presente livrinho, sendo este seu último capítulo. Amanhã iniciaremos o estudo de mais um deles, o terceiro, "Viver De Modo Agradável", no mesmo molde que os outros dois estudados, ou seja, um prefácio e catorze pequenos capítulos, também de autoria do professor Seicho Taniguchi.
Mas, voltando, e quanto a este capítulo aqui?
Ele nos ensina o poder da sinceridade e do elogio. Sinceridade, como ele mesmo falou anteriormente em capítulo nem tão antigo, no sentido de demonstrar amor e elogio como manifestação verbal desta demonstração de amor.
Um fato que merece destaque é a constatação de que "as paredes podem contar tudo para as pessoas, que escutam com o ouvido da mente". Curiosa e inédita afirmação, o que denota a importância do fator mental e do ambiente na comunicação sem palavras...
Bom, agora é só esperar pelo próximo livrinho!

domingo, 25 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - Beleza e Personalidade - Pg. 59

"Existem pais e mães que, referindo-se ao filho, fazem comentários tais como: 'Não adianta... Esse menino não tem jeito mesmo', 'Infelizmente, nasceu feio; acho que puxou a mim' etc. É um erro grave manter essas ideias. Todo ser humano é filho de Deus, uma criatura maravilhosa. Por que algumas pessoas não reconhecem isso? Certamente, pelo fato de elas não darem valor a si própras. Ninguém deve menosprezar a si mesmo - sobretudo quem tem um filho. Se uma mãe não tiver consciência do próprio valor, a sua postura mental negativa acabará causando grande dano ao filho.
Na realidade, ninguém é feio. Cada ser humano possui personalidade própria e beleza peculiar, cuja forma original se encontra no mundo de Deus. Essa forma é realmente bela, maravilhosa, pois trata-se de obra divina. Portanto, toda criança é originalmente bonita e inteligente, não importando se, no aspecto fenomênico, tenha nascido de pais que não são bonitos nem inteligentes.
Toda criança é um ser divino, belo e inteligente. Mas, se os pais menosprezarem a si próprios e não reconhecerem a perfeição original do filho, as maravilhosas qualidades inatas da criança serão bloqueadas e ela não se desenvolverá de maneira perfeita. Reprimir a manifestação da natureza original perfeita da criança e se queixar dos defeitos dela é como colocar pedra sobre uma plantinha que está despontando e reclamar que ela não cresce: a plantinha, apesar do bloqueio da pedra, se esforça e consegue crescer, mas fica torta. A culpa não é da plantinha. Ela não tinha defeitos inatos; não cresceu direito apenas porque uma pedra a impediu de manifestar a sua perfeição original. O mesmo acontece com a criança: se ela apresenta defeitos, é por causa da 'pedra mental' com a qual os pais bloqueiam a manifestação das suas qualidades inatas. Ela não herda o aspecto imperfeito dos pais. Na essência, possui personalidade e peculiaridade maravilhosas, herdadas de Deus-Pai.
Portanto, se você é pai ou mãe, nunca menospreze um filho seu. Não tenha pensamentos tais como: 'Ele nasceu feio, pois puxou a mim'. Conscientize-se de que você próprio(a) não é uma pessoa insignificante. Se você é mulher e não parece bonita, é porque se julga destituída de beleza e, desanimada, nada faz para mostrar-se atraente: não se arruma nem se maquila. Em tudo, é necessário o treinamento; quanto mais a pessoa treina, maior se torna a sua habilidade. Isso acontece também no que se refere à maquilagem. Você é uma pessoa bonita. Só que está encobrindo sua beleza inata com uma atitude mental incorreta. Talvez as suas roupas sejam de mau gosto, os seus cabelos estejam malcuidados, desgrenhados e até cheios de caspa. Desse modo, você está estragando a si própria.
Antes de mais nada, elogie a si próprio(a). Elogie também a sua esposa (seu marido) e seus filhos, mas não bastam as palavras; demonstre com atitudes o seu afeto por eles. Coloque isso em prática, a partir de hoje. Além de escrever num caderno palavras de elogio a seus familiares, expresse verbalmente e por meio de atitudes o afeto e a admiração que tem por eles. Assim, você próprio(a) passará a manifestar a beleza inata de sua personalidade e se tornará uma pessoa mais atraente do que alguns artistas de TV. Se você vai conseguir isso, ou não, dependerá de sua capacidade de ação, de seus esforços e de sua convicção".

Não, minha querida leitora deste blog, você não errou de página. Este é realmente o blog do LeoJisso, apresentando, por tabela, dicas de maquiagem, beleza e bem-estar pelo expert de beleza, vindo diretamente de Tóquio, o básico Seicho Taniguchi!
Quando transcrevia o capítulo, levei um susto, pensando se tratar de mais uma daquelas cartas respondendo às intermináveis dúvidas femininas sobre beleza, maquiagem e coisas do gênero. Mas, afora isso, o que nos pode ensinar este capítulo?
1. Não menospreze a si próprio(a). Você é dono(a) de uma beleza única, ímpar.
2. Muito embora o prof. ST não tenha feito menção diretamente a este ponto, não menospreze o seu cônjuge em comentários do tipo: "Meu filho é assim porque puxou a família do pai, que sempre foi desse jeito..."
3. E, para encerrarmos este capítulo purpurinado e cheio de glamour, nada melhor do que encerrar seus comentários, com o comentário mais do que acertado, ainda que um tanto quanto nojento, de minha santa avozinha, dona Raimunda Rodrigues de Albuquerque, que, em certa ocasião, disse à minha mãe, cheia daquela sabedoria crua que só o nordestino possui: "Minha filha, não existe ninguém feio nem bonito neste mundo não; uns gostam dos olhos e outros da remela..."
4. Éééé, vó, a sua bênção!

sábado, 24 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - "Talvez..." - Pg. 55

"Uma jovem senhora foi consultar um ginecologista e recebeu a seguinte recomendação: 'Constatei que existe em seu útero uma lesão que talvez evolua para um tumor maligno. É melhor fazer uma cirurgia para retirar o útero. Tome providências para a internação'.
Como ainda não tinha filhos, ela ficou desesperada com a possibilidade de perder o útero e foi pedir orientação a um professor da Seicho-No-Ie. Seguindo os ensinamentos dele, passou a cultivar sincera gratidão aos pais e ao marido e a orar pelos antepassados. Em vez de se submeter à cirurgia para a remoção do útero, - conforme a recomendação do médico -, ela passou a viver todos os dias com a mente alegre, repleta de pensamentos positivos. Em pouco tempo, a lesão do útero desapareceu e ela conseguiu engravidar. Hoje, ela tem três filhos e sua vida é repleta de felicidade.
Se ela, atemorizada com a perspectiva sombria, tivesse concordado em submeter-se à cirurgia da retirada do útero, não teria conseguido a felicidade. Casos como esse acontecem com bastante frequencia. Até que ponto é admissível uma cirurgia preventiva? Falando em prevenção, lembrei-me do seguinte caso: certa senhora ia fazer uma pequena viagem, e o marido sugeriu-lhe que fosse de trem, em vez de automóvel. Ela não ouviu o conselho do marido e viajou de carro. O veículo se acidentou e ela sofreu ferimentos. Creio que, nesse caso, o marido possuía espírito bastante elevado, pressentiu vagamente o perigo que ameaçava a mulher e por isso lhe dissera para não viajar de carro.
No caso da jovem senhora citada anteriormente, se ela tivesse se submetido à cirurgia de retirada do útero, não seria hoje mãe de três filhos. Algumas mulheres optam por abortar o feto ao receber o diagnóstico de que 'talvez a crianã nasça com deficiência física'. Mas a probabilidade de o prognóstico se concretizar não é tão grande; no pior dos casos é de 50%. Também no caso de uma gestante contrair rubéola, a probabilidade de o feto ser atingido não é tão grande, cerca de 20%. Será que é uma medida correta eliminar a vida do feto, pelo medo da probabilidade de o prognóstico se concretizar?
Uma 'cirurgia preventiva' como essa não pode ser atribuída à verdadeira medicina moderna. É antes uma espécie de aposta. Permitir tal 'cirurgia preventiva' em nome da medicina é como permitir que uma tropa, informada de que cerca de vinte guerrilheiros se esconderam num vilarejo com cerca de cem habitantes, invada todas as casas desse lugar e mate todos os moradores, e depois tentar justificar o ataque com a afirmação de que se tratou de uma medida preventiva para eliminar os guerrilheiros.
'Medida preventiva' como essa é um abuso cometido em nome da medicina, um desrespeito à vida humana. O mundo se tornaria caótico se as pessoas passassem a fazer prognóstico negativista em todas as situações e optassem por tomar 'medida preventiva' precipitada. Poderá haver casais que optam por separação simplesmente por pensar na eventualidade de a relação acabar mal. Suponhamos que uma esposa diga aos outros: 'Talvez meu marido arranje uma amante. Prefiro separar-me dele antes que isso aconteça'. Provavelmente, as pessoas pensarão que ela é meio maluca.
Muitas pessoas agem em função da probabilidade pensando que estão agindo de maneira 'científica', mas acabam optando por medidas nada científicas ou racionais e, ainda por cima, agradecem aos que executam o serviço desse tipo."

Algumas considerações a serem feitas deste capítulo:
1. Leiam o capítulo sobre a formação do destino no mundo mental, no meio, mais ou menos, do volume 1 da Verdade da Vida. Vai esclarecer muita coisa sobre este capítulo, muito embora ele não fale em termos de "se", "talvez", etc.
2. Talvez a maior contribuição do mencionado capítulo é saber que o nosso destino já está desenhado algum tempo antes de ele ocorre no mundo fenomênico. Alguns eventos podem ser considerados inevitáveis, outros, com o auxílio de bons espíritos, podem ser devidamente contornados.
3. Que eventos podem ser considerados inevitáveis? Aqueles já sujeitos à força inercial do carma. O exemplo que o Mestre nos dá no início do volume 8 da Verdade da Vida sobre o carro desgovernado é um bom exemplo.
4. Que eventos podem ser considerados evitáveis? Um bom exemplo é o da senhora com o útero avariado: ela estava praticamente condenada a nível fenomênico, mas, voltando-se à Grande Luz, e com o auxílio sempre prestimoso dos bons elementos espirituais, eis que a senhora conseguiu reverter o seu destino, ou, falando em termos de volume 8 da VV, conseguiu controlar o seu carro, freá-lo e estacioná-lo numa maternidade, para ter três lindos pimpolhos!
5. Que lição podemos dela apreender? Este mundo fenomênico é, como já estou careca de falar aqui, consequencial, ou seja, acontece antes para acontecer aqui depois, tal como um programa de televisão, imaginemos: os capítulos são gravados antes na TV Fenômeno. Acaso não haja modificação da programação por influência de um diretor desta televisão, ou por pressão do público, a TV Fenômeno, religiosamente, apresentará o seu Bom Dia, Fenômeno, Mais Fenômeno, Fenômeno Esporte, Fenômeno Hoje, Vale a Pena Ver o Fenômeno de Novo, Jornal Fenomenal, todos os dias em sequência, com a nossa passividade, sofrimento ou estéril indignação, tal como no Eterno Retorno pregado por Nietzsche... e o "talvez" só ocorrerá com uma correta compreensão de como funciona nosso mundo mental, tanto para o bem como para o mal...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - Elimine O Temor - Pg. 51

"De nada adianta alguém viver temendo as doenças, pois isso não o impede de ficar doente. Pelo contrário, quem pensa que é propenso a resfriados e problemas intestinais e se agasalha demais ou toma cuidado exagerado com alimentos acaba enfraquecendo cada vez mais, apanha resfriado ou é acometido pela diarreia com frequência e passa a apresentar uma fisionomia pálida e um aspecto franzino. Já as pessoas que não vivem temendo as doenças e, mesmo no inverno, enfrentam o vento frio sem se agasalhar demais e trabalham com ânimo ou praticam esportes com grande entusiasmo, conseguem levar uma vida saudável.
O temor inibe a força, tanto no ser humano como nos animais. Quando um animal fraco se vê diante de um predador poderoso como o leão, perde a força de suas patas e não consegue fugir. O ser humano também, quando se apavora, fica com as pernas bambas. Antigamente, se um samurai ficava com as pernas bambas diante do adversário, era considerado poltrão e desdenhado pelos outros.
O princípio é o mesmo, qualquer que seja o 'inimigo' - pessoa, vírus, micróbio, calor, frio, poeira, pólen etc. -, é fundamental encará-lo sem temor. Algumas pessoas pensam que não ocorrerão conflitos se for incutido o temor na mente do povo. Mas há um equívoco nesse modo de pensar. O temor não impede a ocorrência de conflitos; um povo temeroso está sujeito a 'ser subjugado por um inimigo forte sem oferecer nenhuma resistência'. Tal povo é exatamente como um animal pequeno que fica paralisado diante do leão.
A pusilanimidade era o sentimento mais desprezado no tempo dos samurais. Hoje em dia, são consideradas 'pacificistas' as pessoas com a postura mental citada no parágrafo anterior. A verdadeira paz não é aquela em que um país se deixa controlar por outro, receando o conflito. A verdadeira paz é aquela em que as nações convivem em harmonia, cada qual mantendo sua autonomia e liberdade. Para estabelecer a verdadeira paz, é preciso não suscitar temor na mente das pessoas. É essencial eliminar o temor, divulgando a Verdade de que 'o homem é filho de Deus e, portanto, jamais morre'.
Quando a pessoa se conscientiza de que o homem é um ser divino, verdadeiramente livre e imortal, liberta-se de todos os temores, preenche-se de força vital, torna-se imune a doenças, deixa de recear fracassos e de se abalar com comentários mesquinhos dos outros. Assim, não haverá para essa pessoa inimigos em lugar algum, e ela viverá de modo realmente natural e livre. Não se prenderá aos incidentes do passado, fará julgamento correto em qualquer situação e vencerá na vida.
Se uma pessoa como essa se tornar governante de um país, ela será capaz de adotar uma linha políitca mais adequada e segura para o povo. Com certeza, não tomará atitude medrosa e subserviente, dizendo que, 'para não suscitar animosidade nos outros países, é melhor não termos nenhuma força de defesa'. Tal governante agirá com sabedoria e conseguirá adotar uma política de autodefesa perfeitamente natural e lógica, que pode ser resumida na expressão 'Quando chove, abrimos o guarda-chuva; quando o tempo está bom, não precisamos abrir o guarda-chuva'".

Capítulo essencialmente político este. Tem até uma velada crítica à política pacifista japonesa, que, digamos, fora imposta pelo governo norte-americano aos nipônicos através do artigo 6º ou 8º da Constituição do Japão, que não permitia ao governo japonês envolver-se com conflitos externos que não lhe diziam respeito. Mais tarde, ou foi no Iraque ou no Afeganistão, pela primeira vez em mais de meio século, soldados japoneses estavam em operação fora dos limites de seu país.
É sabido que em alguns trechos de literatura da SNI o Mestre era radicalmente contra o conceito ocidental de democracia, que privilegia o individualismo em detrimento do coletivismo. Coletivismo que, no Japão, não era sinônimo de socialismo, que o Mestre também tinha rematado pavor, muito em parte de seu confesso e escrachado materialismo. O coletivismo no Japão era muito mais baseado no consenso do que no socialismo. É todos terem um objetivo comum, o que não era sinônimo da Vontade Geral de Rousseau em seu Contrato Social, mas...
Olhando por outro prisma, o professor nos ensina que até mesmo as nações, sendo expressão máxima do coletivo nacional de um povo, podem, sim, viver de forma natural, e execrando as várias manifestações de temor, sejam elas oriundas de um inimigo externo ou interno.
Por fim, uma pequena curiosidade: no trecho, logo no início do capítulo, em que o professor Seicho fala de "enfrentar o vento frio", me lembrei de um dos trechos mais geniais de uma das músicas mais geniais do genial Raul Seixas, "Eu Nasci Há Dez Mil Anos", e que é a seguinte: "E quando todos praguejavam contra o frio, eu fiz a cama na varanda". Raulzito sintetizou com raro brilhantismo, assim, o que significa viver sem temor!
E para aqueles que provarem que estou mentindo, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=3j2x29Lymtc

PS.: Esta música merece um post especial. O que vem a ser "Eu nasci há dez mil anos atrás" senão a mesma declaração de Cristo de que "Antes que Abraão existisse eu sou"? Pensem bem...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - Reumatismo e Maratona - Pg. 47

"Foi muito agradável ouvir a notícia de que pacientes de reumatismo conseguiram completar a corrida na maratona de Boston. A maratona de Boston é uma corrida tradicional, conhecida mundialmente, e na 85a edição sagrou-se campeão o Sr. Toshihiko Seko, marcando o recorde de 2 horas, 9 minutos e 26 segundos. Naturalmente, isso foi motivo de euforia para nós, japoneses, mas o que impressionou a todos foi o fato de que, entre os 7.000 participantes da corrid, havia dois japoneses portadores de reumatismo, o sr. Teruo Ueda e a sra. Asako Obara.
Ambos são pacientes da Clínica Yamauchi, especializada em tratamento de reumatismo, cujo endereço é: Oita-ken, Oita-gun, Hazama-machi, Akano. O sr. Ueda levou três horas e meia para concluir a corrida, e a sra. Obara mais de quatro horas. Mas o que importa é que eles conseguiram extrair do seu interior força suficiente para concluir a corrida.
Em geral, as pessoas que sofrem de reumatismo vivem se queixando das dores e fazem o possível para não mover as articulações. Mas, na citada clínica, os pacientes não ficam parados. Dizem que ali os terapeutas submetem os pacientes a temperaturas baixas para estimular-lhes o corpo e os obrigam a movimentar bastante as articulações. Com isso, o organismo do paciente reage, fazendo surgir a força curativa natural, o que possibilita a ocorrência de cura sem o uso de medicamentos.
Concluindo os árduos exercícios na referida clínica, os mencionados pacientes puderam participar da maratona de Boston. Com isso, mostraram que é possível superar o reumatismo. O mais importante é o fato de eles terem conseguido aprender a postura mental básica para enfrentar as vicissitudes da vida. A maioria das pessoas, ao ser acometida por uma doença séria, acha que é vítima de um grande azar e se entrega ao desânimo e à tristeza. Alguns pacientes pensam que não há esperança de cura e tentam o suicídio. Agir desse modo é ser um perdedor. Esta vida é como uma grande escola, e os mais variados problemas que se apresentam diante de nós são como deveres escolares que precisamos fazer. Portanto, todos os problemas têm solução, e no esforço para solucioná-los as pessoas evoluem e passam para um 'curso' de nível mais alto.
Por exemplo, se a pessoa recebeu o problema chamado 'reumatismo', deve solucioná-lo. Caso se esforce bastante e consiga resolver esse problema, significa que ela acumulou valiosas experiências e alcançou um grande progresso espiritual. Então, ela se sente capaz de enfrentar dificuldades maiores e surge-lhe a vontade de enfrentar desafios tais como o de 'correr durante quatro horas ou mais'.
Pode também acontecer que a pessoa, diante do problema, faça um exame de consciência e reconheça que lhe faltavam sorrisos e palavras afetuosas em seu relacionamento com os outros. A pessoa pode refletir: 'Reumatismo não é uma doença que afeta todo mundo. Por que fui acometido por esta doença, e o fulano não?'.
Quando a pessoa reflete seriamente acerca do problema que está enfrentando, compreende que não se trata de mero acaso nem do castigo de Deus, mas sim de um acontecimento fenomênico que ela própria gerou com sua mente, e então pode mudar por completo a postura mental que vinha mantendo."

Um dos temas preferidos do prof. Seicho - e é até título de uma das obras dele - é a noção de que este mundo fenomênico é uma grande escola. Já começamos aí com um paradigma. Nossa vinda ao mundo fenomênico, além de "estudar" as matérias que nos são destinadas, é manifestar o filho de Deus existente em nós, é buscar superar nossos limites. Em que sentido? No sentido que quisermos desenvolver, ou seja, para isso Deus nos deu o livre arbítrio. Superar, esta é a palavra chave para vivermos neste mundo.
Imaginem só: somos seres espirituais. Não temos forma definida, certo? Certo. Então viemos a este mundo carregando um corpo carnal, que às vezes pode ser belo, às vezes disforme, às vezes completo, às vezes incompleto, com tamanho, cor, cheiro e alguns outros etcs. totalmente distintos uns dos outros, certo? Começa aí a nossa primeira superação. E muita gente, para não dizer a grande maioria, para por aí. "Ah, nasci assim, ah, nasci assado, ah, foi um carma que cometi, ah..." Ah...
Como se não bastasse isso, o que Deus nos deu de inocência nos deu de incultura ou mesmo de incivilização. Tivemos que aprender tudo, consciente ou inconsciente, de maneira fácil ou árdua. Estudamos, por volta da nossa segunda década de vida, uma determinada matéria técnica, para, em teoria, vivermos dela por boa parte de nossa vida. Ou seja, superamos mais uma vez nossas limitações.
E por aí vai.
Pensem em alguma limitação que vocês superaram. Todos vocês superaram. Todos nós superamos, desde aquele mágico instante em que metade de nós, concentrados na cabeça de um espermatozóide, teve a ventura de perfurar, no ponto exato, um óvulo e começar a troca de material genético que permitiu você ser você, e eu ser eu.
Por fim, uma das parábolas que sempre me chamaram - e muito - a atenção, foi a dos Talentos: um com cinco, outro dois outro um talento. E, quando o dono destes talentos a nós confiados nos pedir contas, o que deles fizemos? Pensem bem na profundidade disso!
É, meu povo, somos Filhos de Deus. E viemos a este mundo com apenas uma missão: superação. O que nós estamos fazendo com os nossos talentos?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - O "Motor" Do Corpo Carnal - Pg. 43

"Nos últimos tempos, também no Japão aumentou muito a quantidade de carros. A cada ano surgem novos motoristas. Mas, por mais inepto que seja um motorista novato, certamente sabe que não deve colocar água, saquê etc. no tanque do carro, em substituição a gasolina, pois isso danificaria o motor imediatamente.
O curioso é que as pessoas, quando se trata do próprio corpo, não hesitam em 'abastecê-lo' com líquidos ou substâncias inadequados e até prejudiciais. Lamentavelmente, elas não percebem que, com isso, a 'máquina' chamada corpo carnal, acaba enguiçando. É comum a ideia de que, na juventude, as pessoas podem beber e fumar à vontade, pois isso não lhes caus problemas graves. Como podem pensar assim?
Muitas pessoas que bebem e fumam insistem em oferecer bebida e cigarro aos outros. É como se colocassem água no tanque de seu carro e aproveitassem a ocasião para fazer o mesmo com o carro dos outros.
Existem também pessoas que praticam algo que é ainda mais prejudicial à saúde delas e à dos outros: tumultuam a própria mente e a dos outros com questões insignificantes, o que é pior do que despejar uma mistura de urina de boi, aguardente e outras substâncias no tanque do próprio carro e no de carros alheios. É como se abrissem o capô e ateassem fogo no motor.
Quando você estiver prestes a brigar com alguém, lembre-se destas palavras e perceba que está a ponto de 'atear fogo no motor de seu próprio carro'. É evidente que, se você se deixar pela raiva e pelo ódio, o 'carro' supereficiente que é o seu corpo carnal não durará muito.
Talvez você duvide, mas é verdade. A máquina chamada corpo carnal é movida pela mente: quando pensamos em ir para o lado direito, nosso corpo se movimenta nessa direção; quando pensamos em ir para o lado esquerdo, nosso corpo se movimenta nessa direção; quando queremos abrir os olhos, eles se abrem; quando queremos fechá-los, eles se fecham, e assim por diante.
Como se pode perceber, o corpo é movido pela mente e a sua condição varia conforme o estado mental. Por exemplo, quando a pessoa fica furiosa, sente o 'sangue ferver nas veias' e não consegue controlar o 'veículo' chamado corpo carnal.
Devemos perceber, também, que o corpo contrai diversas doenças de acordo com o estado mental. Quem vive brigando com seu superior tende a contrair doença que afeta a cabeça; quem é melancólico e tristonho tem facilidade para contrair doença do peito; pessoas muito teimosas e egoístas, com a mente centrada em si próprias, têm propensão para desenvolver um tumor, como reflexo do 'nódulo mental'".

Bom, aprendemos aqui que a mente é o motor do corpo carnal, fácil explicação para quem já conhece a tal da medicina psicossomática. Mas apenas é a "mente" com "m" minúsculo que nos governa aqui no plano fenomênico. Quem teve a oportunidade de assistir minha última palestra soube, através da revelação que o Mestre Masaharu Taniguchi teve, de que essa "mente" não existe efetivamente, que ela é sinônimo de nada. Assim...
Assim, isso significa que tudo o que sentimos, tanto de bem como de mal, é puramente ilusório. Se entregamos nossa condição física e mental a algo essencialmente inexistente, é sinônimo de que o seu efeito, a sua consequência, também será inexistente. Isso pode parecer um tanto quanto assustador quando se fala no aspecto saudável do ser humano, mas pensa numa doença e no que uma conscientização desta natureza pode causar no desenvolvimento dela...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - Não Brinque Com O Fogo

"Muitas pessoas só percebem a importância de ter saúde quando são acometidas por uma doença e, em alguns casos, é tarde demais. Adoecer-se por própria displicência é comparável a ferir-se por descuido. O melhor meio de evitar ferimentos é tomar os devidos cuidados; da mesma forma, a melhor maneira de evitar doenças é tomar cuidado para não adoecer. Em que consiste esse cuidado?
Para não sofrer ferimentos, é preciso proceder conforme as normas usuais de segurança. De modo análogo, para não adoecer, é necessário levar uma vida em conformidade com as leis naturais de saúde. Quem comete o descuido de se aproximar demais de uma máquina em movimento corre o risco de ser apanhado por suas engrenagens e sofrer ferimentos graves; e quem pratica 'atos arriscados', seja no local de trabalho, seja no lar, corre o risco de contrair doenças graves. É comum a expressão 'brincar com o fogo'. Muitas vezes, quando alguém 'brinca com o fogo' no trabalho ou no relacionamento pessoal, acaba contraindo uma doença.
Portanto, nunca 'brinque com o fogo'. Assim, você não sofrerá com problemas decorrentes de relacionamentos ilícitos nem ficará doente por causa da aflição com as dívidas de jogo. Mas, se tiver a infelicidade de se envolver em situação difícil, apresse-se em afastar da mente as aflições e os sofrimentos. Pare de se atormentar e confie tudo nas mãos de Deus. Desse modo, a situação melhorará, com certeza.
Algumas pessoas dizem que não conseguem confiar em Deus. Será que elas conseguem solucionar seus problemas por si mesmas? Não. Empenham-se em solucioná-los, pensando que vão conseguir, mas a situação piora cada vez mais e fica fora de controle.
Em que consiste 'confiar tudo nas mãos de Deus'? Consiste em melhorar a postura mental, deixar de agir de modo incorreto tanto no lar como no local de trabalho e procurar levar uma vida irrrepreensível. Assim, sua mente ficará límpida e serena, livre de aflições e sofrimentos, e, como reflexo disso, desaparecerá a doença, que é manifestação da disposição mental negativa. É preciso saber que a causa de toda situação fenomênica - doença, ferimento, fracasso no empreendimento etc. - está na mente. Portanto, é da máxima importância a 'libertação da mente'. 'Libertar a mente' significa abandonar o apego a si próprio, confiar tudo na providência divina e viver com a mente radiosa e descontraída. É bom lembrar que quem não confia em Deus não obtém a verdadeira paz espiritual."

Como vou falar daqui a pouco, acabo de chegar de minha 17a palestra, e nela, estudei mais uma vez o capítulo 6 da Humanidade É Isenta de Pecado. Neste capítulo, há uma parte que bate justamente neste trecho da inexistência do eu, do ego. Será mais ou menos por aí que este post vai se encaminhar...
Libertar a mente significa abandonar o apego. Frase que deve estar constantemente guardada em nossos corações, ou melhor, fora dele, porque se estiver dentro já se configura apego. Apego é prender-se a algo, pior, prender-se a algo imaginando que ele tem existência verdadeira. Esse é o grande mal de nós, de todos nós.
Um pequeno grande antídoto para nos livrarmos do apego é repetirmos e meditarmos o Canto Evocativo de Deus, na SNI. Recitemo-lo, verso por verso:
"Ó Deus-Pai que dais vida a todos os seres viventes, abençoai-me com Vosso Espírito" = ou seja, somos dependentes Dele.
"Eu vivo, não pela minha própria força, mas pela Vida de Deus-Pai que permeia os céus e a terra" = a nossa existência depende intimamente de Deus.
"As minhas obras, não sou eu quem as realiza, mas a Força de Deus-Pai que permeia os céus e a terra" = Querem maior desapego que este?
"Ó Deus, que vos manifestastes através da Seicho-No-Ie para indicar os Caminhos dos céus e da terra, protegei-me" = E, acima de tudo, Ele nos orienta nesta vida.
Em suma, somos abençoados, vivificados, potencializados e orientados por Deus. Em suma, não fazemos absolutamente nada, quem faz é Deus, quem vive é Deus, quem atua é Deus.
Prezados Filhos de Deus, temos esta convicção?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - Mesmo No Infortúnio, Ver Oportunidade Para O Aprimoramento Espiritual - Pg. 35



"A cada novo ano, vemo-nos diante de novos acontecimentos. Às vezes, são acontecimentos felizes, outras vezes não. Mas, em muitos casos, mesmo um acontecimento aparentemente péssimo acaba trazendo resultado positivo. Isso porque existe, por trás de todas as coisas fenomênicas, a perfeição da Imagem Verdadeira, que nos faz refletir e buscar, em cada ocorrência desta vida, oportunidade para melhorar.


Há alguns anos, uma colegial foi assassinada quando voltava para casa por uma trilha erma. Descobriu-se que o criminoso era um adolescente que ela conhecia. Fazia algum tempo que ele vinha perseguindo a garota. Naquele dia, ele ficou de tocaia para atacá-la e acabou matando-a. Ele era um menino inteligente, ams parece que havia falha em sua personalidade. Naturalmente, a família da vítima sentiu um ódio profundo pelo criminoso. Mas, ao conhecer os ensinamentos da Seicho-No-Ie, passou a se esforçar em conceder-lhe perdão.


A irmã mais velha da vítima era adepta de uma igreja cristã, mas certo dia, atendendo aos frequentes convites, compareceu à Convenção dos Jovens da Seicho-No-Ie. Qiuando ela conheceu a Verdade de que todo ser humano é originalmente filho de Deus, o ódio que sentia pelo criminoso começou a abrandar. A irmã mais nova da vítima, que conheceu a Seicho-No-Ie um pouco antes, também deixou de odiar o adolescente criminoso. Até então, as duas irmãs odiavam até o pai do adolescente, que passara a se embebedar todos os dias depois daquela tragédia; mas, tendo conhecido os ensinamentos da Verdade, elas compreenderam a amargura desse pai e apiedaram-se dele. Movidas pelo desejo de que ele e os demais familiares do criminoso conhecessem a Verdade de que o ser humano é originalmente filho de Deus, as duas irmãs foram visitá-los certo dia e os convidaram a participar de um seminário da Seicho-No-Ie. Eles aceitaram o convite e, no dia do seminário, ofereceram-lhe carona até o local. Assim, as irmãs da vítima e a família do criminoso ouviram juntas as palestras que versavam sobre o tema 'a humanidade é isenta de pecado' e tinham como ênfase a Verdade de que Deus criou apenas o bem. Fiquei profundamente comovido ao constatar que as duas moças, ao vivenciarem a tragédia do assassinato da irmã, conseguiram um extraordinário progresso da alma e foram capazes de salvar até a família do criminoso.


Não há dúvida de que assassinato e estupro são atos abomináveis que não deveriam acontecer. É evidente que Deus jamais escreveu 'enredos' horríveis como assassinatos, estupros etc. Os 'enredos' escritos por Deus são repletos de amor, solidariedade, doação mútua, enfim, todos os sentimentos bons e nobres. Mas, na ocasião em que esses 'enredos' surgem no mundo terreno, sofrem sérias distorções em alguns pontos. O caso do assassinato da colegial foi uma distorção extremamente grave. Mas isso não quer dizer que foi apagado o 'enredo' original de amor e solidariedade; este surgiu mais tarde, eliminando o ódio e unindo as duas famílias em torno da Verdade.


Creio que, no decorrer do tempo, o próprio criminoso passará por uma grande transformação mental e, após cumprir a pena e se regenerar, voltará ao convívio com a sociedade como um cidadão que manifesta a sua natureza divina. Dizem que a realidade é mais estranha que a ficção. Se alguém escrever um romance com enredo como esse, será muito criticado e tachado de escritor sem valor. Entretanto, se esse 'enredo' for o de um romance da vida real, gerado como obra conjunta de sentimentos sinceros das pessoas, testificará a grandeza de Deus e mostrará quão sublime é a Verdade e quão maravilhosa é a verdadeira natureza do ser humano"


O simpático rapazote ao lado da capa do nosso livrinho chama-se Ives Ota. Em 1997 foi sequestrado e morto. Seus pais perdoaram os criminosos e criaram um instituto, com o mesmo nome de seu filho, destinado à prática da justiça e do... perdão. Esta história, que foi até contada pela revista Marie Claire, (http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML885696-1740-3,00.html) tem uma história muito semelhante a contada pelo professor Seicho, aqui descrita. No entanto, não sei nem se o próprio professor Seicho soube algum dia disso, mas... essa conversão do ódio em perdão se deu apenas em razão do conhecimento dos pais da Seicho-No-Ie...
Eis o site do movimento: www.ivesota.org.br. Lendo seus objetivos, vocês verão que qualquer semelhança com a SNI não é mera coincidência...
Com todo o respeito à dor narrada pela família da história do prof. Seicho, a história de Ives Ota é mais bonita. Como diria aquele comercial, os nossos japoneses são melhores que os outros... brincadeirinha!

domingo, 18 de julho de 2010

Passaporte Para a Felicdiade - Criar Com O Poder Da Mente - Pg. 31

"O ser humano possui algo maravilhoso: a mente. Pelo poder da mente, ele consegue dirigir a própria vida, dando-lhe o rumo que quiser. Por exemplo, quando a mente pensa em ir para o lado direito, a pessoa vai para esse lado; quando a mente pensa em dormir, a pessoa dorme; quando a mente planeja escalar uma montanha, a pessoa realiza a escalada, e assim por diante.
A mente influi também na condição física: quem cultiva constantemente a ideia de se tornar forte consegue tornar-se forte, e quem mantém a ideia de doença acaba adoecendo. A mente influi no estado físico. É por isso que, muitas vezes, quando alguém se deixa dominar pela preguiça e vive pensando 'Detesto esta vida atarefada. Gostaria de passar o dia inteiro deitado', acaba pegando uma gripe ou um resfriado, e concretiza-se o desejo de 'passar o dia inteiro deitado'.
Embora o ser humano tenha o poder de traçar livremente o rumo da própria vida, são necessários esforço e treinamento para colocar em ação esse poder. Não se pode traçar o rumo da vida permanecendo no ócio, sem fazer nenhum esforço. Devemos nos conscientizar de que, na verdade, o ser humano é filho de Deus, um ser capaz de grandes esforços, possuidor de grande convicção e potencialidade para realizar muitas obras valiosas.
Também no que se refere à doença, o ser humano pode usar o poder da mente para curá-la. Entretanto, é necessário esforço para isso, pois, pelo fato de a mente ter criado a doença, ante de mais nada deve-se corrigir a postura mental.
Quais são as causas mentais que 'criam' a doença? Podemos citar, em primeiro lugar, o desejo oculto de 'ficar doente', ou seja, o pensamento inconsciente de que 'é conveniente estar doente'; e, em segundo lugar, a postura mental de se considerar uma criatura frágil. Se uma criança crescer recebendo constantemente advertências como: 'Cuidado! Você vai apanhar resfriado', 'Se comer muito, você vai ficar com dor de barriga', acabará fixando na mente a ideia de que é uma criatura fraca, muito suscetível a resfriados, gripes e problemas intestinais.
Esses pensamentos errôneos geram sucessivamente várias doenças. Por isso, é essencial eliminá-los e fazer treinamento mental para pensar com firmeza: 'Sou filho de Deus e, portanto, tenho força infinita. Sou uma pessoa forte, cheia de vigor.'
Também são suscetíveis a frequentes enfermidades as pessoas que estão sempre com a mente aflita, irritada ou preocupada. Pensamentos negativos e sombrios geram disfunçoes físicas.
O estado mental se reflete no corpo. Quase que automaticamente o corpo passa a manifestar aspecto condizente com o estado mental. Pode-se dizer também que isso ocorre pelo poder do inconsciente.
Portanto, devemos procurar manter sempre pensamentos firmes, positivos e bondosos, afirmar diariamente que somos pessoas alegres e viver o nosso cotidiano com a mente repleta de harmonia. Para isso, é muito importante praticar todos os dias a Meditação Shinsokan."

Acredito que o maior presente que Deus nos deu no Éden foi a mente. A mente é que, positivamente, nos fez como deuses, com o poder da criação. Na realidade, se analisarmos em última instância, a mente não é um presente de Deus a nós, nós somos a própria mente individualizada de Deus. E revestida de corpo carnal, neste plano fenomênico e tridimensional.
Neste plano fenomênico e tridimensional estamos sujeitos a trabalho e disciplina, outra palavrinha esquecida, mas muito nas entrelinhas nos textos que estamos estudando. Pois, afinal, prática exige disciplina. Então vamos fazer o Shinsokan dia sim, dia não? Ou quando nos dá na telha? Não, é necessário disciplina. Disciplinar nossa mente, para manteros pensamentos firmes, positivos e bondosos. É fácil, não? Não. Como disse anteriormente, SNI é a coisa mais fácil e mais difícil do mundo. E é difícil, neste ponto, porque já habituamos nossa mente a termos os pensamentos mais destrutivos possíveis, sem querer, ou, o que é pior, querendo. Sabem o início do volume 8 da Verdade da Vida, em que o Mestre compara nossa mente do hábito a um carro desgovernado? Pois é, a coisa é bem por aí...
Por isso, Shinsokan neles!!!

sábado, 17 de julho de 2010

Passaporte Para a Felicidade - Vida Rica Em Variedade - Pg. 27

"Certo dia, fui ouvir um concerto de órgão na igreja da International Christian University. A organista era a srta. Barbara Bruhns, americana que nasceu em Tóquio, morou na província de Hokkaido e posteriormente estudou órgão nos Estados Unidos e na Alemanha. Era a primeira vez que eu tive a oportunidade de ouvir um concerto no interior de uma igreja cristã e, antes de entrar, fiquei imaginando como estariam enfileirados os tubos do órgão. Constatei que o órgão estava instalado atrás de uma armação feita com ripas, de modo que não era possível ver o órgão, nem a organista.
De acordo com os comentários, o concerto foi muito bom. Mas, pessoalmente, tive a sensação de estar ouvindo CD num bom aparelho de som, porque da plateia não se podia ver a organista. Creio que, nas igrejas, o que merece destaque são as orações e os sermões e, por isso, tradicionalmente os organistas não se posicionam num lugar muito visível. Mas acho que, em se tratando de concerto, é muito importante que a plateia consiga ver o concertista além de ouvir a execução musical. Essa opinião vale também para a orquestra, recital de piano etc. O efeito conjunto da imagem e do som contribui para o êxito do concerto.
Hoje em dia, os programas de televisão atraem muito mais público do que os de rádio. Deve ser porque na televisão as pessoas podem ver imagens e ouvir sons simultaneamente. Também na vida cotidiana, os sons (vozes) e as imagens (aspectos) são importantes para dar 'colorido' ao ambiente. Mas parece que muitas pessoas não pensam muito na importância da imagem no local de trabalho. Principalmente as mulheres precisam se conscientizar de que é muito grande a influência de sua imagem no ambiente de trabalho. O seu modo de proceder contribui, de várias maneiras, para tornar mais eficiente e dinâmica a execução dos serviços.
É do conhecimento de todos o fato de que os violinistas e pianistas do sexo feminino aparecem no palco trajando roupas elegantes e luxuosas. Certa ocasião, a violinista Hisako Tsuji confidenciou que isso contribui para o êxito do concerto; e acrescentou que se tratava de um privilégio da mulher.
A maioria das mulheres não toca violino nem piano, mas, por meio de suas vozes e suas palavras, exercem influência no ambiente doméstico e no círculo social. A sua imagem também influi bastante no ambiente ao redor. Por isso, não devem se apresentar 'de qualquer jeito'. Algumas donas de casa não se importam com a aparência, ficando com cabelos desgrenhados e usando roupa amarrotada. Isso denota relaxamento e, dessa maneira, não podem realizar bons serviços. Não digo que devem usar roupas vistosas ou caras. Gostaria que se conscientizassem de que, mesmo as roupas simples, dependendo da cor e da maneira como são usadas, podem causar bom efeito em diferentes ambientes de trabalho.
A maioria das mulheres costuma usar roupas mais coloridas do que as dos homens, e a moda feminina é muito mais variada. Por isso, muitas mulheres se queixam de que seus gastos com roupas são bastante elevados. Para eliminar tais gastos, seria bom que toda a população usasse uniforme? Não, de modo algum. Variedade é inerente à civilização, e o ser humano desenvolve sua sensibilidade e sua habilidade usando os mais variados tipos de material. Num país altamente civilizado, não é possível as pessoas se contentarem com imitações ou com o uso de roupas padronizadas. Cada qual procura elaborar uma forma peculiar de auto-expressão para dar maior colorido ao seu cotidiano e viver uma vida maravilhosa, entretecida com a Verdade, o bem e o belo."

Amigos, leiam bem este capítulo novamente. Leram? Agora, cotejem com o título do mesmo. Cotejaram? Pois bem, somente o último parágrafo teve algo a ver com o título; os demais, curiosamente, teriam como melhor título algo como "Vestuário Feminino", ou "O Modo de se Comportar Feminino"...
Mesmo assim, tal parágrafo, pequeno, quase para fora do capítulo, nos ensina importante lição, a da variedade. A variedade é atributo e desejo divino. Sim, desejo divino. Deus, afinal de contas, criou um sem-número de seres e objetos, apenas para satisfazer Seu gosto pela variedade. Monotonia, como se vê, não é com Ele. Por isso que, pensando melhor agora, o céu e o inferno, como vistos pela cristandade, não parecem ser locais criados por Ele. Lá, a monotonia impera, para o bem ou para o mal...
Considerações pseudoteológicas a parte, voltemos ao texto: Deus é multifário, e assim nos criou. Temos DNA diverso, temperamento diverso, vidas, histórias, gostos e crenças da mesma forma também diversos. E nisso se segue uma interessantíssima implicação: a variedade é matéria-prima para um atributo, da mesma forma divina, importante: a individualidade.
Estudemos a etimologia do termo apresentado: individualidade significa indivisível, que, por sua vez, nos faz atentar pelo caráter de unicidade de um determinado sistema, objeto ou, nesse caso, corpo. Somos indivíduos, ou seja, indivisíveis. Temos todo um conjunto de gostos, conjunto este que, se não me falha a memória, foi tratado por quália pelo professor Masanobu em seu Caminho de Paz pela Fé. Somos individualizados, e portanto, variados, e nisso, em absoluto, não encerra nenhuma crítica negativa, muitíssimo pelo contrário. Cada individualidade revela, a seu modo, a face de Deus, e esta sim, é multi-multi-multi-multi (põe mais 10 múltis aí...) facetada.
E isso tudo porque Deus é Vário. E a monotonia, em absoluto, não combina com Ele. Sua própria personalidade não caberia em um rótulo. Mesmo o termo "Deus" é mui pobre para descrevê-Lo em toda a sua pujança.
E pensar que, nisso tudo, ainda somos seus filhos, ou seja, variozinhos também.
Lutemos, assim, pela nossa unicidade, individualidade e variedade. Só assim conseguiremos seguir o caminho de Deus.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Passaporte Para a Felicidade - Palavras de Gratidão - Pg. 23

"O início do ano é uma excelente ocasião para se libertar da visão materialista, que considera o ser humano como simples corpo carnal, e consolidar a visão transcendental que vê o ser humano como existência espiritual. No Ano-Novo, muitas pessoas purificam o corpo e vão orar nos templos. Tem aumentado também o número de pessoas que escalam uma montanha durante a madrugada do primeiro dia do ano para chegar ao topo antes do amanhecer e orar diante das primeiras luzes do Sol. Elas sentem, ali, a presença de algo maravilhoso e ao mesmo tempo misterioso, que transcende o mundo material.
Quanto à purificação do corpo, as pessoas, ao se banhar no Ano-Novo, não visam apenas assear-se e relaxar os músculos. O propósito é purificar-se física e mentalmente. Fato é que, no início do ano, as pessoas procuram, consciente ou inconscientemente, desenvolver mais a espiritualidade. Até meso pessoas que não possuem fé religiosa tomam consciência de algo espiritual.
Seria bom que as pessoas não se limitassem a sentir esse desejo sincero da alma apenas no início do novo ano. É preciso que todos se esforcem para continuar vivendo sempre com essa postura mental verdadeira. Assim, todos poderão viver com alegria, sem proferir maledicências, nem brigar com os outros. Não haverá pessoas mesquinhas que riem das infelicidades alheias.
Todos nós construímos nossa vida com as palavras que proferimos. Se dissermos sempre palavras positivas tais como: 'Estou contente, pois sou afortunado', seremos felizes; mas, se tivermos o hábito de lamentar: 'Sou infeliz, estou muito triste', seremos realmente infelizes.
Para que as palavras exerçam o seu poder, não basta proferi-las apenas uma vez. É importante a repetição. Se você quer que sua vida seja feliz, repita várias vezes, todos os dias, a afirmação: 'Estou contente, sou uma pessoa feliz'. Assim, com certeza você conquistará uma vida feliz.
No Ano-Novo, as pessoas se cumprimentam dizendo: 'Feliz Ano-Novo'. Mesmo uma pessoa muito cínica não retruca com palavras malcriadas tais como 'Feliz, por quê? Imbecil!'. As palavras de felicitações fazem bem à alma e purificam a mente. Quando a mente se torna serena e pura, a vida entra nos eixos naturalmente e a saúde melhora cada vez mais.
Sejamos pródigos em proferir palavras alegres e positivas de felicitação e gratidão. Se você é casado(a), dirija a seu cônjuge, a cada fim do dia, palavras de sincero agradecimento; se tem filho(s) diga-lhe(s) 'Obrigado' muitas vezes. Expresse sua gratidão ao cônjuge e aos filhos com palavras, tais como: 'Só pelo fato de vocês existirem, sinto-me feliz. Sou uma pessoa afortunada'.
Palavras como essas tornam radioso o ambiente familiar. Nos lares em que são proferidas todos os dias palavras de afeto e gratidão não ocorrem casos de delinquência do filho nem de infidelidade conjugal.
Por que muitas pessoas não usam todos os dias palavras que, mesmo sendo simples, expressem alegria e gratidão? Será que querem guardá-las para usá-las somente no Ano-Novo? Existem pessoas que passam a vida sem proferir palavras de afeto e gratidão aos familiares. Como será o momento derradeiro de alguém que viveu assim? Será que, no leito da morte, rodeado pelos familiares, dirá, pela primeira e última vez: 'Obrigado a todos vocês. Eu fui feliz...'; ou será que morrerá soltando gritos de sofrimento?"

Uma coisa que eu sempre reparei - e reparo ainda - no comportamento dos adolescentes (ou juvenis, em seichonoiês) é a capacidade vívida deles dizerem "eu te amo" a qualquer um que passa na sua vida, nem que seja por um mês ("eu te adoro" também é variante). No entanto, quantas vezes um adolescente fala isso para seus pais?
O fenômeno, embora infanto-juvenil, não se restringe a esta faixa etária, muito pelo contrário. Adultos também vivem se declarando uns aos outros, mas aos mais importantes de sua vida, não. Você, você mesmo, minha querida e augusta noiva, uma das poucas fiéis que me acompanham neste blog, você que me ama até por mensagem de texto, já disse "eu te amo" hoje para sua mãe, minha querida sogra?
Ah, é diferente, dirão vocês. Diferente o quê? Quer dizer que amamos uma pessoa que conhecemos a quatro, cinco anos e não amamos uma pessoa que conhecemos por toda a vida?
Diferente o quê? A nossa diferença, neste caso, e eu me incluo nisso, não pensem que sou o Sr. Perfeição não, é o tal do ego. Achamo-nos superiores àqueles que criticamos. Achamo-nos injustiçados perante aqueles que temos contato diário.
Queremos impor nossa forma de ser e de agir perante aqueles que, supostamente, amamos?
Tenho uma prima que, quando o pai era vivo, vivia às turras com ele. Quando faleceu, honras e loas no orkut como "Pai, saudades eternas".
Amor e gratidão se mostram em vida, se dedicam em vida. Saudades post-mortem farão até bem ao de cujus, mas, e aí? Tivemos a oportunidade de dizer isso cara a cara, face to face?
"Quem pagará o enterro e as flores, quando eu me morrer de amores?", já se indagava Vinícius de Moraes num dos meus poemas prediletos.
Façamos uma honesta autorreflexão e a resposta será não. Inclusive a minha. E o que podemos fazer para mudar? Talvez, viver a vida como pregava Renato, o Russo, quando este cantava que "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". O amanhã não existe. Somente o agora, o agora eterno, é que é o nosso tempo real. Vivamos o agora, para agradecer e amar a cada um dos nossos entes queridos. Só assim não nos arrependeremos depois.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Passaporte Para a Felicidade - Transformar a Dificuldade em Alegria - Pg. 19

"Não devemos nos desanimar diante das dificuldades. O ser humano torna-se desleixado fisica e mentalmente quando leva uma vida confortável demais. Se sempre que nevar ficarmos o dia todo junto ao aquecedor, não poderemos trabalhar, e, além disso, o nosso corpo acabará enfraquecendo.
É melhor enfrentar a neve e sair para o trabalho. Assim, além de dar andamento aos serviços, fortalecemo-nos fisicamente. Nao consideremos a neve como um obstáculo.
Certo poeta compôs os seguintes versos:
'A neve sobre meu chapéu
Torna-se leve
Quando penso que é minha neve'
Também as dificuldades deixam de ser motivo de sofrimento quando as enfrentamos com ânimo, considerando-as 'instrumentos' paro nosso treinamento espiritual.
Numa manhã de neve, fui caminhando para a Sede Central. Ao parar no cruzamento de Jingu-mae, por onde passo habitualmente, olhei a paisagem ao redor e fiquei encantado. A cidade parecia excepcionalmente bonita, pois a neve cobria tudo que havia de feio nela.
'Que beleza! Parece que estou numa cidade da Escandinávia', pensei, e fiquei admirando a bela paisagem enquanto aguardava o sinal verde para atravessar a avenida. O sinal tinha ficado vermelho justamente quando eu cheguei ao cruzamento, o que me obrigou a ficar parado duante um tempo considerável. A espera seria desagradável se eu pensasse: "Que chateação ter de ficar parado, exposto ao vento gelado!' Mas pensei: 'Ganhei esse tempo para poder apreciar esta linda paisagem de neve', e por isso a espera não me pareceu longa; pelo contrário, pareceu-me curta demais.
Naquela manhã, resolvi sair para o trabalho bem mais cedo que de hábito. Minha mulher perguntou o motivo, e eu respondi que era por causa da neve. Expliquei que caminhar num dia de neve proporcional uma sensação de bem-estar e que era bom sair cedo porque, mesmo no caso de ter de parar um pouco no meio do caminho, poderia chegar ao local de serviço no horário de sempre.
Toda vez que nos ocorrer algo aparentemente desagradável, tomemos a iniciativa de transformá-lo em algo bom, agradável. Ao longo da vida, deparamos com as mais variadas situações. Às vezes, acontecem-nos contratempos e dificuldades. Mas, felizmente, possuímos a capacidade de transformar as coisas aparentemente ruins em coisas boas. A mente é que comanda o rumo de nossa vida; tudo se transforma conforme a postura mental.
Suponhamos que você adoeça e seja acometida por uma febre alta. Em vez de ficar deprimido pensando: 'A febre subiu, estou mal', deve dizer para si mesmo: 'A elevação da febre significa que a força curativa natural do meu organismo entrou em ação e começou a trabalhar com eficiência'. Considere a febre como um 'medicamento' preparado pela Natureza (Deus), que tem a função de combater todas as doenças, e agradeça pelo fato de esse 'medicamento' ter iniciado a ação curativa. Com a elevação da febre, podem ocorrer calafrios e sensação de peso no corpo. Mas, graças à ação positiva da febre, o seu organismo reage e começa a melhorar. Muitas coisas que aparentemente são causas de sofrimento na verdade são expedientes para a melhora."

Os amigos se recordam quando falei, posts atrás, de que SNI é uma reeducação mental? E é uma reeducação mental através da quebra de paradigmas. Em nenhuma outra corrente do New Thought, ou Novo Pensamento, existe uma linha de pensamento como o da SNI, que incita à mudança de paradigmas, ou seja, à visualização do lado positivo da vida em detrimento do lado negativo da mesma.
Faz sentido. Se a SNI é a religião, ou a filosofia, em que só existe o que é bom e o que vem de Deus, corolário lógico é a negação de tudo o que significa negativo no mundo fenomênico, e negação através da pesquisa, às vezes até bem inocente, de aspectos positivos nas aparentes dificuldades. Agindo assim, poderemos, efetivamente, alcançar o passaporte para a felicidade, com a quebra de paradigmas.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Passaporte Para a Felicidade - Dinamizar a Mente - Pg. 15

"A postura mental da pessoa se revela no seu trabalho, ou melhor, em todos os seus atos do cotidiano. Por exemplo, a postura mental de uma dona de casa se evidencia em tudo que ela faz: cozinhar, lavar roupa, fazer compras, cuidar dos filhos etc. Podemos dizer que, a todo instante, ela cria suas obras.
Uma dona de casa com postura mental desleixada não tem cuidado nem para cozinhar arroz. Mesmo usando a panela automática mais moderna, ela acaba fazendo um arroz meio queimado ou mal cozido. Isso porque erra a medida de água ou ajusta de maneira incorreta o tempo de cozimento. Tal dona-de-casa também não consegue temperar corretamente os alimentos, e por isso os pratos que ela prepara ora são salgados, ora são insossos. Além disso, quando ela faz sopa de misso com mariscos, às vezes fica um pouco de areia no fundo do recipiente, pelo fato de não os ter lavado diversas vezes.
Ao contrário dessa, uma dona de casa que tem o coração repleto de alegria e gratidão we a postura mental atenciosa costuma pensar: 'Dependendo dos alimentos que eu preparo, meu marido pode ter vida longa ou não e meus filhos podem ser saudáveis ou doentios.
Por isso, prepara os alimentos com alegria e máximo empenho; consequentemente as refeições por ela preparadas são excelentes. Um fato muito curioso, que às vezes acontece num casal em perfeita harmonia, é que, quando surge na mente do marido a vontade de comer um determinado prato, a mulher fica com vontade de preparar esse prato, como se adivinhasse o pensamento dele.
A alimentação é básica no dia-a-dia do ser humano e influi muito na vida da família. Se uma dona de casa tiver o costume de servir à família refeições improvisadas, com pouco valor nutritivo, a saúde de todos pode ficar comprometida: o marido poderá adoecer e ter uma morte precoce, os filhos não se desenvolverão de modo satisfatóio. As doenças resultantes de muitos anos de má alimentação custam a sarar, porque os médicos não podem retroceder no tempo e corrigir a maneira errada com que o paciente se alimentava no passado. A boa ou a má condição de saúde é consequência do hábito alimentar formado ao longo de muitos anos. Mudar o hábito alimentar de longa data é tão difícil quanto substituir, desde a base, os muros de um castelo cuja construção levou muito tempo.
Assim como a condição de saúde, a postura mental é formada no decorrer de bastante tempo. Mas, independentemente da postura aparente, existe no âmago do ser humano a natureza divina, e é ela que constitui o Eu verdadeiro do ser humano. É essencial despertar e dinamizar a mente do Eu verdadeiro, pois assim os pensamentos ilusórios, que são as impurezas acumuladas na mente fenomênica, acabam desaparecendo. Antes de mais nada, é preciso fazer essa 'grande limpeza mental'. Quem não faz essa 'limpeza' e continua acumulando impurezas, persistindo em tapear a si próprio e aos outros com aparências, acaba deparando com problemas inesperados e graves e passa por grandes sofrimentos e aflições. Os problemas inesperados e graves podem ser doença na família, perda do emprego, falência etc. Pode também ser a descoberta da traição do cônjuge. Nesse caso, não se deve deixar levar pelo ódio e raiva e proferir palavras de insulto. Iso só aumenta o desgosto e a infelicidade. O único meio infalível de solucionar o problema consiste em agir em conformidade com a fé correta para fazer com que o cônjuge desperte para a sua verdadeira natureza - a de filho de Deus - e, com o amor inerente a todo filho de Deus, perseverar no modo de viver alicerçado na alegria, oração e bondade."

A "grande limpeza mental" de que nos fala este capítulo, é obtida através de que? A óbvia resposta é tripla: Meditação Shinsokan, leitura de livros sagrados e práticas de amor. Cada um destes ingredientes, a seu modo, nos proporciona essa grande limpeza mental de que nos fala o texto acima.
Também, é como eu costumo apresentar Seicho-No-Ie para os incréus, ou seja, mesmo para aqueles que não acreditam numa religião dita institucionalizada, podem considerar a SNI como uma reeducação mental. Ela proporciona a você, caro leitor, a entender o mecanismo de sua mente e dirigi-la para um destino feliz, ou, pelo menos, comandar boa parte de seu destino, através do emprego premeditado de boas palavras, bons atos e boa conduta. Por isso que eu falo e acredito que SNI é tão maravilhosa que consegue até mesmo transcender as religiões em busca de algo comum: a felicidade universal.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Passaporte Para A Felicidade - O Trabalho Daquele Que é Dono De Si Próprio - Pg. 11

"Não devemos trabalhar sem planejamento e depois tentar, afobadamente, terminar o serviço às vésperas do prazo final. Precisamos fazer um bom planejamento e trabalhar com calma, seguindo o programa. Assim, tudo correrá bem, com bastante facilidade.
Neste mundo fenomênico, podem ocorrer imprevistos que provoquem alteração no plano inicial. Para que um eventual atraso numa etapa não comprometa o prazo final, é necessário que o tempo para a execução seja calculado com certa folga. Evidentemente, a folga não deverá ser excessiva; apenas o suficiente para contornar eventuais contratempos.
As pessoas que levam uma vida realmente prazerosa reservam esse tipo de folga no seu modo de viver. Em tudo, um pouco de folga é necessário. Na escrita, se as letras ficarem muito juntas umas das outras, o aspecto geral não será bonito. Na música, são importantes a pausa, o compasso etc. Também no trabalho, intervalos para descanso são necessários. Os patrões não devem cultivar a ideia mesquinha de que 'isso é um mal necessário; o contrato de trabalho nos obriga a conceder alguma folga aos empregados.
Houve época em que era comum o comentário de que os japoneses trabalham demais. Na verdade, não é bem isso. O problema é que muitos trabalhadores não administram bem o seu tempo. Terminado o expediente, vão aos bares, bebem, fazem algazarra e depois chegam tarde em casa. Por causa disso, não lhes resta tempo para conviver com a família, para fazer algo que melhore a sua cultura, para se dedicar a algum passatempo agradável, etc. Se os japoneses realmente trabalhassem em excesso, não teriam tempo para desperdiçar nos bares todas as noites, nem para fazer excursões pelo mundo afora e esbanjar dinheiro em compras.
O tempo pode ser proveitoso ou não, dependendo de como é usado. Existem pessoas que só conseguem agir segundo a rotina - pensando que isso é cumprir o expediente de trabalho - e acabam sendo sempre pressionadas pelo prazo para terminar o serviço. É bem provável que tais pessoas passem a vida inteira sendo pressionadas por algo.
Quem se encontra sob pressão acaba cometendo erros. Ninguém pode realizar algo perfeito quando é pressionado ou perseguido. Se isso fosse possível, um ladrão que tivesse praticado um grande roubo e estivesse sendo perseguido pela polícia conseguiria realizar atividades notáveis e viver bem. Será possível um escritor redigir textos primorosos sendo pressionado pelo editor? Conseguirá um artista tocar uma bela música enquanto é obrigado a apresentar um número de piruetas? Será possível um casal de amantes que encetou a fuga e está sendo procurado dedicar-se a estudos de temas difíceis como, por exemplo, 'nova teoria da relatividade'?
As pessoas devem ser donas de si próprias. Quem é dono de si mesmo não é pressionado nem perseguido por nada e por ninguém, vive com a mente tranquila e age com plena liberdade. Para possuirmos essa autonomia, não devemos deixar que nos persigam ou nos pressionem para realizar algo; é essencial tomar a iniciativa e encetar o trabalho com certa antecedência.
Preparar-se para o frio antes da chegada do inverno, providenciar o ventilador ou o aparelho de ar-condicionado antes da chegada do verão etc. são procedimentos possíveis ao ser humano. Viver com autonomia é o modo de viver mais natural de todas as criaturas."

Amigos, confesso que o primeiro parágrafo deste capítulo, se fosse escrito ou dito pelo meu chefe, não seria tão idêntico. Como ele mesmo fala, "advogados vivem de prazos, seu patrão é o prazo. Estando o prazo em dia, está tudo certo", agora, não estando...
Acho que o professor Seicho escreveu este capítulo pensando em nós, nobres causídicos. Mas também não apenas na gente. É mais ou menos um "guia para um trabalho feliz", ou seja, adiantando o trabalho, você obterá mais tempo, obtendo mais tempo, sua qualidade do serviço melhorará, melhorando a qualidade do serviço, você se destacará, você se destacando, progredirá", e, afinal de contas, qual o objetivo do homem neste pedaço perdido de ferro e terra no espaço sideral senão o progresso?
Gostei muito da última frase: Viver com autonomia é o modo de viver mais natural de todas as criaturas. E, como reza uma das normas fundamentais, temos que conservar sempre o sentimento natural, este sentimento natural passa, naturalmente, com autonomia em nosso viver, em nosso agir, em nosso cotidiano.
Belas palavras, confesso. Entretanto, quantos de nós vivem assim no seu dia a dia? Quantos de nós se imaginam prisioneiros do próprio destino, exatamente por lhe faltar esta convicção, ou melhor, esta percepção de autonomia em sua própria vida? Achamos que somos marionetes quando na verdade somos os manipuladores. Manipuladores de nossa própria vida.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Passaporte Para a Felicidade - Prefácio


"As pessoas tendem a não fazer caso de detalhes aparentemente sem importância. Mas não se deve descuidar dos detalhes. Às vezes, mesmo uma simples palavra fere o coração do outro. Quando o fato se repete várias vezes, pode acabar criando uma situação muito grave. Não devemos negligenciar os detalhes e passar os dias com uma atitude mental displicente. Para ser feliz, é necessária a prática constante de pequenos atos de bem. Quem não acumula méritos e ambiciona a riqueza acaba sofrendo uma grande perda; mesmo que obtenha um ganho extraordinário, a riqueza será temporária, pois perdas e fracassos estarão à sua espera. Assim é a lei da vida.

Por isso, vamos nos empenhar em praticar diariamente boas ações e, mesmo depois de morrer, continuaremos procedendo desse modo num outro mundo"


10 de abril de 2000

Seicho Taniguchi


Então comecemos hoje o estudo deste outro livrinho, Passaporte para a Felicidade, com o prefácio do mesmo. Diferentemente do prefácio do outro livro, ele não indica qual será a temática da obra, apenas nos exorta à prática de bons atos, que, segundo o mesmo, é necessária para a nossa felicidade. O quê? Eu falei nossa "felicidade"? Bingo! Podemos então dizer que, muito embora não tenha tratado do tema do livro diretamente, o prefácio nos dá uma pequena dica: para obtermos o sonhado passaporte para a felicidade, devemos, inicialmente, praticar pequenos atos de amor, não negligenciando os pequenos detalhes. Ok, ok, isso é apenas o início. O que mais vem por aí? É só continuarmos com a leitura do livrinho para sabermos...