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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Melhor Que Maconha!

Prezados seichonoiezes do MIV (Mundo da Imagem Verdadeira)!

Interrompemos nossas erráticas interpretações da Revelação Divina da Confissão bem como da transcrição das demais Revelações Divinas para narrar um fato ocorrido ontem que me trouxe muita alegria (e não se espante com o título do post, tem a ver com isso mesmo!)
Terça-feira, reunião dos Jovens. Recebi uma pessoa bem crua na Seicho-No-Ie (acredito que ontem foi a segunda reunião, se muito, dele) e tivemos um belo estudo da Mundo Ideal de Agosto com o Divulgador Sóter França. Tudo indo nos trinques, quando o papo começa a descambar para... tcharan, Meditação Shinsokan. Aí foram feitas as explicações (muito boas, frise-se por oportuno) e um pouco de prática também. Tudo muito bom, escutamos uma música, relaxamos e terminou a reunião nesse clima bem light que uma Reunião da Seicho-No-Ie sói acabar. Aí, nas despedidas, a tal pessoa, jovem, vira para mim empolgado e comenta a boca pequena:
- Ah, eu vou voltar, muito bom isso aqui, melhor que maconha!
Prezado fã de Bob Marley: não querendo menosprezar as qualidades da Cannabis sativa, mas ouvir isso foi muito bom. Por alguns parcos motivos:
1 - Era um comentário de um jovem. Nunca ouvi isso em qualquer reunião de jovem. Aliás, detalhes de drogas são sempre feitos no melhor estilo "eu era um bêbado e vivia drogado, hoje estou curado, encontrei o Jisso, encontrei o Jisso, encontrei o Jisso!", e nunca usando estes termos de comparação;
2 - Aliás, vamos combinar, o comentário foi, digamos, bem pouco usual. Poderia até dizer politicamente incorreto. Mas dane-se: a maconha existe, e essa é uma realidade (fenomênica) para a qual a Seicho-No-Ie, por mais utópica que possa parecer em seus pressupostos, não pode negar. E isso foi entreouvido justamente numa das frentes mais prováveis de acontecer. Ou vocês esperavam que uma Pomba Branca ou um Fraterno fizesse tal comparação? Não, foi nos Jovens. E que seja bem-vindos mais comentários destes. E sejam bem-vindos mais jovens como estes! Aliás, não foi Jesus quem disse que veio para os doentes, e não os sãos? É esse povo que eu quero, os santarrões já estão salvos;
3 - Por fim o mais ululante dos óbvios: Meditação Shinsokan é sim, melhor que maconha. Não cheira a mato queimado. Não dá larica. Você não fica aéreo. Talvez, o único ponto em que elas se assemelham seria a paz de espírito proveniente destes dois hábitos (sim, senhores, se é para ver o lado positivo das pessoas, maconhas e fatos, esta seria uma delas).
Assim como Meditação Shinsokan é melhor que crack, cocaína e similares.
Vou confessar: poucas foram as vezes que tive mais orgulho em ser da Seicho-No-Ie do que esta: ver que a nossa mensagem começa a sair fora das Associações, ainda que a base de comparações um tanto quanto excêntrica!
E, obviamente, não poderia deixar de encerrar este post com um reggae bem a cara da Seicho-No-Ie (prestem atenção na letra!), com o preletor da Regional JA - Jamaica Jimmy Cliff! Enjoy!

Confesso que iria pegar You Can Get It If You Really Want, mas não a achei legendada para o português. Mas prestem atenção na letra desta. E vejam se os efeitos não são iguaizinhos a um êxtase que vocês teriam com a Meditação Shinsokan!
Realmente, Meditação Shinsokan dá barato. E é melhor que maconha!


sábado, 16 de julho de 2011

Bullying do Bem III: Conclusão

Na verdade, meu amigo Polenteiro (acho que agora posso o chamar assim) é que está certo: o tal do bullying, para um Filho de Deus perfeito e harmonioso, tem de ser visto como uma forma de superação, nada mais que isso. Apenas divirjo no que tratamento que ele deu aos casos de violência física: mesmo nestes casos, como nossa amiga Josie Barnes, aquela que antes lembrava muito, bom, deixa pra lá... ela sofreu violência física de ladrões que foram legítimos Kanzeons Bosatsus, deuses da Misericórdia, que lhe fizeram aflorar todo o seu lado positivo, eliminando (literalmente!) todo o excesso dela.
Gostei muito dessa abordagem do Gringo: o bullying como superação, como incentivo a procurar melhorar sempre, mais e mais.
Agora, só duas pequenas observações: "padrão linguístico" é um eufemismo, e dos brabos: não conheço nenhum lugar que falasse assim como ele falava!
Segunda observação: que bullying eu sofria antes que sequer me lembro? Explique-se!

Bullying do Bem II

Bom, após ser devidamente bullyinado por minha augusta esposa pelo comentário postado na primeira foto do post passado mediante uns dois beliscões, vamos ao comentário do meu velho amigo Gringo, a respeito do post que o mencionei, alguns dias atrás:

"hehehehehehe. Grande Carioca, como andas ? Bacana você lembrar dessa passagem da nossa infância, que de certa forma muito se assemelha com outras formas de Bullying. Mas ao contrário do que muitos possam achar e que torna o assunto do bullying tão polêmico hoje em dia, prática considerada desprezível, eu cultivo a idéia de que existem diversos tipos de bullying, ou seja, que são divididos em níveis. Não posso falar sobre a gravidade do bullying que provoca inclusive reações violentas nas pessoas, pois não foi esse que sofrí, e prezo que estes sejam melhor discutidos para avaliar o comprometimento no desenvolvimento de uma criança ou até mesmo de um adulto. Posso falar sim, sobre este que sofria lá em Soledade e vejo que hoje, apesar de ele ter me incomodado, tenha sido um bullying saudável. O povo tirava onda, vc achou uma variante do apelido pra tentar "amenizar" um pouco, no entanto, o mais importante é que ele me provocou um esforço em tentar se adequar ao padrão linguístico falado pela maioria das pessoas na cidade. Se todo bullying fosse revertido como incentivo à superação, mas sabemos que não é bem isso que ocorre na prática, tudo vai depender do quão grave é o bullying e também do psicológico de quem o sofre. Independente disso, como muita polenta até hoje e sou mais gremista do que nunca. :) Abraço no amigo, que também sofria bullying, não vem dizer que não hahahahahahaha, mas essa seria outra história. Até mais carioca !" (grifos nossos).

Comentários no próximo post!

Bullying Do Bem I

Povo do meu blog! Eis-me aqui falando mais uma vez desse tal de bullying, mas agora para comentar dois fatos curiosos para depois dar o arremate final, para variar. A primeíra é a notícia abaixo, a segunda seria o comentário abaixo. Leiam e depois darei o arremate final...

"Mulher perde quase 50 kg depois de ser chamada de vaca gorda por assaltante. Veja fotos


"O incentivo para perder peso pode vir de onde menos esperamos. Josie Barnes foi assaltada na lanchonete onde trabalhava no leste da Inglaterra e o ladrão a chamou de vaca gorda enquanto a amarrava.
Josie Barnes antes: lembra até uma ex-namorada minha!

Com o trauma, ela diz que a ofensa do assaltante a fez lembrar de todas as humilhações que sofreu na adolescência por ser gorda. A britânica fez o episódio se tornar um incentivo e emagreceu quase 50 kg.
Em 2006 Barnes foi buscar a irmã na lanchonete onde ambas trabalhavam, na época ela pesava quase 115 kg. Lá as duas foram assaltadas por bandidos armados que as ameaçaram e amarraram, levando dinheiro do caixa da lanchonete.
Enquanto a amarravam, os assaltantes ridicularizaram Barnes chamando-a de vaca gorda. Depois do episódio ela ficou com muito medo, parou de trabalhar na lanchonete, sofria flashbacks e teve que dormir com a luz acesa por um ano.
Barnes conta ao tablóide Mail Online que na escola ela sofria bullying por ser gorda e quando o ladrão a chamou de gorda naquela noite, isso trouxe memórias terríveis. No início ela passou a comer mais para se consolar, mas decidiu entrar nos vigilantes do peso e mudar a sua vida.
Para emagrecer Barnes cortou os lanchinhos, passou a beber muita água e trocou o pãozinho de alho por vegetais e diz que se pesar na frente de todos (nas reuniões dos vigilantes do peso) foi arrasador, mas, depois do que aconteceu, estava determinada pela primeira vez na vida.
Josie Barnes agora: um pitéu, não acham?

Ela conta que está muito orgulhosa do que conseguiu e adora ver a reação das pessoas quando a veem. Hoje, Barnes pesa em torno de 65 kg e prepara-se para casar. A britânica comemora, pois procura um vestido número 38 para o seu casamento, antes seu número era 52, segundo o tabloide Daily Record."

Fonte: http://seridonoticias.com/?p=7103

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Reflexões (Agora Sérias) Sobre O Politicamente Correto - IV

Pessoal, peço desculpas se demorei com este post, ainda sobre o tormentoso tema do politicamente correto. Vou apresentar um texto seichonoieano que guarda certa relevância com o tema, para depois comentar com vocês, do livro "O Que Deve Fazer O Dedicado À Iluminação", pg. 22/23. Desnecessária a posição de oração, apenas peço que leiam com bastante cuidado e reflitam o...

"Artigo 3 - Cada membro da Seicho-No-Ie deve ter sempre bem claro na mente o que é prioritário no Movimento de Iluminação da Humanidade, o objetivo principal da fundação da Seicho-No-Ie. Este é um movimento que visa iluminar a humanidade, revelando a todas as pessoas a verdadeira identidade do ser humano, que é a de filho de Deus. A liberdade, a igualdade, os direitos humanos, a democracia, a paz mundial, a política, a sociedade, o trabalho, a educação, nada disso pode existir sem que haja a firme conscientização da verdadeira natureza do ser humano. Em época alguma falou-se com tanta veemência sobre respeito à Vida como nos dias atuais. No entanto, nunca a Vida foi tão desrespeitada como hoje. Esta situação contraditória e confusa surgiu porque o homem perdeu a noção de sua verdadeira identidade. É preciso que os adeptos atentem para este fato e, seja qual for o motivo - sofrimentos relacionados à vida, à velhice, à doença ou à morte - que os tenha conduzido à Seicho-No-Iem devem reafirmar uns aos outros que o real objetivo do Movimento de Iluminação da Humanidade é orientar as pessoas de modo a se conscientizarem de que o homem é filho de Deus".

Entenderam? Estão quase chegando lá? Um instante só, vou pôr mais água no feijão, desta vez o trecho vem do ótimo "Descoberta e Conscientização da Verdadeira Natureza Humana", pg. 16/17. Mais uma vez leiam e reflitam:

"Nem é preciso discutir a superioridade da cultura espiritualista - que não foge do sofrimento nem da morte do corpo físico para concretizar um ideal - comparada à cultura de inversão de valores que busca o conforto e o prazer físico, mesmo às custas da degradação mental. Qualquer pessoa despreza a prostituição e a pornografia e também sabe que a corrupção é um ato desprezível. Então, nenhum defensor da democracia irá discordar que é vil a tendência de buscar apenas o prazer do corpo físico através do conforto material. Analisando estes fatos, percebemos que existe no ser humano o eu que sonha com o bem-estar físico e material e o eu que despreza o corpo e a matéria. Evidentemente, o segundo eu é mais nobre. Surge, então, a questão da verdadeira natureza do eu, e gostaria de refletir mais uma vez sobre o preceito zen-budista do mestre Dôgen: 'Aprender o caminho de Buda é aprender o que tu és; aprender o que tu és é esquecer-te de ti'".

Notem que o próprio título deste segundo livro já nos dá uma dica do que eu quero falar: "Descoberta e Conscientização da Verdadeira Natureza Humana". Deveriam ser feitas teses de doutorado sobre este livro...
Vamos lá às considerações então?

Eu abomino o politicamente correto por ele se basear numa análise rasteira da individualidade humana: leiamos a sutra, capítulo Homem, pg. 53: "O homem não é matéria, não é corpo carnal, não é glóbulo sanguíneo, não é soro sanguíneo, não é célula muscular... nem é o conjunto de tudo isso"
Da mesma forma, o homem não é bicha, não é baixinho, não é crioulo, não é macaco, não é nada disso. Quem imagina isso se apega apenas ao corpo carnal e ao fenômeno. O homem é mais, muito mais do que isso.
Na medida em que você utiliza uma linguagem "politicamente correta" para evitar ferir susceptibilidades da alma (ou da psiquê) humana, você reduz o homem a um mero aglomerado de carne, passivo de algum comportamento ou aparência dissonante do restante do que a maioria considera como certo. E o fato da maioria considerar como certo, nada mais é do que uma convenção, tácita, aceita e imposta, sem querer, por esta mesma maioria.
Mas, pergunto, um comportamento dissonante (como no caso do homossexualismo, ou homossexualidade, ou homoerotismo, ou... ou... ah, vocês entenderam!) ou uma aparência dissonante (no caso de um baixinho, ou de um gordo, ou mesmo de um negro, por exemplo), essas dissonâncias retiram do deste ser, digamos, marginal, a qualidade de filho de Deus?
Esta é a grande pergunta.
E aí, tiram ou não tiram?
Vamos, respondam!
Eu estou esperando...
Claro que não tiram. Então, como disse o primeiro texto acima, qualquer política que venha a ser tomada levando-se em conta o corpo carnal, ou o apreço ao mesmo, não vai dar certo, assim, o politicamente correto já nasce de uma premissa errada, totalmente equivocada sobre a verdadeira natureza humana. E, complementando com o segundo texto, vamos seguir a exortação zen-budista: "Aprender o caminho de Buda é aprender o que tu és, aprender o que tu és é esquecer-te de ti".
Captaram?
No momento em que eu aprendo o que eu sou (filho de Deus) eu esqueço do meu eu carnal, por ser este apenas inferior ao meu Eu Verdadeiro.
Captaram? Se todos soubessem que são filhos de Deus antes e acima de qualquer outra coisa, ninguém teria amigos homoafetivos e seriam, como eu, casados com afrodescendentes... teriam amigos viados e seriam casados com pretas, sim, com muito orgulho, por ser a diversidade, ao contrário do que prega o mainstream, uma qualidade divina.
Assim, proponho como questão para reflexão: não seria muito melhor encetarmos um movimento "espiritualmente correto", com base nessa conscientização?
Lancei a pedra fundamental. O resto é com vocês!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Reflexões (Quase Sérias) Sobre O Politicamente Correto III - O Exemplo do Gringo

Ok, eu assumo o risco, onde já se viu palavrões num blog como este. Também assumo o risco de, como Líder de Iluminação ser mal interpretado por ser, digamos, politicamente incorreto. Na realidade, no fundo no fundo, eu acho o fenômeno do politicamente correto uma grande palhaçada. Não menosprezo o poder da palavra, tão preconizado pela Seicho-No-Ie, que poderia causar certos melindres em pessoas mais sensíveis, mas, a meu ver, por exemplo, "bichona" e "homoafetivo grande" (como no exemplo da piada) é trocar seis por meia dúzia, ou melhor, seis por três mais três, é tornar difícil, dando fumos de respeitabilidade, a situações normais e até comezinhas do dia a dia. Afinal, com exceção de meu deputado Jair Bolsonaro, quem, hoje em dia, não conhece uma bichona? Ou melhor, um grande homoafetivo?
Bullying para mim é outra palhaçada, quando não extrapola os limites da violência física. Nos meus tempos de criança pequena lá em Barbacena nós tínhamos um colega, chamado Samuel Bertuol Chiesa (leia-se "quiêza"), conhecido por todos de Gringo. Ele até reagia bem com esse apelido de Gringo, descendente de colonos italianos que era. Mas um problema na sua fala fazia toda a turma rir dele: ele simplesmente não conseguia pronunciar o "rr". Nós tínhamos até um trava-língua para ele e uma outra colega nossa, a Adriane, que à época estudava para ser freira (gostaria de saber onde ela anda agora): "Eu vi um carro puxando uma carroça com um burro raivoso". Quase sempre saía assim: "Eu vi um caro puxando uma caroça com um buro raivoso". Até o "raivoso" soava engraçado.
Logo, não demorou para a turma o chamar de um apelido que ele simplesmente odiava, e por vezes tinha discussões, e sérias, chegando quase às vias de fato com quem assim o tratasse: Polenteiro (fabricante de polentas).
Eu, sempre solidário ao Polent..., digo, Gringo, tratei de arrumar um apelido que ele julgasse menos ofensivo: Perdigueiro (raça de cão de caça).
Curioso é que em toda Soledade (interiorzão do Rio Grande do Sul, onde fui criado de 87 a 96) eu era o único a chamar o Polent..., digo, Gringo, assim... e ele gostava.
Agora vocês veem como é a natureza, como dizia Zé Trindade: dar uma profissão (fabricante de polentas) a ele era ofensivo, agora, chamá-lo, literalmente, de "cachoro", não... vai entender...
E com quase todo mundo era assim: eu era o Carioca, mas meu pai, elogiando meu talento futebolístico, apelidava-me carinhosamente de Pé de Chumbo...
Um outro amigo meu, não sei por qual razão, adentrou sua adolescência sendo chamado de Galeto (?!?). Dizem que era corruptela de galego, mas não tenho a confirmação.
Hoje, nosso querido bullynado Gringo Polenteiro vive muito bem com mulher e filha na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. E é melhor eu me calar porque, se for adentrar no mérito de Pelotas...não sofreu nenhum trauma com isso, e o único problema que ele apresenta, a meu ver, mas que não deve ser decorrência das gozações d´antanho, é ser gremista...
O que eu quero dizer com tudo isso? Que a sociedade, em nome de um maior respeito pelas pessoas, através do politicamente correto, assume posturas cheias de não me toques, como disse o primeiro texto, não me toques estes incompatíveis para um Filho de Deus, e agora sim chegaremos aonde eu quero chegar... próximo post, por favor!

PS.: Gringo, se por acaso você ficar chateado por revelar seus traumas de Polenteiro guardadas há mais de duas décadas, não se preocupe: você será sempre meu amigo Perdigueiro! Saudades dos bons tempos de Soledade! Só lastimo que tu sejas gremista, mas aí...

Reflexões Sobre O Politicamente Correto II

Pararam de rir? Então divirtam-se mais um pouco com essa piada que me foi enviada pela minha politicamente incorreta mas não menos augusta esposa!

Cuidado ao encontrar um velho amigo de Escola...


Outro dia estava no mercado quando vi no final do corredor um amigo da época da escola, que não encontrava há séculos.
Feliz com o reencontro me aproximei já falando alto:
- Oswaldo, sua bichona! Quanto tempo!!!!
E fui com a mão estendida para cumprimentá-lo.
Percebi que o Oswaldo me reconheceu, mas antes mesmo que pudesse chegar perto dele só vi o meu braço sendo algemado.
- Você vai pra delegacia! – Disse o policial que costuma frequentar o mercado.
Eu sem entender nada perguntei: - Mas o que que eu fiz?
- HOMOFOBIA! Bichona é pejorativo, o correto seria chamá-lo de grande homossexual ou de homoafetivo enorme.
Nessa hora antes mesmo de eu me defender o Oswaldo interferiu tentando argumentar:
- Que isso doutor, o Quatro-olhos aí é meu amigo antigo de escola, a gente se chama assim na camaradagem mesmo!!
- Ah, então você estudou vários anos com ele e sempre se trataram assim?
- Isso doutor, é coisa de criança!
E nessa hora o policial já emendou a outra ponta da algema no Oswaldo:
- Então você tá detido também.
Aí foi minha vez de intervir:
- Mas meu Deus, o que foi que ele fez?
- BULLYING! Te chamando de quatro-olhos por vários anos durante a escola.
Oswaldo então se desesperou:
- Que isso seu policial! A gente é amigo de infância! Tem amigo que eu não perdi o contato até hoje. Vim aqui comprar umas carnes prum churrasco com outro camarada que pode confirmar tudo!
E nessa hora eu vi o Jairzinho Pé-de-pato chegando perto da gente com 2 quilos de alcatra na mão.
Eu já vendo o circo armado nem mencionei o Pé-de-pato pra não piorar as coisas, mas ele sem entender nada ao ver o Oswaldo algemado já chegou falando:
- Que porra é essa Negão, o que que tu aprontou aí?
E aí não teve jeito, foram os três parar na delegacia e hoje estamos respondendo processo por HOMOFOBIA, BULLYING e RACISMO.

*Moral da história: Nos dias de hoje é um perigo encontrar velhos amigos!*

Autor desconhecido
 
Perdoai os palavrões impróprios para um blog desta natureza, mas... mas...ok, quando vocês terminarem de rir, eu continuo...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Reflexões Sobre O Politicamente Correto

Povo do meu blog! Quem me conhece sabe o quanto execro o fenômeno do politicamente correto. Nesta semana achei um texto engraçadíssimo, da lavra do Mestre em História Social Luiz Antônio Simas, constante no exemplar do jornal Prana, do mês de julho/2011, na página 3. Leiam, é de rolar de rir. Vou complementar com alguns apontamentos e uma contribuição inclusive de minha politicamente incorreta (mas não menos augusta) esposa, para finalizar (claro!) com meu parecer seichonoieiano sobre o assunto. Leiam, vale a pena!

Politicamente Correto X Humor

Por Luiz Alberto Simas (Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio)

"Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais 'O cravo brigou com a rosa'. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra 'o cravo encontrou a rosa / debaixo de uma sacada / o cravo ficou feliz / e a rosa ficou encantada'.
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que 'O cravo brigou com a rosa' faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro? É Villa Lobos!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente / Tá com a cabeça quebrada / Samba Lelê precisava / É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incitaa violência contra a menina Lelê.
A tia do maternal agora ensina assim: 'Samba Lelê tá doente / Com uma febre malvada / Assim que a febre passar / A Lelê vai estudar'. Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pela febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, melodia de Heitor Villa Lobos e letra da Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichanos. A Sociedade Protetora dos Animais cairia em cima com processos.
Quem entra na roda dança, nos dias atuais. Não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil, estimula o sexo sem amor, a vulgaridade.
Ninguém mais canta: 'Pai Francisco entrou na roda, tocando seu violão, vem de lá seu Delegado, e pai Francisco foi pra prisão'. O pobre do Pai Francisco foi preso apenas por vadiagem, mas atualmente ficaria sob a suspeita de ser traficante.
Ninguém mais é pobre ou rico de-marré-de-si, para não lembrar à garotada a desigualdade de renda entre os homens. Dia desses alguém (não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google de Aruanda), foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado.
Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse que algum filho estava militando na causa da preservação do mico-leão-dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magoo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do humor, da criatividade, da divertida sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de rodapé ou leão-de-chácara de baile infantil - de deficiente vertical. O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação. A mulher feia - aquela que nasceu do avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do vesúvio, 'Orca, a baleia assassina', e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto-de-fome, pau-de-virar-tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultou Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa de 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar os juiz pra ponte que partiu e o centroaventa pereba tomar naquele lugar, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de "Jesus, Alegria dos Homens", do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé-na-cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro-funeral, o popular tá-mais-pra-lá-do-que-pra-cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a 'melhor idade'.
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do Pé-Junto".

Comentários no próximo post!