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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Happy - Pharrell Williams

Já tem umas semanas que eu venho com essa ideia e estou implantando hoje: a de na noite de domingo postar alguma música alto-astral-e-bem-a-cara-da-Seicho-No-Ie para iniciar a semana bem. E nada melhor do que este hit: Happy, de Pharrell Williams! E ainda, achei-a legendada. Escute, fique parado se puder, leia e interprete a sua letra e depois me diga: é ou não é um autêntico Hino Sagrado da Seicho-No-Ie, só que em inglês? So, ladies and gentlemen, enjoy!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

11 - Não Deveis Perder A Humildade Por Ouvir Em Meu Ensinamento Que "Originariamente O Pecado É Inexistente"

Outro termo nos é introduzido aqui, mas se for ver bem, não é difícil entender o porquê: humildade. Adverte este trecho lutarmos contra o orgulho e a autossuficiência (tal e qual dito na Revelação Divina que acabei de transcrever no post anterior). Evitar aquele espírito de "se não há pecado, sou perfeito, se sou perfeito, por que devo me importar com as coisas?" Bom, mas aí, como evitar isso?
O Mestre fala em vários momentos que quanto maior a consciência de ser filho de Deus, maior é a humildade do cidadão. Isso se deve ao fato de que ele se atina para o fato de que "se eu sou filho de Deus, todos também são, se todos também são, me vangloriar de quê?"
Notem que tal percepção deriva de um fato: o "eu" integrado numa coletividade, ou seja, eu pertenço a um grupo de filhos de Deus. No fundo, no fundo, por mais curiosa que seja a analogia, é o mesmo que a pessoa chegar para a outra e se orgulhar de ter duas mãos. "Ora, mas para que tanto orgulho, se eu também tenho duas mãos?" "Ah, mas as minhas mãos são especiais!" "As minhas também: tem quatro dedos juntos e um polegar opositor, igual às suas"
Se vocês substituirem "mãos" por "sou filho de Deus isento de pecado", vocês vão saber exatamente onde eu quero chegar com isso: na ausência do ego, o ego isolado, afastado do resto do mundo. Manter essa humildade é que é a tônica desta frase: não é por ser o pecado originariamente inexistente que eu devo me vangloriar de ser um ser perfeito ou fazer tudo ao meu bel-prazer, pela pura ausência de entraves morais. Estes entraves, como dito antes, são resolvidos pela conscientização "musúbica" ("leologismos", a gente vê por aqui!) de que "eu e o outro somos um". Então, se eu quero prejudicar o outro, é a mim mesmo que me prejudico. Se eu quero ferir o outro, é a mim mesmo que me prejudico.
Aí chegamos àquele famoso Paradoxo de BenJor, imortalizado na sua cançoneta "Galileu da Galileia": "Se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem". Acho que posso também promovê-lo a preletor por transcrever com raras felicidade e elegância a Ética da Seicho-No-Ie. Também, o que esperar de uma música intitulada "Galileu da Galileia" (dou uma sutra para quem adivinhar quem foi o mais famoso Galileu da história! Duas dicas: não foi o Galilei, e nem a onça do Ziraldo, da Turma do Pererê...
Ah, não conhecem a música do Benjor? Olha ela aí! Aproveitem!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Dizem Que Sou Louco...

Ainda na esteira desta impactante Revelação Divina, é impossível não lembrar da época da minha formatura, em que, começando a me encantar com a Seicho-No-Ie (lembrem-se, era final do ano 2000 e eu tinha mergulhado na Filosofia e levado a sério praticando mesmo em 1998), quando fui chamado para receber meu diploma, foi ao som desta canção, que na época venceu uma outra que queria para mim, "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos" (sim, quando eu era bem pequeno, o que eu tinha de cabelo era encaracolado, a feição de um judeu ortodoxo. Já hoje...) do Roberto Carlos. E também contribuiu para esta escolha o fato de na faculdade meu apelido terminar sendo "22", sinônimo de maluco (lembrança ao antigo Código Penal Brasileiro, que garantia a inimputabilidade penal aos loucos).
Sim senhores, falo deste autêntico clássico da MPB dos Mutantes, aqui interpretado por Ney Matogrosso chamado... "Balada de um Louco". A letra, mais Seicho-No-Ie impossível. Ainda mais depois de conhecermos esta Revelação Divina (em especial o trecho 1:36). Apreciem sem moderação...




quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Melhor Que Maconha!

Prezados seichonoiezes do MIV (Mundo da Imagem Verdadeira)!

Interrompemos nossas erráticas interpretações da Revelação Divina da Confissão bem como da transcrição das demais Revelações Divinas para narrar um fato ocorrido ontem que me trouxe muita alegria (e não se espante com o título do post, tem a ver com isso mesmo!)
Terça-feira, reunião dos Jovens. Recebi uma pessoa bem crua na Seicho-No-Ie (acredito que ontem foi a segunda reunião, se muito, dele) e tivemos um belo estudo da Mundo Ideal de Agosto com o Divulgador Sóter França. Tudo indo nos trinques, quando o papo começa a descambar para... tcharan, Meditação Shinsokan. Aí foram feitas as explicações (muito boas, frise-se por oportuno) e um pouco de prática também. Tudo muito bom, escutamos uma música, relaxamos e terminou a reunião nesse clima bem light que uma Reunião da Seicho-No-Ie sói acabar. Aí, nas despedidas, a tal pessoa, jovem, vira para mim empolgado e comenta a boca pequena:
- Ah, eu vou voltar, muito bom isso aqui, melhor que maconha!
Prezado fã de Bob Marley: não querendo menosprezar as qualidades da Cannabis sativa, mas ouvir isso foi muito bom. Por alguns parcos motivos:
1 - Era um comentário de um jovem. Nunca ouvi isso em qualquer reunião de jovem. Aliás, detalhes de drogas são sempre feitos no melhor estilo "eu era um bêbado e vivia drogado, hoje estou curado, encontrei o Jisso, encontrei o Jisso, encontrei o Jisso!", e nunca usando estes termos de comparação;
2 - Aliás, vamos combinar, o comentário foi, digamos, bem pouco usual. Poderia até dizer politicamente incorreto. Mas dane-se: a maconha existe, e essa é uma realidade (fenomênica) para a qual a Seicho-No-Ie, por mais utópica que possa parecer em seus pressupostos, não pode negar. E isso foi entreouvido justamente numa das frentes mais prováveis de acontecer. Ou vocês esperavam que uma Pomba Branca ou um Fraterno fizesse tal comparação? Não, foi nos Jovens. E que seja bem-vindos mais comentários destes. E sejam bem-vindos mais jovens como estes! Aliás, não foi Jesus quem disse que veio para os doentes, e não os sãos? É esse povo que eu quero, os santarrões já estão salvos;
3 - Por fim o mais ululante dos óbvios: Meditação Shinsokan é sim, melhor que maconha. Não cheira a mato queimado. Não dá larica. Você não fica aéreo. Talvez, o único ponto em que elas se assemelham seria a paz de espírito proveniente destes dois hábitos (sim, senhores, se é para ver o lado positivo das pessoas, maconhas e fatos, esta seria uma delas).
Assim como Meditação Shinsokan é melhor que crack, cocaína e similares.
Vou confessar: poucas foram as vezes que tive mais orgulho em ser da Seicho-No-Ie do que esta: ver que a nossa mensagem começa a sair fora das Associações, ainda que a base de comparações um tanto quanto excêntrica!
E, obviamente, não poderia deixar de encerrar este post com um reggae bem a cara da Seicho-No-Ie (prestem atenção na letra!), com o preletor da Regional JA - Jamaica Jimmy Cliff! Enjoy!

Confesso que iria pegar You Can Get It If You Really Want, mas não a achei legendada para o português. Mas prestem atenção na letra desta. E vejam se os efeitos não são iguaizinhos a um êxtase que vocês teriam com a Meditação Shinsokan!
Realmente, Meditação Shinsokan dá barato. E é melhor que maconha!


domingo, 18 de novembro de 2012

A Estrella do Claudio

No final da reunião de hoje, chamaram o coordenador do Domingo Itaipuano, o (agora) divulgador Cláudio Estrella. A razão dos parênteses se deve ao fato dele ter recebido, ontem, dois diplomas: o de divulgador bem como o de Coordenador do Núcleo de Itaipu (me corrijam se estiver errado). Aí, chamado à frente, ele, tímido, simplesmente travou. Ele não conseguia falar nada. Mas não foi por conta da timidez não, ele estava com a voz toda embargada, o que obrigou a nós a repetirmos, cerca de três vezes, acredito, uma salva de palmas... a única coisa que ele conseguia dizer, articuladamente, foi (e acho que duas ou três vezes, um "Valeu Mestre"...
Confesso que fiquei encantado com isso. Quantas são as pessoas que conseguem ainda se emocionar diante da Missão que têm dentro da Seicho-No-Ie? E mais: nós estamos tratando de um homem, do sexo masculino, o que dá mais destaque ao ocorrido. Na hora, tentei me lembrar de algum momento, dentro do que já li na SNI, de pessoas simplesmente subir num púlpito e... chorar... chorar pura e simplesmente, de gratidão.
Confesso que não me lembrei. Mas fui mais longe ainda: me lembrei de um conceito que a Seicho-No-Ie tomou emprestado do budismo, que é o tal do furyomonji.
Em breves linhas, furyomonji é o tipo de discurso que é feito sem palavras e a transmissão dele se dá, para usar outro termo budista, i shin den shin, ou seja, de mente para mente. Dizem que a origem se deu quando Buda fez um discurso aos seus discípulos mostrando apenas uma flor, e um deles, Kasyapa, captou o que ele queria dizer.
Voltando a 2012, o choro dele, sinceramente, me comoveu, mas não ao ponto das lágrimas, mas para me certificar que este ensinamento ainda tem muito a dar para nós, e principalmente, muito a nos comover ainda.
E esta, efetivamente, é a nossa missão!
Não é verdade, Mestre?


Não sei não, mas eu acho o português deste Coral meio japonês... de toda sorte, valeu, Claudio!

Convite Para Um Mundo Ideal - Cultive Um Grande Caráter

Pg. 51:

"Você não deve-se afobar em vão. Siga sempre pelo caminho de um rei, com honestidade e coragem. Pratique a Verdade. Enriqueça o seu caráter. Chegará, futuramente, a época em que conhecimentos superficiais, históricos escolares, influências de amigos poderosos e bajulações não terão lugar no mundo. Passarão a ser ainda mais valorizados a elevação do caráter mais intrínseco, o conteúdo da pessoa e o brilho da virtude. Se não for assim, o mundo não terá valor algum; é melhor destruí-lo. Que valor teria viver a vida usando de adulações, envelhecer com jogo de cintura, construir um belo mausoléu e adentrar nele cedo? Se você externar as suas verdadeiras qualidades maravilhosas, surgirão, sem falta, pessoas que as reconhecerão, compartilharão e se sensibilizarão com os seus pensamentos"

Em outras palavras, o que quer demonstrar o prof. Seicho com estas palavras? Que não devemos nos desesperar jamais com o fato de não sermos reconhecidos, seja pelos nossos feitos, seja pelas nossas qualidades. Afinal de contas, cedo ou tarde haverá pessoas que as reconhecerão.
É claro que o cenário não deixa de ser um pouco desanimador: vários artistas e intelectuais tiveram sua fama reconhecida depois de mortos, o que, certamente, não serviu para aplacar sua fome e sede de aplausos. Van Gogh, por exemplo, foi um destes. Poderia citar vários outros, mas prefiro ficar com este.
Mas a fama é instável e volúvel, e não deveríamos - em tese - procurar avidamente por ela. Neste sentido, um bom antídoto para uma depressão que poderia nos acometer ao deparar com este fato seria a leitura da introdução do Livro dos Jovens. Prestem bastante atenção quando o Mestre, neste livro, fala do nosso Ideal Interno e da nossa Conscência. Poderia até jurar que este trecho do prof. Seicho foi escrito justamente comentando tal trecho.
E, de resto, fiquem com a mensagem de Ivan Lins, em mais um SNI Hits, complementando nossos comentários: "Desesperar Jamais". Pode ser útil...


Afinal de contas, não tem cabimento entregar o jogo no primeiro tempo, não é mesmo?



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Não Conhecem A Do Benjor Do Post Anterior?

O quê???? Alguém aí não conhece "Caramba, Galileu da Galileia", que mencionei no post anterior? Isso é imperdoável. Mas como sou benevolente, escutem!
Antes, uma explicação sobre uma das razões pelas quais gosto de Jorge Benjor. Quando Carlinhos Brown foi entrevistado na Playboy (década de 90, molti anni fa...) perguntaram a ele algo sobre Benjor, dizendo que um dos maiores orgulhos dele era o de nunca ter composto uma música triste sequer. Como, àquela época eu estava engatinhando na SNI, adorei. E, realmente, podem escutar todo o repertório dele, é só música otimista, até mesmo "Que Pena!", que parece descambar para uma dor de cotovelo daquelas, passa uma mensagem alegre (muito boa para quem perdeu o companheiro recentemente, talvez eu poste depois...)
Agora, senhoras e senhores, ladies and gentlemen, boys and girls, "Caramba! Galileu da Galileia" e seu insuspeito verso...


E ainda por cima é flamenguista... bom gosto...

PS.: O Galileu da Galileia é nada mais nada menos que o nosso bom e velho JC...

Convite Para Um Mundo Ideal - Pessoa A Quem Não Deve Amar

Pg. 40:

"Como agir quando se ama alguém que não deveria? Se o seu amor for puro, e estiver correto o seu entendimento de que 'não deve amar', precisa afastar-se de tal pessoa. Há várias formas de afastamento, mas, afastando-se, seu amor permanecerá puro, sublimado, e mais tarde você terá a felicidade de poder dedicar o seu verdadeiro amor a alguém que lhe seja permitido amar. Contudo, se entender que não deve amar, mas o seu amor for magnânimo, deixará de existir uma pessoa sequer a quem não possa amar. Afinal, tanto Jesus Cristo como Sakyamuni não amaram a todas as pessoas?

Ah, l´amour, toujours l´amour! Eita sentimento este que se confunde com mil e uma coisas, com os mais variados sentimentos e sensações. Querem exemplos? Amor pode ser considerado: paixão, desejo sexual (sim, há diferenças entre os dois!), apego, amizade, dependência, ou seja, tudo, menos, amor. E, afinal de contas, respondendo à primeira pergunta do prof. Seicho, como agir se ama alguém que não deveria? Pelo desenvolvimento do texto, não se trata de amor carnal, mas amor a alguém que, ou não quer, ou não precisa, ou não se importa com o amor que lhe devotamos. E aí, como agir?
Retornando à nossa velha aula sobre amor. Na cultura ocidental o amor ficou afastado de seu verdadeiro significado, muito embora perceba-se nas entrelinhas o que ele quer significar. Amor significa, na mais refinada das análises, união. Ou, em bom seichonoiês, "eu e o outro somos um".
E podem perceber que nas três grandes fontes religiosas que a Seicho-No-Ie foi buscar sua doutrina o conceito é exatamente o mesmo, senão vejamos:
Xintoísmo: através da expressão musubi, que signfica... união;
Budismo: através da expressão shimuryoshin, ou as quatro virtudes infinitas de Buda, todas relacionadas com o próximo;
Cristianismo: não existe uma expressão como as duas outras, mas, quem se lembra do que o bom e velho JC (aka Jesus Cristo) disse ao lhe ser questionado qual seria o maior mandamento a ser observado? Ele disse dois, na realidade: amar a Deus sobre todas as coisas (aka Verdade Vertical) e amar o próximo como a ti mesmo  (aka Verdade Horizontal). Ora, se tenho que amar o próximo como a mim mesmo é porque eu e o próximo somos uma coisa só. Captaram, neófitos?
Em outras palavras, tudo é uma coisa só. Como diriam os latinos: E pluribus unum (Que todos sejam um).
Assim, se conscientizarmos que nosso pior inimigo é um conosco, o que não temos como negar, desejar o mal a ele seria desejar o mal a nós próprios, não seria isso? Taí o amor magnânimo!
Abro um parênteses para ratificar o que o nosso bom e velho Jorge Benjor cantava em "Caramba! Galileu da Galileia": "Se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem", e parafraseio: "Se malandro soubesse como é bom amar, amaria só por malandragem...". Fecho o parênteses.
Querem mais sobre o amor? Preletor Renato Russo, na mais refinada mistura de I Coríntios 13 com Luiz de Camões, complementará esta pequena palestra...


Podem confessar: é de arrepiar, não? Podem chorar, eu deixo, afinal, o post terminou mesmo...

Memento, Homo, Quia Pulvis Est...

...et in pulverem reverteris, já nos dizia a Bíblia: "Lembrai, homem, porque tu vieste do pó e ao pó retornarás"... então, quais seriam as minhas reflexões finadescas para o dia de hoje, que nos brindou com um feriado justo no mais favorável dos dias, a sexta-feira?
Curiosamente, hoje comprei um livro bem humorado sobre o tema, se chama "Assim Morreram os Ricos e Famosos". E como eles morreram? Aí é que está, a indesejada das gentes nos leva sempre da velha e boa forma...
Biologicamente podemos conceituar a morte como a cessação dos estímulos vitais de um organismo. Passaríamos em um instante a termos nossos atos conjugados no passado, toda uma vida sendo levada para o pretérito perfeito, imperfeito, ou pior, quando não para o mais-que-perfeito.
Mas devemos fazer uma pequena intervenção aqui: a morte pertence ao mundo fenomênico, e como tal, apresenta um aspecto puramente ilusório, puramente fictício.
"Ora, meu caro Líder de Iluminação", dirão vocês, não sem razão, "então é perda de tempo chorarmos pelos nossos mortos, lembrarmo-nos deles com carinho, etc, etc, et coetera?"
Não, não, claro que não. Na minha impotente opinião, ao consolar alguém que perdeu um ente querido, não fico querendo usar velhos clichês, um abraço mudo ainda é, para mim, o maior lenitivo contra a dor da perda. E nem seria fenomenicamente impermeável para dizer que seria besteira represar suas justas lágrimas,  afinal de contas, vivemos em um mundo fenomênico e, como diria papai, "cada terra tem seu uso", e nossa "terra", por assim dizer, é o mundo fenomênico...
Mas, não vos esqueçais de um pequeno detalhe...
Nossa "nacionalidade" é outra, a qual teremos, mais cedo, ou mais tarde, de voltar...
A essa "viagem" é que chamamos de "morte", que, biologicamente falando, etc etc etc...
Apenas carimbamos nosso passaporte e voltamos para o bom e velho Mundo de Marlboro, também conhecido como Mundo da Imagem Verdadeira. É lá que está a nossa verdadeira pátria, o nosso verdadeiro Eu, a nossa verdadeira Vida, que jamais cessa, que jamais morre, que jamais sofre qualquer obstáculo.
Então, nossos entes queridos que se foram já voltaram, não para a Terra dos Pés Juntos, mas para a sua verdadeira origem.
Que é para onde retornaremos, infalivelmente. Sem morte. Só Vida.
E o que é a Vida? Essa eu deixo para o filho do centenário Luiz Gonzaga, curiosamente ambos finados, responder. Canta aí, Gonzaguinha!


É a Vida. Imortal. O resto são churumelas fenomênicas...

domingo, 14 de outubro de 2012

Convite Para Um Mundo Ideal - Procurando Tesouros ou Epitáfio

Pg. 36:

"Você não deve se importar tanto com coisas insignificantes. Há pessoas que sofrem de neurose por ter gravado na mente uma pequena chacota de um colega. Mesmo quanto aos aspectos físicos, há pessoas que se preocupam excessivamente com algum defeito e levam uma vida triste, sentindo-se péssimas apesar de os outros nem se importarem tanto com isso. Não importa que tipo de defeito tenham, as pessoas cujo coração é gentil e alegre são sempre amadas e respeitadas por todos. A vida é como a 'caça a tesouros': é preciso procurar os aspectos valiosos das pessoas e de si mesmo, e não os defeitos. Só depende de você fazer da sua vida uma 'caça a tesouros' ou 'caça a quinquilharias'."

Ao terminar este trecho, não pude deixar de me lembrar do trecho de "Epitáfio" dos Titãs: "me importado menos, com problemas pequenos...". É isso que o texto fala: nos preocuparmos com o que realmente importa nessa vida: priorizar o que deve ser priorizado, e pouco se importar com o resto das coisas. Sim, eu reconheço que é difícil, mas uma boa dica para isso é pensar se o assunto terá alguma relevância a longo prazo, digamos, daqui a um ano. A maioria dos meus problemas no trabalho, por exemplo, não resiste a este filtro.
O professor Seicho fala de "pequenas chacotas" também, o que esta mania politicamente correta resolveu renomear de bullying. Não sei se as chacotas de hoje são piores ou melhores do que as da minha época, creio eu que não, mas, mesmo assim, esta excessiva sensibilidade acho que não agradaria tanto o Mestre, por se valorizar tanto o materialismo e a valorização do corpo carnal. Até novos termos foram criados para não ferir suscetibilidades, como se um filho de Deus realmente as tivesse... Querem exemplos? Negro virou afro-americano (e branco seria cáucaso-americano? Origem por origem...), favela virou comunidade e por aí vai. Tem outros exemplos que não posso acreditar que sejam verdade, como anão é igual a prejudicado verticalmente...
Chacotas a parte, o que o prof. Seicho nos exorta é o seguinte: preocupemo-nos com o que realmente interessa em nossa vida, o resto é detalhe. Para maiores detalhes, favor ver o vídeo abaixo, dicas interessantes vão surgir para você caçar o seu tesouro:


E lembrem-se: o acaso é um dos pseudônimos preferidos de Deus. Quem tiver ouvidos, que ouça!

domingo, 30 de setembro de 2012

Convite Para Um Mundo Ideal - Palavras Doces E Palavras Salgadas ou Por Quem Os Sinos Dobram

Pg. 32:

"Não traz nenhum progresso ouvir o que os outros têm a dizer e aproveitar somente o que convier para si, ignorando o que for inconveniente. As pessoas crescem não só com 'palavras doces', mas também com 'palavras salgadas'. Assim como no tempero da comida, é necessário que ambos 'os sabores' estejam adequadamente combinados. A pedagogia da Seicho-No-Ie reconhece os pontos positivos e faz com que eles aumentem. Talvez o ato de 'reconhecer' os pontos positivos corresponda às 'palavras doces'. Mas, para ir além e fazê-los crescer, são necessárias as 'palavras salgadas de incentivo'. Sem o incentivo de quem diz 'Vá firme, sei que vai conseguir, estou torcendo por você, estude', não há progresso nem crescimento. Os japoneses precisam cultivar mais e mais, doravante, a moral, a boa vontade e a capacidade de se expressar."

Espere aí. Logo quando comecei a digitar este texto, imaginava eu que as tais das "palavras salgadas" fossem, digamos, críticas ou algo a ver com uma das mais famosas e despercebidas dicotomias da Seicho-No-Ie, a saber, a separação entre o Amor e a Sabedoria de Deus, e que as tais "palavras doces" fossem as amorosas, e as salgadas as sábias. Quer dizer que não é nada disso?
Ao que parece, o nosso bom e velho professor Seicho quis nos classificar como "palavras salgadas" aquelas que não apenas exaltam nossos pontos positivos, mas também nos incentivam a melhorar sempre, cada vez mais, rumo ao nosso objetivo. Sendo assim, tudo bem. Bem? Poucas vezes reconhecemos isso (é mentira, Terta?) e achamos que o sal das palavras apenas contribui para aumentar nossa pressão, deixando-nos zangados com os tais dos "incentivadores". Amiúde é assim.
No entanto, outras vezes não, às vezes nosso apetite espiritual anseia por um bom salgadinho (espiritualmente falando), e, quando recebemos algumas destas mensagens, achamos, injustamente, que são mensagens de Deus.
Digo injustamente porque não precisamos apenas das palavras salgadas, ou melhor, Deus não se encontra apenas em um sabor, aparece em vários!
Como exemplo das chamadas "palavras salgadas", desfrutem sem moderação da, na minha modesta opinião, mais bela canção de Raul Seixas (isso mesmo, melhor que Gita, Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás, Tente Outra Vez e tutti quanti): "Por Quem Os Sinos Dobram". Vale a pena!


Coragem! Eu e a torcida do Flamengo sabemos que você pode mais, muito mais!



domingo, 16 de setembro de 2012

Convite Para Um Mundo Ideal - Você É O Protagonista ou Sorria, Sorria

Pg. 29:

"Quando você se sente triste, não é só você que fica triste. O mundo todo fica triste, porque o mundo é extensão da mente. Quando você está feliz, o mundo inteiro fica contente. O acúmulo contínuo disso se transforma em belos montes e rios, embeleza as grandes e pequenas cidades e proporciona paz em todo o mundo. Por isso, vamos fazer com que mais pessoas se sintam felizes: em vez de uma, duas; e em vez de duas, três. Vamos também elevar mais a intensidade dessa alegria. Vamos ampliar a alegria de se dedicar às pessoas, consolá-las e ajudá-las. Assim, podemos concretizar o 'mundo ideal', sem falta. Os campos e as montanhas que se apresentam diante dos seus olhos são seus; não se esqueça de que você próprio é o protagonista."

Quando li as primeiras frases deste texto, não tive como não me lembrar de uma colega de trabalho minha, a quem devo apresentar, a Jéssica. Essa figuraça tem como marca principal o seu indefectível sorriso, que ela só guarda nos poucos momentos de seriedade (que são bem poucos, eu garanto). E porque me lembrei dela? Porque uma das histórias que contam no escritório é a de um outro colega meu que, ligando para ela num final de semana, obteve da mesma a seguinte resposta: "Lucas, você tá feliz? Porque eu tô feliz, tá todo mundo feliz!", assim, desta maneira totalmente disparatada (eu fico cá a imaginar o contexto...). Razão pela qual este escriba de vez em quando a amola com a seguinte pergunta: "Jéssica, você tá feliz?"
Feita esta introdução, imaginem agora que vocês todos são a Jéssica: vocês estão felizes? Porque, se vocês estiverem felizes, o mundo estará feliz, da mesma forma que o prof. Seicho Taniguchi coloca no texto. Será que o prof. Seicho estava feliz ao escrever isso? Provavelmente sim; desta forma, o mundo dele estará feliz também. Guardadas as devidas proporções, foi mais ou menos o que eu falei lá em Friburgo, ao tratar do Princípio do Relógio de Sol, e sem precisar fazer treino do riso, o que é o melhor!
E aí, você, caro leitor, está feliz? Não, então escute os sábios conselhos de Evaldo Braga em mais um SNI Hits, com "Sorria, sorria!" (eu conhecia a versão com o Agnaldo Timóteo, na coletânea Discoteca do Chacrinha vol. 1, a melhor coletânea da música brega já feita no Brasil, mas não achei no iutubi...)


Enjoy!


sábado, 15 de setembro de 2012

Direto do Facebook... Saco Cheio...

Acabei de compartilhar no Facebook um post q dizia mais ou menos o seguinte: "

Atenção! Pare de dizer que  Deus te castigou por algo errado que você fez! O nome disso não é castigo, é consequência. Deus é bom, mas é justo também"

Justo. Muito Justo. Justíssimo, nos dizeres do Coronel não-me-lembro-o-nome (feito por José Wilker em "Renascer", lembram?). Pois bem... também acho isso, maaaaaaaas, porém, todavia, contudo, acho que a tal da "consequência" não vem nem de Deus também. Somos nós quem consenquenciamos, se é que vocês me entendem...
No post falei algo de mais uma obra do preletor em grau pagode Almir Guineto (lembram-se do "conselho" dele, na semana passada?). E que serve para dar a deixa para mais um SNI Hits, desta vez com este clássico chamado "Saco Cheio". Não se deixem levar pelo título meio chulo, mas apreendam a mensagem da música. Se apreenderam, ok, vocês captaram a mensagem. Se não, bem, (re)leiam "A Humanidade É Isenta de Pecado, em especial o seu primeiro capítulo. Mas acho que nosso amigo preletor conseguirá bem transmitir a mensagem...


E se não entenderam alguma coisa, leiam a letra:


Os habitantes da Terra
Estão abusando
Ao nosso Supremo Divino
Sobrecarregando
Fazendo o quê?
Fazendo mil besteiras
E o mal sem ter motivo
E só se lembram de Deus
Quando estão no perigo...(2x)
Deus lhe pague!...
Deus lhe pague!
Deus lhe crie!
Deus lhe abençoe!
Deus, é vosso pai
É vosso guia...
Tudo que se faz na Terra
Se coloca Deus no meio
Deus já deve estar
De saco cheio...(2x)
Os habitantes da Terra
Estão abusando
Ao nosso Supremo Divino
Sobrecarregando
Fazendo o quê?
Fazendo mil besteiras
E o mal sem ter motivo
E só se lembram de Deus
Quando estão no perigo...(2x)
Deus lhe pague!...
Deus lhe pague!
Deus lhe crie!
Deus lhe abençoe!
Deus, é vosso pai
É vosso guia...
Tudo que se faz!
Tudo que se faz na Terra
Se coloca Deus no meio
Deus já deve estar
De saco cheio...(5x)

domingo, 9 de setembro de 2012

Conselho - Almir Guineto

Senhoras e senhores, eis aqui uma mensagem que gostaria de deixar do nosso querido preletor em grau Samba Almir Guineto (ok, ok, forcei a barra, mas se fosse um preletor que estivesse dizendo o que a letra do samba diria vocês todos diriam "Muito Obrigado!", não? Então saibam que Seicho-No-Ie se descobre assim, até mesmo num samba...)


Taí a Regina Casé  que não me deixa mentir...

http://www.portalkm.com/2011/01/regina-case-se-emociona-no-esquenta.html

Não é bonito? Não sei, sinceramente, se faria igual...

domingo, 22 de julho de 2012

Tudo Está No Seu Lugar - Samba do Shinsokan

Benito di Paula gravou esta música que adoro, "Tudo Está Em Seu Lugar", que eu reputo como o Samba do Shinsokan. Aí os neófitos me perguntam a razão, ao que logo respondo: Peguem o seu livretinho do Shinsokan e abram-no na página 7 e leiam sobre a postura... ah, vocês não têm? Sem problemas, eu transcrevo para vocês:

"A Meditação Shinsokan é uma prática espiritual, na qual todo o corpo se identifica com a Verdade. Por conseguinte, é de capital importância a postura correta. Toma-se a posição correta do corpo para se obter a postura correta da mente. Todas as partes do corpo devem estar dispostas de tal forma que obedeçam à ordem cósmica: em cima as partes superiores, embaixo os membros inferiores, à esquerda o que deve ficar à esquerda, à direita o que deve ficar à direta, na frente o que deve ficar na frente, e atrás o que deve ficar atrás".


Captaram? Então, quando fazemos Shinsokan, efetivamente "tudo está em seu lugar"? O refrão é interessante e nos remete ao último capítulo do volume 8 da Verdade da Vida, que não vou transcrever para dar aos meus três leitores a alegria de descobrir por si só o que significa. Uma dica: é algo que o Mestre falou que não adianta nada você fazer o melhor Shinsokan da sua vida se após ele você não ter sentimento de gratidão. Falou e disse!

Vamos ao Samba do Shinsokan então? Feliz daquele que vê Seicho-No-Ie em tudo!


"...graças a Deus, graças a Deus..."

domingo, 15 de julho de 2012

sábado, 28 de maio de 2011

Força Maior - Diogo Nogueira

Antes de começarmos o estudo propriamente dito, abramos um belo parêntese para uma música que descobri ouvindo numa loja, e que cheguei a seguinte conclusão: se existisse um preletor, líder da iluminação, divulgador ou mero adepto que fosse sambista de raiz, não conseguiria escrever um samba tão belo quanto este para elogiar a Deus. Talvez só se arranjassem "Louvor a Deus" para o compasso do samba, mas mesmo assim perderia - e muito - para toda a alegria e ausência de qualquer dogmatismo que a letra de "Força Maior" nos brinda. Leiam e vejam se eu tenho ou não razão...

"Minha força é a fé que carrego no fundo do peito

Quando nada dá pé, é amém, é axé não tem jeito
No terreiro ele é o Oxalá, no oriente ele é Alá
Ninguém sabe como explicar essa força maior

Ele sempre estende a mão, não importa a religião
Não tem raça, não tem nação, porque Deus é um só

Deus, louvado seja Deus
Deus, louvado seja Deus
Louvado seja Deus... Louvado seja Deus
Deus, louvado seja Deus

Deus está no coração que concede o perdão
No coração que é feliz, vendo o outro feliz
É o perfume que vem da natureza
Flor que renasce do solo da impureza

Uma estrela a me guiar
Manto que aquece a família e protege o meu lar

Ele é o céu, água do mar
Luz do luar, sol do verão
Enche de paz, minha oração
Me dá guarida
Vento que traz inspiração
Força da vida
Ventre de todo universo
Do verso da minha canção

Deus, louvado seja Deus
Deus, louvado seja Deus
Louvado seja Deus... Louvado seja Deus
Deus, louvado seja Deus"

Quem quiser ver o clip da canção, clique aqui: http://letras.terra.com.br/diogo-nogueira/1513114/
Tenho ou não razão para adorar esta cançoneta?

domingo, 14 de novembro de 2010

SNI Hits: What A Wonderful World ou Bem-Vindos ao Mundo da Imagem Verdadeira!

Vocês veem como uma coisa puxa a outra? Primeiro falei de meu sumiço em novembro para falar do meu casório, depois lembrei do casório do professor Miyoshi para falar de minha vocação para Madre Tereza de Calcutá e falar do ex de minha augusta noiva com uma música e, agora, finalmente, vamos para a SNI Hits da semana, uma belíssima e insuspeita (sim, insuspeita, ou quantos de vocês a associaram alguma vez na vida com SNI? Caso positivo, parabéns, caso negativo, vejam agora!)... nem preciso comentar os versos, quem os compôs estava com a cachorra no dia que compôs esta cançoneta, ou ele a fez logo depois de um Shinsokan... cada verso é uma faceta do Mundo da Imagem Verdadeira, qualquer comentário que nela fizer será totalmente desnecessário, enfadonho e repetitivo... assim, fiquem com esta bela canção do good old Satchmo! E, se quiserem, escutem-na após aquele Shinsokan boniiiito que todos vocês fazem... seu dia, acredite, melhorará perceptivelmente!

"I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world
I see skies so blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world
The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying, "how do you do?"
They're really saying, "I love you"
I hear babies cry, I watch them grow
They'll learn much more, than I'll never know
And I think to myself, what a wonderful world
Yes, I think to myself, what a wonderful world"


Ah, don´t you speak english? Sem problemas, eis a tradução:

"Eu vejo as árvores verdes, rosas vermelhas também
Eu as vejo florescer para mim e você
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas
O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
As cores do arco-íris, tão bonitas no céu
Estão também nos rostos das pessoas que se vão
Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: "como você vai?"
Eles realmente dizem: "eu te amo!"
Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer
Eles aprenderão muito mais que eu jamais saberei
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
Sim, eu penso comigo... que mundo maravilhoso"


Ah, querem vídeo no You Tube? Então tomem: http://www.youtube.com/watch?v=qacl5IukKKg&feature=related

Escutem esta música pensando na doutrina a Seicho-No-Ie e vocês sentirão, como eu senti agora, uma lágrima furtiva de gratidão escapando dos olhos a Deus por ter criado um mundo maravilhoso... muito obrigado!

domingo, 31 de outubro de 2010

SNI Hits, "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás" ou A Comprovação De Que Somos Imortais

Gente, como eu estava demorando para postar mais um SNI Hits, tome Raulzito de novo na veia, com este óbvio clássico da MPB. Porque óbvio? Ora, pela simples e óbvia razão de que a música nos ensina (ou nos lembra, seria melhor afirmar) a nossa imortalidade. Ou vocês acham que ser Highlander é característica apenas do velhinho sentado na calçada com uma cuia de esmola e uma viola na mão? Vamos à letra que vocês vão entender...

"Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:

Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)

Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi, (1)

Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)

Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,

Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)

Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda (2)
E, quando todos praguejavam contra o frio,eu fiz a cama na varanda (3)

Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
não, não porque

Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não

Eu tava junto com os macacos na caverna (4)
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna (5)
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna (6)
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu (7)

(eu nasci)
Eu nasci(há dez mil anos atrás)
Eu nasci há dez mil anos atrás(e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais)"

E o clip no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=3j2x29Lymtc

Vamos aos comentários?
(1) Neste primeiro trecho, reparem que, com a exceção de Moisés e Maomé, talvez, o restante dos relatos se refere a tristes momentos das histórias das religiões, inclusive quando nós mesmos vacilamos em nossa fé, ou vocês acham sinceramente que somente Pedro negou seu líder diante do espelho, ou seja, numa análise sincera?
(2) Apesar de tudo, ainda tivemos tempo em nossa imortalidade para sermos puras crianças...
(3) Esta frase é sensacional, é um dos meus versos preferidos na MPB: e, para nós, mostra que em determinados momentos, nós suplantamos o senso comum, adotando posições distintas da maioria das pessoas...
(4) estar junto com os macacos na caverna: claro, no início de sua evolução!
(5) bebeu vinho: claro, em um de suas encarnações você bem poderia estar num lugar destes!
(6) A pedra que despencou da ribanceira: sim, você também, num determinado momento, deve ter se rendido ao inconsciente coletivo e também ter quebrado a perna quando a pedra despencou!
(7) E quem teria semelhante coragem de desafiá-lo?

A música nos remete a um fato simples e amiúde esquecido: nossa vida não começou no nosso nascimento. Ele é apenas um dos (vários) pontos de partida do nosso aprendizado como filhos de Deus. Tal como crianças, nascemos na ignorância e vamos aprendendo determinadas lições ao longo do tempo e nos educando em nossa espiritualidade até o ponto em que possamos ser mais evoluídos, como seres divinos. E isso demanda tempo, afinal de contas, eu, você, o seu vizinho do lado, o macaco na caverna, Hitler, as mulheres na taverna, todos somos aprendizes, crianças espirituais ainda...
O que demonstra que nossa evolução é como a anistia no Brasil: lenta, gradual e segura!
Isso explica aquela célebre frase de Cristo: Antes que Abraão existisse eu já era. Não só Ele. Eu, você, todos nós já existíamos e todos nós já conhecíamos a herança cultural que a música lista, antes mesmo de Abraão. Talvez, contemporâneos de Adão... Somos, assim, imortais, condenados à essa feliz imortalidade.
Agora, eu só queria uma prova de que eu estivesse mentindo!

sábado, 23 de outubro de 2010

SNI Hits: Mariah Carey - Can´t Take That Away ou Como Manifestar A Sua Individualidade

... o escolhido foi você! Hoje mostraria outra música de Benjor, mas deixemos o Alquimista para outra semana. Estudemos esta bela, por vezes óbvia canção de Mariah Carey, muito bonita, por sinal, Can´t Take That Away, ou simplesmente, Eles Não Podem Tirar Isso... simples e direto, não? Vamos à letra? First, in english...

"They can say anything they want to say
Try to bring me down
But I will not allow
Anyone to succeed
Hanging clouds over me
And they can try hard to make me feel
That I don't matter at all
But I refuse to falter
In what I believe
Or lose faith in my dreams

CHORUS: 'Cause there's a light in me
That shines brightly
They can try
But they can't take that away from me
From me

They can do anything they want to you lf you let them in
But they won't ever win
If you cling to your pride
And just push them aside
See I have learned there's an inner peace I own
Something in my soul
That they cannot possess
So I won't be afraid
And darkness will fade

'Cause there's a light in me
That shines brightly
They can try
But they can't take that away from me

No
They can't take this
Precious love
l'll always have inside me
Certainly the Lord will guide me
Where I need to go

They can say anything they want to say
Try to break me down
But 1 won't face the ground
I will rise steadily
Sailing out of their reach

Oh Lord
They do try hard to make me feel
That I don't matter at all
But I refuse to falter
In what I believe
Or lose faith in my dreams

'Cause there's a light in me that shines brightly
They can try
But they can't take that away from me"

E a tradução? Vamos lá!

"Eles podem dizer o que quiserem
Tentar me deixar triste
Mas eu não permitirei
Que ninguém consiga
Colocar nuvens sobre mim
E eles podem tentar muito me fazer sentir
Que não significo nada
Mas me recuso a duvidar
No que acredito
Ou perder a fé nos meus sonhos.

Porque há uma luz em mim
Que brilha forte
Eles podem tentar
Mas não podem tirar isso de mim,

Eles podem fazer o que quiserem com você
Se você deixá-los entrar
Mas eles nunca vencerão
Se você se agarrar ao seu orgulho
E apenas os colocar para fora
Veja, eu aprendi que há uma paz interior que é só minha
Algo na minha alma
Que eles não podem dominar
Então eu não sentirei medo
E a escuridão desaparecerá.

Porque há uma luz em mim
Que brilha forte
Eles podem tentar
Mas não podem tirar isso de mim.

Não, eles não podem tirar esse
Este Precioso amor que eu sempre terei dentro de mim
Certamente Deus irá me guiar
Para onde eu precisar ir.

Eles podem dizer o que quiserem dizer
Tentar me deixar triste
Mas eu não irei encarar o chão
Eu vou me levantar firmemente
Fugindo do alcance deles.

O Senhor, eles tentam muito me fazer sentir que eu
Não significo nada
Mas eu me recuso a duvidar
No que acredito
Ou perder a fé nos meus sonhos

Porque há uma luz em mim que brilha fortemente
Eles podem tentar
Mas não podem tirar isso de mim"

E termino dando o serviço completo: o clipe no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Modv_jYXUOA&feature=fvsr
O vídeo é lindo e apresenta vários testemunhos, em inglês, de pessoas que superaram seus obstáculos fenomênicos. Acho que Sílvia, se ainda estiver me lendo, deve colocar entre seus favoritos...
A música é meio que auto-explicativa, não necessita maiores comentários. Fala da capacidade que o ser humano tem de se superar, de ser mais do que sua aparente fisionomia fenomênica quer apresentar. E isso tem tudo a ver com a Imagem Verdadeira do ser humano. Mesmo que o mundo se desmorone ao nosso redor, eles não podem tirar isso de nós, a nossa indestrutível Imagem Verdadeira, a nossa porção divina. Basta querermos, termos fé e raça que mostraremos ao mundo o nosso verdadeiro tamanho!
E vocês pensavam que eu iria colocar "Hero", né?