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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Vocês Realmente Achavam Que Não Iria Falar Do Flamengo, Né?

Vem cá, hoje, feriado da Proclamação da República, em que graciosamente ficarei em casa também amanhã (mas não esperem muitos posts amanhã, infelizmente, devo ficar fora praticamente o dia todo), e aniversário do Mais Querido do Brasil, vocês achavam realmente que não iria abrir um parêntese todo especial para falar do aniversário do Flamengo, outro feriado nacional?
Tolinhos! Fiquem com a versão dançante do nosso hino, cantado pelo vascaíno-americano Tim Maia (de quem, aliás, eu e minha rubro-negra sinhoura recomendamos fortemente a leitura de sua biografia, "Vale Tudo", do tricolor Nelson Motta).
Vitória Régia, please!


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Futuro Messi? II

Povo do meu blog, se lembram quando postei, em 11 de agosto, uma reportagem sobre o garoto Gabriel, que, sem os pés (SEM OS PÉS!) jogava bola que era uma beleza, ratificando tudo o que a Sutra Sagrada Palavras do Anjo fala sobre a inutilidade do corpo humano quando a Mente deseja? Pois bem, não é que ele se encontrou com o Messi mesmo, como deu no Esporte Espetacular do último domingo, 25.10.12? Vejam o trecho que postei da sutra àquela oportunidade:


"O Anjo continua:
É ilusão pensar que o prazer, a dor e as demais sensações 
estejam na matéria conhecida como corpo carnal.
Porque o corpo é 'nada',
porque ele é apenas projeção da mente
desempenha melhor suas funções 
quando o homem vive despreocupado com seu corpo.
(...)
Não vistes o caso do paciente do grande médico italiano Lombroso?
O paciente, que sofrera deslocamento do sentido da visão,
não conseguia ver com a ponta dos dedos
em vez de ver com os olhos?
(...)
Portanto, é realidade,
e não teoria,
que o homem,
desde que sua mente transcenda o corpo carnal
pode ver sem olhos,
ouvir sem ouvidos
e tocar nos objetos sem ter corpo físico."

(Palavras do Anjo, pgs. 83-85)

Leram? Agora deleitem-se com a reportagem. É um pouco longa, é verdade, mas vale a pena. Ah, e o garoto, para variar, é flamenguista...


sábado, 11 de agosto de 2012

O Futuro Messi?


Bom, esta não é bem olímpica, mas merece meu respeito... deu no Esporte Espetacular de 22 de julho, fiquei louco quando vi, já querendo colocar no blog, mas esperei um pouco: vejam o que este moleque faz! E parece que o Barcelona chamou ele mesmo... porque não meu Flamengo... e tava em Campos, tão perto da Gávea...
Agora tomem vergonha nesta cara e passem a acreditar na Sutra Palavras do Anjo, quando ela fala:

"O Anjo continua:
É ilusão pensar que o prazer, a dor e as demais sensações 
estejam na matéria conhecida como corpo carnal.
Porque o corpo é 'nada',
porque ele é apenas projeção da mente
desempenha melhor suas funções 
quando o homem vive despreocupado com seu corpo.
(...)
Não vistes o caso do paciente do grande médico italiano Lombroso?
O paciente, que sofrera deslocamento do sentido da visão,
não conseguia ver com a ponta dos dedos
em vez de ver com os olhos?
(...)
Portanto, é realidade,
e não teoria,
que o homem,
desde que sua mente transcenda o corpo carnal
pode ver sem olhos,
ouvir sem ouvidos
e tocar nos objetos sem ter corpo físico."

(Palavras do Anjo, pgs. 83-85)

(e diria mais: jogar futebol sem ter pés!!! Mas essa eu completei para o Anjo!)

domingo, 20 de junho de 2010

Da Arte De Domar Elefantes

Brasil 3 x 1 Costa do Marfim. Sem sustos, mas com raiva, por conta da expulsão do Kaká. Como no jogo da Coréia do Norte, vitória meio amarga por certos detalhezinhos chatos, e o deste jogo foi esta expulsão.
Que venham os lusos, ora pois! Caso percamos, o que não espero, ainda podemos fazer uma graça. Mas aguardemos o dia 25...

Copa do Mundo

Escrevo estas linhas aguardando o segundo jogo da nossa seleção brasileira contra, desta vez, a briosa seleção ebúrnea. Ebúrnea? Sim, caríssimos, LeoJisso também é cultura, este é um dos gentílicos aceitos pelo nosso vernáculo (ui!) para os nascidos na Costa do Marfim (o outro, mais óbvio, menos erudito e consequentemente menos fresco, é marfinense...). Depois da também briosa Coreia Setentrional (= do Norte!) com a cena que mais me emocionou na Copa, que foi o choro de Jong Tae-Se, que sequer nascido no local é, coloco minhas barbas de molho. Mas vamos falar de Seicho-No-Ie um pouco, que é o assunto principal deste mui humilde brógui...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Voltando...

E aí, gostaram? A maioria, claro que não, onde já se viu, um blog destinado a comentários es-pi-ri-tu-ais dedicando seu parco espaço para falar de um assunto tão mundano como ... futebol??? É um verdadeiro absurdo!!!
Pois, mesmo assim, ainda temos lições es-pi-ri-tu-ais para tirar deste texto. Uma destas é a seguinte: até que ponto devemos nos deixar levar pelas efemeridades do fenômeno? Bonito, não? Mas é verdade, e logo explico, com meu próprio exemplo:
Flamengo joga. Flamengo é campeão. Fico muito, muito feliz. Flamengo perde. Perde um título. Fico triste. São reações normais, de um torcedor normal. A alegria por uma vitória faz nosso dia seguinte ficar sempre mais leve, mais feliz. Mesmo a expectativa de uma vitória já nos alegra.
Creio que disse alguns posts atrás que o esporte nada mais é do que a mais bem acabada metáfora do fenômeno que já existiu: vibramos, nos esforçamos, nos alegramos, entristecemos, por algo que, no fundo, não quer dizer absoluta e rigorosamente nada! Um título. Ser o melhor num determinado esporte num ano. Entrar para a história. Mas só. Apenas isso.
E não estou nem entrando no mérito de que "eu me mato e quem ganha dinheiro são os jogadores". Acho, sinceramente, este argumento chato. Torço, berro, vibro, me alegro sim, independentemente dos meus jogadores estarem bem ou mal remunerados. Afinal, esta é a função deles. Ou estou errado?
Ou seja, vibramos, choramos, nos alegramos, apenas por nada. Esta constatação nihilista me leva a fazer um último questionamento: em quantas ocasiões nós nos comportamos exatamente assim em nossas vidas, em assuntos que não têm a mínima correlação com o esporte em si?
Porque, em última análise, nos envolvemos tanto com o fenômeno em si? Raciocinemos um pouco sobre esta questão...

domingo, 31 de janeiro de 2010

Do Esporte Como Fenômeno, Literalmente!

Outro dia, recebi uma reprimenda de minha augusta noiva acerca do fato de eu ter tuitado, ou colocado como post aqui neste mui humilde blog, ou ambos, o fato de estar vendo a entrevista de nossa chefe de estado (não, não a Dilma, mas a Patrícia Amorim, presidenta do meu Mengão) na televisão. Segundo ela, este deveria ser um espaço para o debate de assuntos sérios, e não mundanos como o nosso nobre esporte bretão...
Bem, não entrarei em maiores considerações acerca da importância do futebol na história do Brasil e mesmo no mundo no último século, cuja importância vai muito mais além das quatro linhas de um estádio. Haja vista que a própria, em memorável redação, arrancou dos circunspectos avaliadores da UFF um bravo 9,5 por uma redação acerca de um título mundial conquistado pelo Brasil que, acaso ela tivesse colocado o ano de tal conquista, teria conseguido apenas 0,5 de nota, tamanha sua apedeutice em matérias esportivas...
Mas deixemos os prolegômenos e vamos aos paralipômenos: pretendo aqui discutir, sim, a importância do esporte como comparativo de nossa vida espiritual, e não é cascata ou papo de torcedor apaixonado; leiam e observem se não tenho razão!
Uns posts atrás, tratando do Haiti, comentei que o hino de um país é um protótipo (quase sempre) de visualização da Imagem Verdadeira de um país (digo quase sempre pois amiúde vários hinos, o francês, por exemplo, tão admirado pela sua melodia, equivale, com todo respeito, a um hino de açougueiros por sua letra...).
Como, por exemplo, não se encantar com trechos, no Hino Nacional, do tipo "Dos filhos deste solo és mãe gentil", muito embora a realidade nacional destoe completamente deste quadro? Mas o que importa num hino é a sua afirmação de que aquilo realmente existe, e isso mexe na psique de um povo...
Transplantemos isso para o futebol e veremos o "vencer, vencer, vencer" dos flamenguistas ou o "não podes perder, perder pra ninguém" dos botafoguenses, apenas para ficar nestes dois ralos exemplos: ambos não deixam de ser fortes mentalizações, que, potencializadas pela emoção e pelo inconsciente coletivo, acabam realmente se tornando verdade no mundo das formas...
Vejam bem, eu disse "mundo das formas". Porque, no fundo, no fundo, o esporte é a mais perfeita e bem acabada alegoria de mundo fenomênico que o homem, em sua genialidade, pode ter criado: a proximidade de um obstáculo, a superação do mesmo, a alegria por essa superação, a consciência de que "cada jogo é um jogo, hoje a gente venceu, amanhã não é certo", o respeito pelo adversário... são todas metáforas interessantes que nos servem para ver que, no mundo fenomênico, nem tudo está perdido e, dependendo dos nossos esforços, podemos, sim, sair vencedores na maioria das partidas e até, porque não, sermos campeões!
É saber, principalmente, que a vitória de hoje não garante a de amanhã, e que cada vez que formos campeões temos que redobrar nossas atenções se quisermos continuar no topo...
Bom, é isso... te convenci, amor? Caso negativo, agora vou apelar para o camisa 10 do Jisso Futebol Clube, então, quem sabe ele não te convence:

"A OPORTUNIDADE ESTÁ DENTRO DAS MUDANÇAS"

Este mundo é um estádio onde se realiza o treinamento da alma, e esta vida é comparável aos jogos de beisebol, futebol, vôlei etc. Mesmo que agora estejamos em desvantagem, podemos reverter a situação marcando, nas partidas seguintes, mais pontos que os adversários. A transitoriedade deste mundo faz surgir oportunidades a todo instante"

(Do livro Viver Junto Com Deus - A Verdade Em 365 Preceitos, Masaharu Taniguchi, in Palavras de Luz 2006, palavras do dia 25)

Bom, amor, se nem o Mestre conseguiu te convencer, não sei quem mais o fará...

PS.: O fato de hoje a tabela apontar um Fla-Flu no Campeonato Carioca é mera coincidência. Também o fato de justamente na hora do jogo eu estar dando palestra também. E sem contar com o Grenal lá no Sul...