sexta-feira, 22 de abril de 2011

Do Alcorão

Como sou um blogueiro que mata a ilusão e mostra a prática (versão seichonoieísta para "matar a cobra e mostrar o pau") transcrevo a parte do Alcorão que fala na morte de Jesus, proveniente do excelente "O Significado dos Versículos do Alcorão Sagrado Com Comentários", do prof. Samir El Hayek, com o seu respectivo comentário a respeito do mesmo. Trata-se da Quarta Surata (Capítulo), versículo 157, na pg. 136:

"E por dizerem: Matamos o Messia, Jesus, filho de Maria, o mensageiro de Allah, embora não sendo, na realidade, certo que o mataram, nem o crucificaram, mas o confundiram com outro. E aqueles que discordam quanto a isso estão na dúvida, porque não possuem conhecimento algum, mas apenas conjecturas para seguir; porém, certamente, não o mataram."

E agora os comentários:

"O final da vida de Jesus, na terra, está tão envolto em mistério quanto a sua natividade e, ainda, como de fato, está também o período da maior parte de sua vida particular, com exceção dos três principais anos de seu sacerdócio. Não será em nada proveitoso discutirmos sobre as muitas dúvidas e conjecturas existentes entre as primitivas seitas cristãs e entre os teólogos muçulmanos. As igrejas cristãs ortodoxas têm como ponto cardeal de sua doutrina que a vida de Jesus chegou ao seu termo na cruz, que ele morreu e foi sepultado, que no terceiro dia ressuscitou corporeamente, com seus ferimentos curados, caminhou e conversou, e comeu com seus discípulos, e que depois foi levado fisicamente para o Céu. Esta explicação é necessária para a doutrina teológica do sacrifício e da expiação vicária dos pecados, mas é rejeitada pelo Islam. Contudo, algumas das primeiríssimas seitas cristãs não acreditavam que Cristo tivesse sido morto na cruz. Os basilídios acreditavam que um outro indivíduo lhe serviu de substituto. O Evangelho de Barnabé sustenta a teoria da substituição na cruz. O ensinamento alcorânico diz que Cristo não foi crucificado nem morto pelos judeus, não obstante existissem certas circunstâncias aparentes que produziriam a ilusão na mente e alguns dos seus inimigos; que as disposições, as dúvidas e conjecturas sobre tais assuntos são vãs; e que ele foi elevado até Allah (ver o próximo versículo e respectiva nota)"

O próximo capítulo e a respectiva nota falam que Allah, meu bom Allah, o ascendeu aos céus, em processo semelhante à ascensão de Elias, por exemplo. E infelizmente, não tenho aqui o Evangelho de Barnabé para comparar com este trecho...mas, felizmente, ao que parece tal divergência teológica felizmente não virou mais uma pedra no sapato do relacionamento entre muçulmanos e cristãos. Ainda bem!

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