domingo, 30 de setembro de 2012

Convite Para Um Mundo Ideal - Palavras Doces E Palavras Salgadas ou Por Quem Os Sinos Dobram

Pg. 32:

"Não traz nenhum progresso ouvir o que os outros têm a dizer e aproveitar somente o que convier para si, ignorando o que for inconveniente. As pessoas crescem não só com 'palavras doces', mas também com 'palavras salgadas'. Assim como no tempero da comida, é necessário que ambos 'os sabores' estejam adequadamente combinados. A pedagogia da Seicho-No-Ie reconhece os pontos positivos e faz com que eles aumentem. Talvez o ato de 'reconhecer' os pontos positivos corresponda às 'palavras doces'. Mas, para ir além e fazê-los crescer, são necessárias as 'palavras salgadas de incentivo'. Sem o incentivo de quem diz 'Vá firme, sei que vai conseguir, estou torcendo por você, estude', não há progresso nem crescimento. Os japoneses precisam cultivar mais e mais, doravante, a moral, a boa vontade e a capacidade de se expressar."

Espere aí. Logo quando comecei a digitar este texto, imaginava eu que as tais das "palavras salgadas" fossem, digamos, críticas ou algo a ver com uma das mais famosas e despercebidas dicotomias da Seicho-No-Ie, a saber, a separação entre o Amor e a Sabedoria de Deus, e que as tais "palavras doces" fossem as amorosas, e as salgadas as sábias. Quer dizer que não é nada disso?
Ao que parece, o nosso bom e velho professor Seicho quis nos classificar como "palavras salgadas" aquelas que não apenas exaltam nossos pontos positivos, mas também nos incentivam a melhorar sempre, cada vez mais, rumo ao nosso objetivo. Sendo assim, tudo bem. Bem? Poucas vezes reconhecemos isso (é mentira, Terta?) e achamos que o sal das palavras apenas contribui para aumentar nossa pressão, deixando-nos zangados com os tais dos "incentivadores". Amiúde é assim.
No entanto, outras vezes não, às vezes nosso apetite espiritual anseia por um bom salgadinho (espiritualmente falando), e, quando recebemos algumas destas mensagens, achamos, injustamente, que são mensagens de Deus.
Digo injustamente porque não precisamos apenas das palavras salgadas, ou melhor, Deus não se encontra apenas em um sabor, aparece em vários!
Como exemplo das chamadas "palavras salgadas", desfrutem sem moderação da, na minha modesta opinião, mais bela canção de Raul Seixas (isso mesmo, melhor que Gita, Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás, Tente Outra Vez e tutti quanti): "Por Quem Os Sinos Dobram". Vale a pena!


Coragem! Eu e a torcida do Flamengo sabemos que você pode mais, muito mais!



Da Centésima Quarta Palestra

Bom, e hoje, em Itaipu, proferi minha centésima quarta palestra, no Domingo da Seicho-No-Ie. Tema: Ilumine Sua Vida Familiar. Livro Texto: Cap. 18 do vol. 7 da Verdade da Vida.

E como foi? Bom, ainda mais pela presença de uma neófita (em seichonoiês: "gente de primeira vez"), que veio por indicação de pessoas do Núcleo. Para não deixá-la mais perdida que ilusão quando encontra a Verdade (ou surdo em bingo, cego em tiroteio, fa lo stesso), fiz uma pequena introdução ao que vem a ser e o que pretende a Seicho-No-Ie.
Daí para engatarmos o significado etimológico da Seicho-No-Ie (que vocês devem estar mais careca que o próprio Kojak de saber, LAR do Progredir Infinito) e adequá-la para o tema da palestra foi um pulo.
Vocês também devem imaginar que eu devo ter falado sobre reverenciar nossos familiares e coisa e tal, reverenciar incondicionalmente (ou, para usar a expressão que criei em alguma destas palestras, reverenciar e agradecer e PONTO! (de "ponto final"), ou seja, sem maiores conjecturas, observações, condições e/ou ponderações. É bom você criar bordões como este, não para ficar parecer programa humorístico, mas para fixar bem em nossa mente a mensagem que se quer passar. Querem um exemplo?
Lá nos primórdios da minha faculdade, ainda no século passado (literalmente!) tive um professor de Direito Romano (não se iludam: a matéria é importante!) que em suas primeiras aulas bradava insistentemente: "Aluno meu não fala imissão de posse, aluno meu fala imissão NA posse, pois a imissão é NA posse!" (pelo Caps Lock vocês imaginam a ênfase no NA...). Pois bem, eu ainda analfabeto em direito nem sabia que coisa era imissão, mas já sabia que, se eu quisesse imitir, teria que ser NA posse...
A propósito: imissão NA posse é, rapidamente falando, é quando você retoma a propriedade de um bem injustamente esbulhado (ou tomado), geralmente imóvel. É o que acontece nas famosas reintegrações de posse, ou seja, a chamada imissão NA posse... Mundo da Imagem Verdadeira chamando de volta...
Assim, a ênfase que dei no "." (ou seja, "PONTO!") serve justamente para fixar a mente dos meus caros ouvintes ao fato de que o amor e a visualização do mundo da Imagem Verdadeira (e mais uma vez com fartas doses de interpretação da Revelação Divina) serve justamente para isso: tem de ser incondicional. Afinal de contas, "ser tolerante ou ser condescendente não significa estar em harmonia com todas as coisas do Universo". O resto, bem, o resto, como diria aquele rabino...

Da Centésima Terceira Palestra

Olá, amiguinhos! Desculpe-me a brevidade das posts, na realidade, a 103a e a 104a palestras (próximo post, please!) vão sem os capítulos do livro; na realidade, tive pouco tempo para estudar, mas, como li em outro lugar, fiz download do Divino e fi-las, para a alegria dos adeptos.

Esta 102a palestra caiu no meu colo graças à preletora Maria Inês, que, por problemas de saúde, não pôde proferi-la ontem, nos Jovens. Livro Texto: O Amor Tudo Cura (não, não é livro médico!). Tema: A Mente Que Agradece.

Como não digitei o capítulo, vamos então ao que interessa, basicamente, a um resumo da palestra...

Até o Kojak está careca de saber que um dos pilares da Seicho-No-Ie se chama gratidão. Nulla salvatio sine gratia, ou seja, fora da gratidão não há salvação (ok, quanto ao termo gratia consultei o vetusto dicionário de minha latina sinhoura - sim, ela estuda latim - e achei este o termo mais parecido. Quem souber do termo correto favor avisar este blogueiro...)
E a gratidão, ao contrário do que parece, não é apenas uma obsessão de todo seichonoiezeiro que se preste, a ficar repetindo indefinida e insanamente "muito obrigado". Quem fizer isso, bem, sei não...
A tal da gratidão está ligada, como já falei anteriormente aqui neste blog, a questão do princípio do Relógio do Sol. Em miúdos: quando agradeço a alguma coisa, eu reconheço o bem inerente àquela coisa. Reconhecer o bem inerente àquela coisa, em bom seichonoiês significa reverenciar aquela coisa (o raciocínio também é válido para aquela pessoa ou aquele fato), e, por fim, vivifico aquela pessoa, coisa ou fato que, em última análise, nada mais é do que cumprir a missão de FDD (não entendeu? É Filho De Deus!) que recebemos toda vez em que o lépido espermatozoide de papai encontra-se com o arredio óvulo de mamãe...
Sigam então a equação:

Gratidão = Reconhecimento de um bem = Reverenciar pessoa/coisa/fato = Vivificar pessoa/coisa/fato

Captaram? Pois foi mais ou menos isso que falei lá, com doses generosas de interpretação das Revelações Divinas do Acendedor dos Sete Candeeiros...

Próxima palestra, please...

domingo, 23 de setembro de 2012

Convite Para Um Mundo Ideal - Os Atos De Maldade E Deus

Pg.: 31:

"Se existem no mundo infindável número de pessoas que praticam atos de maldade, não é por falta de discernimento entre o bem e o mal. Apesar de terem consciência, praticam o mal. Qual é a razão disso? Pensam que elas próprias são 'pessoas más'. Pensam que entre Deus e elas não há nenhuma ligação. Por isso, entendem equivocadamente que a prática do mal é condizente com elas e, assim, curvam-se diante da tentação de praticar maldade. Portanto, para combater os atos de maldade, a solução é ensinar-lhes que todos os homens são bons, que sua natureza é búdica e que todos são maravilhosos. Desse modo, as pessoas passarão, sem falta, a praticar o bem. Se mesmo sabendo que são filhas de Deus e ainda assim praticam o mal, provavelmente acham que seu deus não é Deus verdadeiro, e sim um deus de mentirinha: aquele que frequentemente é complacente com os atos de maldade."

E o que dizer deste capítulo? Na minha modesta opinião, este é um daqueles que nos faz refletir - e muito - sobre a verdadeira natureza, os verdadeiros atributos de Deus. Já falei em algumas ocasiões aqui minha opinião a respeito das propaladas onipotência e onisciência divinas, que, para mim, são condicionadas à atuação do próprio homem. Neste sentido, Deus seria, primeiro e antes de tudo, uma potencialidade guardada dentro do ser humano, guardadas as devidas proporções, o quinhão de talentos de que fala Jesus na mais bela - a meu ver - de suas parábolas, pois fala justamente da relação entre nós, os humanos, e Deus, o, digamos, não-humano...
Por que falei tudo isso? Por uma simples razão: muitas vezes as pessoas se afastam da religião e dos assuntos espirituais por um motivo muito simples: não querem abrir mão de um centímetro que seja da sua personalidade para serem, digamos, formatadas pela "nova criatura" que se torna após receber Cristo, como diria São Paulo em uma de suas Epístolas.
Nada mais errado.
Em minhas últimas palestras, tenho ressaltado que não devemos nos tornar santarrões, ou seja, pessoas que sirvam de modelo para outras daquela santidade asséptica e, quase sempre, sisuda e circunspecta. Sim, pois Deus odeia carrancas. Qual é o quinto atributo que mentalizamos no Shinsokan-Nosso-De-Cada-Dia? Yes, baby, a alegria! Não é de fisionomias carrancudas, santarronas que precisamos, e sim da nossa face natural e absolutamente descompromissada com qualquer rótulo religioso ou comportamental que A, B ou C queiram nos impor.
Uma das minhas frases favoritas nas "Palavras de Sabedoria", que compõem o volume 22 d´A Verdade da Vida, cuja 40a leitura terminei hoje (agora só faltam 18 volumes!), e curiosamente uma das menos citadas é "comportamentos estereotipados não levam a nada". É mais ou menos por aí que quero chegar no presente capítulo: de tanto exortar a necessidade de uma reverência e uma circunspecção que nada combinam com Deus, alguns (nem todos, é verdade) se afastam dEle e praticam os chamados "atos de maldade", achando-se indignos de carregarem o Seu nome ou de portarem a sua filiação.
Novamente, nada mais errado.
Em nossa certidão de nascimento espiritual consta lá, claramente: Filho de Deus, dono de todos os atributos divinos, independentemente do que você faça ou deixa de fazer, acredite ou deixe de acreditar.
Em outras palavras, você, amável leitor, é Filho de Deus. E ponto. Final.

sábado, 22 de setembro de 2012

Convite Para Um Mundo Ideal - A Memória É O Esquecimento ou E O Resto Não Interessa!

Pg. 30:

"Com o passar do tempo, as pessoas tendem a esquecer as lembranças desagradáveis. Pelo menos, procuram relegar os detalhes ao esquecimento. Isso serve para tranquilizar o coração delas e fazer com que partam rumo ao futuro, com esperança. Por isso, você não deve temer o 'esquecimento'. Não odeie o esquecimento como se fosse um demônio. Se o temer ou odiar, ele mostrará a sua força mais do que o necessário e acabará por lhe tomar até a memória necessária. Não o odeie nem tema. Esqueça-se do esquecimento. Se viver de modo natural, com sentimento de gratidão, a memória e o esquecimento em doses adequadas enriquecerão a sua vida. Afinal, neste mundo não existe o mal, e tudo está a seu favor."

Depois da menção que fiz à Jéssica no meu último post, e que fez relativo sucesso, em especial com a própria, vamos a mais um capítulo do nosso livrinho.
Confesso que desta vez não entendi direito onde nosso bom e velho professor Seicho queria chegar. Quando ele fala das lembranças desagradáveis que somem com o tempo, devo dizer que discordo dele em parte. Podemos até esquecer, mas nosso subconsciente (ou inconsciente, como preferirem) não esquece e acaba nos dando um belo trauma...
Também confesso que não entendi, parafraseando Dr. Girafales, qual a razão, causa, motivo ou circunstância pela qual deveríamos temer o esquecimento. O esquecimento (consciente e principalmente inconsciente) deveria nos ser até mesmo uma bênção!
Este é mais um dos capítulos que poderíamos muito bem classificar como da espécie do "Princípio do Relógio de Sol", ou seja, concentrarmo-nos apenas nas coisas boas e deletar de nossa memória as coisas ruins.
Para quem acha que este tema é muito rebuscado ou pouco comum, equivoca-se. Sempre quando nas palestra falo do Princípio do Relógio de Sol (como domingo passado em Friburgo) menciono como exemplo ninguém menos que o seu, o meu, o nosso Ary Barroso, autor da nossa imortal Aquarela do Brasil, dona do mais pleonástico dos versos do cancioneiro popular brasileiro: "Ah, esse coqueiro que dá coco..." E eu jurava que ele desse banana... mas vamos lá, a anedota é curta, verídica e ilustra bem como, até mesmo em horas de desespero, podemos aplicar este princípio.
Uma das ocupações do nosso Ary era a de narrador de futebol (futebol, aqui, de novo?), e, como todos sabem, torcedor fanático do Flamengo (Flamengo, aqui, de novo?). Pois bem, reza a lenda que no meio da narração (de rádio, para piorar!) ele anunciava o placar: "E agora, meus amigos, o placar: Flamengo 0 e o resto não interessa!". E quando o Flamengo perdia a bola e sofria o contra-ataque: "Flamengo perde a bola no meio-campo e agora eu não quero nem ver...". E não via mesmo, deixava o amável e desesperado ouvinte, seja de que time fosse, a ouvir navios.... Mas nos serve de interessante lição, principalmente o "e o resto não interessa"...
E por quê? Porque deveríamos ser assim em todos os momentos de nossa curta existência provisória na terra: quando a situação estivesse ruim, deveríamos encarar a situação com um sincero "não interessa", não no sentido de escapismo, mas no sentido de não darmos tanto poder ao lado negro da força, como diria o Mestre Yoda...porque, para nós, como cantaria os Titãs, "só quero saber do que pode dar certo..."
E o resto não interessa!

Da Centésima Segunda Palestra

Corrijo o atraso de quase uma semana ao postar somente hoje minha palestra de segunda. É que durante a semana, infelizmente (pretendo mudar isso...) fica difícil postar alguma coisa aqui. Mas vai lá: Centésima segunda palestra, no novo núcleo de Icaraí (para quem ainda não sabe, Miguel de Frias, 88/402, perto da praia). O tema? Lá vai, capítulo 4 de "Para Realizar o Amor e a Oração" do prof. Seicho Taniguchi. Eis o capítulo:


PALESTRA – FRATERNIDADE ICARAÍ – 17.09.2012 – PARA REALIZAR O AMOR E A ORAÇÃO – CAPÍTULO 4 – COMO CRIAR UM BOM DESTINO – PG. 64/77

O homem é filho de Deus

A lei fundamental que a Seicho-No-Ie prega é aquela que diz “Nosso destino está em nossas mãos”, ou seja, que nós próprios criamos livremente o nosso destino. Essa lei mental está alicerçada na Verdade fundamental “O homem é filho de Deus”. Por ser filho de Deus, não há nada impossível ao homem, o qual constrói livremente, a seu bel-prazer, o mundo fenomênico, que é projeção da sua mente. Para construirmos a partir de hoje um bom destino, devemos primeiramente acreditar, do fundo do coração, na Verdade “O homem é filho de Deus, e Deus nos concedeu total liberdade de criação”. Se tivermos esta convicção fundamental, todas as demais condições surgirão naturalmente, e poderemos dominar livremente o mundo fenomênico.

Primeiramente, ter mente alegre

E de que forma se desenvolve esta convicção fundamental? Como se manifesta a imagem do homem filho de Deus que é capaz de dominar o destino? Mantendo, em primeiro lugar, a mente alegre. Ao redor de quem possui mente alegre, se desenvolve um destino alegre e bom, de acordo com a lei de atração dos semelhantes. Ao contrário, o bom destino jamais mostra seu ar da graça a quem possui mente sombria.
Deus é Luz e, sendo a treva ausência de luz, o importante é, primeiramente, acender na mente a luz da sabedoria e do amor. Quando Deus Se manifesta, a luz brilha resplandecentemente. Assim como a deusa Amaterasu saiu da gruta, você deve expor a sua mente e exteriorizar o alegre e iluminado Eu verdadeiro, que é Espírito de Deus. Essa alegria não é aquela de quem busca apenas os prazeres sensoriais. É o Amor, a aguçada Sabedoria divina da Imagem Verdadeira, que jamais desmorona, por piores que sejam as dificuldades.

O negativo se transforma em positivo

O sr. Atsuo Kondo, residente na cidade de Shimono-seki, Nishi Otsubo Moto-Machi, após formar-se em Economia pela Universidade de Tóquio, esteve longo tempo em Kinshu, Manchúria, administrando uma empresa. Ao terminar a guerra, a Manchúria foi invadida pelo Exército comunista, e ele foi encarcerado, ignorando completamente o motivo da prisão. Contudo, ele e sua esposa, que são adeptos fervorosos da Seicho-No-Ie, não se desanimaram e praticaram constantemente a Meditação Shinsokan, acreditando firmemente que ele logo seria libertado. Entretanto, o povo de Kinshu ia a todo momento comunicar à esposa que ele havia sido executado. Mas ela não dava ouvidos a esses boatos. Acreditava firmemente que seu marido voltaria brevemente para casa e ia, quase diariamente, à prisão levar algo a ele.
Observando esse caloroso amor conjugal, os carcereiros começaram a comentar discretamente “Aquele indivíduo não é mau. Se fosse mau, não iria receber a visita da esposa com aquela altivez”. E, toda vez que decidiam executá-lo, sempre aparecia alguém desconhecido que dizia:
– Esse preso não é um malfeitor, esperem mais um pouco para executá-lo.
O Amor de Deus se manifestou desse modo. Assim, o sr. Kondo conseguiu livrar-se da pena de morte, por diversas vezes. Mas chegou finalmente o momento da batalha decisiva entre o Exército comunista e o Exército do governo popular e, certamente, o Exército comunista se retiraria da Manchúria. Surgiu, então, o boato de que, antes da retirada, iriam executar todos os prisioneiros japoneses. Contudo, o casal Kondo não acreditou nisso. O sr. Kondo tinha certeza absoluta de que retornaria à sua pátria vivo.
Nesse interim, certo dia, uma pessoa influente do Exército da China comunista comunicou ao sr. Kondo o seguinte:
– Foi decidida a libertação de muitos japoneses. Entretanto, creio que você não será libertado de modo algum.
A situação dele se agravou drasticamente. Mas, assim mesmo, ele não se desesperou e acreditou, sem qualquer sombra de dúvida, que seria libertado. E perguntou a essa pessoa o motivo do seu encarceramento. Então, esse chinês lhe disse:
– Você está preso sob suspeita de ter sido um brigadeiro do Exército que conspirou diversos planos.
Assim, ele soube, pela primeira vez, o motivo de sua prisão. Isso, porém, era uma acusação falsa, um absurdo. Ele explicou que tudo era mentira, nunca estivera no Exército e se formara pela Universidade de Tóquio, que era um civil, proprietário de uma empresa e jamais causara algum dano à Manchúria. Então, esse chinês replicou:
– Em Tóquio não há nenhuma universidade com esse nome.
Naquela época, a atual Universidade de Tóquio chamava-se Universidade Imperial de Tóquio. Mas, o sr. Kondo disse propositadamente “Universidade de Tóquio” porque o Exército comunista não gosta da expressão “Imperial”. Mas não teve alternativa senão explicar que, na verdade, estudara na Universidade Imperial de Tóquio. O chinês começou, então, a perguntar-lhe detalhes sobre essa universidade. Conversando, o sr. Kondo ficou sabendo que esse chinês estudara nessa universidade no mesmo período. Assim se esclareceu que o sr. Kondo realmente se formou pela Universidade Imperial de Tóquio e não tivera tempo de se tornar um brigadeiro do Exército. Quando tudo foi esclarecido, a atitude do chinês mudou repentinamente, e ele disse:
– Sinto muito pelo que aconteceu. Peço que me perdoe por ter lhe causado tantos transtornos.
Logo após enviou-lhe o comunicado oficial de libertação. Assim, o sr. Kondo recebeu inesperadamente o aviso de que ia ser libertado, mas, na época, mesmo que os presos japoneses recebessem oficialmente a liberdade, eram sorrateiramente fuzilados no trajeto que os levava ao portão de saída. Nesse dia também, duas pessoas foram fuziladas. Chegando a vez do sr. Kondo sair, surgiu alguém que lhe aconselhou:
– Se sair agora, estará indo direto para a morte. Mais tarde, serão libertados 25 presos. É melhor sair em grupo, com eles.
Ele seguiu o conselho e conseguiu sair incólume pelo portão, voltando finalmente ao seu querido lar.

Comandando a vida através da Meditação Shinsokan

Esse foi um exemplo de pesso que construiu um bom destino através da mente alegre e da Meditação Shinsokan, sentindo profundamente que o mundo criado por Deus é perfeito. Desse modo, a Meditação Shinsokan não só torna o corpo físico saudável ou acaba com a desarmonia familiar, como também soluciona os mais diversos problemas da vida, orientando corretamente o destino do homem. Através da Meditação Shinsokan, um médico passará a emitir diagnóstico correto e tomar medidas acertadas; um artista conseguirá expressar neste mundo fenomênico a Verdade, o Bem e o Belo do reino de Deus, um cientista receberá a orientação de Deus e realizará grandes inventos e descobertas muito úteis para a vida; ou então descobrirá uma lei cósmica complexa e misteriosa; e, indo mais além, passará a melhorar o destino da humanidade.
Se o meditante for um técnico, a prática da Meditação Shinsokan o tornará um instrumento de Deus que ficará ligado diretament à Sabedoria divina, e ele conseguirá alcançar um grande avanço profissional, indo além das técnicas de âmbito material.
Por exemplo, o sr. Hiroshi Date, que também é de Shimo-no-seki, foi, no passado, um telegrafista da Marinha, e efetuou grandes feitos graças aos ensinamentos da Seicho-No-Ie. Após a guerra, ele passou a trabalhar como telegrafista da empresa Kyoei de produtos do mar e vem desenvolvendo intensas atividades num navio pesqueiro que atua na zona marítima entre o mar da China e o mar de Okhotsk. Ele disse que, sempre que vai enviar um telegrama, efetua antes a Meditação Shinsokan. Os navios se comunicam através do telégrafo para confirmar as respectivas posições. Normalmente é muito difícil realizar o encontro entre dois navios, e, quando a névoa é muito densa, não se percebe o outro navio, mesmo se cruzando com ele. Entretanto, quando o sr. Date efetua a Meditação Shinsokan e entra em contato com outro navio, ele sempre consegue encontrá-lo exatamente no lugar combinado. E, quando precisam entrar num porto em uma noite de névoa usando o radar, por incrível que pareça, conseguem fazer com que o navio chegue exatamente no local destinado se o sr. Date embarcar e realizar a Meditação Shinsokan.
Desse modo, o sr. Date oferece à empresa enormes lucros a cada viagem. Como se vê, mesmo para operar um telégrafo e um radar, que são a quintessência da ciência contemporânea, o resultado é extremamente diferente quando se opera após receber inspiração divina. Consequentemente, esse resultado exerce influência na situação da indústria pesqueira e, além disso, beneficia grandemente o destino do Japão e da humanidade. Nota-se, portanto, que a vida baseada na Meditação Shinsokan move realmente o mundo.

Saiba que não existe “impossível” para nós

Não existe nada impossível para quem está unido diretamente à Vida de Deus e possui intenso desejo de manifestar na face terrena a Sabedoria, o Amor e a Vida de Deus. A impossibilidade surge quando não se tem consciência de que Deus está dentro de si. Quando a vontade de Deus se torna a nossa própria vontade e nos lançamos de corpo e alma a serviço de Deus, a palavra impossível desaparece da nossa frente. Devemos ter uma postura ativa em tudo que fizermos, tal como o Sol e os movimentos do Universo são sempre ativos. Quem cria um bom destino é aquele que abandona toda e qualquer preocupação e enfrenta resolutamente a vida, com espírito ativo e positivo.
Somos filhos de Deus, vivificados por Deus. Tudo que desejarmos fazer, o conseguiremos indubitavelmente. O impossível jamais se manifestaá se não o traçarmos na mente.
O sr. Tameyoshi Tsuruta, residente em Kagoshima, contou-me outrora o seguinte episódio. Ele trabalhou durante dez anos na Indústria de Aço Showa, em Anshan, na Manchúria. Ao terminar a Segunda Guerra Mundial, o exército soviético emitiu ordem de que deveriam desmontar toda a instalação da indústria de aço e colocá-la em vagões no prazo de trinta dias. Caso contráriom, todos seriam fuzilados. Era algo inimaginável até então e totalmente impossível de se cumprir pelo senso comum, mas, sendo uma ordem terminante “Façam, senão todos serão mortos”, não havia outra saída a não ser trabalharem desesperadamente. Achando melhor que serem fuzilados, todos trabalharam, dia e noite, e conseguiram colocar tudo nos vagões em trinta dias.
O homem consegue assim realizar aquilo que é considerado impossível quando está numa situação de vida ou morte. O sr. Tsuruta diz que, graças a essa experiência, atingiu a conscientização de que o homem possui capacidade infinita, e se sente agradecido.
O valor do imposto de renda do sr. Atsushi Ueno, da cidade de Aira, referente ao ano passado, está bem acima do estimado. Ele é fabricante de carroças e, como este ano o movimento está baixo devido à crise, não estava conseguindo pagar os 96 mil ienes de imposto de renda do ano passado, e chegou até a receber um convite de certa pessoa:
– Vamos ingressar no partido comunista e participar do movimento para reduzir os impostos.
Sendo ele adepto da Seicho-No-Ie, acreditou firmemente que conseguiria pagar esse imposto e trabalhou incansavelmente. Mas a crise piorou cada vez mais, e ele não conseguiu pagar o imposto. Então, a delegacia fiscal o notificou de que iria confiscar a colheita de suas terras. O sr. Ueno aceitou isso docilmente. Porém, permaneceu confiante de que até a colheita conseguiria pagar todo o imposto, apesar de ter os instrumentos agrícolas e o cavalo confiscados, e continuou trabalhando sem nada temer nem guardar ressentimentos. Nisso, ao aproximar o final do ano, começou a aumentar a venda das carroças, conseguindo pagar 25 mil ienes em novembro e o restante no final do ano.
Não existe “impossível” para quem trabalha incansavelmente, com a mente alegre e muita confiança. Além disso, o sr. Ueno ficou sabendo, mais tarde, que o pessoal da delegacia fiscal também estava disposto a ajudá-lo, caso fosse preciso. Onde há sinceridade, jamais vem infelicidade nem aparece alguém que aja com má-fé.

Vivifique o agora

A seguir, o modo de viver mais importante para dominarmos o nosso destino é “Vivificar o agora”. E isso significa viver plenamente a Vida de Deus aqui e agora. Quem cria um bom destino vive plenamente o agora. A Seicho-No-Ie foi fundada quando o Mestre percebeu que o agora deve ser vivificado, pois a oportunidade só existe neste momento. Tudo existe neste agora.
Sêneca disse: “Comece agora a viver e faça de cada dia uma nova vida”. Todas as grandes personalidades criaram um bom destino vivificando sempre o agora. E isso abrange a disposição mental de valorizar e vivificar o tempo e o espaço (matéria).
Nós somos amados por aqueles a quem amamos. Quem ama o próximo será amado pelo próximo. Do mesmo modo, quem ama o tempo será amado pelo tempo e conseguirá ter horas valiosas, repletas de vida. Quanto mais a pessoa se queixa de que seu tempo é escasso, mais tempo está desperdiçando, pois não sabe vivificá-lo. A pior maneira de desperdiçar o tempo é não ser pontual nos compromissos e não iniciar uma reunião no horário combinado.
E quem desperdiça o tempo desperdiça também as coisas. Não dá o devido valor a nada. Certa feita, o sr. Hitomi, da Yahatahama, diretor-presidente de uma empresa metalúrgica, disse que o ápice do desperdício é fabricar produtos de má qualidade, ou seja, produtos que quebram logo. Isso fraz com que haja enorme desperdício de material, de tempo e de mão-de-obra.
Se, quando amamos, somos também amados, para construirmos uma vida maravilhosa, precisamos ter o máximo cuidado em não desperdiçar o tempo nem as cosias. É muito importante essa mentalidade que procura conhecer a causa de tudo.

Seguir docilmente as orientações

Como citei anteriormente, Deus é Amor e Sabedoria. Ele está sempre nos observando e orientando. Por isso, devemos nos tornar pessoas dóceis, que fazem do Amor de Deus o seu amor e obedecem às orientações da Sabedoria divina. Assim como Jesus Cristo disse “Só aquele que tem coração de criança entra no reino do céu”, a Sabedoria divina desce sobre aquele que possui coração amoroso e dócil, o qual é espontaneamente conduzido para um bom destino, através de uma misteriosa orientação, impossível de vir da inteligência humana.
Fazer do Amor de Deus o meu amor – significa amar infinitamente a Deus e todas as criações dEle, possuir um grande e caloroso coração misericordioso, que jamais busca recompensa de modo egoístico.
A sra. Kiyoko Iwaki, residente na cidade de Matsuyama, Okaga-machi, relatou certa vez o seguinte. Seu marido trabalhava num arsenal. Ela e os filhos se refugiaram na cidade natal, Matsuyama, para onde o marido também foi logo depois transferido, porque abriram uma fábrica filial nessa cidade. Assim, passaram a morar todos juntos, mas receberam ordem de despejo da casa onde moravam. A sra. Kiyoko orou intensamente ao praticar a Meditação Shinsokan: “Deus nos proporciona tudo aquilo de que necessitamos. No reino de Deus há muitas moradas.”
Assim, encontraram na cidade de Matsuyama uma casa com um magnífico vestíbulo. Encontraram também uma casa na periferia da cidade, mas essa, em comparação à outra, tinha um aspecto exterior muito feio e outras inconveniências. O casal decidiu então ocupar a primeira casa e, certo dia, foram os dois fazer a limpeza. A esposa lavou as divisórias corrediças e o marido limpou o teto e o assoalho. Quando a sra. Kiyoko terminou de lavar a sétima divisória, de repente, começou a não ter vontade de morar nessa casa. A essa altura, já não podia dizer isso a seu marido e acabou de lavar todas as dez divisórias e colou nelas os papéis que sua irmã guardara com carinho. Entretanto, o sentimento de repulsa contra essa casa aumentava cada vez mais. No caminho de volta, ela resolveu falar para seu marido:
– Quero fazer-lhe um pedido, mas pode ser que fique indignado comigo.
Como ele disse para falar, o que quer que fosse, ela falou:
– Não quero morar naquela casa, de jeito nenhum.
O marido pensou “Por que, se a casa é tão boa e até já fizemos a limpeza?”, mas, como a amada esposa dizia não querer morar lá com tanta seriedade, resolveram se mudar para a casa feia da periferia. Logo após a mudança, a cidade foi completamente bombardeada, e aquela bela casa foi totalmente incendiada. A casa de Kure também foi incendiada, restando apenas a casa onde moravam, que acharam ser muito inconveniente e feia. Essa casa não sofreu nenhum dano causado pela guerra, e nela vivem felizes até hoje.
Devemos viver cientes de que Deus sabe, mais que ninguém, o meio de tornar o nosso destino ainda melhor.  

domingo, 16 de setembro de 2012

Convite Para Um Mundo Ideal - Você É O Protagonista ou Sorria, Sorria

Pg. 29:

"Quando você se sente triste, não é só você que fica triste. O mundo todo fica triste, porque o mundo é extensão da mente. Quando você está feliz, o mundo inteiro fica contente. O acúmulo contínuo disso se transforma em belos montes e rios, embeleza as grandes e pequenas cidades e proporciona paz em todo o mundo. Por isso, vamos fazer com que mais pessoas se sintam felizes: em vez de uma, duas; e em vez de duas, três. Vamos também elevar mais a intensidade dessa alegria. Vamos ampliar a alegria de se dedicar às pessoas, consolá-las e ajudá-las. Assim, podemos concretizar o 'mundo ideal', sem falta. Os campos e as montanhas que se apresentam diante dos seus olhos são seus; não se esqueça de que você próprio é o protagonista."

Quando li as primeiras frases deste texto, não tive como não me lembrar de uma colega de trabalho minha, a quem devo apresentar, a Jéssica. Essa figuraça tem como marca principal o seu indefectível sorriso, que ela só guarda nos poucos momentos de seriedade (que são bem poucos, eu garanto). E porque me lembrei dela? Porque uma das histórias que contam no escritório é a de um outro colega meu que, ligando para ela num final de semana, obteve da mesma a seguinte resposta: "Lucas, você tá feliz? Porque eu tô feliz, tá todo mundo feliz!", assim, desta maneira totalmente disparatada (eu fico cá a imaginar o contexto...). Razão pela qual este escriba de vez em quando a amola com a seguinte pergunta: "Jéssica, você tá feliz?"
Feita esta introdução, imaginem agora que vocês todos são a Jéssica: vocês estão felizes? Porque, se vocês estiverem felizes, o mundo estará feliz, da mesma forma que o prof. Seicho Taniguchi coloca no texto. Será que o prof. Seicho estava feliz ao escrever isso? Provavelmente sim; desta forma, o mundo dele estará feliz também. Guardadas as devidas proporções, foi mais ou menos o que eu falei lá em Friburgo, ao tratar do Princípio do Relógio de Sol, e sem precisar fazer treino do riso, o que é o melhor!
E aí, você, caro leitor, está feliz? Não, então escute os sábios conselhos de Evaldo Braga em mais um SNI Hits, com "Sorria, sorria!" (eu conhecia a versão com o Agnaldo Timóteo, na coletânea Discoteca do Chacrinha vol. 1, a melhor coletânea da música brega já feita no Brasil, mas não achei no iutubi...)


Enjoy!