... E por falar em tolerância ou condescendência, falemos do resultado das eleições de hoje: Dilma Roussef foi eleita presidenta do Brasil. Confesso que ela não era a candidata dos meus sonhos, e, posso falar, votei em seu oponente.
No entanto, este é o jogo democrático, e cabe a nós acolhermos e aceitarmos o resultado. Mais do que isso, e podemos colocar o que aprendemos no post anterior em prática (claro, com exceção dos que votaram nela...): devemos torcer por ela, torcer para que ela faça um bom governo, sem "mas", "porém" e "contudo"... é, gente, agora, queiram ou não queiram, ela é o nosso Centro, e torcer contra ela agora é torcer contra o Brasil, e não é isso que queremos, afinal de contas, não oramos sempre pela manifestação da Imagem Verdadeira do Brasil?
Pensemos nisso. Essa Revelação Divina tem aplicação em coisa que até Deus duvida...
Espaço destinado a apresentar ideias da Seicho-No-Ie e discutir temas filosóficos, do cotidiano e religiosos em geral (o que dá quase a mesma coisa!) OBS.: TUDO O QUE EU ESCREVER, POSTAR OU CONJECTURAR AQUI É DE MINHA ÚNICA E EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE, SENDO QUE ESTE BLOG NÃO POSSUI NENHUMA RELAÇÃO COM A ENTIDADE RELIGIOSA SEICHO-NO-IE SALVO A PROFUNDA IDENTIFICAÇÃO QUE TEM PARA COM SUA FILOSOFIA E SEUS ENSINAMENTOS.
domingo, 31 de outubro de 2010
11 - Ser Tolerante Ou Ser Condescendente Não Significa Estar Em Harmonia Do Fundo Do Coração
Continuando com nosso estudo, esta frase reforça o que foi dito na anterior, ou seja, que as meras tolerância e condescendência não são o caminho da verdadeira reconciliação. Vamos partir a frase para um melhor entendimento:
SER TOLERANTE OU SER CONDESCENDENTE: Ou seja, adotando um destes dois comportamentos, o que acontecerá?
NÃO SIGNIFICA ESTAR EM HARMONIA: Por harmonia entenda-se reconciliação, união ou coisa que o valha...
DO FUNDO DO CORAÇÃO: Eis o ponto nodal, eis o ponto principal da nossa frase: estar em harmonia do fundo do coração, ou seja, a reconciliação verdadeira passa por uma sincera reconciliação. Como dito anteriormente, é a harmonia incondicional, é a harmonia total, não se trata de visualizar fulano como filho de Deus perfeito e maravilhoso apesar de... sem "apesar de", sem "entretanto, todavia, contudo, inobstante", fulano é filho de Deus perfeito e maravilhoso e ponto. Acabou. Não se completa. Em gramática, significa intransitividade, ou seja, não necessita maiores explicações. É como o verbo subir: somente se sobe para cima, nunca para baixo e muito menos para os lados. Fulano subiu: não precisa mais nenhuma explicação. Fulano é filho de Deus: não precisa mais nenhuma explicação, nenhum adendo, nenhum complemento.
Assim, ser tolerante ou ser condescendente significa acrescentar adjetivos, frequentemente pouco elogiosos, à condição búdica ou divina de todo ser humano. Isso não é a verdadeira reconciliação. Esta é intransitiva, não depende de nada nem de ninguém.
Agora proponho um pequeno exercício, que volta e meia aplico nas minhas palestras. Pensem, por gentileza, na pessoa que você, amável leitor, amável leitora, mais tem desprezo. Pode ser alguém conhecido, alguém famoso, mas acredito que funciona melhor com alguém conhecido, de suas relações. É, exatamente, aquela pessoa absolutamente insuportável. Pensaram? Pois bem, ela é filha de Deus. E pronto. Acabou. Não me venham colocar "mases" e "porémzes", muito menos "contudos"; ela é Filha de Deus e pronto, e, como tal, merece, sim, a sua reverência, assim como você reverencia o seu melhor amigo.
Simples, não? Agora, vai colocar isso em prática... Imagine reverenciando esta criatura maravilhosa que você escolheu em seu pensamento! A prática começa assim... se seguirem nela, depois me mandem comentários sobre o que aconteceu depois. Mas pratiquem!
SER TOLERANTE OU SER CONDESCENDENTE: Ou seja, adotando um destes dois comportamentos, o que acontecerá?
NÃO SIGNIFICA ESTAR EM HARMONIA: Por harmonia entenda-se reconciliação, união ou coisa que o valha...
DO FUNDO DO CORAÇÃO: Eis o ponto nodal, eis o ponto principal da nossa frase: estar em harmonia do fundo do coração, ou seja, a reconciliação verdadeira passa por uma sincera reconciliação. Como dito anteriormente, é a harmonia incondicional, é a harmonia total, não se trata de visualizar fulano como filho de Deus perfeito e maravilhoso apesar de... sem "apesar de", sem "entretanto, todavia, contudo, inobstante", fulano é filho de Deus perfeito e maravilhoso e ponto. Acabou. Não se completa. Em gramática, significa intransitividade, ou seja, não necessita maiores explicações. É como o verbo subir: somente se sobe para cima, nunca para baixo e muito menos para os lados. Fulano subiu: não precisa mais nenhuma explicação. Fulano é filho de Deus: não precisa mais nenhuma explicação, nenhum adendo, nenhum complemento.
Assim, ser tolerante ou ser condescendente significa acrescentar adjetivos, frequentemente pouco elogiosos, à condição búdica ou divina de todo ser humano. Isso não é a verdadeira reconciliação. Esta é intransitiva, não depende de nada nem de ninguém.
Agora proponho um pequeno exercício, que volta e meia aplico nas minhas palestras. Pensem, por gentileza, na pessoa que você, amável leitor, amável leitora, mais tem desprezo. Pode ser alguém conhecido, alguém famoso, mas acredito que funciona melhor com alguém conhecido, de suas relações. É, exatamente, aquela pessoa absolutamente insuportável. Pensaram? Pois bem, ela é filha de Deus. E pronto. Acabou. Não me venham colocar "mases" e "porémzes", muito menos "contudos"; ela é Filha de Deus e pronto, e, como tal, merece, sim, a sua reverência, assim como você reverencia o seu melhor amigo.
Simples, não? Agora, vai colocar isso em prática... Imagine reverenciando esta criatura maravilhosa que você escolheu em seu pensamento! A prática começa assim... se seguirem nela, depois me mandem comentários sobre o que aconteceu depois. Mas pratiquem!
SNI Hits, "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás" ou A Comprovação De Que Somos Imortais
Gente, como eu estava demorando para postar mais um SNI Hits, tome Raulzito de novo na veia, com este óbvio clássico da MPB. Porque óbvio? Ora, pela simples e óbvia razão de que a música nos ensina (ou nos lembra, seria melhor afirmar) a nossa imortalidade. Ou vocês acham que ser Highlander é característica apenas do velhinho sentado na calçada com uma cuia de esmola e uma viola na mão? Vamos à letra que vocês vão entender...
"Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi, (1)
Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda (2)
E, quando todos praguejavam contra o frio,eu fiz a cama na varanda (3)
Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
não, não porque
Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não
Eu tava junto com os macacos na caverna (4)
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna (5)
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna (6)
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu (7)
(eu nasci)
Eu nasci(há dez mil anos atrás)
Eu nasci há dez mil anos atrás(e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais)"
E o clip no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=3j2x29Lymtc
Vamos aos comentários?
(1) Neste primeiro trecho, reparem que, com a exceção de Moisés e Maomé, talvez, o restante dos relatos se refere a tristes momentos das histórias das religiões, inclusive quando nós mesmos vacilamos em nossa fé, ou vocês acham sinceramente que somente Pedro negou seu líder diante do espelho, ou seja, numa análise sincera?
(2) Apesar de tudo, ainda tivemos tempo em nossa imortalidade para sermos puras crianças...
(3) Esta frase é sensacional, é um dos meus versos preferidos na MPB: e, para nós, mostra que em determinados momentos, nós suplantamos o senso comum, adotando posições distintas da maioria das pessoas...
(4) estar junto com os macacos na caverna: claro, no início de sua evolução!
(5) bebeu vinho: claro, em um de suas encarnações você bem poderia estar num lugar destes!
(6) A pedra que despencou da ribanceira: sim, você também, num determinado momento, deve ter se rendido ao inconsciente coletivo e também ter quebrado a perna quando a pedra despencou!
(7) E quem teria semelhante coragem de desafiá-lo?
A música nos remete a um fato simples e amiúde esquecido: nossa vida não começou no nosso nascimento. Ele é apenas um dos (vários) pontos de partida do nosso aprendizado como filhos de Deus. Tal como crianças, nascemos na ignorância e vamos aprendendo determinadas lições ao longo do tempo e nos educando em nossa espiritualidade até o ponto em que possamos ser mais evoluídos, como seres divinos. E isso demanda tempo, afinal de contas, eu, você, o seu vizinho do lado, o macaco na caverna, Hitler, as mulheres na taverna, todos somos aprendizes, crianças espirituais ainda...
O que demonstra que nossa evolução é como a anistia no Brasil: lenta, gradual e segura!
Isso explica aquela célebre frase de Cristo: Antes que Abraão existisse eu já era. Não só Ele. Eu, você, todos nós já existíamos e todos nós já conhecíamos a herança cultural que a música lista, antes mesmo de Abraão. Talvez, contemporâneos de Adão... Somos, assim, imortais, condenados à essa feliz imortalidade.
Agora, eu só queria uma prova de que eu estivesse mentindo!
"Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi, (1)
Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda (2)
E, quando todos praguejavam contra o frio,eu fiz a cama na varanda (3)
Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
não, não porque
Eu nasci(eu nasci)
Há dez mil anos atrás(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não
Eu tava junto com os macacos na caverna (4)
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna (5)
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna (6)
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu (7)
(eu nasci)
Eu nasci(há dez mil anos atrás)
Eu nasci há dez mil anos atrás(e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais)"
E o clip no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=3j2x29Lymtc
Vamos aos comentários?
(1) Neste primeiro trecho, reparem que, com a exceção de Moisés e Maomé, talvez, o restante dos relatos se refere a tristes momentos das histórias das religiões, inclusive quando nós mesmos vacilamos em nossa fé, ou vocês acham sinceramente que somente Pedro negou seu líder diante do espelho, ou seja, numa análise sincera?
(2) Apesar de tudo, ainda tivemos tempo em nossa imortalidade para sermos puras crianças...
(3) Esta frase é sensacional, é um dos meus versos preferidos na MPB: e, para nós, mostra que em determinados momentos, nós suplantamos o senso comum, adotando posições distintas da maioria das pessoas...
(4) estar junto com os macacos na caverna: claro, no início de sua evolução!
(5) bebeu vinho: claro, em um de suas encarnações você bem poderia estar num lugar destes!
(6) A pedra que despencou da ribanceira: sim, você também, num determinado momento, deve ter se rendido ao inconsciente coletivo e também ter quebrado a perna quando a pedra despencou!
(7) E quem teria semelhante coragem de desafiá-lo?
A música nos remete a um fato simples e amiúde esquecido: nossa vida não começou no nosso nascimento. Ele é apenas um dos (vários) pontos de partida do nosso aprendizado como filhos de Deus. Tal como crianças, nascemos na ignorância e vamos aprendendo determinadas lições ao longo do tempo e nos educando em nossa espiritualidade até o ponto em que possamos ser mais evoluídos, como seres divinos. E isso demanda tempo, afinal de contas, eu, você, o seu vizinho do lado, o macaco na caverna, Hitler, as mulheres na taverna, todos somos aprendizes, crianças espirituais ainda...
O que demonstra que nossa evolução é como a anistia no Brasil: lenta, gradual e segura!
Isso explica aquela célebre frase de Cristo: Antes que Abraão existisse eu já era. Não só Ele. Eu, você, todos nós já existíamos e todos nós já conhecíamos a herança cultural que a música lista, antes mesmo de Abraão. Talvez, contemporâneos de Adão... Somos, assim, imortais, condenados à essa feliz imortalidade.
Agora, eu só queria uma prova de que eu estivesse mentindo!
sábado, 30 de outubro de 2010
Pra Dar Ibope, Nada Mais!
Povo do meu blog! Hoje de tarde, após postar algumas coisinhas aqui neste nosso espaço, atualizei meu orkut (procure por Leonardo Brito Ximenes) com as fotos de minha última visita a Soledade, quando reparei algo assaz curioso, agora que chego e resolvo rever o orkut... os vários comentários elogiosos que Sua Excelência, o Rico, (papagaio viúvo da saudosa Rosinha que se encontra lá em casa creio que aproximadamente uns dez anos) recebeu. Assim, visando puxar um pouco a sardinha para meu chiquitito pero cumplidor blog, coloco a foto ao lado, para receber alguns comentários do tipo "que bonitinho, que fofinho" e quejandos...
Ele realmente não é muito fuleiro e pachola? Assim, com vocês, o queridinho do orkut! Currupaco!
De Um Livro Budista...
Estou lendo um livro de uma monja budista, Shundo Aoyama Rôshi uma série de contos, assaz interessantes, chamado "Para Uma Pessoa Bonita". Dentre os vários trechos bonitos que li, um me chamou mais a atenção, e que passo a dividir com os amigos agora, às pgs. 24-25:
"Amar
Certa vez dei de presente a uma Mestra uma lembrança que havia escolhido com cuidado durante uma viagem, esperando que ela se alegrasse. Eram folhas de papel colorido. Ela me surpreendeu, dizendo :
'Na verdade, isto não serve para mim, mas o aceito porque poderá servir para outra pessoa'.
'Já que vai dá-lo a outra pessoa, eu nem deveria lhe presentear', falei sem pensar.
Naquele instante, percebi que eu era incapaz de dar sem reservas. Aí estava eu, expondo totalmente meu lado feio e desagradável, apegada não só às minhas coisas, mas também àquilo que não era nem meu. Nem soube ficar satisfeita por ela o ter aceitado e não fui capaz de dizer: 'é todo seu, faça como achar melhor: dê para alguém, passe adiante'.
Assim que percebi isso, juntei as palmas e agradeci, pensando: 'Obrigada. Se não tivesse estudado Budismo, não teria nunca reconhecido meu apego à posse. Sou mesmo bem-aventurada'. O poeta indiano Tagore diz em um de seus cantos: 'Que meu amor não seja um fardo para você. Amo-a porque quero.'
Além de ser capaz de amar e dar incondicionalmente, Tagore era tão sensível a ponto de cuidar para que seu amor não fosse um peso para sua amada. Enrubesci. O ponto que o coração do grande poeta alcançava é onde o meu ainda não havia chegado. Que vergonha!"
Legal, né? Algumas considerações...
1. Reparem o destempero da monja fazendo manha com o desprezo (também condenável) de sua Mestra. Depois a gente acha que eles seriam mais perfeitos do que nós, que nada, se estamos todos aqui, é para aprender. Aprender e apreender.
2. Notem logo depois a análise que ela fez da posse e do ego. Brilhante!
3. A melhor parte: o agradecimento ao budismo. O que seria uma ocasião para ser uma tortura mental, do tipo "tenho que me aperfeiçoar mais..." vira um momento de gratidão, de reconhecimento pelo que o conhecimento do budismo fez ela entender este arroubo de egoísmo. Isto é transmutar, quebrar paradigmas, mudar valores, é a aplicação do princípio do Relógio de Sol, em outras palavras!
E vocês, gostaram? Aguardo comentários!
"Amar
Certa vez dei de presente a uma Mestra uma lembrança que havia escolhido com cuidado durante uma viagem, esperando que ela se alegrasse. Eram folhas de papel colorido. Ela me surpreendeu, dizendo :
'Na verdade, isto não serve para mim, mas o aceito porque poderá servir para outra pessoa'.
'Já que vai dá-lo a outra pessoa, eu nem deveria lhe presentear', falei sem pensar.
Naquele instante, percebi que eu era incapaz de dar sem reservas. Aí estava eu, expondo totalmente meu lado feio e desagradável, apegada não só às minhas coisas, mas também àquilo que não era nem meu. Nem soube ficar satisfeita por ela o ter aceitado e não fui capaz de dizer: 'é todo seu, faça como achar melhor: dê para alguém, passe adiante'.
Assim que percebi isso, juntei as palmas e agradeci, pensando: 'Obrigada. Se não tivesse estudado Budismo, não teria nunca reconhecido meu apego à posse. Sou mesmo bem-aventurada'. O poeta indiano Tagore diz em um de seus cantos: 'Que meu amor não seja um fardo para você. Amo-a porque quero.'
Além de ser capaz de amar e dar incondicionalmente, Tagore era tão sensível a ponto de cuidar para que seu amor não fosse um peso para sua amada. Enrubesci. O ponto que o coração do grande poeta alcançava é onde o meu ainda não havia chegado. Que vergonha!"
Legal, né? Algumas considerações...
1. Reparem o destempero da monja fazendo manha com o desprezo (também condenável) de sua Mestra. Depois a gente acha que eles seriam mais perfeitos do que nós, que nada, se estamos todos aqui, é para aprender. Aprender e apreender.
2. Notem logo depois a análise que ela fez da posse e do ego. Brilhante!
3. A melhor parte: o agradecimento ao budismo. O que seria uma ocasião para ser uma tortura mental, do tipo "tenho que me aperfeiçoar mais..." vira um momento de gratidão, de reconhecimento pelo que o conhecimento do budismo fez ela entender este arroubo de egoísmo. Isto é transmutar, quebrar paradigmas, mudar valores, é a aplicação do princípio do Relógio de Sol, em outras palavras!
E vocês, gostaram? Aguardo comentários!
10 - A Reconciliação Verdadeira Não É Obtida Nem Pela Tolerância Nem Pela Condescendência Mútua
Confesso que desde meus primeiros passos na SNI achava este trecho da RD um tanto quanto difícil, vamos ver se agora, meditando sobre o mesmo, consigo achar algum sentido... Fracionemos então a frase:
A RECONCILIAÇÃO VERDADEIRA: Opa, então existe alguma espécie de reconciliação falsa? Ou será, apenas e tão somente, uma reconciliação que seja digna efetivamente do nome? Acho que a segunda alternativa...
NÃO SE DÁ NEM PELA TOLERÂNCIA: Engraçado, né? Neste mundo politicamente correto de hoje esta é uma palavra da moda: tolerância! Perseguições em nome da fé; sejamos tolerantes com a fé do outro! Voltaire escreveu um "Tratado Sobre a Tolerância", para vocês verem que desde priscas eras essa é uma virtude altamente desejável... mas... a simples tolerância, ou seja, diz aí, Silveira Bueno, "Qualidade de tolerante; ato ou efeito de tolerar", sendo tolerar "ser indulgente; condescendente; consentir tacitamente; suportar; permitir; transigir", ou seja, tolerância é a permissão com reservas, com nariz empinado, do tipo "eu permito tal comportamento, mesmo sabendo que ele é inadequado". Quem for mais velho há de se lembrar nas eleições de 1989, quando o finado e derrotado Leonel Brizola decidiu, no segundo turno, apoiar Lula contra Collor de Mello com a seguinte pérola: "Tenho que engolir este sapo barbudo", ou seja, suportar apenas, ou, no bom português, até porque não tenho a mínima ideia de como se diz isso em japonês, fazer vista grossa. Reconciliar verdadeiramente, assim, não é fazer vista grossa, não é amor condicional.
NEM PELA CONDESCENDÊNCIA MÚTUA: E agora, o que vem a ser condescendência? "Complacência; transigência". Ou seja, sinônimo de tolerância. Suportar não é reconciliar, reconciliar é aceitar como um todo, é agradecer ao todo, ao integral, ao todo de tudo. E ainda tem o "mútua", que significa que mesmo que tal comportamento seja de parte a parte, ainda assim, não se aperfeiçoaria a verdadeira reconciliação.
Em suma, a reconciliação é a gratidão incondicional.
Mas, se existe uma reconciliação verdadeira, o que é esta reconciliação verdadeira? Resposta no próximo post, ou melhor, na próxima frase!
A RECONCILIAÇÃO VERDADEIRA: Opa, então existe alguma espécie de reconciliação falsa? Ou será, apenas e tão somente, uma reconciliação que seja digna efetivamente do nome? Acho que a segunda alternativa...
NÃO SE DÁ NEM PELA TOLERÂNCIA: Engraçado, né? Neste mundo politicamente correto de hoje esta é uma palavra da moda: tolerância! Perseguições em nome da fé; sejamos tolerantes com a fé do outro! Voltaire escreveu um "Tratado Sobre a Tolerância", para vocês verem que desde priscas eras essa é uma virtude altamente desejável... mas... a simples tolerância, ou seja, diz aí, Silveira Bueno, "Qualidade de tolerante; ato ou efeito de tolerar", sendo tolerar "ser indulgente; condescendente; consentir tacitamente; suportar; permitir; transigir", ou seja, tolerância é a permissão com reservas, com nariz empinado, do tipo "eu permito tal comportamento, mesmo sabendo que ele é inadequado". Quem for mais velho há de se lembrar nas eleições de 1989, quando o finado e derrotado Leonel Brizola decidiu, no segundo turno, apoiar Lula contra Collor de Mello com a seguinte pérola: "Tenho que engolir este sapo barbudo", ou seja, suportar apenas, ou, no bom português, até porque não tenho a mínima ideia de como se diz isso em japonês, fazer vista grossa. Reconciliar verdadeiramente, assim, não é fazer vista grossa, não é amor condicional.
NEM PELA CONDESCENDÊNCIA MÚTUA: E agora, o que vem a ser condescendência? "Complacência; transigência". Ou seja, sinônimo de tolerância. Suportar não é reconciliar, reconciliar é aceitar como um todo, é agradecer ao todo, ao integral, ao todo de tudo. E ainda tem o "mútua", que significa que mesmo que tal comportamento seja de parte a parte, ainda assim, não se aperfeiçoaria a verdadeira reconciliação.
Em suma, a reconciliação é a gratidão incondicional.
Mas, se existe uma reconciliação verdadeira, o que é esta reconciliação verdadeira? Resposta no próximo post, ou melhor, na próxima frase!
9 - Reconciliar-se Com Todas As Coisas do Universo Significa Agradecer A Todas As Coisas do Universo
Pronto, chegamos. Chegamos ao cerne, ao núcleo da nossa querida RD. Ela enfatiza muito a reconciliação, e expliquei, nos posts anteriores, que a reconciliação envolve questões como retorno a uma unidade primitiva, uma união com todas as coisas do céu e da terra, ou do Universo, como assim bem preferirem. Mas agora ela se completa com esta frase, com estas poucas palavras, através da seguinte fórmula:
Reconciliação = Gratidão
Simples, não? Mas não me lembro quem disse a verdade de que só os gênios enxergam o óbvio. E, neste quesito, nosso Mestre mandou muito bem. Reconciliação é gratidão.
Vários posts atrás entrei numa discussão a respeito do conceito de gratidão, e o quanto tal conceito está relacionado com o Princípio do Relógio de Sol. Para quem ainda se recorda do que eu disse, que não devem ser muitos, peço um pouco de paciência, afinal, o tema exige um pouco mais de vagar e das minhas parcas considerações. Para quem não leu ou não se recorda, esta é a oportunidade! Vamos lá, então?
Gratidão.No dicionário você encontra gratidão como ato de ser grato. E ser grato significa agradecer a algo ou a alguém. E o que significa agradecer? Vamos partir para um exemplo mais concreto.
Sílvia me pede um copo d´água. Eu, solícito, dou um copo d´água a ela e ela me agradece com um "muito obrigado".
(Neste momento, LeoJisso, em um rasgo de cultura inútil, pesquisa a origem do termo "muito obrigado", vejam que interessante, tirei de um site: a expressão é a forma reduzida de "fico-lhe muito obrigado", que nada mais vem a ser do que formar um elo de ligação, de dever, a uma pessoa, elo também de retribuição. Mas, fechando o parênteses e voltando a nosso copo d´água...)
No momento que Sílvia me agradece pelo copo d´água, além dela se sentir muito obrigada a mim o próprio fato dela agradecer, além de mostrar a pessoa educada que ela é, reconhece (prestem atenção nas palavras) um bem que eu lhe fiz...
Reconhecer um bem que se faz: este é o espírito da gratidão. O ato de reconhecer é mental, e o reconhecer o bem, o que é isso senão ver sempre as partes positivas das pessoas, coisas e fatos? O que é isso senão aplicar o Princípio do Relógio de Sol no dia-a-dia?
Assim, se gratidão envolve reconhecimento do bem e a primeira norma fundamental nos admoesta a agradecer a todas as coisas do céu e da terra, logo desde a primeira norma fundamental somos praticamente intimados a ver as partes positivas das pessoas, coisas e fatos. Ou seja, tudo está interligado!
E esse agradecer nada mais é do que a reconciliação que tanto trata na RD. Ou seja, nos tornamos unos com o todo (reconciliamos) quando reconhecemos o bem implícito a todas as coisas.
E, cá pra nós, o que é esse reconhecimento implícito do bem em tudo senão o próprio estado paradisíaco, antes de Adão e Eva comerem o fruto do conhecimento do bem e do mal, o fruto da dualidade?
Será por isso que dizem, como já muito ouvi falar, que Seicho-No-Ie é a religião de antes da queda, de antes do chamado "pecado original"?
Pensem nisso!
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