domingo, 6 de janeiro de 2019

Relato de Experiência I (Ou Contando o Que Devia Ter Contado Há Tempos...)

Ontem, quando mencionei en passant sobre meu retorno neste blgo coincidir justamente no aniversário de 109 anos do meu avô, caso estivesse ainda aqui conosco, uma fiel leitora do blog comentou que queria saber mais detalhes deste Relato. Achei curioso, porque imaginava que já tivesse contado a história aqui (e na realidade até contei, está com o marcador de Relatos de Experiência, mas não contei a história toooooda, com os detalhes prolixos que só eu poderia fornecer). Então, conforme o prometido, segue a história:

A primeira vez que botei os pés numa Associação Local da Seicho-No-Ie foi num sábado, 16 de novembro de 1996, ainda em Ricardo de Albuquerque, Zona Norte quase Baixada Fluminense, mas ainda teimosamente pertencendo a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Participei de duas reuniões naquele ano, na semana seguinte participei do meu primeiro culto aos antepassados (na época era o nome que se dava ao que hoje conhecemos como Cerimônia em Gratidão aos Antepassados). Como não tinha entendido chongas nenhuma da razão de ler aquele livrinho preto (a.k. Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade), retornei somente em 1998. Desta vez para ficar mesmo, tendo ou não que ler aquele livrinho preto.
Em 1998 estava praticamente no meio da Faculdade de Direito, e meu avô, Pery Ximenes de Aragão, em meados daquele ano ficou doente. Pneumonia, disseram. Até hoje não sei exatamente o que o levou para o Hospital Central do Exército, em Triagem. Só sei que toooooda a família aparecia lá quase que diariamente, para saber do estado de saúde dele. E me cobravam porque nunca tinha ido lá até então.
Na época, como disse, estava na Faculdade, e esta era em Niterói, e ia para lá praticamente todo santo dia e todo santo dia eu literalmente (consultem um mapa e vocês verão que falo sério) atravessava o Rio de Janeiro inteiro, pegava a Barca e ia estudar. E com isso arrumava sempre uma desculpa para não vê-lo.
Mas, se lembra do livrinho preto? Pois é, nessa época já tinha respeitado ele mais e já tinha adquirido a versão com as quatro sutras. E resolvi todo santo dia, após o almoço, me trancar no quarto e fazer, não a Chuva de Néctar da Verdade, mas sim a CONTÍNUA Chuva de Néctar da Verdade, apenas como contribuição para a melhora do seu estado de saúde.
Bom, um dia fiquei mais folgado na minha programação e resolvi dar um pulo no Hospital antes de ir para a Faculdade. Encontro meu pai e uma tia. Meu pai foi logo me recebendo:
- Oi, filho, que bom que você veio ver seu avô. Pena que ele está bem caidinho, tem uns dois a três dias que ele só dorme.
Eu cheguei do lado dele na cama, não falei nada e de repente ele acorda, arregala os olhos e dispara:
- É o Leonardo que está aí? Deus te abençoe, Deus te faça muito feliz!
Meu pai e minha tia ficaram com cara de tacho e também eu mesmo não acreditei. Como que o velho acordou naquele momento e mais, como ele te reconheceu de primeira??? Contei no sábado seguinte entusiasmado este relato na Associação e o preletor Ademilson deu de ombros dizendo:
- Ximenes (é assim como até hoje ele me chama), grandes coisas que aconteceu! Simplesmente você fez a sutra para seu avô e despertou a Imagem Verdadeira dele na hora que te viu, ué! O que tem isso de tão espantoso?

Bom, se despertou foi apenas naquele momento. Em 11 de agosto daquele ano ele faleceu. Pediram para eu colocar uns dizeres bíblicos para o Santinho dele. Aproveitei e sugeri o trecho final da Chuva de Néctar da Verdade. Foi aprovado. Mas não terminou por aí.
Na Missa de Sétimo Dia dele eu não fui. Não me lembro agora, mas acredito que tinha prova para fazer no dia e iria chegar atrasado, enfim. No dia seguinte, uma prima vem até mim e fala:
 - Pô, Léo, que pena que você não foi à Missa do vô. Tava tão bonita...
- É, tava ocupado na faculdade...
- Inclusive até lemos no final aquele texto da Seicho-No-Ie...
- Há? Que trecho?
- Ah, não me lembro agora, mas fui eu que li no final da Missa, era aquele que falava algo sobre reconciliação... sei lá!
Ou seja, no final de uma Missa Católica de Sétimo Dia de falecimento do meu avô foi lida (e eu perdi isso...) simplesmente a Revelação Divina da Grande Harmonia. "Só" isso... Sem que ninguém da Seicho-No-Ie pedisse para isso ser feito (na verdade, o único SNI na família até hoje sou eu, e eu nem estava lá...)
Impressionante, né?
Mas tem o segundo relato, e esse ainda é mais sensacional...




4 - Meu Ensinamento Prega a Inexistência do Pecado, Mas É Um Erro Pensar Que "É Desnecessária A Confissão Porque O Pecado É Originariamente Inexistente"

Uma das coisas que devo admitir aqui é que cada frase desta Revelação Divina é enorme e encerra vários significados. É o que ocorre aqui. Só que, na verdade, a explicação básica desta frase encontra-se no meu diálogo com o Adeptino, da frase 3. Nesta frase aqui, apenas para complementar a ideia básica, fixemo-nos no termo que considero chave deste trecho: o termo erro.
Mas por que erro? Porque ele liga os dois núcleos da frase, quais sejam, "o ensinamento que prega a inexistência do pecado" [ERRO] "desnecessária a confissão, porque o pecado é originariamente inexistente". Captaram?
Tentarei  ser mais claro. Nós não confessamos (e acredito que tal raciocínio possa se aplicar também, com certa reserva, à teologia católica) visando ao reconhecimento do pecado, mas sim para sua extinção e confirmação de sua extinção. "De que maneira", perguntariam vocês, coçando sua cabeça.
As próximas frases darão a chave para a interpretação, mas, já fazendo um pequeno spoiler, o que ocorre quando você não confessa um determinado "pecado"?
1 - Você fica com aquilo dentro de si, julgando ser um mal;
2 - Julgando ser um mal, você entra numa espiral (ou ciclo, conforme preferir) de autopunição.

(Vejam bem, AUTOpunição: é você, e não Deus, que te pune...)

3 - Entrando nesta espiral de autopunição, geramos duas coisinhas básicas: carma (negativo) e ligamos a chave que aciona a lei de atração dos semelhantes, ou de causa e efeito

(Agora vocês já podem até imaginar o resultado, né?)

4 - Carma formado e lei de causa e efeito em ação o que gera? Bingo!

Mas aí o que acontece quando confessamos? Afirmamos que o nosso eu fenomênico errou. E que o erro é parte inerente do processo aqui no mundo fenomênico. E aí voltamos à situação inicial. Volttamos à estaca zero.
Fácil pra vocês? Na teoria sim, agora tem mais detalhes que serão discorridos a medida que nosso estudo avançar. Como por exemplo, para quem confessar? Lembram do trecho que fala que "nenhuma eficácia há em expor o pecado diante do público que irrefletidamente faz comentários maldosos"? Pois bem, é mais ou menos por aí. Por isso a necessidade da presença do Orientador de Meu Ensinamento, aquele que recebeu a Minha palavra. Qual palavra?
A que afirma com todas as letras que o pecado, sim, o pecado que tanto te atormenta, ele não existe!
Simples assim. Cristo já nos deu a letra dois milênios atrás: "Perdoados te são teus pecados"
São perdoados porque não têm existência verdadeira. E ponto final.
Estão gostando? Tem mais por aí, aguardem!

Revelação Divina das Flores da Ameixeira

Como vivo dizendo, as coincidências são o pseudônimo que Deus usa quando Ele, em Sua modéstia, resolve não assinar suas obras. Por que estou falando disso? Deem uma olhada na data desta Revelação: ela completa hoje, exatamente hoje, no dia da Festa de Santos Reis (#timmaiafeelings), seu 85° aniversário (86° para apressada contagem japonesa, o que deverá causar um certo problema quando chegarmos lá para 2030, no ano do Centenário da Seicho-No-Ie. Eles vão querer comemorar logo em 2029...).
Questiúnculas à parte, segue esta Revelação. Ela trata de assuntos ocorridos naquela época, não tem lá um teor, digamos, mais doutrinário, trata de eventos do mundo fenomênico. Além de algumas consideração ao que nós convencionamos chamar aqui no Ocidente de kotodama, ou seja, a vinculação espiritual que o silabário japonês tem. Uma ideia que remonta à ideia da gevurah hebraica, eu sei. Mas, quando dias atrás, li um livro cabalista, descobri, para meu maior espanto, que a sua, a minha, a nossa boa e velha Sutra Sagrada Chuva de Néctar da Verdade tem mais elementos cabalisticos do que nossa vã imaginação possa conceber...
Destaco o trecho quase no final, que é um assunto bem interessante que poderia retomar daqui a alguns posts "o verdadeiro amor não é indulgente. É um amor que luta".
Mas, sossega teus dedos nervosos, Leojisso, e vamos à  Revelação Divina propriamente dita:

"Chegou a estação em que as flores da ameixeira desabrocham. Na primavera passada, fiz certa pessoa ler uma parte do livro sagrado A Verdade da Vida e, a cada página que lia, fiz abrir, um por um, os botões firmes da ameixeira branca que não estavam branca que não estavam ainda na época da florescência. Os estalos do desabrochar de cada botão eram o símbolo do ano que iria se abrir finalmente. Este é o ano que finalmente vai se abrir. O oitavo ano da era Showa (1933) é o ano do florescimento, o ano do aumento, o ano do desenvolvimento, o ano da expansão, o ano da abertura.
Ha etimologicamente significa “abrir” e “crescer”. As palavras haru (primavera), hara (campo), haru (expandir), hare (tempo aberto), haruka (distante) são todas derivações etimológicas de ha. Também a letra de kotoba (palavra) tem o sentido de abrir. Quando sumera mikoto (mikoto = Deus ou palavra), se abre e se expande, ele produz ruído, e por isso esse estado foi representado pelos estalidos dos botões da ameixeira. Foi então mostrado simbolicamente que “tudo é criado pelas palavras”. A flor da ameixeira (ume) simboliza o nascimento (umi), criação (umi), e também o mar (umi). As cinco pétalas da flor da ameixeira simbolizam os cinco oceanos. Este é o ano em que a flor de sumera mikoto começa a florescer nos cinco oceanos. Compreenderá isso quem pensar no que simboliza o estalido emitido cada vez que uma flor se abre. A flor de sumera mikoto não se abre sem que algo aconteça. As flores da ameixeira vão se abrindo a cada estalido e se expandem pelos cinco oceanos. Dias de intenso frio continuarão até o florescimento, mas a primavera chega por existir o inverno rigoroso. Não pensem comodamente que o paraíso de luz resplandecente virá sem que haja a autodestruição das ilusões. No dia 11 de dezembro do ano passado eu avisei: 'O momento da batalha chegou'. O exército do Hinomoto (fonte de luz) avança solenemente; isto é, avança a luz que ilumina o mundo da ilusão. Não deem ouvidos às cômodas teorias da paz. Não pensem que este mundo encontrará a felicidade com paliativos.
No mundo existe uma única luz. Ela se chama Hinomoto (fonte de luz) por ser a única luz. Todas as demais luzes são falsas. A flor da ameixeira possui apenas um centro. Não pense que a humanidade encontrará a felicidade com numerosos centros se hostilizando. Tanto no sistema solar como nos elétrons existe apenas um centro. O ser humano tem uma cabeça; e a árvore, apenas um tronco. Tudo, desde aquilo que é minúsculo até o que é gigantesco, tem um centro. Entendam o projeto do Universo observando esses fatos.
Não pensem que apenas as nações do globo terrestre podem ter vários centros. Centros múltiplos são falsos, como também é falso um sistema que não possui centro. Assim como o sistema solar possui apenas um centro, aproxima-se o dia em que o mesmo ocorrerá na face da Terra.
Aquele que defende agora o sistema sem centro é alguém que pretende se tornar o centro. São tolas as pessoas que pensam que o mundo encontrará a felicidade tendo no centro um personagem como Stalin, que é a personificação da ilusão.
Há dois movimentos que pretendem unificar o mundo. Um, iniciado na Rússia, que visa dominar o mundo com meios materiais. E outro, iniciado na fonte de espírito, que visa governar o mundo com o espírito, unificando-o sob uma única luz. É impossível evitar o choque entre esses dois movimentos. Esse momento está se aproximando, mas fico impaciente ao ver que ainda há pessoas que desconhecem a missão da fonte de espírito. O verdadeiro amor não é um amor indulgente. É um amor que luta."

(Revelação Divina do dia 6 de janeiro de 1933)

sábado, 5 de janeiro de 2019

Ladies and Gentlemen, Miss Jennifer Lawrence!

Ela filmou "O Lado Bom da Vida". Bem Seicho-No-Ie, não acham?
Considerem a frase ao lado. Tirei-a do meu Instagram (@leojisso, entrem lá!) e achei interessante porque essa citação da Jennifer Lawrence porque ela retrata bem o que vem a ser a Seicho-No-Ie (e o seu ideal de progredir infinito). Senão vejamos:
Uma das grandes diferenças entre um orgulhoso e um humilde talvez seja assinalado neste ponto, em que a referida atriz trata: a insatisfação com o progresso atual.
"Ué", dirá o intrigado leitor, "mas desde quando 'estar insatisfeito com algo' é visto de alguma forma positiva para a Seicho-No-Ie?"
Bom, vamos relembrar então: Seicho-No-Ie significa "Lar do PROGREDIR INFINITO". PROGREDIR INFINITO. Captaram? Nosso progresso nunca deve ter fim. Nunca. Sempre devemos estar nos aprofundando em algo, aprendendo algo, se aprimorando em algo.
E talvez neste ponto, como disse anteriormente, resida a maior diferença entre um orgulhoso e um humilde: o orgulhoso entende que não precisa mais evoluir, que já alcançou o ápice do seu progresso. (se eu fosse um preletor eu até poderia acrescentar: "progresso puramente fenomênico". Mas deixo aos amáveis leitores esta conclusão).
Já o humilde (e eu acho que a Jen é uma) entende que sempre devemos aprimorar a nossa capacidade. Na profissão dela, por exemplo, ela pode achar desafiador interpretar uma vilã. Ou uma personagem de comédia. E olha que ela já ganhou um Oscar por O Lado Bom da Vida  (não, não se trata de um filme da Seicho-No-Ie, apesar do nome...) Mesmo assim, é indiferente, pois o desafio é que a faz crescer no seu cotidiano. 
Ideia bem semelhante ao da Seicho-No-Ie, não acham? Eu não acho, é exatamente a mesma ideia.
Os insatisfeitos (ou os que querem ser humildes a qualquer custo) podem levantar inúmeras variáveis: "Ah, mas minha situação não permite", "Ah, mas é fácil para ela falar", "Ah isso, Ah aquilo". Não importa. Como consta de um capítulo do excelente Você é Dono de Potencialidade Infinita, "Deus exige dedicação, não se contenta com o que não é feito com esforço". Se não consta literalmente, o sentido é esse (não estou com o livro em mãos agora e estou com preguiça  - confesso! - de pegá-lo.
Como costumo dizer em várias palestras, nascemos como casas inacabadas e vamos partir para o mundo espiritual ainda inacabados. Talvez com um ou dois tijolos colocados, uma janela aqui, uma porta acolá. Estamos ainda "em obras", sendo, literalmente, um devir, um vir-a-ser divino. 
E por estarmos "em obras", eu, tu, ele, nós, vós, eles, não devemos cobrar de ninguém a perfeição, o ponto final, o ápice. Nem Pelé conseguiu fazer o milésimo gol, nem Zico chegou a ser campeão mundial (pela Seleção, bem entendido), isso para ficarmos apenas no futebol. Mas ambos são considerados modelos de excelência, né? Pois é, até a excelência é imperfeita. Fenomenicamente sim. Que coisa, não?
Então, neófitos, não se esqueçam: todos nós (inclusive este que vos posta) viemos a este mundo para aprender e se aprimorar, e vamos sair dele ainda aprendendo e se aprimorando. E não há nenhum demérito nisso, pelo contrário.
Errado é você achar que veio a este mundo fenomênico a passeio, mundo fenomênico que Seicho Taniguchi mui apropriadamente apelida de"Escola da Vida" (e o que fazemos na escola, hein, hein, hein? Só comemos a merenda? Nãããão...)
Nós somos eternos aprendizes. E não sabemos tudo. E fazendo eco com Jen, não estamos nem perto disso...
Pensem nisso, crianças! 


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

3 - Se, Após Um Exame de Consciência, Julgais Ter Algum Pecado, Confessai, Sem Nada Esconder, Ao Orientador de Meu Ensinamento

Voltando também ao estudo frase por frase da Revelação Divina (viram só como estou focado?), vamos a uma dúvida muito comum que boa parte dos adeptos têm da doutrina. E ela se resume na seguinte indagação de nosso adepto fictício, que chamaremos de Adeptino (criatividade, a gente vê por aqui, só que não...)

Adeptino: Espera aí, preletor! Se para a Seicho-No-Ie o pecado não existe, como posso confessar algo "inexistente"?
Preletor (tipo, eu...): Veja bem, meu caro Adeptino: para a Seicho-No-Ie o pecado nunca existiu, não existe e vai continuar per omnia saecolorum, forever and ever sem aparecer. Ponto pacífico, ok?
Adeptino: Sim, mas...
Preletor: A grande questão, caríssimo, está no "mas"... leia a frase de novo e tente encontrar a palavra-chave de toda a sua questão...
Adeptino: "Se, após um exame de consciência, julgais ter algum pecado, confessai, sem nada esconder, ao orientador de Meu ensinamento"
Preletor: Achou a tal palavra chave?
Adeptino: Confesso (desculpa o trocadilho...) que não...
Preletor: Está no termo "julgar"...
Adeptino: Não entendi...
Preletor: Se lembra que Cristo falou em algum momento de algum Evangelho que "O Pai não julga, mas entrega todo o julgamento ao Filho"?
Adeptino: Me lembro de ter lido isso...
Preletor: Pois bem, o Pai é Deus e o Filho é quem?
Adeptino: Nós?
Preletor: Bom, eu sou filho de Deus, quanto a você, já não sei kkkk...
Adeptino: Então tudo se resume no julgar?
Preletor: Se eu julgo eu valoro algo. Se eu valoro algo eu digo que uma coisa é boa e outra coisa é ruim, eu começo a fazer distinções...
Adeptino: Mas existem coisas que fazemos que são inerentemente más, não?
Preletor: Que não são condizentes com o Filho de Deus que nós somos...
Adeptino: Condizentes ou não, nós fazemos, né?
Preletor: No mundo fenomênico, apenas. Na Imagem Verdadeira não.
Adeptino: Então, se eu mato alguém, eu mato apenas no fenômeno?
Preletor: Bingo!
Adeptino: Mas se eu julgo que cometi um assassinato, eu fiz um pecado, não é isso?
Preletor: Sim. E devo adverti-lo que isso também é tipificado como crime no nosso Código Penal, artigo 121...
Adeptino: Então, é o que eu falo...
Preletor: Só que tudo isso é FE-NÔ-ME-NO. Não tem consistência...
Adeptino: Mas, com consistência ou não, deve ser pago...
Preletor: Porque você está condicionado à lógica do pecado. Leia A Humanidade é Isenta de Pecado e você vai entender!
Adeptino: Não me mande ler nada porque não tenho tempo, me explica agora!
Preletor: Não sabe o que está perdendo... mas vamos lá... quando você tem a consciência do pecado, você entra num círculo de autopunição  que o único prejudicado é você...
Adeptino: Sim, mas se formos levar este raciocínio a ferro e fogo, acabou-se a moral e a ética, tudo passa a valer para a Seicho-No-Ie porque está tudo liberado...
Preletor: Necas de pitibiriba! Você já leu o volume 13 d´A Verdade da Vida?
Adeptino: Outro livro? Já disse que não tenho tempo...
Preletor: Então estude, e depois venha com suas dúvidas devidamente formuladas... mas vou quebrar o seu galho... no que a ética da Seicho-No-Ie consiste?
Adeptino: Não tenho a menor ideia...
Preletor: Já ouviu falar no musubi? Uma expressão xintoísta que significa "eu e o outro somos um"? Pois bem, ela é a base da ética da Seicho-No-Ie. Se eu sou um contigo e se eu te prejudico, pequeno gafanhoto, a quem eu vou prejudicar em última instância?
Adeptino: Eu?
Preletor: Sim, você mesmo. E você quer se prejudicar?
Adeptino: Claro que não!
Preletor: Então você procuraria realizar estes "atos não condizentes com a natureza divina" por qual motivo?
Adeptino: Existem vários fatores...
Preletor: Algum deles ligados à Imagem Verdadeira?
Adeptino: Não que eu saiba...
Preletor: Então... xeque-mate! Respondida sua questão!
Adeptino (pensativo): Então me resuma a frase...
Preletor: Se você reflete sobre seus atos e viu que fez algo errado, fale comigo... ou a qualquer outro orientador do ensinamento dEle...
Adeptino: E por que isso?
Preletor: A resposta você terá nas próximas frases...

Enfim, desculpem se me alonguei, mas o tema é bem intrincado e mereceria uma explicação um pouco mais embasada. A forma de diálogo acho que ajudou a sanar algumas dúvidas (principalmente se vocês estivessem na posição do Adeptino...

Revelação Divina Sobre o Ser que Transcende o Nascimento e a Morte

Continuando a relacionar as Revelações Divinas, segue esta, sobre o Ser que Transcende o Nascimento e a Morte:

"Chama-se homem aquele que não se deixa amarrar por “cordas” materiais. O homem verdadeiro é filho de Deus e não é matéria, não é corpo carnal. Não sendo corpo carnal, jamais acontece de ele entrar no mundo da matéria ou dele sair. Logo, o homem é inascível. Se não nasce, não morre também. O mundo da matéria desaparece porque é uma imagem que apareceu projetada pela mente, mas o homem não desaparece porque não apareceu no mundo da matéria. O homem é Vida sempiterna, não a vida que se contrapõe à morte. Sendo ele Vida sempiterna, para ele não existe nem velhice, nem doença, nem morte. Diz-se velhice ao crepúsculo da vida em que definha a força vital. O homem, no entanto, não definha nem envelhece porque é Vida sempiterna. O que definha não é Vida, não é homem. Chama-se homem aquele que não definha; chama-se homem aquele que não envelhece; chama-se homem aquele que não adoece; chama-se homem aquele que não morre. Conta-se que Sakyamuni se tornou monge porque viu os quatro sofrimentos do homem, que são o viver, o envelhecer, o adoecer e o morrer. Mas naquele momento ele ainda não estava vendo o homem verdadeiro. Ele viu a projeção da mente e confundiu-a com o homem. Se ele viu que o mundo era efêmero, é porque não estava vendo o mundo do homem verdadeiro, mas o mundo da projeção da ilusão. O homem verdadeiro não está no mundo efêmero, não está no corpo carnal. O homem é ser imortal e eterno, é ser indestrutível, é ser absoluto, é ser imaculado. O homem é filho de Deus e, por isso, é puro desde o princípio. Não é correto dizer que o homem é “inascível, imortal, imaculado e impuro”. A filosofia prajna prega que o homem é “inascível, imortal, imaculado e impuro” porque é uma filosofia de transição, passando da filosofia da existência efêmera para a filosofia da existência verdadeira. Ela é um expediente de pregação feita pelo lado da matéria. O homem não é “inascível e imortal”. A Imagem Verdadeira do homem é Vida imortal desde o princípio. O homem não é também “imaculado e impuro”; na sua Imagem Verdadeira, o homem é absolutamente puro e imaculado desde o princípio.
Quem compreender a Imagem Verdadeira do homem, que é Vida sempiterna, imortal, imaculado e puro desde o princípio, será tomado de uma alegria tão grande a ponto de querer pular e dançar.


(Revelação Divina de 25 de novembro de 1932)

Bem-Vindos à 2019!

Bem amigos da Rede Jisso,

E se inicia mais um ano! Numa das minhas Resoluções de Ano Novo fiz constar expressamente que voltaria a escrever neste blog. E eis-me cá, quatro dias após (quando muita gente já começa a desistir de suas irreais metas) escrevendo aqui. Na verdade, deveria fazer antes, bem antes, mas a falta de organização do meu tempo me impediu (sim, estava vendo outras coisas, dentre elas um estudo interessante que estou fazendo com a Seicho-No-Ie). Mas sempre tinha a meta, aquela meta: "Você ainda não escreveu no blog, você ainda não escreveu no blog, você ainda não...". Pois bem, para riscar (ou ticar, em alguns lugares) este item do meu to do list do dia, eis-me aqui. Hoje. E espero que amanhã e depois de amanhã e depois de depois de amanhã também. Forever and ever, como canta Diana King na música que estou ouvindo agora (sim, é I Say a Little Prayer for You, trilha sonora d´O Casamento do Meu Melhor Amigo), embora o contexto seja um tanto quanto diferente, mas enfim, wherever...
Sim, estou lembrado, apesar de não escrever desde agosto, que devo a vocês a continuação das Revelações Divinas bem como o estudo frase por frase da Revelação Divina da Confissão. Mas pretendo fazer mais por aqui, aguardem. No meu caso, resta apenas um pouco de disciplina e foco. Mas estou continuando, e espero ter de ler muitos comentários seus durante o ano.
Assim, depois de mais uma hibernação, este urso que vos tecla volta à ativa, numa data mui significativa para mim (o que justificaria, ou seria uma bela duma desculpa para o atraso): o aniversário de 109 anos do meu avô. Ele na realidade faleceu em 1998, quando estava engatinhando na Seicho-No-Ie ainda, mas, como falei bem en passant no Instagram (sim, tenho um agora, procure lá por um tal de Leojisso, Sou eu mesmo...), meus dois maiores Relatos de Experiência que posso dar sobre o Ensinamento ele, sem querer ou ter a mais pálida noção disso, teve crucial participação. Talvez eu conte daqui a alguns posts... por ora, basta vocês cantarem que "Leojisso voltou, Leojisso voltou, Leojisso voltoooo-ooouuuu". Vou retomar tudo de onde tinha parado e contar mais coisinhas para vocês do Ensinamento... Aguardem e confiem...