Não, reveillonesco leitor, você não leu errado. Antes que mergulhemos de cabeça no 2012º ano depois de Cristo, façamos uma reflexão sobre o que veio a ser este ano de 2011, que, como toda coisa supostamente "velha", está sendo desprezado, como é comum nestes dias. Daqui a exatos 365 dias escorraçaremos 2012 de nossas vidas (isto é, se o velho calendário maia não estiver correto e o mundo não acabar 10 dias antes...) e benvindo 2013 e assim seguiremos em nossa romaria de anos novos descartáveis...
No meu caso específico, 2011 foi um ano do cão, apesar de, segundo os chineses, ser o ano do meu signo, gato ou coelho. Digo cão pois passei por várias coisas belas como: desemprego, preocupação, falta de dinheiro e quejandos. E, felizmente, sobrevivi a tudo isso, com galhardia. Como diria São Paulo, mantive a fé e combati o bom combate. Minha augusta esposa disse-me ontem ou hoje que teríamos muito que comemorar em 2011, pois, afinal de contas, sobrevivemos. Senti-me como uma das vítimas de um desastre natural, seja lá na minha amada Friburgo, seja em Fujushima.
E porque 2011 nos ensinou tanto (e a adversidade é boa professora), que eu acho que passei com louvor por este ano, e que em 2012 eu encontre uma professora um tanto quanto menos rigorosa. Eu mereço pelo meu histórico escolar neste ano...
Falei acima algo que preferi manter oculto durante todo este ano, mas nenhum balanço que eu fizer de 2011 será honesto o bastante com o amável leitor que gasta seus preciosos minutos aqui do que relatar que, precisamente, de 10 de junho a 10 de outubro, exatos quatro meses, fiquei desempregado. Neste meio tempo, fiz de tudo para preencher o "ócio" da minha mente: dei palestras, fui para Ibiúna, transcrevi livros (quase toda a Humanidade é Isenta de Pecado, além de Chave da Provisão Infinita, Sutras e Convite à Prosperidade Volumes 1 e 2).
Agora, se me permitem aqui um pequeno relato de experiência, no dia 6 ou7 de outubro, quando finalizei a transcrição do Convite à Prosperidade vol. 2, me ligaram do meu atual emprego pedindo para eu começar no dia 10 de outubro.
Coincidência?
10 de outubro que, como os mais avisados devem saber, foi o dia do meu 36º aniversário.
Concidência?
Devo imaginar, assim, que, apesar dos pesares, alguém lá em cima gosta de mim?
Emprego novo, vida nova e matéria jurídica totalmente nova e, por incrível que pareça, matéria esta que estou apaixonado!
Alguém lá em cima gosta de mim?
Como diria o Prof. Masanobu, tendemos a ver muitas vezes somente o lado negativo da força. Assim, 2011 foi marcado pelos meus 120 dias de inatividade, um terço do ano sem saber como sustentar minha incipiente família. Mas, se 2011 foi o ano do desemprego, também foi:
1. O ano que viajei bastante em meu antigo emprego, com destaque para viagens para Soledade, Porto Alegre e Santa Cruz do Sul.
2. O ano em que me firmei como Líder de Iluminação em minha Regional: conheci Papucaia, Friburgo, Itaipu...
3. Um ano em que saio muito menos endividado do que quando entrei;
4. Sim, depois de três anos, volto, ainda desempregado, à Ibiúna, Seminário dos Jovens Empreendedores (e tenho provas, abram a Mundo Ideal de dezembro de 2011 e olhem, na pg. 10, embaixo do preceito do dia 26,o simpático rapaz com um cachecol rubro-negro ao lado de três não menos felizes adeptos. E mais: na página 16, na foto da atividade cívica, o moço do cachecol rubro-negro aparece novamente, à direita... ou seja, ainda apareço em revista sagrada!!!)
E assim poderia enumerar várias outras coisas... mas o mais importante nisso tudo é tentar passar aos amigos que, melhor do que aguardar o ano novo, é ver o lado positivo do ano que se encerra, pois somente este, com toda a experiência adquirida, vai nos fazer ver que, apesar de tudo e de todos os fenômenos, somos vencedores!
Para finalizar, saúdo a todos os leitores deste blog com um feliz 2012 e que, imbuídos desta mensagem, façam do próximo ano um ano tão, mas tão bom que, daqui a 365 dias, vocês se despeçam dele com uma ponta de melancolia, como se dissessem, "ah, vai agora não, fica mais um pouco"...
Parece que não, mas foi assim que me despedi de 2006, o último grande ano que tive.
Antes de 2011.
Feliz 2012!
Espaço destinado a apresentar ideias da Seicho-No-Ie e discutir temas filosóficos, do cotidiano e religiosos em geral (o que dá quase a mesma coisa!) OBS.: TUDO O QUE EU ESCREVER, POSTAR OU CONJECTURAR AQUI É DE MINHA ÚNICA E EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE, SENDO QUE ESTE BLOG NÃO POSSUI NENHUMA RELAÇÃO COM A ENTIDADE RELIGIOSA SEICHO-NO-IE SALVO A PROFUNDA IDENTIFICAÇÃO QUE TEM PARA COM SUA FILOSOFIA E SEUS ENSINAMENTOS.
sábado, 31 de dezembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Convite Par Um Mundo Ideal - Olhando Fixamente A Estrela Sagrada
"Não tema as mudanças. Não lamente também a falta delas. Mesmo quando parece não haver mudanças, tudo neste mundo está se transformando a cada instante. Por isso, basta fazer com seriedade aquilo que lhe compete fazer agora, dedicando com paixão toda a sua força. O que deve mudar mudará naturalmente, e o que não puder mudar será mantido. A questão não é mudar ou não, e sim 'de que modo viver'. Se você avançar visando unicamente à vontade de Deus, você será capaz de atravessar a vida cheia de dificuldades, tal qual se atravessa o deserto num camelo, olhando fixamente a estrela sagrada, e finalmente alcançará o oásis, sem falta. E, após chegar lá, avançará rumo ao oásis seguinte, que é ainda melhor. O caminho para onde deve seguir será indicado, ininterruptamente, pela estrela que é Deus"Quase todo discurso religioso, e a Seicho-No-Ie não foge à regra, preocupa-se com a questão da instabilidade do mundo fenomênico. No caso específico da SNI, a "resposta", por assim dizer, a ser dada a tal questão é a existência do chamado "Mundo da Imagem Verdadeira", ou seja: não importa o quanto as coisas podem mudar no fenômeno, existe um lugar em que tudo é bem (como cantaria Roberto Carlos, "além do horizonte existe um lugar, bonito e tranquilo pra gente se amar". Pois bem, esse "além do horizonte" pode vir sob a forma de uma promessa futura (como no cristianismo, por exemplo: você come o pão que o diabo amassou e as almas penadas colocaram no forno aqui nesta terra para, num futuro próximo (leia-se depois da morte) você obter sua vaguinha no céu.
Pode vir também, como no budismo, como uma explicação básica sobre o funcionamento do mundo fenomênico (e, lembrando Renato Russo, os versos "toda dor vem do desejo / de não sentirmos dor") e as suas quatro verdades e, por fim...
Vem a Seicho-No-Ie e apresenta o famoso, o internacional Mundo da Imagem Verdadeira com uma novidade: a abordagem pode até ser meio budista (lembrem-se que a Revelação Divina que o Mestre recebeu foi baseado na Sutra da Sabedoria, maiores informações leiam o volume 20 da Verdade da Vida), mas, este chamado MIV pode ser alcançado aqui mediante duas pequenas considerações...
1a - o mundo fenomênico é assim mesmo, mutável e inconstante; mas, porém, todavia, contudo...
2a - mesmo assim, podemos mudar, aqui, neste mundão fenomênico de Deus, as coisas ao nosso favor, basta para tanto seguirmos as leis mentais, ou, como colocou metaforicamente o prof. Seicho, avançar de oásis em oásis até o destino final.
E sempre olhando fixamente a Estrela Sagrada de nossa Imagem Verdadeira!
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Convite Para Um Mundo Ideal - Resenhas
Convite Para Um Mundo Ideal - Tudo Dentro de Você
"Tudo está dentro de você: montes, rios, ervas, árvores, seu país natal, seus pais, irmãos... Por isso, você precisa reconciliar-se, harmonizar-se consigo mesmo e agradecer a si próprio. Agradecer a si próprio significa encontrar a sua verdadeira identidade - de filho de Deus, - tornar-se uno com ela, sentir-se de fato assim e admirar o quanto isso é maravilhoso. Você dirá: 'Oh, como é gratificante ter nascido aqui, e ser eu mesmo!'. Quando se sentir assim, tudo em sua volta o abençoará, colaborará com você conforme sua vontade e exaltará as suas qualidades. Será que você está realmente contente em ser você mesmo?"
Passo a pergunta final para o amável leitor, ou leitora: será que você está realmente contente em ser você mesmo? Dadas as premissas acima, de que somos, apenas e antes de mais nada, filhos de Deus, deveríamos estar, né? Dando pulos de felicidade e contentamento, inclusive. Mas, será que estamos realmente felizes?
Lembram-se de um dos capítulos atrás, a que o prof. Seicho discutia sobre a importância da gratidão, aqui e agora? Pois é, este trecho tem algo a ver com ele, e nos suscita curiosas e interessantes reflexões: se porventura alguém que me lê agora não está contente em ser você mesmo, responda para si o que falta para estar contente. Ah, e desde já advirto: respostas como "as outras pessoas são melhores" desde já estão desclassificadas, afinal, este mundo não é lugar para autocomiseração, e, sim, para aprimoramento espiritual. Em vez de estarmos sentados na beira do caminho chorando nossas pitangas, devemos é arregaçar as mangas e partir para, como Nietzsche mesmo disse, "tornar-se incessantemente quem tu és". O resto, bem, o resto, como dizia aquele rabino...
Passo a pergunta final para o amável leitor, ou leitora: será que você está realmente contente em ser você mesmo? Dadas as premissas acima, de que somos, apenas e antes de mais nada, filhos de Deus, deveríamos estar, né? Dando pulos de felicidade e contentamento, inclusive. Mas, será que estamos realmente felizes?
Lembram-se de um dos capítulos atrás, a que o prof. Seicho discutia sobre a importância da gratidão, aqui e agora? Pois é, este trecho tem algo a ver com ele, e nos suscita curiosas e interessantes reflexões: se porventura alguém que me lê agora não está contente em ser você mesmo, responda para si o que falta para estar contente. Ah, e desde já advirto: respostas como "as outras pessoas são melhores" desde já estão desclassificadas, afinal, este mundo não é lugar para autocomiseração, e, sim, para aprimoramento espiritual. Em vez de estarmos sentados na beira do caminho chorando nossas pitangas, devemos é arregaçar as mangas e partir para, como Nietzsche mesmo disse, "tornar-se incessantemente quem tu és". O resto, bem, o resto, como dizia aquele rabino...
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Convite Para Um Mundo Ideal - Resenhas
Convite Para Um Mundo Ideal - Mente Alegre
"Assim como os raios de Sol alegram o coração das pessoas, uma mente alegre faz com que a vida se torne radiante. O seu destino pode tomar qualquer rumo, dependendo do quanto sua mente é alegre. Por mais que uma pessoa seja inteligente e se expresse muito bem, se a mente dela for sombria, seu destino será também sombrio. Se você pensa 'Por que não tenho sorte? Por que as pessoas não gostam de mim?', reflita e observe se a sua mente não é sombria, se não lhe falta alegria no semblante. A alegria da mente transparece em forma de palavras e expressões faciais alegres. Por isso, se utilizar palavras alegres e mantiver o semblante alegre, naturalmente a sua mente também assim se tornará"
Logo quando li este capítulo, não pude deixar de me lembrar daquela velha música interpretada por Agnaldo Timóteo, "Sorria, Sorria", que virou até tema de propaganda de carro: "Sorria meu bem, sorria / da infelicidade que você procurou / chorar, pra quê, chorar? / Você deve sorrir, que outro dia será bem melhor"...
Breguice a parte (e também deixo a modéstia à parte para dizer que interpreto esta cançoneta como ninguém!), a letra, por mais incrível que pareça, nos passa uma importantíssima lei mental, a de se ter sempre a mente alegre, inclusive e principalmente nos momentos difíceis...
Muitas vezes menosprezamos a questão da alegria, imaginando que ela seria um subproduto das dádivas divinas, nada mais falso. Com efeito, a alegria é tão, mas tão importante, que ela mesma é a quinta dos seis atributos divinos que shinsokamos todo santo dia (junto com a Sabedoria, o Amor, a Vida, a Provisão e a Harmonia). Ainda precisamos equacionar direitinho a questão de "religiosidade = seriedade", o que também é igualmente falso. Religiosidade é igual a naturalidade, e, como vimos aqui, está longe da sisudez e da seriedade. O pior é que os termos se confundem, infelizmente, senão, vejamos: o termo "irreverência" (não reverência) se confunde com descontração, ao passo que a reverência exige as tais da sisudez e da seriedade.
Como combinar isso, se Deus, também, é alegria? Simplemente vivendo de modo natural.
Logo quando li este capítulo, não pude deixar de me lembrar daquela velha música interpretada por Agnaldo Timóteo, "Sorria, Sorria", que virou até tema de propaganda de carro: "Sorria meu bem, sorria / da infelicidade que você procurou / chorar, pra quê, chorar? / Você deve sorrir, que outro dia será bem melhor"...
Breguice a parte (e também deixo a modéstia à parte para dizer que interpreto esta cançoneta como ninguém!), a letra, por mais incrível que pareça, nos passa uma importantíssima lei mental, a de se ter sempre a mente alegre, inclusive e principalmente nos momentos difíceis...
Muitas vezes menosprezamos a questão da alegria, imaginando que ela seria um subproduto das dádivas divinas, nada mais falso. Com efeito, a alegria é tão, mas tão importante, que ela mesma é a quinta dos seis atributos divinos que shinsokamos todo santo dia (junto com a Sabedoria, o Amor, a Vida, a Provisão e a Harmonia). Ainda precisamos equacionar direitinho a questão de "religiosidade = seriedade", o que também é igualmente falso. Religiosidade é igual a naturalidade, e, como vimos aqui, está longe da sisudez e da seriedade. O pior é que os termos se confundem, infelizmente, senão, vejamos: o termo "irreverência" (não reverência) se confunde com descontração, ao passo que a reverência exige as tais da sisudez e da seriedade.
Como combinar isso, se Deus, também, é alegria? Simplemente vivendo de modo natural.
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Convite Para Um Mundo Ideal - Resenhas
Parabéns Pra Você...
Bom, como passa da meia-noite, me permitam abrir um pequeno parêntese em nosso edificante estudo para lembrar-vos que O Mais Querido completa hoje 116 anos de vida. Sim, senhores, o seu, o meu, o nosso Clube de Regatas do Flamengo está de aniversário! E, para tanto, até mesmo um feriado nacional se fez necessário!
Na realidade, exageros a parte (se bem que todo exagero é pouco quando se fala do Flamengo), ele foi fundado em 17 de novembro de 1895, mas o pessoal resolveu antecipar a data para que todo aniversário fosse feriado nacional. Ou seja, desde sempre o Flamengo revela seu caráter marqueteiro!
Então é isso. Voltamos com a nossa programação normal (ou vocês acham sinceramente que este blogueiro iria deixar passar esta data em brancas nuvens?)
Na realidade, exageros a parte (se bem que todo exagero é pouco quando se fala do Flamengo), ele foi fundado em 17 de novembro de 1895, mas o pessoal resolveu antecipar a data para que todo aniversário fosse feriado nacional. Ou seja, desde sempre o Flamengo revela seu caráter marqueteiro!
Então é isso. Voltamos com a nossa programação normal (ou vocês acham sinceramente que este blogueiro iria deixar passar esta data em brancas nuvens?)
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Convite Para Um Mundo Ideal - Viver Naturalmente
"Você não deve hesitar. Não deve parar e olhar à sua volta. Você deve avançar, seguir em frente, sem vacilar. Nessa hora, você deve ser capaz de caminhar corajosamente sobre uma corda colocada nas alturas. Se sentir insegurança ou vacilar, você cairá dessa corda. E, assim, sua vida sofrerá um revés. Por isso, você deve caminhar firme, adiante. Com o olhar voltado para a frente, caminhe em direção à sua meta, de modo imutável. Nessa hora, terá uma mente pura e transparente, um coração de criança, um coração sem pensamentos impuros. Viver naturalmente significa viver assim."
Não se espantem, o capítulo já acabou, mas encerra interessantes questionamentos. O que está por trás deste nosso comportamento de hesitação, de olhar para o lado ante uma situação aparentemente adversa? Viver naturalmente significa viver assim. Como assim "viver assim"?
Vou continuar no exemplo que o prof. Seicho nos falou: imaginemos se você se equilibrar num estreito meio-fio, de um lado está a calçada, do outro a rua. É fácil, não? Faremos isso com um pé nas costas e outro se equilibrando. Agora, imaginemos nos equilibrar desta mesma forma a dez metros de altura. Entraremos em pânico, não? Sim, mas como ficaremos nervosos se quando estávamos no chão ficávamos tão tranquilos?
A aparente resposta é uma só: instinto de preservação: ora, bolas, no chão não tem problema, mesmo que eu caia só levo um ou outro arranhão e só. A dez metros a história muda, eu posso cair e ser lembrado apenas na forma de uma tabuleta memorial ou se algum amigo se dignar a me inscrever no culto eterno, certo?
Certo. Absolutamente certo. Mas ainda não é a resposta para o nosso questionamento. Repiti-lo-ei: o que está por trás deste nosso comportamento de hesitação, de olhar para o lado ante uma situação aparentemente adversa?
A resposta é uma só: nossa imaginação. Veja bem, no exemplo que damos, a única variável existente foi a altura, a base de sustentação (onde nos equilibramos) permaneceria o mesma, poderíamos até mesmo dobrar a distância e o medo seria exatamente o mesmo.
Mas aí poderão dizer: claro que teremos medo, afinal, algo muito mais importante do que a imaginação funciona num quadro destes, é o instinto de auto-preservação.
Aí sim vocês chegaram onde eu queria chegar: instinto. Carregamos há milhares de anos, de nossos antepassados, tais comportamentos aparentemente medrosos, sob a forma de instinto, comportamentos estes que nos ajudaram a chegar onde nós estamos agora. Mas...
Mas até onde tamanha precaução e tamanho instinto de auto-preservação nos ajudaria a sermos pessoas melhores? Qual a fronteira entre este instinto e a fobia ou a covardia? E, pergunto mais, até que ponto a fé em nosso Deus interior nos permitiria utilizar este instinto de um modo tão controlado que nos permitiria a viver, como diria o prof. Seicho, de modo natural?
Ah, e não sou um superhomem neste sentido também não: várias e várias vezes este instinto aflora em mim de modo totalmente inconsciente, ou seja, aparentemente "descontrolado"...
A verdade, queridos leitores, é que certas verdades espirituais só se incutem em nós através de uma forte experiência. As promessas do Salmo 91 por exemplo ("Mil cairão a tua direita e dez mil a tua esquerda") só nos serão sentidas por experiência própria, que nem São Tomé. Até lá nosso instinto permanecerá como o único guia cego de nossas ações.
Salvo se... tivermos uma fé de uma criança, mesmo que do tamanho de um grão de mostarda. Aí podemos, efetivamente, viver naturalmente...
Não se espantem, o capítulo já acabou, mas encerra interessantes questionamentos. O que está por trás deste nosso comportamento de hesitação, de olhar para o lado ante uma situação aparentemente adversa? Viver naturalmente significa viver assim. Como assim "viver assim"?
Vou continuar no exemplo que o prof. Seicho nos falou: imaginemos se você se equilibrar num estreito meio-fio, de um lado está a calçada, do outro a rua. É fácil, não? Faremos isso com um pé nas costas e outro se equilibrando. Agora, imaginemos nos equilibrar desta mesma forma a dez metros de altura. Entraremos em pânico, não? Sim, mas como ficaremos nervosos se quando estávamos no chão ficávamos tão tranquilos?
A aparente resposta é uma só: instinto de preservação: ora, bolas, no chão não tem problema, mesmo que eu caia só levo um ou outro arranhão e só. A dez metros a história muda, eu posso cair e ser lembrado apenas na forma de uma tabuleta memorial ou se algum amigo se dignar a me inscrever no culto eterno, certo?
Certo. Absolutamente certo. Mas ainda não é a resposta para o nosso questionamento. Repiti-lo-ei: o que está por trás deste nosso comportamento de hesitação, de olhar para o lado ante uma situação aparentemente adversa?
A resposta é uma só: nossa imaginação. Veja bem, no exemplo que damos, a única variável existente foi a altura, a base de sustentação (onde nos equilibramos) permaneceria o mesma, poderíamos até mesmo dobrar a distância e o medo seria exatamente o mesmo.
Mas aí poderão dizer: claro que teremos medo, afinal, algo muito mais importante do que a imaginação funciona num quadro destes, é o instinto de auto-preservação.
Aí sim vocês chegaram onde eu queria chegar: instinto. Carregamos há milhares de anos, de nossos antepassados, tais comportamentos aparentemente medrosos, sob a forma de instinto, comportamentos estes que nos ajudaram a chegar onde nós estamos agora. Mas...
Mas até onde tamanha precaução e tamanho instinto de auto-preservação nos ajudaria a sermos pessoas melhores? Qual a fronteira entre este instinto e a fobia ou a covardia? E, pergunto mais, até que ponto a fé em nosso Deus interior nos permitiria utilizar este instinto de um modo tão controlado que nos permitiria a viver, como diria o prof. Seicho, de modo natural?
Ah, e não sou um superhomem neste sentido também não: várias e várias vezes este instinto aflora em mim de modo totalmente inconsciente, ou seja, aparentemente "descontrolado"...
A verdade, queridos leitores, é que certas verdades espirituais só se incutem em nós através de uma forte experiência. As promessas do Salmo 91 por exemplo ("Mil cairão a tua direita e dez mil a tua esquerda") só nos serão sentidas por experiência própria, que nem São Tomé. Até lá nosso instinto permanecerá como o único guia cego de nossas ações.
Salvo se... tivermos uma fé de uma criança, mesmo que do tamanho de um grão de mostarda. Aí podemos, efetivamente, viver naturalmente...
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Convite Para Um Mundo Ideal - Resenhas
Há Dois Anos Atrás...
Interrompemos nossa programação para lembrar aos queridos leitores deste blog que hoje, exatamente hoje, há dois anos este Líder de Iluminação que vos tecla proferiu, em São Gonçalo, a sua primeira palestra oficial na Seicho-No-Ie, numa reunião de vizinhança na casa de Carlos Victor, alguém se lembra? Creio que só minha augusta esposa, presente à reunião, recorda-se. Devo ter escrito algo neste blog, à época também recém-criado, e que a preguiça mo impede de procurar. O tema era baseado no Livro dos Jovens, livro fetiche de CV (Carlos Victor).
Como já tive oportunidade de dizer aqui, novembro é o mês em que quase tudo referente a mim na SNI começou. Querem uma prova?
16/11/96 - 1a vez na SNI
23/11/96 - 1o Culto aos Antepassados (Culto mesmo, na época era assim!)
14/11/09 - 1a Palestra na SNI
Sem contar o blog que começou em novembro também, e no meu próprio casamento, no dia 20/11. Então, como é, vamos cantar parabéns?
Como já tive oportunidade de dizer aqui, novembro é o mês em que quase tudo referente a mim na SNI começou. Querem uma prova?
16/11/96 - 1a vez na SNI
23/11/96 - 1o Culto aos Antepassados (Culto mesmo, na época era assim!)
14/11/09 - 1a Palestra na SNI
Sem contar o blog que começou em novembro também, e no meu próprio casamento, no dia 20/11. Então, como é, vamos cantar parabéns?
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