segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Revelação Divina da Convicção de Ser o Supremo

Tomem mais uma Revelação Divina. E esta é das fortes, uma das mais "hereges" que se pode ter escrito: a que afirma simplesmente que eu e você, amável leitor(a) que me dá a companhia desta leitura, não só apenas é filho(a) de Deus, mas também é... Deus! Isso aí, criança: Você é Deus. Desconheço na história das heresias alguma que afirma com tanta presunção este fato.
E a Revelação Divina, sambando na cara da sociedade pecadora, ainda inicia se lamentando que "haja muitas pessoas que não conhecem a Verdade de que o homem é Deus"... pode isso, Arnaldo? Pode sim, a regra é clara: filho de Deus, Deus é. Todos os Seus atributos estão em nós, assim, por que não sair logo do armário e assumir sua condição de divindade, não com soberba, mas como humildade, assim como nos aconselha este texto?
Me perdoem o infame trocadilho, mas na verdade ela bem é uma Revolução Divina, e não uma Revelação. Porque nosso modo de pensar foi totalmente mudado com sua leitura. Aproveitem!

"É lamentável que haja muitas pessoas que não conhecem a Verdade de que o homem é Deus. A Seicho-No-Ie surgiu neste mundo para transmitir esta Verdade suprema a todas as pessoas. É um equívoco pensar que o homem se torna arrogante se compreender que ele é Deus. É um erro pensar que o homem perde a humildade quando compreende que a sua essência é Deus. Quem faz tal suposição é aquele que jamais teve a experiência de despertar para a Verdade de que ele é Deus.
A pessoa que compreendeu que é Deus torna-se verdadeiramente humilde. Se Jesus conseguiu lavar os pés de seu discípulo, é porque havia compreendido que ele é Deus. A verdadeira humildade vem da convicção de ser Deus. Mesmo que uma pessoa pareça humilde, se não se conscientiza de Deus em seu interior (natureza verdadeira), está apenas se humilhando. Não confundam o humilhar-se com a humildade. A verdadeira humildade consiste em reconhecer sem resistência alguma a Verdade: 'Sou filho de Deus originado de Deus e, por conseguinte, sou nada mais e nada menos que o próprio Deus'. Quem reconhece esta Verdade é uma pessoa realmente humilde e dócil. É arrogante aquele que se rebela contra essa Verdade. Todas as arrogâncias e teimosias resultam da arrogância básica de não reconhecer a Verdade: 'Eu sou Deus'.
Os que têm ponto de vista diferente não têm como compreender a Verdade. Há quem pense que as grandes obras humanas são obras de espíritos que influenciam os encarnados e que o homem é mero fantoche dos espíritos, mas isso é uma heresia. Ensinamento correto é aquele que ensina que no interior (na natureza divina) do homem existe algo mais grandioso do que as sugestões de espíritos-guias. O homem não é corpo carnal nem fantoche. O homem é espírito, é Deus, é autônomo. Se os espíritos-guia podem pregar ensinamentos grandiosos e realizar obras grandiosas por serem espíritos, o próprio homem também pode, obviamente, pregar grandes ensinamentos e realizar grandes obras porque ele também é espírito. Entretanto, há variação na qualidade de seus ensinamentos e obras porque há diferença de conscientização da infinitude do seu interior, tanto nos espíritos desencarnados como nos encarnados.
Sakyamuni não é, absolutamente, fantoche dos espíritos. Cristo também não é, absolutamente, fantoche dos espíritos. Ambos se aprofundaram na conscientização da infinitude de seu interior e finalmente atingiram, respectivamente, a natureza búdica e a natureza divina, razão pela qual inúmeros espíritos do mundo espiritual vieram servir a esses dois divinos. São dignos de pena os que veem apenas os espíritos vinculados a Sakyamuni e a Jesus, e não veem a natureza búdica que Sakyamuni conscientizou e a natureza divina que Jesus conscientizou. Ensinamentos de nível atingível por espíritos, o próprio homem é capaz de pregá-los. Portanto, se alguém diz que os ensinamento de Sakuamuni e de Jesus não são ensinamentos deles próprios, mas de espíritos-guias deles, ele está sendo contraditório.
Homens, conscientizem-se da dignidade de si próprios. Conscientizar-se dela significa retomar a dignidade do próprio homem. A Seicho-No-Ie é o farol que surgiu para retomar a dignidade do homem."

(Revelação Divina de 16 de março de 1933)

domingo, 13 de janeiro de 2019

Oficina Sonho Sincero 2019

Amigos,

Desde quando fiz uma formação em coaching venho querendo juntar o melhor dos dois mundos, a saber, os ensinamentos da Seicho-No-Ie com o que o coaching se propõe a fazer. Seus pressupostos, aliás, são muito parecidos...
Baseado nisso, e aproveitando-se mesmo deste fato, se não me engano em 2017 o então presidente da AJSI da minha Regional RJ-Niterói, Rogério de Araújo Futema, veio com uns papos estranhos comigo, de fazer algo ao final das reuniões visando o desenvolvimento pessoal dos adeptos. Coisa pouca, de vinte minutos. E batizou isso de "Oficina Sonho Sincero" (música ao lado).
Fiz uma coisa bem improvisada e ele repetiu a dose em 2018. Ano passado, então, eu já preparava melhor o conteúdo do que eu daria, utilizava algumas ferramentas do coaching (SMART, por exemplo, foi uma delas), mas tudo ancorado dentro da Filosofia. Inclusive passava algumas mentalizações extraídas justamente dos livros da Seicho-No-Ie para serem feitas durante o mês.
Só que chegando em meados de 2018 minha inspiração tinha ido para o beleléu, ou seja, não consegui produzir mais nada para que pudesse passar para eles. E assim se deu até o final do ano...
Mas agora, pouco antes da virada do ano, comecei a me dedicar diariamente nisso (pelo menos uma hora por dia) a fim de poder levar este plano adiante. Já fiz um material prévio (com direito, claro, a uma mentalização) para o próximo dia 18, em que a Associação dos Jovens volta do recesso para passar este material e a mentalização. E no dia 25/01 aí sim faremos a primeira reunião desta temporada da Oficina Sonho Sincero!
E qual o mote desta Oficina? Todos nós temos um grande sonho, um ideal de vida para cumprir, algo que, cumprido, melhoraria e muito a nossa vida. Dito isso, pergunto: por que não usar o luxuoso auxílio do pensamento da Seicho-No-Ie espalhado em obras como Livro dos Jovens, Imaginação Criadora, Você é Dono de Potencialidade Infinita, Comande Sua Vida Com o Poder da Mente etc para cumprir com esta meta? Este é o propósito da Oficina: despertar a potencialidade oculta em cada um de nós com a aplicação prática dos ensinos da Seicho-No-Ie.
A ideia te pareceu interessante? "Sim, mas não moro em Niterói. Você falou isso só para me deixar com água na boca, é?"
Não, por isso estou tratando do tema aqui. Para quem tiver interesse mas está fora de Niterói, pode me mandar um e-mail para lbximenes75@hotmail.com (dizendo que leu a postagem no blog), que repasso o material para você e, caso queira, te incluo no grupo de WhatsApp formado só para este estudo. Mas, detalhe: você vai delimitar qual o seu grande sonho para 2019 e vai cumprir a risca tudo o que eu me propor a fazer contigo: se é para mentalizar, você vai mentalizar. Se é para fazer um ou outro exercício, você vai fazer este exercício. É algo que pode modificar - pra melhor - a sua vida, então, por que fazer menos do que você merece?
Então é isso... depois do dia 25 posto aqui como foi a primeira reunião, o que fizemos e deixamos de fazer. Estou aos poucos elaborando os temas para cada uma das reuniões, e está ficando realmente muito bom!
De resto, deixo vocês com a música que batizou o projeto! Muito obrigado!


5 - O Pecado É Originariamente Treva E Se Extingue Quando Exposto À Luz; Porém, Quando É Mantido Oculto, Ele Continua Como Treva E Não Se Extingue

Continuando com o nosso estudo frase por frase da RD da Confissão, continuemos com nossa quinta frase... e o que ela nos ensina?
Retomando a história de que o pecado é originariamente treva (e é!), ele fala de um assunto interessante: a ocultação do pecado. O que é, como acontece, como se alimenta? Agora, no seu LeoJisso Repórter...
O pecado, ou a consciência de sua existência, se alimenta de alguns pequenos demônios que alimentamos ao longo da nossa vida: o medo, a culpa e a vergonha.
O medo de não nos considermos perfeitos.
A culpa de sermos imperfeitos.
A vergonha de sermos considerados por nós mesmo (e pelos outros) estes seres imperfeitos...
Que legal, né?
Quando o medo, a culpa e a vergonha se juntam para nos apontar: "olha aqui, você pecou!", fazemos como a empregada displicente (ou eu quando estou com preguiça de faxinar a casa): empurramos a poeira para um lugar escondido, oculto.
E o Mestre fala várias vezes que esse sentimento alimentado pelos três demos acima informados se dá muitas vezes pela nossa "lembrança" de que no mundo da Imagem Verdadeira somos seres perfeitos... então preferimos nos fazer de desentendidos e fazer o quê? "Pecado? Eu? Nunca nem vi quando foi isso?"
Amigos, o pecado é originalmente inexistente, como bem diz a Revelação Divina. Agora, o que é existente é o sentimento de culpa por ter supostamente pecado. Guardem bem esse termo: sentimento de culpa. É para isso que confessamos. Para que possamos olhar para nós e dizer: eu errei, mas isso serve como aprendizado para algo muito maior. Não tenho que me sentir culpado de nada!
Soa um tanto quanto irresponsável esta fala, não? Afinal, nos absolvermos de qualquer culpa no cartório espiritual significaria um certo relaxamento dos nossos pruridos morais. Ou não?
Atentem bem a este ponto: toda ética e toda moral dentro da Seicho-No-Ie parte do seguinte pressuposto: eu e o outro somos um. O que eu faço ao outro eu faço a mim. E o que eu não faço, também.
Nos adestramos muito mal espiritualmente com essa história de culpa e pecado. Poderíamos muito bem substituir estas palavras por "aprendizado", ou seja, estamos ainda em formação, um devir, como falei posts atrás.
Neste sentido, certa está uma tradição oriental que alega que o termo pecado simplesmente signfica "errar o alvo". Você mira o alvo, dispara sua flecha e o que acontece? Você erra o alvo. Você pecou.
E o que fazer depois disso? Ora, se aprimorar melhor para dar o próximo tiro, não é?
É, Michael, você pecou muito...
Não. Muitas vezes simplesmente sentamos no chão e choramos com o arco em punho, pensando quão imperfeitos somos. Assim, o medo de sermos imperfeitos se concretizou com a culpa de sermos imperfeitos e a vergonha de sermos assim tachados pelos nossos. Que lindo, não?
Ou então considerem a frase ao lado. Michael Jordan, considerado o atleta americano do século (o maior de todos é um outro negão, nascido mais ao sul do continente, sorry, periferia...). Quantas vezes ele errou na vida? Agora traduza o termo "erro" ou "falha" ou "fracasso" por "pecado". Entenderam o que eu digo?
Então, no momento em que desocultamos o cadáver dos nossos pecados (na próxima frase você vai entender o que eu digo...) e o mostramos à luz da espiritualidade, o que vemos? Sombras que se dissipam pouco a pouco e mostram a única realidade existente em nós: Luz. E Progredir Infinito. O resto, como diria o rabino daquela história, é mero comentário jurídico...

Revelação Divina da Circulação Natural

Findas as considerações sobre o Amor Severo, voltemos às Revelações Divinas. Esta daqui é uma das mais famosas, justamente pelas frases que a abrem: Seicho-No-Ie não mostra milagre, ela os faz desaparecer. Vários volumes da Verdade da Vida, a começar pelo 3, tratam deste tema (se não me engano, essa Revelação consta na íntegra neste próprio volume). E qual a tônica dele? A de que viver uma vida natural (saca a tal da segunda norma fundamental? É mais ou menos por aí... quando a pessoa se tornar capaz de se contentar pelo que é natural, todas as suas infelicidades serão eliminadas... bonito, isso, não? Quer ler o resto? Baixa o scroll no seu teclado então!

"Seicho-No-Ie não é lugar para mostrar milagres. Seicho-No-Ie é lugar para desaparecer milagres. Que há de milagroso em o homem se tornar saudável? O homem é originalmente saudável; por isso, tornar-se saudável é o natural, não é milagre. Seicho-No-Ie é lugar que faz com que todos despertem para a Verdade, que faz desaparecer os fenômenos extraordinários que faz a humanidade retornar ao estado natural e faz com que o homem sinta contentamento pelas coisas naturais. Saibam que todas as infelicidades humanos são coisas que nascem da incapacidade de sentir contentamento pelo que é natural. Quando a pessoa se tornar capaz de se contentar pelo que é natural, todas as suas infelicidades serão eliminadas. Não existem doença nem pobreza. Não existe tampouco a pessoa que usurpou a riqueza alheia, nem a pessoa cuja riqueza foi usurpada. Não existem o fraco que é espezinhado, nem o forte que espezinha. Tudo está harmonizado e todos estão providos abundantemente. Isto é a Imagem Verdadeira. A grandiosa correnteza da Vida circula em todos os homens, flui continuamente sem barragens, abundantemente, e a provisão material também se torna naturalmente infindável. O fato de todas as coisas afluírem conforme a necessidade é igual à situação que se verifica quando se retira água da correnteza de um caudaloso rio: a água contígua corre para o vazio deixado e o preenche. É a circulação inesgotável. Porque a pessoa não se apega à pobreza, não se torna pobre; porque não se apega à riqueza, não usurpa; porque não existe riqueza fixa e estagnada, mesmo recebendo o abundante fluxo de dádiva, não a guarda para si, não se apega a ela; não recusa o que lhe chega e, acrescentando-lhe valor ainda maior, usa-a em benefício do próximo. A ideia de autossuficiência é uma ideia estreita que isola o “eu” do “outro”. Na verdade, “eu” e “outro” somos um só. Seicho-No-Ie é a cooperação mútua em que se produz para o outro e se recebe do outro, numa circulação contínua e incessante. Seicho-No-Ie do mundo presente consiste em ver a situação da circulação inesgotável do mundo da Grande Realidade e viver essa situação no mundo presente. Tanto o santo que se apega à pobreza como o rico que se apega à riqueza não são praticantes da Seicho-No-Ie. É praticante da Seicho-No-Ie aquele que vive de modo natural, conscientizando o homem natural. Homem natural é o filho de Deus. São poucas as pessoas que despertaram para esta Verdade. Pensar que existe filho de Deus diverso do homem natural e aspirar por coisas extraordinárias é o mesmo que correr em busca da luz dando as costas ao Sol.
Homens, se a doença se cura pelo despertar da Imagem Verdadeira da Vida do homem, é porque cessa o fenômeno extraordinário (anormal) chamado ideia de doença, e o homem retorna ao natural originário. Qualquer doença é um tipo de fenômeno “extraordinário”. Também a pobreza é um fenômeno extraordinário, e por isso ela desaparece quando a mente do homem retorna ao natural. Não pensem que Deus está dentro de um fenômeno extraordinário. Isso é um pensamento antinatural que aprecia as coisas excepcionais. Rancor, ódio, medo, inveja, desejo de vencer espezinhando os outros – tudo isso é causa de doenças porque são sentimentos antinaturais. Abandonando-se a mente (sentimento) antinatural, cura-se a doença e também a pobreza. É importante tornar-se homem natural. Não existe filho de Deus fora do homem natural."

(Revelação Divina de 25 de janeiro de 1933)

sábado, 12 de janeiro de 2019

Amor Severo? - Kanzeon Bosatsu Que o Diga!

Continuando com o tema, considere estes excertos logo na página 14 do referido volume:

"O amor não é algo doce. O que é doce é a concuspicência. O amor verdadeiro é algo muito severo. Quando deixar de ser severo, o amor servirá apenas de motivo para mimar e perverter o outro.
Entretanto, o amor não é apenas severidade. Aquele que, sem sentir amor, diz que ama com severidade só para disfarçar a própria frieza não passa de um abominável vigarista (...)
Aquele que abandona a si próprio é severo e, ao mesmo tempo, sente que eu e o outro são um, anulando-se o ego - eis o que é amor."

"Bom", perguntaria você, "a severidade do amor está diretamente ligada à questão do ego?" Sim. É o que dá a entender aqui, apesar de um tanto quanto contraditório (mas o próprio Mestre, na página 72, fala que se a Seicho-No-Ie "não abarcar a contradição, não será grande estrada da liberdade absoluta"... tenso, não?
Mas analisemos aqui uma coisa: qual o conceito de ego para um ocidental, em que praticamente é a base da sua autoestima, e um oriental? O que um oriental entenderia por "anular totalmente o ego"? Como se pode exigir isso do povo oriental, um povo tão introspectivo, tão "na dele"? E por que usar desse "amor severo" para ensinar o verdadeiro amor a um oriental?

Tá ficando pior, né? Uma pergunta atrás da outra. Mas seu bom amigo Leojisso é brasileiro, ocidental, não desiste nunca e acredita sempre na vitória infalível. Vamos continuar com a pesquisa, e agora colocando Kanzeon Bosatsu no meio (tá ficando cada vez pior...)
Considere o seguinte trecho, nas páginas 119 e 120 do mesmo volume:

Sou Yaksa, mas podem me chamar de Kanzeon Bosatsu!
"Em tudo, se ficarmos demasiadamente presos a um raciocínio, pensando obstinadamente 'Isso deve ser assim', acabaremos ficando indignados até em relação a Kanzeon Bosatsu. Se uma pessoa acredita que Kanzeon Bosatsu tem uma feição de extrema bondade, por ser ela a divindade budista da grande misericórdia, e vir a se deparar com ela bem no momento em que ela estiver com a feição assustadora, semelhante à de Yaksa (divindade da Índia), pensará 'Não era isso que eu esperava. Até hoje ouvi dizer que Kanzeon Bosatsu é a deusa da misericórdia, mas fui enganado' e se indignará com ela. Quem está totalmente errada, nesse caso, é a pessoa que ficou indignada. Kanzeon Bosatsu é. originalmente, a divindade da misericórdia, mas manifesta-se em 33 imagens diferentes, de acordo com a necessidade. Transforma-se em 33 aspectos diferentes para salvar o próximo. Então, é um erro da pessoa não perceber isso e achar que foi enganada por ela, porque se manifestou com a feição de Yaksa, quando deveria ser a própria encarnação da misericórdia" (grifamos)

Sim, senhoras e senhores: o amor severo é uma das facetas dela, Kankan (desculpem-me se vocês não tem a intimidade que eu tenho com ela de chamá-la pelo apelido). E não deixa de ser amor. Amor para salvar o próximo. Como um tapa no bumbum que a criança saindo do útero da mãe leva para estimular a respiração (e anuviar um pouco o instinto sádico do obstetra - aposta minha!).
Assim, podemos concluir que o tal amor severo é uma das manifestações de amor de Kanzeon Bosatsu, razão pela qual não devemos nos "indignar" como a pessoa do exemplo do Mestre, e sim aceitar - por mais bizarro que possa parecer - a reprimenda com gratidão.
Duvidam? Leiam o que fala 365 Itens para Alcançar o Ideal, vol. 1, pg. 69-70

"O ambiente ou a circunstância em que vivemos, a maneira com que nos tratam as pessoas ao nosso redor, tudo, enfim, é uma resposta de Deus dirigida a nós. Por isso, você não deve guardar rancor nem odiar as pessoas que o tratam com aspereza. Tudo isso é a resposta que Deus está lhe dirigindo, e, ao mesmo tempo, é a nota dada a você. O ambiente e as circunstâncias que se apresentam a você são como uma calculadora automática e mostram a somatória de seus pensamentos e suas ações. Com a mente serena, veja o resultado apresentado por essa 'calculadora' e corrija seus pensamentos incorretos e suas condutas errôneas(...)" (grifamos)


Agora, comparem este trecho com o de pg. 91 do mesmo volume 1:

"A 'força para suportar' (as ofensas e insultos) aumenta quando há amor e desejo de salvar o próximo ou fazer manifestar a Imagem Verdadeira do outro. Devemos não apenas suportar, mas orar para que se manifeste a perfeita Imagem Verdadeira que existe por trás das palavras ou atitudes grosseiras, mentalizando da seguinte forma: 'Ele é filho de Deus. Na sua Imagem Verdadeira, ele não é má pessoa. Ele profere palavras grosseiras porque com isso seus carmas passados que superficialmente encobrem sua Imagem Verdadeira, como a cutícula do fruto da castanha, vão se desprendendo um a um e purificando-o; e, quando se desprenderem todos os carmas, manifestar-se-á sua Imagem Verdadeira perfeita'".

Então é uma via de mão dupla: por um lado devemos agradecer pelo fato dos nossos atos serem purificados como um feedback divino, e por outro, devemos agradecer a quem nos ofendeu, por servirmos de purificador dos carmas dele próprio.
Enfim, tudo é gratidão e tudo é purificação, escondido dentro de um... amor severo!

Obs.: Estimado Supremo Presidente Masanobu Taniguchi: conheço e até entendo os seus esforços para se substituir o nome "Kanzeon Bosatsu" (ou Kannon, Kwan Yin, Avalokitesvara, dependendo da tradição) pelo asséptico e assexuado "Bodisatva que Reflete os Sons do Mundo". Mas emprego Kanzeon Bosatsu aqui não só por constar no meu volume 36, como também (e aí é preferência minha mesmo) acho mais simpático ainda manter o nome tal como consta. Quem sabe no futuro acabo me acostumando com a nova denominação? Espero sinceramente que me perdoe! E pode ficar tranquilo: este blog não é oficial!


 

Amor Severo? - Introdução

Queria muito continuar com o estudo das Revelações Divinas bem como do estudo frase por frase da Revelação Divina da Confissão, mas aquelas últimas frases da Revelação Divina das Flores de Ameixeira estão mexendo comigo até agora. Não queria me alongar muito sobre o assunto, mas o tema é assaz interessante para deixar batido em brancas nuvens... vamos lá então...
As frases em questão são:

"O verdadeiro amor não é indulgente. É um amor que luta"

Analisemos, pois.
Em algumas palestras que fiz, chamei a atenção do respeitável público para uma questão: o amor visto pela lente ocidental e oriental. Explico. Nós, brasileiros, somos latinos, portugueses d´além mar, lusoamericanos. Em razão disso, somos um povo bem... como diria... sentimentais... o diminutivo é quase que uma afirmação de nosso sentimentalismo profundo e até piegas (tome-se como exemplo a "Cerimônia aos ANJINHOS abortados". Não poderia ser "crianças abortadas"? Só por aí você comprova o que afirmo...)
Já o oriental não. Povo mais disciplinado e um tanto quanto avesso a emoções, ele até se deixa teoricamente levar pela ira aparentemente contraditória com um sentimento de amor à la Ocidente.
Reparei nisso não faz muito tempo. Se vocês pegarem alguns livros de preletores fora da família Taniguchi e alguns relatos presentes em volumes da Verdade da Vida saberão o que digo. Tudo começou com um insight que tive num dos melhores esporros que vi de um preletor para um adepto (inimaginável para com os preletores Nutella daqui deste canto do mundo): falo do Toshiyuki Fujiwara ("aquele velhote tão fofinho", como cansava de elogiar minha ex-senhora) e sua "orientação pessoal amorosa" em que desanca uma senhora que, reclamando da Cerimônia aos Antepassados da Seicho-No-Ie (que culminou com a frase "antes nunca tivesse conhecido a Seicho-No-Ie"), recebeu como admoestação algo semelhante a "A senhora não conhece Seicho-No-Ie coisíssima nenhuma!".
Forte, né?
Se vocês se atentarem ao que consta no volume 36 da Verdade da Vida, vocês caem para trás então...
Próximo post, please!

domingo, 6 de janeiro de 2019

Relato de Experiência II (Ou Antepassado Tem Rede Social)

Foto 1 - Olha os Antepassados aí, gente!
Vamos logo sem demora ao segundo relato! E eu posto as fotos como prova do que afirmo. Explico.
Já estávamos no final de 2006. Já morava em Niterói, já frequentava a Seicho-No-Ie regularmente, já estava no segundo ano do Módulo de Estudos me preparando para ser Líder de Iluminação (o que eu conseguiria apenas no final de 2009). Mas já estava progredindo.
Nessa época, a rede social mais usada no Brasil era o nosso hoje quase pré-histórico Orkut, com suas comunidades, como a que foi criada, em homenagem ao meu avô. Sim, aquele do relato anterior, deem uma olhada!
Foto 2 - Quem é esse Grande Homem?
Mas duas coisas chamam a atenção nesta Comunidade e que me faz ficar mais espantado! Eu já estava começando a fazer Cerimônia para meus Antepassados, e naquela época somente ele e minha avó materna já estavam no plano espiritual. E, infelizmente, não sabia de mais ninguém.
Não sabia. Pois não é que todos eles, pelo lado do meu avô, resolveram aparecer na descrição do grupo? Olhem só para a foto 1 e 2! Na foto 2 se nota até umas anotações minhas à mão tentando completar a árvore genealógica com as outras informações que eu tinha...
Agora, querem ficar mais boquiabertos ainda? Deem uma olhada no final da folha 2, no Fórum... tem uma postagem chamado "Um Grande Homem" e na folha 3 a continuação "chamado PERY". Até aí nada de mais, mas por que cargas d´água iria aparecer um grande homem com a data de 22/11/06? Qual grande homem nasceu em 22 de novembro? Sim, senhores, Masaharu Taniguchi, o fundador da nossa boa e velha Seicho-No-Ie!

(Pausa para ficar tão espantado quanto eu fiquei quando descobri estas sincronicidades...)
 
Foto 3
E por que uma comunidade relacionada "Deus, Muito Obrigado por Tudo" estaria linkada nesta comunidade, justo um tema tão caro para a Seicho-No-Ie quanto a gratidão???

Uma preletora daqui de Niterói certa feita falou uma frase que nunca mais me esqueci: "Nós não podemos nunca duvidar da força dos nossos antepassados". Realmente, nunca mesmo, até Orkut eles tinham, isso lá em 2006...
Em resumo, e acho que já falei isso aqui diversas vezes: ninguém me tira da cabeça que se eu estou na Seicho-No-Ie, eu estou graças à Ximenada que tenho como antepasssados! Eles sim de uma certa forma promoveram tanto a minha participação que, sinceramente, seria leviandade minha dizer que tudo isso seria apenas por acaso...
Enfim, isso era o que eu tinha para dizer! Muito obrigado! E paguei minha dívida com a Sílvia!