sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Revelação Divina da Educação Infantil

Esta Revelação Divina é bem curtinha, e muito do que nela é tratado já é sabido pela maior parte do povo seicho-no-ie: seus filhos não são seus filhos, são filhos de Deus. Lembro-me daquela que para mim é a mais notável dos trechos d´O Profeta de Gibran Kalil Gibran, quando uma senhora pergunta à personagem título do livro sobre seus filhos. Ele responde algo neste sentido (até tenho o livro aqui, mas se fosse copiar o trecho todo fugiria do escopo deste post): "vossos filhos não são vossos filhos, são filhos da Vida e da ânsia da Vida por si mesma". Bonito, né? Pois, mutatis mutandis, do Líbano ao Japão, a concepção empregada é exatamente a mesma: seus filhos são filhos de Deus. E ponto. Não vou me estender mais para os comentários não superarem o texto principal, tal e qual fez Ruy Barbosa na sua introdução ao Papa e o Concílio de Janus...
PS.: Se vocês notarem, não coloquei a data desta Revelação. Mas no original esta informação também não existe... choses de la vie...

"Muitas mães se preocupam demasiadamente com seus filhos e, consequentemente, lhes transmitem vibrações negativas, prejudicando-lhes a saúde e o destino. Algumas mães são tão apreensivas que não conseguem deixar seus filhos fora do alcance de sua visão, mesmo por um momento. Elas imaginam cenas em que seus filhos estão tropeçando e caindo, sendo atropelados por um automóvel, afogando-se no mar etc. Por que não podem proceder de outra maneira? Elas se inquietam dessa maneira porque consideram suas crianças como filhos dos homens em vez de considerá-los filhos de Deus. Os filhos de Deus são criados por Deus, e os filhos dos homens são criados pelo homem. Quem pensa que seus filhos são filhos dos homens terá de viver preocupado a vida toda para criá-los. Porém, quem os considera filhos de Deus respeita-os e cuida deles com todo o zelo, pois sabe que Deus os está protegendo. Se alguém pensa que pode manter seus filhos vivos por meio de sua força humana, tente ficar velando por eles dia e noite sem dormir. Certamente não o conseguirá. É a força de Deus que faz as crianças viverem, mesmo enquanto os pais dormem."

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

8 - Homens Da Face Da Terra, Não Deveis Ocultar O Pecado

Antes do estudo deste trecho, me permitam exteriorizar uma certa pinimba que minha estimada genitora tem para com a literatura Seicho-No-Ie...
Minha mãe tem lá o seu ritual de orações, só que a dela é uma mistureba só (ou mixórdia, como disse certa vez meu saudoso professor de Direito Romano, e eu pensava àquela ocasião que ele estava me xingando, ao mostrar um artigo galhofeiro meu no jornalzinho da Faculdade... choses de la vie...), mas a tônica espiritual dela é misturar sem a menor desfaçatez orações católicas com as da Seicho-No-Ie. Todo final de ano é de lei que tenho que dar a ela não só o calendário do Sagrado Coração de Jesus bem como os Preceitos Diários da Seicho-No-Ie, para vocês terem uma ideia.
"Mas, ora bolas, preletor, qual a queixa da senhora sua mãe, e qual a relação dela com a frase de hoje?"
Calma, a paciência é uma virtude, já nos ensinava o I Ching. Como eu disse, ela faz algumas orações da Seicho-No-Ie, dentre elas a Sutra Sagrada (só não me perguntem qual, pois nem ela sabe me dizer, ela faz e pronto). Bom, neste caso, melhor feito do que perfeito, se ela faz, tá feito, não sou eu aqui que vou dizer como ela deve ou não rezar...
Mas ela volta e meia vem reclamar para mim o seguinte (e muito obrigado pela paciência que pedi no parágrafo anterior para chegar até este trecho sem desistir da leitura):
"Filho, esse povo da Seicho-No-Ie não gosta de mulher não? Por que todo o tempo eles só falam em homem, homem, homem..."
(Sim, minha mãe tem um germe bem inconsciente feminista, embora ela mesma tenha muitos pendores machistas...)
Aí lá vou eu explicar para ela o que vou explicar aqui... Mas, pela sua reclamação, ela deve fazer a Chuva de Néctar da Verdade, e ficar bem encucada com o capítulo... Homem!

Bom, mãe, como eu sei que você talvez nunca lerá este blog, vou repetir para meu respeitável público o que vivo falando para você, infelizmente sem sucesso...
Quando na literatura da Seicho-No-Ie se fala em "Homem", este termo é usado genericamente para todos os gêneros do Homo sapiens, ou seja, homem, mulher... então, não se irrite por conta disso, é da nossa língua portuguesa mesmo que assim convencionou...
Urge salientar também que os primeiros tradutores da literatura Seicho-No-Ie não eram especialistas no vernáculo, e traduziam (isso opinião minha, tá?) usando um linguajar bem médio para o entendimento dos lusófonos que não entendiam japonês, tá?
Querem um exemplo? Comparem o estilo cru, chão (chão no sentido de simples, este termo existe e não apenas como substantivo, mas também como adjetivo, Leojisso também é cultura...) dos escritos da Seicho-No-Ie com o da literatura kardecista? Vocês se deleitam muito mais com o estilo florido deste do que o nosso. E não me refiro, obviamente, unicamente ao que escreveu Chico Xavier... todos eles, na verdade, são de uma elegância estilística inigualável, pelo menos ao meu sentir...
Só uma última coisa, mãe: "Homem", em "japonês-de-sutra" é Ningen (lê-se "ninguen") e significa "ser humano". Talvez se um dia fizerem uma nova revisão da sutra assim como fizeram da saudosa Kanzeon Bosatsu (hoje "Bodisatva que reflete os sons do mundo") seu inconformismo possa ser contornado...

Ah, e a frase em si? Ora, trata-se de uma exortação à toda humanidade para não ocultar os pecados, pelos motivos já extensamente abordados nos posts anteriores, aos quais humildemente peço ao leitor que se dirija, caso não os saiba ainda... Nas frases seguintes desenvolveremos mais esta ideia...  




Revelação Espiritual da Evolução Espiritual

Bem didática esta Revelação Divina. Lendo-a, percebi que existe um elemento oculto nela, raciocinem comigo: ela trata da transcendência dos sofrimentos, e dá três caminhos para isso: buscar os sofrimentos voluntariamente, sofrê-los inconscientemente ou uma terceira via, que seria a desintegração de carmas propriamente dito. 
Agora, qual elemento oculto se encontra por trás desta RD? O livre arbítrio. Em nenhum momento Deus - ou a Divindade que ditou tal RD ao Mestre - disse qual delas seria a mais desejável para Ele. Ao contrário, dentro do didatismo desta Revelação Divina (que valeria até um estudo frase-por-frase a exemplo da RD da Confissão, pois existem muitos elementos da doutrina aqui entremeados), ela nos ensina as várias maneiras de... alcançar a evolução espiritual, tal e qual o próprio título dela revela...

"Manifestar no mundo fenomênico o filho de Deus, que é a Imagem Verdadeira – esta é a finalidade da vida. O mundo fenomênico abrange tanto o mundo material quanto o mundo dos espíritos. A vida terrena do homem consiste numa sequência parcialmente determinada, pela qual o filho de Deus, ou seja, o homem-Imagem Verdadeira (semente), deve passar ao se projetar no mundo fenomênico, constituído de tempo e espaço. Isso é comparável ao fato de uma semente de flor se submeter ao sol e à chuva, germinar, crescer, produzir botões e florescer. O homem-Imagem Verdadeira, que é filho de Deus, passa por uma sequência de acontecimentos, ora desfrutando a felicidade, ora lutando contra adversidades, para se projetar perfeitamente no mundo fenomênico. Como essa projeção se faz através do “acúmulo de vibrações mentais”, o qual o ser humano tem liberdade de pensamento para purificar ou macular ainda mais com a ilusão, o processo de manifestação do homem-Imagem Verdadeira no mundo fenomênico (o processo de evolução) pode ser acelerado ou retardado conforme a mente de cada um. A aceleração do processo de evolução espiritual é conseguida pela purificação da mente. O melhor meio para purificar a mente consiste em despertar para a Imagem Verdadeira, que é pureza absoluta, e o segundo meio consiste em transcender os desejos materiais. E o melhor meio para transcender os desejos materiais é compreender a Verdade da inexistência da matéria. Quem não consegue compreender esta Verdade tem duas alternativas: ou busca voluntariamente os sofrimentos como treinamento para transcender os prazeres materiais, ou busca os prazeres materiais e colhe sofrimentos, para finalmente transcender os desejos materiais. Quem opta pela primeira alternativa sofre voluntariamente, e quem escolhe a segunda sofre involuntariamente como consequência de buscar avidamente a felicidade na matéria. Além desses dois modos de sofrer, há um terceiro: é quando a pessoa experimenta sofrimentos resultantes da turbulência que ocorre em seu perispírito como processo de desintegração de carmas negativos formados no passado. Eis as razões de os sofrimentos não serem eliminados tão facilmente e as comunicações do mundo espiritual enaltecerem o valor dos sofrimentos e sacrifícios."

(Revelação Divina de 15 de setembro de 1933)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

7 - Quando Se Mantém Escondido O Pecado, Impedindo Que Ele Seja Exposto À Luz, A Consequência É A Morte

Uma das características desta Revelação Divina é que ela é muito circular, redundante. Esta frase é um exemplo disso: já foi explicado frases anteriores a razão pela qual se deve confessar o pecado, e nesta frase mais uma vez se dá a mesma explicação: quando se mantém oculto o pecado, a consequência é a morte. Qual a razão disso? Já explicamos em pelo menos dois ou três posts, mas não custa repetir aqui, em obséquio da ênfase: por conta do nosso autojulgamento, que leva a uma autocondenação cuja pena é a autopunição. Julgamo-nos pecadores, preferimos esconder (ou ocultar) os nossos "pecados". Lançamos uma condenação e, por fim, cumprimos a "pena" por nós mesmo estabelecida.
Só que na Seicho-No-Ie partimos do pressuposto que o Código Penal é inexistente. Se é inexistente, não há razão para nos julgar, condenar e principalmente punir.
Bom, Código Penal inexistente é um termo um tanto quanto deslocado aqui. O melhor aqui é considerarmos que os crimes tipificados neste Diploma Legal (calma, que vocês estão lendo um blog de um advogado...) ou já foram revogados ou sequer foram tipificados. Nós é que criamos esta lei, digamos, falsa, pois o Detentor do Monopólio Punitivo (isto é, Deus) sequer pensou em Sua sabedoria de condenar alguém por alguma coisa. Mas nós, justiceiros de nós mesmos, o que fazemos? Ignoramos as leis divinas (ou pior, tornamo-nos mais realistas que o rei) e nos consideramos criminosos, pecadores ou coisa que o valha (!?). E isso, jurídica e espiritualmente falando, através de quê? Da tal da Lei de Causa e Efeito, a única lei espiritual válida no mundo fenomênico (podem pesquisar: em outras tradições espirituais ela vem embalada com os termos Lei de Atração, Pena de Talião, etc, etc, etc, mas todos estes rótulos se referem a mesma velha e bem sabida Lei de Atração dos Semelhantes...)

Só que mais uma vez, reforço o que disse posts atrás (caso este seja o primeiro que esteja sendo lido sobre o assunto): dizer que o pecado não existe, ainda mais empregando termos como Código Penal, não significa que a Seicho-No-Ie prega um amoralismo bundalelê ao melhor estilo Vale Tudo, como se tudo fosse permitido fazer, já que não existe pecado abaixo (e também acima) da linha do Equador: A Seicho-No-Ie prega uma moral e uma ética (vide o volume 13 da Verdade da Vida que pressupõe a união de todos os seres humanos (e agora, depois de Masanobu, também dos elementos da natureza) numa coisa só, ou seja, se eu machuco meu semelhante, é a mim que eu machuco.
Em outros termos, a moralidade e a ética dentro da Seicho-No-Ie se equivalem muito ao dilema da criança e da tomada. Todos nós sabemos (ou devíamos saber, pelo menos) que não se deve enfiar o dedo na tomada por conta do risco de levarmos um choque. Se levarmos um choque, é porque além da lei de causa e efeito, a lei da eletricidade também se manifestou aí. Uma criança mete o dedo lá e leva o choque porque não tem consciência de que aquilo vai lhe causar dor. Pois bem: muitas vezes, em diversas situações, nós somos iguais a esta criança: metemos o dedo onde já sabemos previamente que vamos sentir dor, e sentimos. Às vezes até querendo até se fingir de sabichões ou corajosos, mas a lei não quer saber: toma-lhe um choquito no seu dedito!
Enfim, é isso: não existe pecado, existe apenas cumprimento de leis naturais. Pode parecer uma conclusão fria, distante, mesmo mecânica, mas é exatamente isso que ocorre... 

Revelação Divina Sobre a Fé Verdadeira


Linda esta Revelação, não acham? A parte que eu mais gostei foi a pergunta veemente de por que não residimos no mundo absoluto? Por conta de nossa falta de fé, simples assim. E no final Ele fala que a fé verdadeira "consiste em acreditar na natureza verdadeira do homem, que não se queima no fogo nem se afoga na água e é plenamente livre, onde quer que esteja, no céu ou na terra, em cima ou embaixo, à direita ou à esquerda, ou em qualquer dos quatro cantos do mundo". Só por esse pequeno inventário nós nos conscientizamos de quanto nos falta alcançar esta fé verdadeira...

"A paz existe no mundo interior, e não no mundo exterior. O mundo exterior é fenômeno e se transforma agitada e rapidamente. Correndo atrás do mundo que se transforma incessantemente, não terão calma, mesmo que queiram. Mesmo que alguém alcance a alta posição de uma autoridade capaz de dominar o mundo, pensando que naquela posição não haverá ninguém para ameaçar a sua paz, mesmo assim não cessará a apreensão. Aliás, quanto mais alto chegar, maior será sua apreensão. Aliás, quanto mais alto chegar, maior será sua apreensão. Então, será que apreensão desaparecerá se ele descer à posição mais baixa possível, de onde não é possível cair mais? Suponhamos que ele se torne um mendigo, pensando que assim terá a paz, mas, mesmo assim, a apreensão não desaparecerá. Mesmo que a pessoa procure levar uma vida de pureza e total renúncia às coisas materiais, se receber um prato de comida e no momento pensar nos semelhantes que não têm nada para comer, não conseguirá se servir desse prato tranquilamente. Em suma, subindo alto ou descendo a vida abaixo, a apreensão não deixará o coração dessa pessoa enquanto viver no mundo das comparações. Isso é óbvio. Homens, por que não residem no mundo absoluto? Em vez de correr atrás do mundo do círculo que gira agitadamente, por que não se assentam no centro do círculo? Por que não residem no mundo do 'eu sou filho de Deus', que transcende as comparações? Quando se assentarem no mundo central não haverá mais apreensão, mesmo que se movam para qualquer lugar do alto ou do baixo, da esquerda ou da direita, do céu ou da terra, ou para qualquer dos quatro cantos do mundo. Se residirem no mundo do 'eu sou filho de Deus', não estarão alto demais mesmo ocupando uma posição elevada nem se sentirão maculados ou humilhados quando ocuparem a mais baixa das posições. Religião verdadeira é aquela que faz as pessoas atingirem a Imagem Verdadeira, a convicção 'eu sou filho de Deus', e entrarem no estado sem temer. Aquela que suscita o temor nas pessoas a fim de corrigi-las e encaminhá-las para o bem é uma espécie de instituição social, penitenciária ou reformatório, e não uma religião. Religião é aquela que conduz as pessoas a se conscientizarem da sua natureza verdadeira, da natureza de filho de Deus, que é plenamente livre, que não se deixa aprisionar e que não teme, onde quer que esteja colocado ou agindo, seja no alto ou embaixo, na esquerda ou na direita, no céu ou na terra, ou em qualquer dos quatro cantos do mundo. Tomem cuidado com as religiões que pregam o temor. O filho de Deus é a Imagem Verdadeira, que é um ser diamantino e indestrutível, um ser plenamente livre e sem obstáculos; logo, para ele, não existe nada que deva ser temido. Quem prega o temor está pregando a ilusão. Quem impõe o temor está impondo a ilusão. Quem prega o temor das doenças, das catástrofes e de diversas desgraças está pregando com base na ilusão de que a felicidade do homem depende da quantidade de bens materiais e de que o homem se queima no fogo e se afoga na água. A fé de quem acredita em tal pregação não deixa de ser fé, mas é uma fé ilusória, superstição, a fé verdadeira consiste em acreditar na natureza verdadeira do homem, que não se queima no fogo nem se afoga na água e é plenamente livre, onde quer que esteja, no céu ou na terra, em cima ou embaixo, à direita ou à esquerda, ou em qualquer dos quatro cantos do mundo. Esta é a fé verdadeira."

(Revelação Divina de 5 de agosto de 1933)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

6 - O Preço Do Pecado É A Morte

"Na Seicho-No-Ie sempre me devem meu salário"...
Esta frase é bem pequena, e faz remissão a um trecho bíblico, mais precisamente a Carta aos Romanos, capítulo 6, versículo 23, em que Paulo afirma que "o salário do pecado é a morte". Desconheço se no japonês "preço" e "salário" seriam termos intercambiáveis, mas enfim... o certo é que quando se diz que "o preço do pecado é a morte", se afirma que a consequência de termos o pecado é a morte...
Aí vocês podem coçar a cabeça e perguntar: "Mas, preletor, se a Seicho-No-Ie afirma que não existe pecado, nem doença, nem morte, como que o pecado e a morte podem aparecer aí?"
Boa pergunta. Afinal de contas, se o pecado não existe, a morte também não existe, tudo isso no Mundo da Imagem Verdadeira. E aqui no mundo fenomênico, como é que fica?
No mundo fenomênico o pecado "existe" (como falha/desvio ético/moral/legal) e a morte também "existe" (como cessação dos fenômenos biológicos que sustentam a nossa vida terrena). Se levarmos em consideração que por "morte" podemos entender a cessação de tudo e qualquer atividade, e se considerarmos que a "consciência" do pecado faz com que entremos numa espiral de autopunição, pensemos:

Eu pequei - logo, eu devo me punir - logo, meu corpo deve sofrer isso de alguma maneira simbólica (leiam "Assim se Concretiza o Bem" de Seicho Taniguchi, e vocês entenderão melhor esta questão do símbolo...) - logo, eu fico doente - logo, eu morro.

A dinâmica não necessariamente se dá em relação ao corpo carnal. Também situações do cotidiano são ativadas, tendo como resultado a "morte", ou seja, a "cessação" de alguma atividade. Vejamos:

Eu pequei - logo, eu devo me punir - logo, eu devo perder algo que é bom para mim - logo, eu posso perder, dependendo do castigo inconsciente que eu deva me aplicar, um casamento, um emprego, relações familiares etc - logo, me divorcio, sou despedido, entro em desarmonia com alguém.

Assim, se eu oculto o pecado, este vai me cobrar com a morte, não a Morte da carta do Tarô nem a Dona Morte da Turma da Mônica, mas como cessação, isto é, o final de uma situação aparentemente harmoniosa que não deveria ocorrer caso a espiral de autopunição não entrasse em ação.

Por isso essa necessidade premente em confessar o pecado: é jogar luz para desaparecer a treva e tirar todos estes pensamento bestas que viemos acumulando ano após ano, geração após geração, encarnação após encarnação, de que viemos aqui para sofrer, este é um vale de lágrimas e etc, etc, etc...

Dizem Que Sou Louco...

Ainda na esteira desta impactante Revelação Divina, é impossível não lembrar da época da minha formatura, em que, começando a me encantar com a Seicho-No-Ie (lembrem-se, era final do ano 2000 e eu tinha mergulhado na Filosofia e levado a sério praticando mesmo em 1998), quando fui chamado para receber meu diploma, foi ao som desta canção, que na época venceu uma outra que queria para mim, "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos" (sim, quando eu era bem pequeno, o que eu tinha de cabelo era encaracolado, a feição de um judeu ortodoxo. Já hoje...) do Roberto Carlos. E também contribuiu para esta escolha o fato de na faculdade meu apelido terminar sendo "22", sinônimo de maluco (lembrança ao antigo Código Penal Brasileiro, que garantia a inimputabilidade penal aos loucos).
Sim senhores, falo deste autêntico clássico da MPB dos Mutantes, aqui interpretado por Ney Matogrosso chamado... "Balada de um Louco". A letra, mais Seicho-No-Ie impossível. Ainda mais depois de conhecermos esta Revelação Divina (em especial o trecho 1:36). Apreciem sem moderação...