sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

16 - Agradece a Teu Pai e a Tua Mãe

Continuando nosso estudo, com a segunda das sete gratidões, na realidade, uma das mais importantes em nossa RD: Agradecer a nossos pais. Não, não se trata de agradecer a teu pai OU a tua mãe, se trata de agradecer a teu pai E a tua mãe. A ambos. Agradecer tanto ao espermatozóide quanto ao óvulo. Ao macho e a fêmea. Ao princípio masculino e ao princípio feminino, sol e lua etc etc etc. Os leitores certamente estão lembrando de outro trecho da RD, aquele que inicia com "mesmo que agradeças a Deus, se não agradece a teus pais...".
Uma vez o famoso Ênio, ex-presidente da AJSI falou uma frase que calou fundo em mim: "Se você tem um minuto na sua vida para criticar teus pais, saiba que este minuto quem te deu foram eles". Sensacional, pra gente nunca mais esquecer... mas... façamos uma pequena reflexão: quantas vezes agimos exatamente o contrário? Como falei outro dia numa palestra: achamos a coisa mais fácil do mundo dizer "eu te amo" para um estranho (adolescente então...); no entanto, é tão difícil falar isso para nossos pais. Porque será isso, vocês pararam um instante para pensar?
E olha que aqui a exigência é menor: não se pede aqui para amar teu pai e a tua mãe, e sim para agradecer, ou seja, a reconhecer o bem que eles te fizeram. Ainda assim cabe aqui a indagação: quantas vezes numa vida fizemos isso? Será que, agradecendo de modo sincero, numa vida inteira, conseguimos ocupar todos os dedos de uma mão? É questão para pensar... e refletir: esta é a segunda em importância das sete gratidões: a primeira agradecer a pátria; a segunda, esta... vamos continuando...

domingo, 16 de janeiro de 2011

15 - Agradece à Pátria

Matando as saudades, Sílvia? Vamos lá então: após a grande revelação de que, se não estivermos reconciliados, nem Deus pode nos ajudar, começa uma série de sete pequenas frases que são sete agradecimentos. Estes agradecimentos começam de cima para baixo, ou seja, vai de uma gratidão a algo maior para algo menor, ou seja, obedece a uma hierarquia. E a primeira dignatária dessa hierarquia é a Pátria.
Ora, direis, a Pátria? Como assim? Hoje nem sete de setembro é... falando nisso, sete de setembro é o que mesmo, algum desavisado pode questionar... pois bem, uma pista para o conceito de Pátria que a RD fala podemos encontrar na antiga tradução da RD, na antiga Sutra, leiamos: "Agradece ao Koku-on".
Hã??? Que diabos é "koku-on"? Calma, desavisados, explico, ou melhor, a nota de rodapé da antiga sutra explica que koku-on nada mais nada menos vem a ser que "Graças e dons divinos da Pátria".
Graças e dons divinos da Pátria. Quantas vezes agradecemos por eles? Quantas vezes agradecemos por viver num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza (mas que beleza?) E mais: em fevereiro (este ano em março) tem carnaval, sem contar que eu ainda sou Flamengo e tenho uma nega chamada Flavia?
Visto deste ângulo, imaginamos que a Oração para a manifestação da Imagem Verdadeira do Brasil não é tão despropositada assim: nesta oração visualizamos a Imagem Verdadeira do Brasil e, no agradecer à Pátria (ou às suas graças e dons divinos) apenas complementamos esta oração... para quem quer maiores explicações, sugiro a leitura do último capítulo do volume 8 da Verdade da Vida, aquele que diz que nenhum Shinsokan pode ser bem feito se não for acompanhado de um profundo agradecer em seguida. Assim, agradecer à Pátria é reverenciar a Imagem Divina da Pátria, é reconhecer que nela só existe o bem e ponto final.
Lembram-se de quando comentei, posts atrás, da música "Perfeição" do Legião Urbana? Pois é, ela bem se aplica ao que quero aqui demonstrar. Posso parecer repetitivo (e estou sendo mesmo), mas, para encerrar este post, vou trazer esta letra novamente, com uma pequena interpretação ao final.

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E sequestros...

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!..."

Segue o link para o clipe: http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/46967/.

Analisemos, pois: toda a música Renato Russo simplesmente mostra quase todas as chagas fenomênicas para, na última estrofe, negar tudo isso ("Chega de maldade e ilusão") para reafirmar a Imagem Verdadeira do Brasil ("Venha! Que o que vem é Perfeição!"). Sinceramente, acho que algum anjo da SNI baixou junto dele na hora da música para compor esta que eu reputo ser a mais perfeita tradução de uma Purificação da Mente do Brasil.
Assim, agradecer a Pátria é negar o fenômeno e visualizar apenas, única e exclusivamente, a sua Imagem Verdadeira e, mais importante, agradecer a ela.
Muito Obrigado!

Metas para 2011 - Estudo de Um Livro Sagrado Por Mês

E não para por aí, senhores! Vou me disciplinar para, além das leituras da Verdade da Vida (iniciei hoje a 17a leitura do volume 18, cuja 40a leitura devo terminar, espero, antes da Páscoa), ler também um livro sagrado avulso: ler e estudar, bem entendido, a cada mês. E, neste mês de janeiro, iniciaremos o ano estudando "O Que Deve Fazer o Dedicado à Iluminação"... é sempre bom reler estas obras, pois, como já dizia Voltaire, "perigoso não é o que se lê, e sim o que se relê"...
Tenho apreendido várias coisas com este pequeno livro, coisas que, acredito, para gáudio da Sílvia, desejo compartilhar e comentar convosco, em especial uma análise mais acurada das doze normas que o Mestre comenta neste livro. Tem cada coisa que passa despercebido aos olhos cotidianos de um seichonoieísta...
Apresentadas as metas para 2011 (tenho algumas outras, relacionadas com SNI, mas deixo em suspenso por ora), voltaremos a analisar a minha, a sua, a nossa Revelação Divina da Grande Harmonia, a única em sua categoria que analisa frase por frase. Agora, deem-me um tempo para saber em qual frase eu parei...

Metas Para 2011 - Oratório e Shinsokan


Feitas as considerãções iniciais ontem, voltemos a falar do futuro. Lembram-se das minhas metas para 2010? Espiritualmente tinha apenas uma, e ela foi cumprida quase que na sua integralidade, e me refiro ao cumprimento da oitava norma fundamental da Seicho-No-Ie, ou seja, fazer shinsokan todo santo dia.

Este ano ampliei um pouco mais minhas metas espirituais: fazer shinsokan felizmente virou um hábito, e hábito dobrado: durante quase todo o ano de 2010 shinsokava na hora de dormir e olhe lá! Agora, shinsoko de manhã e quase (ainda) toda noite, e o que é melhor, shinsokando com minha augusta esposa, o que não é para qualquer um, graças a Deus! Felizmente, sou um afortunado por começar minha vida matrimonial assim, shinsokando sempre...

Ah, criamos, eu e minha augusta esposa, um oratório improvisado, que vocês podem ver nas fotos abaixo. Infelizmente ela se julgava muito feia para sair nas fotos, mas fazer o quê... no oratório temos algumas imagens: São Jorge, São Miguel Arcanjo, Ganesha, Krishna e quatro Kanzeons, sentada, em pé e tridimensional. Algo me diz que nossa querida Kankan é a padroeira de nosso oratório, senão, ela gostou muito do local.

Abaixo temos os principais livros da SNI, com relevo os volumes da Verdade da Vida. À frente, da esquerda para direita temos: meu avô paterno Pery, falecido em 11.08.1998, fotos de minha augusta esposa (ainda pequena) com seu falecido pai, uma foto de toda a sua família, tirada em 2006, outra dela pequena, com suas já falecidas tia e avó paterna e, por fim, a foto da minha família, ao fundo e, na frente, meus falecidos avós maternos, Dona Stella (falecida em 07.08.1991) e Seu Nilo (falecido em 11.06.2010). Ah, e no meio, eu, pequeno (dá pra ver? A cara continua a mesma, mas meus cabelos...). Apresentada a família então?

É ali que, todo santo dia útil, lá pelas seis horas de la mañana este humilde escriba shinsoka bonito e faz sua cerimônia em memória dos mesmos... disse todo dia útil porque aos sábados e aos domingos este LI que vos digita se permite, e permite aos seus antepassados fazer a cerimônia um pouco mais tarde, lá pelas sete ou oito horas da manhã, sempre horário de Brasília...

Isso era muito difícil de ser feito lá em casa, até fazia, mas não com essa consistência toda, ademais, nem tinha um oratório formal... aqui já tenho... próximo tema, por favor!

sábado, 15 de janeiro de 2011

E Foi Bom Pra Quem?

Bom, lembram-se, no texto anterior, que parei com a consideração do Mestre de que foi boa a derrota do Japão, causando a revolta do nosso amigo Kusumoto? Pois bem, o que de bom teve esta recente enxurrada?
Sim senhores, vamos exercitar nossa cara quinta norma fundamental: ver sempre as partes positivas das pessoas, coisas e fatos e nunca suas partes negativas...
Simplesmente, meus caros, esta onda de solidariedade que percorre todo o território nacional, esta comoção que faz com que nos irmanemos com pessoas estranhas, nos solidarizemos com as tristezas de pessoas que nunca tomamos conhecimento e talvez se isso não ocorresse jamais teríamos sentido falta... exatamente isso: a fraternidade, este sentimento esquecido e piegas, mas que me faz lembrar um dos pilares doutrinários da Seicho-No-Ie: eu e o outro somos um.
Pensem bem: se eu e o outro não fossem um, teria sentido toda esta mobilização nacional? Eu acho que não...
Pensem nisso, pensem muito bem nisso...

Algumas Palavras Iniciais...

"Era meio-dia do dia 15 de agosto de 1945. As palavras do Imperador tocaram profundamente o nosso coração uma por uma: o Japão fora derrotado! O Japão, país de origem divina, derrotado! O Japão, morada do Imperador, derrotado! Mesmo depois do comunicado, ficamos todos em estado de choque. Alguém começou a chorar e, então, todos caíram em pranto simultaneamente. Foi como se a comporta de um dique tivesse sido aberta.
Eu, soluçando, relembrei as palavras do Mestre Taniguchi sobre "a vitória infalível". Não podia mais confiar no Mestre Taniguchi, nem no Japão, país divino. Já não podia mais acreditar em nada!... (...)
Mas eu queria, de qualquer maneira, ouvir o Mestre Taniguchi. Estava ávido por me agarrar a algo em que pudesse confiar. Então dirigi-me à Tóquio, imaginando a pomposa sede da Seicho-No-Ie que frequentava antes de começar a guerra. Desembarquei na estação do metrô e, quando saí à superfície, assustei-me: tudo havia se transformado numa planície queimada! Barracas de acampamento espalhavam-se por todas as partes.
Caminhando saudoso pelas ruas que levavam à Academia, eu lembrava incessantemente as palavras do Mestre Taniguchi: 'Mesmo que Tóquio se incendeie, a Academia da Seicho-no-Ie não se queimará'. Será que aquela Academia ainda permanecia a salvo? Eu me aproximava cada vez mais, porém não a enxergava. Finalmente, vi-me plantado no local onde se situava a Academia: em meio às ervas daninhas, viçosas abobreiras cresciam; a Academia fora destruída pelo fogo! Minha fé ficou completamente abalada (...)
Um letreiro se erguia, no meio das aboboreiras. Através dele fiquei sabendo que as reuniões dominicais da Seicho-no-Ie estavam sendo realizadas no andar superior da Sociedade Cultural do Japão. Subi até lá. Comparando a reunião com as anteriores à guerra, como estava triste! Na pequena sala de conferências, havia poucas pessoas presentes. Não havia púlpito. O Mestre encontrava-se de pé num tatami, e a professora Teruko, sentada ao seu lado. A palestra teve início, como se estivessem à minha espera:
- Foi bom o Japão ter sido derrotado...
Essas palavras penetraram diretamente em meus ouvidos. Duvidei do que acabava de ouvir, mas a palestra continuou sobre o mesmo assunto. Não podendo suportar mais, saí. 'Por que a derrota foi boa? Não tínhamos orado com fervor pela vitória? Não tínhamos oferecido a própria vida e lutado para vencermos? O Mestre também está acomodando-se à situação'. Decidi categoricamente em meu íntimo abandonar a Seicho-no-Ie."

Este relato consta do livro do professor Kamino Kusumoto, "Buscando o Amor dos Pais", em suas páginas 50 a 52. E, no momento em que desligo a televisão agora há pouco, com o Jornal Nacional atualizando o número de mortos na enchente na Região Serrana do Rio para 606 vítimas fatais, logo pensei neste trecho deste livro. Claro que a situação não guarda nem termos de comparação com o que houve com o Japão, não obstante o gritante número de vítimas desta avant première do que será o ano de 2012, segundo as cassandras pré-colombianas de plantão, mas... o que podemos desta enxurrada tirar como lição para nossas vidas?
Permitam-me parafrasear o Mestre: A Região Serrana não foi nem nunca será destruída. A verdadeira Região Serrana jamais passou por uma hecatombe deste nível. O que passou foram apenas projeções...
Ora, direis, projeções...! Fale isso para quem perdeu tudo, inclusive e principalmente família. Pois eu digo e repito: bens materiais vão e voltam, e a família jamais se perde. Claro que, fenomenicamente, a ausência física (apenas física) deles dói, e dói profundamente. Cheguei a chorar vendo as cenas e me compadeço das mesmas toda vez que vejo. Mas, como disse o Mestre em seu "Comande Sua Vida", na mais bela e lógica explicação dele sobre a morte que até agora minhas retinas leram, ele fala que "a morte não passa de uma situação em que o ser vivo deixa de ser percebido pelos sentidos físicos. Considerar essa mudança como uma perda é mera ilusão" (pg. 240/241).
Não posso, pelo menos por enquanto, fazer doações. Não posso, por enquanto, servir-me de voluntário, embora eu muito quisesse. Neste momento, em que a maioria dos cidadãos das áreas atingidas sequer pode ler estas linhas, pelo menos alguns dos meus leitores lerão. E farão a diferença, emitindo, como eu estou emitindo agora, vibrações da mais pura e perfeita visualização do Mundo da Imagem Verdadeira: neste momento, neste exato momento, a luz e a proteção divina cobrem as áreas atingidas. Somente o bem existe, mal algum pode te atingir. Neste momento anjos encontram-se te auxiliando para lembrarem desta Verdade: o mal parece prevalecer, mas ele é apenas um estado de exceção, inconstante, e se desmorona facilmente, pois,

Não é existência verdadeira
o que some como a bolha,
o arco-íris, a miragem, o eco.

Não tomeis por vosso Eu
o que não é existência verdadeira;
jamais o considereis vosso Eu.

(Canto da Vida Eterna)

VOOOOOOLTEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gente, muito obrigado, após exatos dois meses sem postar nada, rigorosamente nada, eis-me aqui, novamente, pronto para dividir minhas experiências seichonoieísticas convosco!!! Quantas saudades, quantas coisas deixei de postar nestes sessenta dias de exílio virtual! Mas eis-me aqui, de novo, pronto para mais novidades... deixem-me só regularizar minha situação aqui com e-mail, orkut etc e já já volto a falar convosco!
Eu continuo o mesmo, mas meu estado civil... quanta diferença... agora sou um rapaz casado com a Sra. Flavia Silva Barros Ximenes, moro agora no bairro do Fonseca, numa rua em frente a antiga Regional Niterói e... e... bom, o resto deixo para contar depois... por enquanto saibam que estou vivo, bem, praticando mais do que nunca (é verdade!) Seicho-no-ie (com direito a dois Shinsokans diários, oratório em casa, culto toda manhã bem cedinho... é uma maravilha, nada como ter casado com uma Líder de Iluminação...
Bom, por enquanto é isso, daqui a pouco a gente volta, beijos (sai daqui, amor, depois você lê!)

MUITO OBRIGADO!!!