sábado, 26 de junho de 2010

Nem Tudo É O Que É...

Boa noite amigos deste brógui. Acabei de pesquisar para ver se achava a notícia online, mas fracassei no meu intento. Assim, vou ter de transmitir a notícia no braço mesmo, mas confiram, se der tempo, foi publicado no Extra de 25.06.2010, na pg. 20, com o título "Joguinho Muito Saudável"... leiam, no post seguinte comento...

"Joguinho muito saudável"

Médico receita videogame para ajudar criança inglesa a curar-se de uma síndrome

Ben Michaels, um inglês de 6 anos, sofre de ambliopia - mais conhecida como síndrome do olho preguiçoso - e ganhou um tratamento que para muitas crianças mais parece um presente: ele tem que jogar videogame pelo menos duas horas por dia. Segundo uma matéria publicada ontem no jornal 'Daily Mail', a medida vem dando certo. A visão de Ben no olho afetado melhorou 250% já na primeira semana em que adotou os cuidados receitados pelo médico.
Nas duas horas diárias do tratamento, Ben tem a companhia de seu irmão gêmeo, Jake. Os dois jogam juntos. Ben fica com o olho sadio tapado, para que possa exercitar o outro. Segundo a mãe do menino, Maxine, de 36 anos, a recuperação tem sido notada por todos:
- Meu filho estava quase cego quando começou o tratamento. Ele não conseguia identificar o rosto de uma pessoa com o olho fraco. Agora, já consegue ler com ele. Mas sabemos que ainda há um longo caminho pela frente.
De acordo com médico Ken Nischal - que prescreveu o tratamento inusitado para Ben - a terapia com o videogame ajuda as crianças com a síndrome do olho preguiçoso porque os jogos incentivam o movimento repetido dos olhos. Desse modo, eles são treinados para entrar em foco.
Ben Michaels começou a ter problemas aos 4 anos. Ele começou a perder a visão gradualmente. Sem tratamento, segundo os médicos, o menino ficaria com o olho afetado cego permanentemente.

O que é a doença?

A ambliopia é quando, por alguma razão, o olho não consegue melhorar a visão - nem mesmo como óculos de grau. No estrabismo, ela se manifesta quando um dos olhos assume a preferência e enxerga bem e o outro, menos participativo, deixa de desenvolver a capacidade visual plena"

Infelizmente não tem aqui o nome do autor da matéria. Deveria. Comentários no próximo post.

domingo, 20 de junho de 2010

Viva a Somália!

Acabei de ver aqui, quase em lágrimas, a canção Waving Flag de um tal de K´Naan, que foi cantado, junto com Shakira e o Black Eyed Peas na abertura da Copa. Confesso que sou um rematado chorão para estas apresentações melosas, mas uma coisa me chamou particularmente a atenção, ao ver o clipe: o jeito que ele balançava a bandeira... da Somália! Achei muito estranho ele balançar tal bandeira, que, para quem não sabe, é azul clara com uma estrela branca no meio. Reconheci-a de imediato, mas não sabia, até cinco minutos atrás, que o nosso amigo K´Naan era... somali!
Aí debulhei-me mesmo. E sabem porquê? Sentem-se aqui que eu explico.
Alguém aí sabe onde fica a Somália? Se eu der um mapa-mundi político alguém sabe me apontar onde fica tal lugar?
Bom, responderei: fica na cornucópia africana. Mataram? É aquele trecho do oeste africano que se estende até o sul da península arábica numa forma de chifre, por isso a expressão cornucópia...
A Somália foi durante algum tempo colonizada por italianos (!!!) mas conseguiu sua independência no século passado, mas...
...mas esqueçam Iugoslávia, Sudão e outros lugares mais chiques pela própria natureza cruenta: a Somália é, literalmente, uma terra de ninguém, um pedaço de mundo dividido entre várias guerras tribais civis que, literalmente, partiram o país ao meio e, consequentente, sequer possui uma mínima representação internacional.
Os mais espertinhos hão de se lembrar do filme-açougue "Black Hawk Down" de Oliver Stone, eu acho, que fala justamente da Somália, ao se lembrar de uma frustrada intervenção de Bill Clinton naquelas paragens em 1993. Pois é, desde aquela época, acreditem, ninguém sabe como se virar na Somália. Até os americanos sofreram o pão que os somalis amassaram por lá!
Por isso que me emocionei. Ninguém sabe da Somália. Mas K´Naan sabe. E esteve lá na Copa, dentre outras dezenas de bandeiras, erguendo orgulhosamente a sua (Até o Will.I.Am, do Black Eyed Peas, balançava uma brasileira, vide o clipe). Mas ele balançava a sua bandeira. A sua pátria. E isso é que o fazia ser emocionante, único e inesquecível.
Viva a Somália! No Mundo da Imagem Verdadeira ela resplandece, única, como sua estrela em seu pavilhão!
Querem ver o clipe que falei? Acessem: http://www.youtube.com/watch?v=eZz_FB-Bp9U&feature=related

Da Arte De Domar Elefantes

Brasil 3 x 1 Costa do Marfim. Sem sustos, mas com raiva, por conta da expulsão do Kaká. Como no jogo da Coréia do Norte, vitória meio amarga por certos detalhezinhos chatos, e o deste jogo foi esta expulsão.
Que venham os lusos, ora pois! Caso percamos, o que não espero, ainda podemos fazer uma graça. Mas aguardemos o dia 25...

Palestra 19.06.2010

PALESTRA – CAPÍTULO 6 – O CAMINHO PARA O MUNDO DA IMAGEM VERDADEIRA
(A HUMANIDADE É ISENTA DE PECADO)

1 - O eterno fluir da Vida (Vol.27), pg. 224-228

“Segundo a filosofia de Holmes, Deus é o Criador de todas as coisas, mas Ele não cria infortúnios para nós, arbitrariamente. Ele cria e dá a todos nós, sem discriminação, tudo que nossas próprias mentes concebem – sejam doença ou saúde, pobreza ou riqueza, adversidade ou situação favorável, infortúnio ou felicidade. Ele cria tudo isso, usando como 'molde' os nossos próprios pensamentos. Com isso, Ele assegura a nossa liberdade e, além disso, prova que, não tendo imagem própria, é capaz de assumir ou criar infinitas formas segundo a mente das pessoas (...). Holmes não considera a ilusão como criadora do mundo fenomênico, mas sim como 'molde' de criação apresentado pelo homem ao Criador, para que Este, com Sua capacidade de assumir livremente infinitas formas, criasse o mundo fenomênico, usando essa ilusão como 'molde'” (A Verdade de Vida, volume 20 – Autobiografia) (...)
Como podemos ver, o New Thought parece uma corrente homogênea formada de vários pensadores que seguem a mesma linha, mas eles divergem em pontos fundamentais. Para apreendermos a essência do New Thought, precisamos “peneirar” os pensamentos de seus líderes e eliminar as impurezas. E, como eles se baseiam na Bíblia, precisamos “peneirar” todas as outras religiões não-cristãs, se quisermos extrair a essência comum a todas as religiões. Assim procedendo, estaremos extraindo o “ouro puro” que se chama Vida que flui eternamente. (...)
No budismo existe uma polêmica quanto à origem do Universo: se é Verdade absoluta ou se é consciência alaya1. (a mente que originou, sustenta e contém o Universo). Dizem que “num pensamento estão contidos dez mundos, e dentro de uma mente existem três mil mundos”. A questão é saber se esse “pensamento” e essa “mente” se referem à mente da Verdade absoluta ou à consciência alaya E isso envolve as seguintes questões:
1 – Será que Buda também está sujeito à ilusão?
2 – Será que o mortal em ilusão pode se tornar Buda?
3 – Buda jamais caiu em ilusão?
Quanto ao primeiro item, eu o neguei totalmente. Quanto ao segundo item, admiti a existência aparente do “mortal em ilusão” como buda fenomênico. Quanto ao terceiro item, admiti-o plenamente. Afirmei categoricamente que “a criatura humana é originariamente Buda, e Buda jamais caiu em ilusão!”. Compreendi que todo homem é Buda e jamais caiu em ilusão, e que o eu perceptível aos cinco sentidos, que parece sujeito à ilusão, não existe.

2 - Transcendendo o jakko (“mundo da claridade serena”), pg. 228-259 (Vol. 39)

Carta do Sr. Hyakuzo Kurata2 para o prof. Masaharu Taniguchi (pg, 228-234)

Em síntese, trata-se de uma carta em que o Sr. Kurata acha “que existe uma diferença básica entre o meu conceito de jakko (luz difusa) e o seu conceito de Luz. Segundo o meu conceito, jakko é uma luz mesclada com treva, e não a luz em oposição à treva. Assim, ele abrange também doenças, infortúnios e calamidades. É muito diferente da luz resplandecente, diante da qual a treva se afasta.
Por causa dessa diferença de conceitos, não estou em condição de escrever um texto apoiando inteiramente o seu ponto de vista” (pg. 232).

Resposta ao Sr. Hyakuzo Kurata (pg. 234-259):

“O senhor considera que “na vontade da Grande Fonte do Universo existem luz e sombra, ou seja, o daijakko (a Grande Penumbra), que abrange simultaneamente a sombra e a claridade”. Com base nesse pensamento, o senhor afirma que não consegue ir além desse conceito, isto é, não consegue acompanhar a ideia de um mundo exclusivamente de luz (...) o senhor chegou a essa conclusão porque está confundindo o Universo Verdadeiro com o Universo Fenomênico. O Universo Verdadeiro é o 'mundo em conformidade com a vontade de Deus', é o 'mundo onde as graças estão à nossa disposição, mesmo que não as peçamos', é o 'mundo onde o Amor de Deus envolve a todos, do mesmo modo que o Sol ilumina os bons e os maus'. É, portanto, um mundo onde existe unicamente luz. Já o Universo Fenomênico é um mundo onde o aspecto perfeito do Universo Verdadeiro é projetado de maneira imperfeita na dimensão tempo-e-espaço, devido a distorções e irregularidades da 'lente mental'. É, portanto, um mundo onde se mesclam a luz e a sombra, o certo e o errado, a saúde e a doença. (pg. 248-249)
Se muitas pessoas têm dificuldade de entender a 'visão de um mundo constituído exclusivamente de luz' preconizada pela Seicho-No-Ie, é porque estão confundindo o Universo Fenomênico com o Universo Verdadeiro, e o homem fenomênico com o homem real “ (pg. 255).

3 - Eliminando-se a ilusão, manifesta-se a Imagem Verdadeira (pg. 260-272) (vol. 20)

Parte (4), pg. 266-272

Pg. 268: Refleti muito, dia após dia, mas não alcancei a paz interior.
Certo dia, eu estava fazendo a meditação, pedindo a Deus que me revelasse a Verdade, quando, por acaso ou pela inspiração divina, surgiu-me na mente um trecho da sutra budista, que diz Shiki-soku-zeku3, que significa “Matéria é sinônimo de vazio”. No mesmo instante, uma voz misteriosa, baixa mas firme, ecoou no meu ouvido: “A matéria não tem existência”. E eu pensei, em seguida, uma outra frase: “Vazio é sinônimo de matéria”. A voz misteriosa tornou a soar:
“Tudo surge do nada. Todas as coisas fenomênicas, sendo projeções da mente, são originariamente inexistentes. Tudo é originariamente inexistente; portanto, tudo surge do nada. Como o homem se deixa levar pela ilusão de que tudo se cria a partir de algo que existe, ele sofre devido ao apego às coisas que julga existentes. Não houvesse tal apego, ele seria totalmente livre. Ele passaria a desfrutar a provisão ilimitada, que torna possível repartir cinco pães para alimentar cinco mil pessoas ou fazer uma grande fortuna a partir do nada. O mundo fenomênico não passa de um mundo ilusório que se vê através da lente mental. Parece existir, mas não é existência real. Compreenda que todas as coisas fenomênicas são inexistentes. Compreenda que seu corpo carnal também é inexistente.”
Ouvindo isso, pensei: “E a mente (mente fenomênica), será que existe?”. No mesmo instante, a voz respondeu: “A mente também não existe”. Até então, eu pensava que a mente fosse como um cavalo arisco, rebelde e imprevisível, e eu tinha a maior dificuldade em domá-la. Ouvindo a afirmação categórica de que “A mente também não existe”, desmontei o cavalo arisco chamado mente e pisei no chão firme do mundo da Imagem Verdadeira.
- Se não existe nem a mente, isso que dizer que não existe absolutamente nada? - voltei a perguntar.
- Existe a Imagem Verdadeira – respondeu a voz.
- O nada é Imagem Verdadeira? O vazio é Imagem Verdadeira?
- O nada não é a ImagemVerdadeira. O vazio também não é a Imagem Verdadeira. O vazio é o fenômeno. A matéria e a mente (mente fenomênica) é que são o vazio. O corpo carnal – que é matéria – e a sensibilidade, a imaginação, a vontade e a consciência, que são formas da mente4, são o vazio.
- Mas o vazio não é diferente do nada?
- Não pense que o vazio seja diferente do nada. Quando se diz que a matéria e a mente são o vazio, significa que elas são o nada. Por pensar que o vazio é diferente do nada, você não compreende que a matéria e a mente são o nada, e é por isso que esbarra nelas. Quando se aniquilam a matéria e a mente pela clara compreensão de que elas são o nada, então se manifesta a Imagem Verdadeira. Quando se considera inexistente o que inexiste, manifesta-se o que existe verdadeiramente.
- E o que é Imagem Verdadeira?
- Imagem Verdadeira é Deus. Unicamente Deus, Sua mente e a manifestação de Sua mente são existências verdadeiras. Estas constituem a Imagem Verdadeira.
- Mas a mente não é inexistente?
- “Mente inexistente” significa mente fenomênica. No sentido de existência verdadeira também o Buda fenomênico e todos os seres fenomênicos são inexistentes. Quando se “aniquila” o buda fenomênico e a mente fenomênica pela compreensão de que todos os fenômenos são inexistentes, manifesta-se a Imagem Verdadeira, o Buda verdadeiro e eterno.
- Esse “aniquilamento”, em termos cristãos, seria a crucificação de Jesus?5
- Exato. Quando se aniquila o Jesus carnal, surge o Cristo-verdadeiro, o Cristo Eterno, que existe desde antes de Abraão. A cruz de Jesus Cristo simboliza a Verdade de que a Imagem Verdadeira se manifesta quando se aniquila o fenômeno. Agora, aqui, ressuscita a Vida eterna. É agora! É agora! O agora eterno! Agora é a ressurreição! Vivifique o agora!
Apesar de continuar com os olhos cerrados, vi diante de mim uma luz ofuscante. Tive a impressão de ver vagamente, no meio da luz, uma imagem branca que devia ser o dono da voz misteriosa. Mas logo a luz se apagou e, quando abri os olhos, percebi que continuava sentado, com as mãos postas.
Naquele momento, alcancei a compreensão de que a mente em ilusão é inexistente e, consequentemente, não existe também a “mente que alcança a iluminação por meio do despertar”. Compreendi que é um equívoco pensar que a mente em ilusão evolui, alcança a iluminação e se torna Buda. Compreendi que existe unicamente a Mente da Imagem Verdadeira que é a manifestação dessa Mente-Suprema. O Buda fenomênico (Sakyamuni), que meditou durante seis anos para alcançar a iluminação, não era existência verdadeira. Unicamente o Buda eterno a quem ele se referiu na declaração “Eu sou Buda desde o princípio dos tempos” é existência verdadeira, e esse Buda eterno vive aqui e agora. Jesus Cristo enquanto “homem fenomênico” que, pregado na cruz, clamou “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, não era existência verdadeira. Unicamente o Cristo eterno, a quem ele próprio se referiu na declaração “Antes que Abraão existisse, eu sou”, é existência verdadeira, e esse Cristo eterno vive aqui e agora. Conscientizei que eu também não sou um “homem fenomênico” nascido de minha mãe em 22 de novembro de 1893 e que só agora alcançou o despertar. Compreendi que sou um ser divino, um ser búdico, desde o princípio dos tempos”

4 - Reverenciar a Vida (pg. 272 – 297), Vol. 33

Mas, afinal, em que consiste a Verdade preconizada pela Seicho-No-Ie? Para compreendê-la, é fundamental entender o que significa “reverenciar a Vida”, que consta no item 1 das Sete Declarações Iluminadoras da Seicho-No-Ie (...) A primeira declaração da Seicho-No-Ie é no sentido de reverenciar a Vida, essa Força invisível e misteriosa que nos mantém vivos, e isso corresponde a “reverenciar a Muryo-ju6”, na linguagem do budismo, e a reverenciar o “pão da Vida”, na linguagem do cristianismo (...) Afinal, o que é essa energia misteriosa chamada Vida, que nos mantém vivos? (...) Na Seicho-No-Ie, chamamos de “vida fenomênica” à Vida manifestada no plano fenomênico. Afirmamos que a vida fenomênica é apenas “manifestação da Vida” e não a Vida em si, que existe verdadeiramente. À Vida que existe verdadeiramente, chamamos de Imagem Verdadeira da Vida7” (pg. 272-274)

5 - Alcançar o mundo da Imagem Verdadeira (pg. 297-304), Vol. 23

Aquele que vai para o paraíso ou que vai para o inferno ou purgatório não é a Imagem Verdadeira (Eu verdadeiro) da pessoa, e sim o eu fenomênico, o eu transitório. O Eu verdadeiro encontra-se, desde o princípio, no paraíso da Imagem Verdadeira, repleto de harmonia,vivendo como ser perfeito, dotado de amor infinito, sabedoria infinita e Vida infinita e abençoado com as dádivas infinitas de Deus. A entidade conhecida como espírito, que, após habitar temporariamente o corpo carnal, desliga-se deste e continua a viver num meio chamado mundo espiritual, é o eu transitório, constituído de ondas mentais. Em última análise, o espírito (corpo astral ou corpo espiritual) também é um aspecto temporário do ser, mantido pelo poder da mente, não sendo, portanto, o Eu verdadeiro. É por isso que o budismo nega a existência de espírito, pregando que o “eu” não existe. (pg, 297-298).

1É o oitavo sentido, a "consciência da memória", alayavijñana em sânscrito. A oitava e mais fundamental das oito consciências estabelecidas na doutrina da escola Yogacara. (A sexta consciência é a mente pensante e a sétima é a noção de ego.) A consciência alaya acumula toda a energia potencial para a manifestação mental e física da existência do indivíduo, e supre a substância a todas as existências. Também recebe impressões de todas as funções das outras consciências e as retém como energia potencial para suas manifestações e atividades posteriores. Já que serve de base para a produção das outras sete consciências (chamadas "consciências transformadas"), também é conhecida como a "consciência-base" (mula-vijñana). A oitava consciência dá um senso de eternidade, unidade, subjetividade e maestria, lembrando um atmã eterno (o aspecto do ser que é imutável mesmo após as transmigrações), fazendo, assim, a sétima consciência enganosamente perceber e apegar-se a um ego. (Do site http://estevaomonteiro.com/Magia/mito.htm, acessado em 19.06.10)

2Hyakuzo Kurata (倉田百三, Kurata Hyakuzō (23 Fevereiro 1891 - 12 Fevereiro 1943) foi um ensaísta e teatrólogo em assuntos religiosos nas eras Taisho e no início da era Showa. Escreveu “O Mestre e seu discípulo (“Shukke to sono deshi”)

3Na sutra budista “Hannya Shingyo” (Sutra da Sabedoria) (vide explicações maiores sobre esta sutra no capítulo final de “Você Pode Curar a Si Mesmo”, de Masaharu Taniguchi.). Na obra “Shodoka – o Canto do Satori Imediato” de Yoka Daishi consta: “A essência do sutra do Hannya Shingyo é “shiki soku ze ku/ ku soku ze shiki” (os fenômenos não são diferentes de ku, ku não é diferente dos fenômenos.” (pg. 21)(ku = nada)

4Na linguagem budista, estes cinco elementos correspondem aos skhandas, que são os cinco agregados que correpondem à individualidade (fenomênica, segundo a Seicho-No-Ie): a matéria (rupakkhanda ou shiki), a sensibilidade (vedanakkhanda ou ju), as percepções (sannakkhanda ou so), as formações mentais, ações do espírito ou simplemente imaginação (samkharakkhanda ou gyo) e, por fim, a consciência (vinnanakhanda ou shiki) (obras: Budismo, Psicologia do Autoconhecimento, Dr. Georges da Silva e Rita Homenko e Shodoka – O Canto do Satori Imediato, Yoka Daishi). Assim, segundo a revelação que o Mestre recebeu, estes cinco agregados, que compõem a individualidade humana, ou, simplesmente, mente, não existe. Só existe, assim, a Mente Divina, na qual estamos todos submersos.

5Notem que na Iluminação do Mestre ele fala em termos budistas em primeiro lugar e em termos cristãos logo a seguir, comprovando a unicidade de pensamento da Seicho-No-Ie.

6Vida Infinita, na linguagem budista.

7Compare este trecho com este outro, constante na Verdade da Vida volume 17: “Quem está me ouvindo pela primeira vez provavelmente não sabe o que é a Imagem Verdadeira do ser humano. Vou explicar em poucas palavras. Dentro de cada ser humano existe a fonte da força infinita, pronta para jorrar, embora a maioria das pessoas jamais se aperceba disso. Essa fonte de força infinita é que é a Imagem Verdadeira do ser humano” (pg. 60)

Quantas Mesmo?

Antes de mais nada, me permitam consultar um pouco meus desorganizados alfarrábios... ah, sim, atualizando aqui, informo que ontem dei minha décima quarta palestra como Líder da Iluminação da Seicho-No-Ie, excetuando as duas palestras que não dei no mês de maio deste ano. E foi uma palestra boa, retornei depois de duas semanas, à reunião da Associação Local dos Jovens, agora sob a direção do Carlos Victor. Tema: Capítulo 6 da Humanidade..., tema difícil, quase cem folhas a tratar, e o pior (ou melhor) é que em 20/07 darei mais uma palestra com o mesmo tema... no próximo post, vou disponibilizar o resumo de cinco laudas que disponibilizei para o povo estudar sobre o tema...

Copa do Mundo

Escrevo estas linhas aguardando o segundo jogo da nossa seleção brasileira contra, desta vez, a briosa seleção ebúrnea. Ebúrnea? Sim, caríssimos, LeoJisso também é cultura, este é um dos gentílicos aceitos pelo nosso vernáculo (ui!) para os nascidos na Costa do Marfim (o outro, mais óbvio, menos erudito e consequentemente menos fresco, é marfinense...). Depois da também briosa Coreia Setentrional (= do Norte!) com a cena que mais me emocionou na Copa, que foi o choro de Jong Tae-Se, que sequer nascido no local é, coloco minhas barbas de molho. Mas vamos falar de Seicho-No-Ie um pouco, que é o assunto principal deste mui humilde brógui...

Outro Sumiço...?

Não, meu computador não pifou desta vez de novo, apenas fiquei mal durante a semana passada, pelo falecimento do meu avô, José Nilo de Brito, que desde 11.06.2010, abertura da Copa do Mundo, estará em minhas futuras listas como o meu mais novo antepassado.
Pensei em escrever mil e uma coisas neste blog, fazer homenagens a ele, várias coisas, mas não tive, digamos, disposição para tanto. Fica aqui, assim, o registro. Com aproximadamente (nunca soube exatamente) 92 anos retornou para o Mundo Espiritual meu avô materno, José Nilo de Brito.